sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Mariana: Maximiliano de Wied-Neuwied e o Rio Doce em 1815


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Mariana: Maximiliano de Wied-Neuwied e o Rio Doce em 1815

Restaram poucos fragmentos de mata nativa na bacia do Rio Doce. O desmatamento foi intenso. Em decorrência, veio a erosão e o assoreamento. Os rios da bacia se tornaram rasos, inclusive o grande Rio Doce. Não restaram florestas nas magníficas ilhas do rio nem na Lagoa de Juparanã, ligada ao Doce, outrora orlada de matas. As margens da bacia foram invadidas por lavouras, pastos, indústrias e cidades. Para completar o processo de destruição, a atividade minerária, em Minas Gerais, lavou a Bacia do Doce, varrendo núcleos populacionais, poluindo a água com lama tóxica até a foz, matando peixes e outros organismos aquáticos, afetando a vegetação nativa das margens, prejudicando a economia agropecuária e suspendendo a captação de água para abastecimento público nas localidades por onde a lama escorreu. A responsável foi a mineradora Samarco, de propriedade da Vale e da anglo-australiana BHP.

Por Arthur Soffiati, ecohistoriador e ambientalista.

O momento histórico que vivemos é de excessiva destruição. O príncipe naturalista alemão Maximiliano de Wied-Neuwied, que empreendeu uma expedição científica entre o Rio de Janeiro e Salvador, de 1815 a 1817, ficou maravilhado com o Rio Doce. Ele o conheceu em dezembro de 1815. Estávamos nos primórdios da Revolução Industrial, que ainda não havia alcançado o Brasil diretamente, se bem que as atividades primárias rurais poderiam muito bem levar a Bacia do Doce à situação em que ela se encontra atualmente. Sua viagem da costa até Linhares começou em Regência, hoje famosa pela base do Projeto Tamar. Ele escreveu que, pouco antes de Regência, encontrou "rastros das colossais tartarugas marinhas, que vêm à costa depositar os ovos em buracos cavados na areia." Regência era um posto militar que defendia, na costa, o trânsito de pessoas dos ataques dos temíveis botocudos.
Maximiliano escrevia muito bem, em seu estilo romântico, pintando amplas paisagens. Valho-me de suas palavras para narrar a viagem. "Mal raiara a manhã, e a curiosidade nos impelia a sair e a contemplar o rio Doce, o maior rio entre o Rio de Janeiro e a Bahia. Nessa época, toda a caudal rolava impávida e majestosamente para o oceano; a imensa massa d'água corria num leito que nos pareceu duas vezes mais largo do que o Reno no ponto de maior largura. Poucos dias depois, entretanto, tinha diminuído alguma coisa. Só nos meses chuvosos, principalmente em Dezembro, é que fica tão volumosos; em outras épocas, especialmente após estiagens muito longas, veem-se surgir por toda parte do leito bancos de areia, de que, todavia, não se observa agora nenhum vestígio (...) O rio Doce nasce na capitania de Minas Gerais, formado pela junção do rio Piranga com o Ribeirão do Carmo."
O Rio Reno era sempre usado por ele como padrão para medir os rios brasileiros. Quando conheceu o Paraíba do Sul, considerou-o uma espécie de Reno brasileiro, só que muito mais belo. Como saiu do Rio de Janeiro, ele não conheceu o Rio de Prata, formado pelos Rios Paraná, Paraguai e Uruguai. Não passando de Salvador, também não conheceu a foz do Rio São Francisco. A bem dizer, o Rio Doce é o maior entre o da Prata e o São Francisco. Em extensão, o Rio Doce tem cerca de 850 quilômetros, enquanto o Paraíba do Sul alcança mais de 1000 quilômetros. Mas, em vazão, o primeiro tem o dobro de volume que o segundo.
