quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Nação está em chamas

A Nação está em chamas


Por Laercio Laurelli

A nação está em chamas? Quando passamos os olhos em um texto, clássico ou não, pela curiosidade até, tomamos o atalho do interesse pela matéria. Quando nos damos conta, dado nosso envolvimento, e nos levamos ao estudo, com o objetivo de definir e explorar situações que nos remetem ao verdadeiro sentido daquilo que queremos entender e sublinhar na direção de formatar energia suficiente para fortalecer nosso interior àquele estado natureza e, compreender, e definir os erros, os acertos e os abusos do estado de sociedade  que degradam o homem abaixo da condição que era sua e, de uma tomada para outra, essa mesma degradação, posta sob o ângulo expresso pela modificação dessa circunstância nos termos do objeto geral. Então, procuramos responder esta questão pela percepção sensível, dos fatos contra a pátria brasileira, midiáticos, que assolam a nação.

Não é difícil entender a introdução deste artigo diante da realidade brasileira. O dicionário da língua portuguesa nos dá o sentido do significado da palavra DEGRADAR: “Privar de graus, dignidades ou empregos; aviltar; rebaixar”. O ato de dizer, também representado pela escrita, é a manifestação de um pensamento para que alguém possa externar um conceito sobre algo, até mesmo uma determinação completa.

Portanto, necessitamos da palavra pela qual desenvolvemos uma ideia e um predicativo, nome ou pronome que qualifica ou determine um sujeito ou um objeto. Pois bem, ordenamos o substantivo masculino “Estado-Governo” e, o colocamos na condição acima de tudo, conscientizador regido pela ideia do regime democrático.
Ótimo. Temos então o sujeito e o predicativo no desenvolvimento da ideia que o qualifica como adjetivo democrático. Não obstante, reconhecer que mesmo no sistema democrático há diferenças de classes sociais (rico e pobre). Na caminhada histórica, pode ocorrer à substituição de um sistema para outro. Mas a evidência merece destaque quanto ao mesmo tempo da troca, manter a percepção sensível pela experiência do conhecimento do objeto, como norma inamovível, “Cláusula Pétrea”. Portanto, o dado sensível da moral, do direito da arte, da dignidade, da honra da soberania da Nação.

Não colocá-la do lado revelador do desaparecimento da sucessão objetiva e, permitir o “desmanche” da Nação Brasileira consumida pelas “chamas da corrupção” desmedida e organizada pelos adeptos radicais compostos por “quadrilhas” atualmente agindo a todo vapor, com as “caldeiras” prontas a explodir, sem, contudo, sensibilizar as autoridades que podem e devem intervir para colocar um final nesta percepção sensível.

Neste ponto é necessário invocar a sabedoria de Emmanuel Kant, que afirma: “(...) Não há nenhum meio de distinguir entre a casa cujas partes, percebidas sucessivamente, coexistem objetivamente na simultaneidade, e o barco que desce o rio, cujas posições, também percebidas sucessivamente, são desta vez objetivamente sucessivas. A percepção sensível é incapaz de se distinguir ela própria, que é subjetivamente sucessiva das propriedades do objeto, quer sejam simultâneas ou sucessivas. É preciso, pois, buscar fora da intuição sensível o meio de distinguir entre o objeto e o sujeito”.

Pelo exemplo posto, chega-se a conclusão de que o objeto “ut retro” referido, frente ao sujeito, da forma colocada, reflete a condição que faz parte da conduta na conservação do patriotismo, consciência pública, sentimentos de direito e justiça porque representam o sustentáculo físico e moral de uma Nação, conquistados por lutas memoráveis pelo povo brasileiro.

Agora, então, temos um problema. A Nação está em chamas. Obrigatórioe objetivamente, o dever de resolver a questão! “É da filosofia a lógica de que: “a ordem na série das percepções que se sucedem na apreensão é, pois, determinada aqui e esta apreensão está ligada a esta ordem” (Kant-Crítica da razão pura, páginas 184,185)”.

Se a predição está ligada à ordem de que se a Nação continuar em chamas haverá destruição dos valores essenciais da construção e tradição da Nação Brasileira, então, óbvio e ululante da forma dita pelo nobre, saudoso e festejado Nelson Rodrigues: a Ordem é que essas autoridades que se encontram “ocultas” honrem as calças, calcinhas e soutiens que vestem, com rigor no desempenho de suas funções, para labutar incessantemente, dia e noite, se preciso for para expurgar de vez os comunistas-terroristas, em qualquer canto deste Brasil ou, se e quando estiverem ocupando cargos de expressão no Executivo, Legislativo ou Judiciário.


Laercio Laurelli é Desembargador (Aposentado do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). Apresentador do programa Direito e Justiça em Foco. Professor de Direito Penal e Processo Penal - Articulista – Parecer, Opinião Jurídica - Palestrante – Conferencista - (Patriota pela manutenção do Estado de Direito Democrático).