domingo, 20 de setembro de 2015

R$ 77 BILHÕES COM SALARIOS E ENCARGOS EM APENAS 4 MESES

COMO UM GOVERNO FALIDO E SEM CRÉDITO CONSEGUE GASTAR MAIS DE R$ 77 BILHÕES COM SALARIOS E ENCARGOS EM APENAS 4 MESES

COMO UM GOVERNO FALIDO E SEM CRÉDITO CONSEGUE GASTAR MAIS DE R$ 77 BILHÕES COM SALARIOS E ENCARGOS EM APENAS 4 MESES

Junto com a Previdência e programas sociais, os gastos com Pessoal respondem por mais de 60% de todas as despesas do governo. Só nos quatro primeiros meses de 2015, a União gastou mais de 77,6 bilhões de reais com salários e encargos sociais.
Não por acaso, uma boa parte das medidas de cortes anunciadas nesta semana pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) miram o funcionalismo. Só com o adiamento do reajuste salarial dos servidores públicos, o Planalto mira economizar 7 bilhões de reais.
Na primeira versão do Orçamento, a previsão do governo era de gastar 252,6 bilhões de reais só com Pessoal em 2016 – 21 bilhões a mais do que o previsto para este ano.
Para se ter uma ideia, entre maio de 2014 e abril de 2015, só os ministérios do governo de Dilma Rousseff gastaram mais de 198,6 bilhões de reais com salários e encargos. Os dados foram compilados por EXAME.com do último Boletim Estatístico de Pessoal e Informações Organizacionais, divulgado em maio deste ano.
Sozinho, o Ministério da Defesa – que engloba os gastos do Exército, Marinha e Aeronáutica – responde por quase 30% desse montante. Em seguida vem o Ministério da Educação, com mais de 42 bilhões de reais de gastos em salários.
A expectativa é de que até quarta-feira da semana que vem o governo anuncie a lista dos ministérios que serão cortados e a redução do número de cargos de confiança. Essa medida deve gerar uma economia de apenas 200 milhões de reais.
Veja, nas fotos, os ministérios que mais gastaram com salários e encargos sociais entre maio de 2014 e abril de 2015.
Em tempo: o ranking leva em conta apenas os gastos de 32 pastas. A Casa Civil, a Secretaria de Assuntos Estratégicos, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a Secretaria-Geral da Presidência, o Gabinete de Segurança Institucional e o Banco Central do Brasil – que são considerados ministérios – não foram incluídos.

Fonte: Exame