Para o naturalista, o rio foi um deleite: "As margens do belo rio são cobertas de espessas florestas, refúgio de grande número dos mais diversos animais. Aí se encontram, comumente, a anta, duas espécies de porco selvagem, 'pecari' ou 'caitetu' e o 'porco de queixada branca', duas espécies de veados e mais de sete espécies de felinos, entre os quais a onça pintada e o tigre negro são as maiores e as mais perigosas."
"Contudo, advertia ele, o rude selvagem botocudo, habitante aborígene dessas paragens, é mais formidável que todas as feras, e o terror dessas matas impenetráveis."
Quanto à navegabilidade do rio, ele não tem propostas como seu colega Auguste de Saint-Hilaire, limitando-se apenas a dizer que, "Para subir o rio Doce na cheia, são necessários quatro homens pelo menos, que impulsionam a canoa por meio de longas varas." Ao partir rumo a Linhares, ele exclamou extasiado: "Em plena manhã, a vasta superfície do rio cintilava ao sol; as margens distantes estavam tão densamente vestidas de selvas umbrosas, que, em todo o percurso vencido, não havia espaço livre onde se pudesse erguer uma casa. Ilhas numerosas, de vários tamanhos e formas, recortavam o espelho das águas; eram cobertas de velhas árvores de frondes luxuriantes (...) Na cheia, a água do rio Doce é turva e amarelada, e produz febres no consenso geral dos habitantes. O peixe é abundante, e mesmo o espadarte sobe muito além de Linhares, até a lagoa de Juparanã, onde é frequentemente pescado."
Na foz, quase não se podia divisar uma margem a partir de outra. Era dezembro, e o rio deveria estar em período de cheia. As florestas eram densas e ricas em biodiversidade. Como no caso do Paraíba do Sul, as águas ficavam barrentas nas cheias. As ilhas dotavam o rio de mais beleza. Quanto às febres, Maximiliano viveu numa época em que as doenças transmissíveis ainda eram atribuídas aos miasmas provenientes das águas. Um peixe marinho, como o espadarte, conseguia subir o rio até a grande Lagoa de Juparanã, que o príncipe não pôde conhecer.
Sem dúvida, o que mais encantou o príncipe naturalista foram as matas que margeavam o rio. "Vinham das florestas os berros de numerosos macacos, sobretudo dos barbados, e dos saí-açus. Vimos aí, pela primeira vez em estado selvagem, as magníficas araras, um dos maiores ornamentos das florestas brasileiras; ouvimos-lhes os gritos altos e estridentes, e as altaneiras sapucaias. Podíamos reconhecê-las à distância pelos rabos compridos, e a brilhante plumagem vermelha refulgia deslumbrantemente sob os raios do sol. Periquitos, maracanãs, maitacas, tiribas, curicas, camutangas, jandaias e outras espécies de papagaios voavam aos bandos, em algazarras, de uma margem a outra, enquanto o grande e majestoso pato almiscarado pousava no ramo de uma Cecropia, na orla da mata, à beira do rio. O talha-mar permanecia imóvel, de pescoço encolhido, nos bancos de areia (coroas); tucanos e surucuás emitiam os altos gritos. Esses animais selvagens e os Botocudos, agora, aliás muito mais raros, são os únicos habitantes das margens do rio. Escasseiam os colonos; apenas em dois lugares se estabeleceram algumas pessoas, suficientemente armadas para a defesa."

