domingo, 29 de novembro de 2015

EXIGIMOS NOSSO PAÍS DE VOLTA!!!


EXIGIMOS NOSSO PAÍS DE VOLTA!!!

“TRISTE REALIDADE”

  General Pimentel – Presidente do Clube Militar


Ontem pela manhã, assisti num jornal televisivo uma cena ao mesmo tempo dramática e revoltante. Uma senhora de meia idade, aos prantos e com fortes dores, numa fila de hospital clamando por assistência médica. Nas suas mãos uma senha, acreditem, com o número mil duzentos e alguma coisa. Um funcionário informou-lhe que o atendimento, considerando a disponibilidade de médicos, seria coisa para mais de ano. Absurdo.


Em seguida, pelo rádio, já a caminho do trabalho, ouvi as notícias a respeito do estado de abandono da UERJ e da paralisação do hospital Pedro Ernesto vinculado àquela universidade. O apresentador estimulava os alunos a cuidarem eles próprios daquelas instalações, tomadas pelo lixo, enquanto o governador alegava falta de recursos, explicando que a falência da Petrobrás levara o Rio de Janeiro à beira da insolvência.


Mais tarde, circulando pelo Centro, mais precisamente pela Avenida Passos e imediações do SAARA, local do comércio mais intenso e tradicional da cidade, pude ver a quantidade assustadora de lojas, algumas muito antigas, que cerraram suas portas. Falidas certamente. Gente, para onde caminha o nosso País?

Tomo conhecimento mais tarde, pelos jornais, que temos hoje cerca de nove milhões de pessoas desempregadas, um contingente alarmante, principalmente se considerarmos que há expectativa de crescimento daquele número nos próximos meses.

Pelos mesmos jornais verifico que faltam hoje 1,157 milhão de vagas nas pré-escolas brasileiras. A educação infantil para as crianças de 4 e 5 anos é obrigatória desde 2009, quando foi aprovada a Emenda Constitucional (EC) número 59. As metas estão completamente defasadas da realidade. No ensino básico passa-se algo semelhante, enquanto cresce em escala geométrica o número de menores de rua, 25000 segundo o último censo.

As estatais, com dívidas astronômicas, estão quase todas envolvidas em esquemas da corrupção que se institucionalizou no País, à frente a Petrobrás, que quase faliu. No esquema, envolveram-se os auxiliares de Lula, desde o seu primeiro mandato. Nomes como o de José Dirceu, José Genuino, Vaccari Neto, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e, agora, o líder do PT no Senado Delcídio do Amaral, todos da linha de frente do lulopetismo, e só para citar os mais conhecidos, já foram condenados ou estão sob investigação.


O Juiz Sergio Moro, encarregado da operação Lava-Jato, um ano e oito meses de investigações e de prisões, afirma que há muita gente ainda para responder à Justiça, mas que Governo e Congresso, e acho que poderíamos também incluir aqui o Judiciário, estão longe de responder à altura da gravidade do problema e aos anseios da sociedade que clama por punições. Pesaroso, afirma o Juiz que a Operação Lava-Jato tem sido uma voz no deserto. Sinal claro de impunidade. Já vimos esse filme.


Atualmente 150 congressistas têm pendência na mais alta corte do país, quase um quarto do Congresso Nacional. No ano passado eram 14. Hoje, 52 são réus em 100 ações penais. Aí estão incluídos os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Todos com uma única preocupação: livrar-se das penas da Lei, dispostos para isso a utilizarem-se de todas as suas vergonhosas imunidades. Já se ouviu de algum deles algo como: “sou imune, sou impune”.


Enquanto isso a presidente, máximo da incompetência e inaptidão para o cargo, inteiramente perdida, sem apoio político, é a causa maior da paralisia do País. A economia, entregou a um antípoda seu e do partido que representa. Quase um inimigo. Submissa a seu criador, o ex-presidente Lula, não tem a menor condição de tirar o Brasil da enrascada em que nos meteram.

Quanto a Lula, tenho dito e repetido, é o inimigo público número 1. Não tenham dúvidas de que foi ele o maior responsável por tudo o que hoje passamos. É nele que devemos concentrar nossa atenção. É ardiloso, ambicioso, mentiroso, megalomaníaco. Mestre do descaramento. A ele não importa que tudo vá para o inferno, desde que seja favorável à sua volta em 2018. Não dá para compreender como a mídia ainda concede espaço livre a esse indivíduo para continuar iludindo seus ingênuos seguidores com seus delírios de grandeza e para destilar seus ódios. Duro ser brasileiro numa quadra como a que vivemos.

Por outro lado, o congresso, com letra minúscula mesmo, porque aquela casa há algum tempo já não nos representa, dentro de poucos dias estará em recesso. Seus integrantes, certamente com suas viagens agendadas, menos para Paris desta vez é claro, só estarão de regresso depois do Carnaval. O povo? Este que se dane, é hora de desfrutar do produto dos milionários rendimentos e subsídios que recebem e, no caso de muitos, também das propinas e de outras maracutaias. O povo que se vire. As vítimas do maior desastre ecológico de todos os tempos? Que esperem sentadas. Irresponsabilidade total. E nem uma voz que se levante dentre eles. São todos iguais ao final. Num país sério estariam em prontidão, como todos nós, pois ninguém mais é capaz de assegurar qual a tragédia do dia seguinte.


Ontem, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura, o entrevistado, o consagrado economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, afirmou que a crise que o lulopetismo instalou no País é de tal gravidade que ameaça pulverizar todo o legado do Plano Real do qual ele próprio foi um dos criadores. Mais adiante, perguntado sobre as saídas que vislumbrava disse que a solução passa, necessariamente, pela mudança do governo. Mas 2018 está muito longe, creio que seria um tempo insuportável. A sociedade precisa sair da inércia, pressionar, pressionar e pressionar, até que essa gente devolva nosso Brasil. Enquanto é tempo.

EXIGIMOS NOSSO PAÍS DE VOLTA!!!