terça-feira, 1 de setembro de 2015

A Antite de Afrodite

A Antite de Afrodite


Por Carlos Maurício Mantiqueira

“Uma Anta! Meu reino por uma Anta!” gritou a deusa em desespero.
Viu que lhe crescia o nariz; seu destino estava por um triz.
Procurou disfarçar-se de anta e para tal precisava de um exemplar da espécie.

Desceu do Olimpo a procura de Teseu, para aprender a domar um touro pelos chifres.

Vai ao planalto central em busca do formidável animal (a Anta).

Não passou pelo labirinto verde (foncé) por falta do fio de Ariadne. Olvidou-se do pai de merdandante que a dissuadiria num instante, enrolado que está e sem defesa, com a própria pata presa. Por causa de empresa de outro filho, vai ajoelhar no milho.

Clamou então por Zebedeu, porque ninguém mais a iluda, e pasma ficou ao saber que não estava mais na papuda.

Telefonou então para Cristina (mais afeita às aves de rapina) e informou-se:” De quais esperanças te nutres ao deparar-se com um bando de abutres ?”

A outra de seu poder já no ocaso, disse-lhe: “De las leyes no hagas caso!”


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.