         Em 28 de dezembro de 1815, ele estava em Linhares, "ainda um povoado insignificante, apesar do trabalho desenvolvido pelo ministro Conde de Linhares para o seu progresso. Por ordem deste, construíram-se os edifícios numa praça situada em área aberta na mata, perto da beira do rio e sobre a íngreme ribanceira de argila. As casas são pequenas, baixas, cobertas de folhas de palmeira ou de uricana, feitas de barro e não rebocadas. Ainda não tem igreja, sendo as missas oficiadas numa casinhola. No meio da praça formada por edifícios, há uma cruz de madeira, para cuja feitura se desgalhou simplesmente o cimo de uma grande e bela sapucaia, pregando-se uma viga transversal. Os moradores estabeleceram as plantações, parte na mata circunjacente, parte nas ilhas fluviais."

         Nos arredores do povoado, hoje cidade, já existiam grandes fazendas e plantações de cana e de arroz. Ele notou que a mandioca não medrava bem no local. A lavoura pressupõe desmatamento.

         Num balanço final, o naturalista escreveu que "A estada no rio Doce foi, sem dúvida, uma das etapas mais interessantes das minhas viagens pelo Brasil; porque, à margem desse rio, de cenários tão soberbos e tão notável do ponto de vista das riquezas naturais, tem o naturalista muito com que se ocupar e experimentar as mais variadas e agradáveis emoções. Todavia, os frutos de nossas pesquisas teriam sido muito maiores, caso pudéssemos percorrer, sem impedimentos e perigo, essas florestas ainda inexploradas. Dizem não ser fácil encontrarem-se paisagens mais deleitosas do que, por exemplo, a da Lagoa de Juparanã, extenso lago não longe de Linhares, em comunicação com a margem norte do rio por meio de estreito canal. Esse belo lago é mencionado por muitos escritores antigos."

         Sobre a Lagoa de Juparanã, Freyreiss, seu colega de expedição, enviou-lhe uma carta, quando o príncipe já havia retornado à Europa, dando-lhe informações sobre ela: "Este, cercado de margens montanhosas, tem perto de sete léguas de comprimento, de sudeste a noroeste, meia légua de largura e de dezessete a dezoito léguas de circunferência. A profundidade é desigual, mas chega, em muitos pontos, a oito a doze toesas. Essa grande massa d'água é formada por um rio e diversas correntes que se lançam no lago, vindos de NNO. Desemboca, próximo a Linhares, através do canal referido, no rio Doce, avolumando-se consideravelmente quando os fortes ventos do sul lhe dificultam o escoamento através do mesmo canal. O fundo e as margens do lago são de areia fina, encontrando-se, aqui e ali, arenitos ferruginosos. A cerca de cinco léguas da entrada, fica uma pequena ilhota de granito, que, devido à distância da margem, não é visitada pelos selvagens, e oferece, por isso, seguro abrigo aos pescadores."+

         Quando Maximiliano passou pelo Rio Doce, as raízes da destruição já estavam lançadas há muito tempo: em Minas Gerais, já havia mineração; as florestas já estavam bastante removidas para dar espaço à agropecuária; em algumas capitanias, a urbanização crescia. Mas o naturalista situava-se num ponto da história que não permitia perceber o estado de destruição alcançado pelo Brasil e pelo mundo. No Brasil, a natureza ainda parecia inesgotável.

Dados desatualizados do MP e o livre comércio de armas ilegais no RJ

Dados desatualizados do MP e o livre comércio de armas ilegais no RJ
Dados desatualizados do MP e o livre comércio de armas ilegais no RJ. 23353.jpegDados desatualizados do Ministério Público e o livre comércio de armas ilegais no Rio de Janeiro
De 2005 a 2015, dos 1.870 inquéritos sobre extravio de armas, apenas 42 se tornaram denúncias - 3% dos casos. De acordo com os deputados integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), depois de receberem o relatório enviado pelo Ministério Público, um novo ofício foi enviado de volta à entidade pedindo mais detalhes, pois os dados apresentados no ofício estavam completamente desatualizados.+

*Bene Barbosa

Diante do número alarmante, a maior queixa dos parlamentares é a falta de compromisso do órgão público em divulgar pesquisas atualizadas sobre um assunto de extrema importância como este. O deputado estadual Luiz Martins (PDT-RJ), economista e relator da CPI, afirma que há uma desconsideração do Ministério Público com o Poder Legislativo. "Toda a nossa esperança era no Ministério Público para desenvolvermos um relatório com consistência. Por isso o Rio está com esse desvio de armas e munições, porque demonstra que os órgãos não têm o mínimo de controle", afirmou à Agência Brasil de Comunicação. O presidente da CPI, deputado estadual Carlos Minc (PT-RJ), disse que, até o momento, dos 60 ofícios enviados pela CPI aos órgãos envolvidos, somente 26 foram respondidos. 
Para se ter uma ideia da situação, de acordo com o Relatório de Apreensão de Armas de Fogo divulgado pelo Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, entre os meses de janeiro e maio deste ano foram apreendidos, na média, mais de um fuzil por dia no estado - 174 apreensões em 150 dias, registrando um aumento de 15% em relação ao ano anterior.
Além disto, fuzis húngaros estão sendo constantemente apreendidos no estado. Normalmente fuzis da família AK/AKM/AKS, de origem russa e de outros fabricantes, são achados com frequência, mas o húngaro AMD-65 de calibre 7,62x39mm é relativamente novo nas buscas feitas pela polícia. Os reflexos do livre comércio de armas ilegais e, principalmente, da falta de fiscalização atrai olhares de preocupação dos deputados do Rio de Janeiro, pois as entidades de segurança estão cada vez mais vitimadas diante do desequilíbrio de forças e corporações na hora dos enfrentamentos diretos com os bandidos.+
Esta circunstância também traz à tona o Projeto de Lei 3722/12. O PL de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC) revoga o Estatuto do Desarmamento dando ao cidadão maior possibilidade de garantir a segurança própria, da sua família e propriedade. Na atualidade, os criminosos têm livre acesso a armas ilegais de variados calibres enquanto a população sofre com burocracias e ainda tem de lidar com a discricionariedade por parte dos órgãos de segurança. A permissão quanto a aquisição de uma arma é mais um direito adquirido pela sociedade após o Referendo de 2005, quando 59.109.265 brasileiros votaram "não" à proibição do comércio legal de armas no País. O relatório do projeto foi aprovado em 27 de outubro e aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília.

