terça-feira, 3 de novembro de 2015

Petroleiros do Paraná entram em greve e trabalhadores protestam na porta da refinaria em Araucária

Petroleiros do Paraná entram em greve e trabalhadores protestam na porta da refinaria em Araucária

Por Elizangela Jubanski



(Fotos: Lysandra Bissoni/AraucáriaNoAr)

Os petroleiros do Paraná  aderiram à greve nacional da categoria contra o desmonte da Petrobrás. Na manhã desta terça-feira (3) as unidades da empresa em todo o território nacional estão paralisadas, inclusive o da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária. Eles estão mobilizados em frente à indústria e a estimativa do Sindicato dos Petroleiros do Paraná (Sindipetro) é que cerca de 70% dos trabalhadores estejam parados.
O movimento iniciou oficialmente a zero hora desta segunda-feira (02), no entanto, na manhã de hoje que os trabalhadores, durante a troca de turno, aderiram à paralisação. O presidente do Sindipetro Márcio Dalzot afirmou que o principal item é o novo plano de negócios da Petrobras, divulgado pela estatal. “Esse novo projeto prevê uma política de desinvestimento, com redução de empresa e negócios e isso não aceitamos de jeito nenhum. Em um segundo momento vamos discutir a pauta salarial”, explicou o presidente, em entrevista à Banda B.
No Paraná, há cerca de 1,5 mil trabalhadores contratados diretamente e, ao todo, são 4 mil entre indiretos e terceirizados. A paralisação pode afetar o abastecimento de combustíveis no Estado. “Isso pode acontece, com certeza, se não houver uma negociação de rendição desse pessoal que atualmente trabalha na refinaria sem profissionalismo. Se eles não colocarem uma contingência legal de trabalhadores capacitados, eu não sei se a refinaria aguenta muito tempo e, com isso, afeta o abastecimento e produção, sim”, fecha o presidente. A adesão também afetou a Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, em Santa Catarina.
Plano reduz investimentos
O novo plano da Petrobras para 2015-2019 prevê redução de 37% o que havia previsto no projeto de 2014-2018. Investimento deve ser de US$ 130,3 bilhões. Objetivo é produzir 3,7 milhões de barris de óleo equivalente. Para se ter uma ideia da diferença, no plano anterior a previsão era de 5,3 milhões de barris.
Mas a empresa brasileira enfrenta vários desafios dentro e fora, com os escândalos de desvios de dinheiro pelos dirigentes do Governo e membros do Partido do Trabalhadores (PT) em conluio com empresários da construção. Além disso, se comparado com a Shell, que é uma empresa mundial de petróleo, há exorbitância de funcionários. Hoje, a Petrobras possui 81 mil funcionários registrados de um total de 446 mil trabalhadores, contando-se os prestadores de serviços.