terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O Bobo Alegre

O Bobo Alegre


Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um amável leitor comentou que sou um bobo alegre.

Não está muito longe da verdade. No entanto preciso explicar que sou alegre por ter nascido no país mais extraordinário do mundo.

Sem dúvida os leitores conhecem a anedota da criação da terra:

Deus pos tudo de melhor no Brasil e nos protegeu de terremotos, vulcões, invernos rigorosos e invasões estrangeiras. Os anjos e santos reclamaram de tanta parcialidade. Deus então teria dito:”Esperem para ver a gente que lá porei!”

Os idiotas interpretaram a frase como uma compensação maléfica. Ledo engano.

Em sua divina ironia o Criador na verdade quis dizer que nos abençoaria ainda mais.

Os índios que aqui estavam e nos legaram o hábito do banho diário.

Os portugueses, raça de gigantes na coragem e na fé, fizeram fortalezas nos séculos XVI e XVII para garantir a unidade da terra, que por “pequeno” engano, acharam tratar-se de uma ilha; na verdade é um continente.
Em grande quantidade, mais tarde, vieram italianos de todas suas antigas pátrias.

Em seguida, libaneses, sírios e armênios, chamados depreciativamente de “turcos” porque tinham os documentos de seu opressor comum.

Depois foram os japoneses, povos da Europa Central e, em menor quantidade, gente de todas as partes do mundo.

O Brasil acolheu e acolhe de braços abertos todos os que vem com suas famílias e aqui se radicam e se integram.

Talvez tenha que matar guerrilheiros recentemente chegados, disfarçados de “refugiados”.

Orgulho-me de ser “bobo” por conhecer o valor e o patriotismo de nossos soldados.

Se estiver enganado, é porque já está na hora de morrer, como Camões, na Pátria e pela Pátria.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.