*Bene Barbosa presidente do Movimento Viva Brasil e coautor do livro "Mentiram para mim sobre o Desarmamento"

Para colocar o Brasil nos eixos

Para colocar o Brasil nos eixos
Para colocar o Brasil nos eixos. 23348.jpeg    SÃO PAULO - Foi em 2011 que o Brasil conseguiu atingir a marca de 1,41% de participação nas exportações mundiais, o seu melhor resultado em 50 anos, mas, desde então, esse índice só tem caído, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em 2012, a marca foi para 1,33%, em 2013 para 1,32%, índice igual ao de 2008, em 2014 para 1,22% e em 2015 projeta-se que deve ficar em torno de 1,15%.
Milton Lourenço (*)
A ruinosa administração que tem marcado os últimos governos também se reflete no ranking mundial de importação. E de se destacar que, em 2013, o País ocupava a 21ª colocação, ano em que pela primeira vez o seu índice nas importações mundiais superou o das exportações. O índice de participação do Brasil nas importações mundiais foi de 1,24% em 2010, 1,29% em 2011, 1,26% em 2012, 1,36% em 2013, 1,23% em 2014 e, em 2015, estima-se que fique ao redor de 1,20%.

Embora esteja entre as dez nações que apresentam maior Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil alcança apenas a 22ª colocação como país exportador. Entre os 15 maiores exportadores, 14 estão com suas pautas baseadas em produtos manufaturados. O País aparece como fornecedor de matérias-primas ou insumos (soja em grãos, minério de ferro, couro, carne bovina e celulose), o que é uma demonstração clara de que precisa resolver seus problemas estruturais para evitar que seu parque industrial desapareça, o que só será possível com a criação de condições que possibilitem a redução do chamado custo Brasil, que incide diretamente sobre a competitividade dos manufaturados.
Para tanto, o governo, em vez de se preocupar apenas com o ajuste fiscal, precisa estabelecer uma agenda de médio e longo prazo que enfrente os fatores que compõem o custo Brasil. Em primeiro lugar, deveria fixar um programa de obras que reduzissem drasticamente os gargalos logísticos, tarefa inadiável a levar-se em conta que hoje apenas 13% das estradas são pavimentadas e 70% das cargas seguem por rodovia, segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).+
Ao mesmo tempo, o governo deveria trabalhar para que o Congresso venha a aprovar as reformas tributária e trabalhista. Também inadiável é o combate à questão da taxa de juros, que alcança níveis escorchantes, ao lado de uma política que estabeleça redução nos custos de energia, que incidem diretamente na produção industrial. Não se pode também esquecer o combate à burocracia, facilitando o trânsito de mercadorias, inclusive com a flexibilização das regras da cabotagem, que incompreensivelmente seguem às do comércio exterior.
Por fim, se quiser dar uma prova de seriedade e de vontade de colocar no País nos eixos, o governo deve começar a cortar os cargos de confiança, hoje em torno de 24 mil, que custam mais de R$ 1,9 bilhão por ano aos cofres públicos. É de se lembrar que o governo dos EUA tem 8 mil cargos de confiança e o da França, 4.800.
__________________________
(*) Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail:fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

ESSA É A DESCRIÇÃO MAIS BELA DA SEXUALIDADE HUMANA QUE JÁ OUVI!

ESSA É A DESCRIÇÃO MAIS BELA DA SEXUALIDADE HUMANA QUE JÁ OUVI! 



