sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Justiça impede que Lula censure a imprensa

Justiça impede que Lula censure a imprensa


Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Se você está PT da vida porque uma decisão judicial da primeira vara criminal de São Bernardo do Campo, em um processo que corre em segredo de Justiça, tirou seu "zap-zap" do ar por 48 horas (as operadoras de telefonia adoraram este presentinho natalino), deve encontrar mais motivos para também ficar mais pt da vida ainda com as atitudes nada democráticas do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - um sujeito oficialmente investigado em várias broncas no Brasil e no exterior.

Ainda bem que o ilustre morador de São Bernardo do Campo tomou uma lambada da 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro. O juiz Mauro Nicolau Junior negou pedido de indenização por danos morais feito Por Lula em processo movido contra jornalistas do jornal O GLOBO. $talinácio tentou alegar que repórteres do jornal tiveram a intenção de atacar a sua honra ao publicar reportagem sobre a obra de um prédio no Guarujá, onde tem um apartamentão de luxo. Felizmente, o magistrado carioca entendeu que os jornalistas “não praticaram qualquer ato ilícito” e apenas exerceram o direito de liberdade de expressão. Por essa razão, o juiz julgou a ação improcedente.

O juiz Mauro Nicolau Junior compreendeu a relevância da liberdade de imprensa no combate à corrupção: “É de notório conhecimento que o país vive momento histórico ímpar, iniciado pela ‘Operação Lava-Jato’, promovida por iniciativa da Polícia Federal e Ministério Público Federal, que busca deflagrar esquemas de corrupção em empresas públicas, e entre empreiteiras e agentes públicos. Qualquer fato que possa estar ligado a essa operação é de grande interesse público e merece ser noticiado pela imprensa”.

O magistrado foi na veia: “A conduta da assessoria de imprensa do autor se revela contraditória, ora afirmando ser o imóvel de propriedade do autor e de sua família, ora negando. O fato de o autor (Lula) ser ou não proprietário de apartamento na cidade do Guarujá pode ou não ser de interesse do povo. Na hipótese de haver investigações criminais em curso sobre as obras do edifício em que o autor seria proprietário de unidade, ou que sua esposa teria quotas conversíveis em unidade do edifício, tal fato não deve passar despercebido pela imprensa. Tem sim esta o direito, mais que isso, o dever, de noticiar tais fatos, desde que devidamente embasadas as suas afirmações e apresentadas as versões dos envolvidos, o que é observado na matéria jornalística tratada neste processo”.

Tão secretamente como os motivos que censuraram seu whatsapp, Lula deu um pulinho ontem, em Brasília, para prestar depoimentos à Justiça. Esperto como sempre, apareceu um dia antes do agendado, para que passasse despercebido, longe dos olhares profanos da imprensa. Lula teve de dar explicações em um inquérito relacionado à Operação Lava Jato. Lula também foi ouvido em uma ação da Justiça italiana sobre a sua relação com o empresário Valter Lavitola, ligado ao ex-primeiro ministro da Itália Silvio Berlusconi, que renunciou ao cargo em novembro de 2011, sobre facilitação para explorar madeira na Amazônia.

O blindadíssimo Lula ainda tem muito de explicar. Mas, em vez disso, ele prefere, de forma covarde, apelar para segredinhos, com o agravante de tentar calar a voz da imprensa. Ainda bem que existem juízes em "Berlim"...

Conclusão: "Vitória na Guerra" é a PQP!

Pergunta pertinente...

Feita pelo apresentador Rodrigo Bocardi, da Rede Globo, no encerramento do telejornal local Bom Dia São Paulo desta quinta-feira de manhã:

"Por que a Justiça bloqueia o Whatsapp, mas não consegue o mesmo com os celulares dentro dos presídios"? 

Empate técnico no STF

O ministro Edson Fachin, relator do rito de impeachment no STF, produziu ontem um voto que, se for acompanhado pela maioria dos 11 ministros, representará uma grande derrota para Dilma no cadafalso.

Vários pontos do parecer de Fachin representam uma tragédia para a Presidenta:

Ele pregou que o Senado não pode barrar a instauração do procedimento. 

Confirmou a votação secreta para a formação da comissão na Câmara. 

Negou o pedido de afastamento do deputado Eduardo Cunha da comissão. 

Argumentou a favor do afastamento de Dilma quando o processo for instaurado na Câmara.

Por fim, rejeitou a ausência de defesa prévia de Dilma.

Nesta quinta-feira, prossegue a votação no STF. Se alguém pedir vista, o caso só se resolve em fevereiro, depois do recesso parlamentar e judiciário.

Já era...

A petelândia teve ontem dois bons motivos para comemorar.

Primeiro, que o ex-senador e governador mineiro Eduardo Azeredo foi condenado há mais de 10 anos de prisão pelo Mensalão Tucano.

Segundo, porque o Procurador-Geral da República pediu o afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara.

Rodrigo Janot argumentou que Cunha utiliza o cargo para "interesse próprio e fins ilícitos", para "constranger e intimidar parlamentares, réus colaboradores, advogados e agentes públicos, com o objetivo de embaraçar e retardar investigações contra si".

Cartinha misteriosa