A Sexualidade Humana.

Todo o mundo troca energia o tempo todo.
Sua energia está sendo impelida para fora, afetando tudo o mais.Tudo e todos estão afetando você. Mas então acontece uma coisa interessante. Em algum ponto - a meio caminho entre você e tudo o mais - essas energias se encontram.
Para fazer uma descrição mais vivida, vamos imaginar duas pessoas em uma sala. Elas estão em lados opostos. Vamos chamá-las de Tom e Mary.
A energia pessoal de Tom está transmitindo sinais sobre ele e em um giro de 360 graus no universo. Um pouco dessa onda de energia atinge Mary.
Enquanto isto, Mary está transmitindo sua própria energia. Um pouco da qual atinge Tom.
Mas estas energias se encontram de um modo do qual você pode não ter imaginado. Encontram-se a meio caminho entre Tom e Mary.
Ali, as energias se unem (lembre-se de que essas energias são fenômenos físicos; podem ser medidas, sentidas) e se combinam para formar uma nova unidade de energia que chamaremos de "Tomary". É a energia de Tom e Mary combinada.
Tom e Mary poderiam chamá-la de "o corpo entre nós", porque é justamente isto: um corpo de energia ao qual ambos estão ligados, que alimentam continuamente com energias que fluem, para ele, e que enviam energia de volta para seus "fornecedores" ao longo do fio, da corda ou da linha de abastecimento que sempre existe dentro da Matriz. (de fato, esta "linha de abastecimento" é a Matriz).
Essa experiência de "Tomary" que é a verdade de Tom e Mary. É por essa santa comunhão que ambos são atraídos. Porque eles sentem, ao longo da linha de abastecimento, a alegria sublime do Corpo Entre, do Um combinado, da União abençoada.
Tom e Mary, a distância, podem sentir - de um modo físico - o que está acontecendo na Matriz. Ambos são impelidos na direção dessa experiência. Querem mover-se na direção um do outro! ao mesmo tempo.
Agora o seu "treinamento" se manifesta. O mundo os treinou para ir devagar, não confiar nos sentimentos, evitar ser "feridos", conter-se.
Mas a alma... quer conhecer "Tomary" - agora!
Se os dois tiverem sorte, serão suficientemente livres para deixar de lado seus medos e acreditar que o amor é tudo o que existe.
Agora eles estão definitivamente sendo atraídos para O corpo Entre eles. TOMARY já está sendo experimentado metafisicamente, e Tom e Mary desejarão experimentá-lo fisicamente. Então eles se aproximam mais. Não para chegar um no outro. Parece ser assim para o observador casual. Ambos tentam chegar em TOMARY, esse lugar de União divina que já existe entre eles, o lugar em que já sabem que são Um - e como é ser Um.
Então Tom e Mary se movem em direção desse "sentimento" que estão experimentando, e quando diminui o espaço entre eles, "encurtam a corda", a energia que ambos enviam para TOMARY percorre uma distância menor e por isso é mais intensa.
Eles se aproximam ainda mais. Quanto mais curta a distância, maior a intensidade. Eles se aproximam ainda mais. Novamente a intensidade aumenta.
Agora eles estão alguns centímetros separados. O Corpo Entre eles brilha com calor intenso. Vibra com enorme velocidade. A "conexão" para e de TOMARY, mais ampla e brilhante, ardendo com a transmissão de incrível energia. Diz-se que os dois "estão ardendo de desejo". E estão.
Eles se aproximam ainda mais.
Tocam-se.
A sensação é quase insuportável. Extraordinária. Eles sentem, no ponto em que se tocam, toda a energia de TOMARY - toda a essência intensamente unificada de seu Ser combinado.
Se você estiver disposto a revelar sua maior sensibilidade, poderá sentir essa energia sutil e sublime como um formigamento quando é estabelecido contato - às vezes o "formigamento" atravessa seu corpo - ou como um calor no ponto de contato - que você pode subitamente sentir em todo o seu corpo - mas mais intenso em seu chakra inferior, ou centro de energia.
Ele "arderá" ali com uma intensidade especial - e agora dirão que Tom e Mary estão "fervendo".
Os dois se abraçam, e diminui ainda mais o espaço vazio com Tom, Mary e TOMARY, quase preenchendo o mesmo espaço.Tom e Mary podem sentir Tomary entre eles - e querem aproximar-se ainda mais - para literalmente fundir-se em Tomary. Tornar-se Tomary em forma física.
Eu criei nos corpos masculinos e femininos um modo de fazer isso.
Nesse momento os corpos de Tom e Mary estão prontos para fazê-lo.
O corpo de Tom está pronto para literalmente penetrar o corpo de Mary. O corpo de Mary está pronto para, literalmente receber Tom dentro dela.
O formigamento e a ardência são agora mais que intensos. Indescritíveis... Os dois corpos físicos se unem. Tom, Mary e Tomary tornam-se Um. Na carne.
As energias ainda fluem entre eles. Insistente e apaixonadamente.
Tom e Mary gemem. Movem-se. Não conseguem obter o suficiente um do outro, aproximar-se o bastante. Tentam aproximar-se mais. Mais.
Eles explodem - literalmente - e todos os seus corpos físicos são sacudidos. A vibração é sentida na ponta de seus dedos. Na explosão de sua unicidade eles conheceram o Deus e a Deusa, o Alfa e o Ômega, o Tudo e o Nada - a essência da vida - a experiência do que É.
Há um processo químico também. Os dois se tornaram Um - e frequentemente um terceiro ser é criado a partir deles, em forma física.
Assim, uma imagem de Tomary é criada. Carne de sua carne. Sangue do seu sangue.
Eles literalmente criaram vida.
Eu não disse que vocês são deuses?

ESSA É A DESCRIÇÃO MAIS BELA DA SEXUALIDADE HUMANA QUE JÁ OUVI!

- Você vê a beleza onde deseja vê-la.
Vê a feiúra onde teme ver a beleza.
Ficaria surpreso em quantas pessoas acham feio tudo que acabei de dizer.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Acuado, Cunha acolhe pedido de impeachment contra Dilma Rousseff

Acuado, Cunha acolhe pedido de impeachment contra Dilma Rousseff

Presidente da Câmara aceita pedido que questiona descumprimento da lei orçamentária

Eduardo Cunha acata impeachment de dilma
Cunha anuncia decisão de acatar pedido de impeachment. / J. BATISTA (CÂMARA DOS DEPUTADOS

Após meses de expectativas e ameaças, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), anunciou nesta quarta-feira que acolheu um dos vários pedidos de impeachment apresentados contra a presidenta Dilma Rousseff. Horas depois de que o PT retirar o apoio a Cunha no Conselho de Ética, onde está para ser aberto um processo por quebra de decoro parlamentar contra o peemedebista, o presidente da Câmara decidiu anunciar sua decisão, que ele disse "não fazer por motivação de natureza política".


Segundo Cunha, a decisão de aceitar o pedido de impeachment protocolado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, foi tomada na esperança de que o país "possa superar crises políticas e econômicas, sem qualquer tipo de torcida ou juízo de valor". O peemedebista, que anunciou rompimento com o Governo Dilma em julho, disse que não tomou a decisão de aceitar o pedido de impeachment "com felicidade" e que não quis "ocupar a presidência da Câmara para ser o protagonista de um processo de impeachment".
O pedido de impeachment aceito por Cunha foi o 28º apresentado contra a presidenta neste ano. O documento se baseia em problemas de responsabilidade fiscal do Governo de Dilma que ficaram conhecidos como “pedaladas fiscais” — manobras contábeis usadas pelo Governo federal para maquiar gastos além dos limites legais. Um relatório do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que a presidenta estaria repetindo as "pedaladas" em 2015.
A aceitação do pedido de impeachment por Cunha não significa que o processo será aberto pelo Congresso. A partir da decisão de Cunha, cria-se uma comissão para elaborar relatório sobre a questão. Durante os trabalhos da comissão, a presidenta recebe um período para se defender. Posteriormente, esse relatório é submetido ao plenário da Câmara, onde são necessários os votos de dois terços dos deputados para que o impeachment comece a caminhar no Congresso — caso avance, ele é tocado pelo Senado com o comando do Supremo Tribunal Federal.

Um dos líderes do PT no Congresso Nacional, Humberto Costa (PT) publicou em seu perfil no Twitter que a decisão de Cunha "é a chantagem de mais baixo nível que se pode ver numa República". Para o líder do oposicionista DEM na Câmara, Mendonça Filho, contudo, “havia uma ansiedade da sociedade brasileira com relação a este momento". Liderança do DEM no Senado, Ronaldo Caiado escreveu nas redes sociais que "se o processo de impeachment for admitido, o povo acreditará na segurança jurídica, em novo governo capacitado, em unidade política no país".

Pronunciamento

Horas depois de Cunha anunciar a decisão de aceitar o pedido de impeachment, a presidenta Dilma fez um pronunciamento curto, de cerca de três minutos, para se defender. “São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam esse pedido. Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim, não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais”, disse Dilma.
Durante sua fala, a presidenta aproveitou para alfinetar Cunha: “Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer meus interesses. Meu passado e meu presente atestam a minha idoneidade e meu inquestionável compromisso com as leis e a coisa pública”. A presidenta finalizou dizendo que tem "convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência desse pedido, bem como, quanto ao seu justo arquivamento". Segundo ela, "não podemos deixar as conveniências e os interesses indefensáveis abalem a democracia e a estabilidade do nosso país".

SÉRGIO MORO JÁ PODEPRENDER LULA

SÉRGIO MORO JÁ PODEPRENDER LULA

LULA E BUM LAI
O Antagonista  mancheteia: A DENÚNCIA MAIS DEVASTADORA CONTRA LULA! o Cristalvox, por justiça e reverência ao jornalismo destemido do Diogo e do Mário republica e busca “trabalhar” a cabeça dos incrédulos que o PT não passa de uma organização criminosa.
Se você leu distraidamente o post anterior, releia-o, por favor.
Trata-se da denúncia mais devastadora contra Lula até agora.
O relato de Fernando Baiano mostra que:
1 – Lula decidiu nomear Nestor Cerveró para a BR Distribuidora.
2 – Ele só lhe deu o cargo porque Cerveró repassou 60 milhões de reais em propina para sua campanha presidencial.
3 – Lula tinha conhecimento da propina do Banco Schahin.
4 – José Carlos Bumlai, que negociou a propina do Banco Schahin, negociou também – diretamente com Lula – a recompensa a Cerveró.
5 – Lula sabia que Cerveró era um operador de propinas e, exatamente por isso, nomeou-o à BR Distribuidora.

Lula deu a Nestor Cerveró a diretoria da BR Distribuidora.
Quem negociou o cargo foi José Carlos Bumlai, diretamente no Palácio da Alvorada.
Lula deu a diretoria da BR Distribuidora a Nestor Cerveró como forma de agradecimento pela propina do navio-sonda Vitória 10.000, que quitou as dívidas da campanha de Lula com o Banco Schahin.
O relato desse episódio, segundo o Estadão, foi feito por Fernando Baiano.
Diz o jornal:
“Baiano diz que procurou Bumlai entre fim de 2007 e início de 2008, com pedido de ajuda para manter Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobrás, cargo que ele ocupava desde 2003. A articulação fracassou, mas, na mesma época, ele disse ter recebido um telefonema do pecuarista no qual Bumlai afirmou estar no Palácio da Alvorada, onde teria conversado com o então presidente Lula sobre o assunto.
‘José Carlos Bumlai telefonou para o depoente e disse-lhe que estava em Brasília, ressaltando que tinha conversado com Lula e que não tinha mais como manter Nestor Cerveró na Diretoria Internacional’, relatam os investigadores da Lava Jato a partir do depoimento de Baiano. ‘Na mesma ocasião, Bumlai informou que, em razão da ajuda de Cerveró na contratação do Grupo Schahin para operação do navio-sonda Vitória 10.000, ele havia sido indicado para o cargo de diretor financeiro da BR Distribuidora'”.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

"Não indiquei Cerveró para diretoria da Petrobras", diz Dilma

"Não indiquei Cerveró para diretoria da Petrobras", diz Dilma


Presidente se diz "extremamente perplexa" com prisão do senador Delcídio do Amaral e diz não temer delação premiada


BBC | 
A presidente Dilma Rousseff negou, nesta segunda-feira (30), ter partido dela a indicação para que Nestor Cerveró ocupasse um cargo de diretoria na Petrobras.
Em depoimento após ser preso, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que era líder do governo no Senado, disse que o ex-diretor havia sido nomeado para a área internacional da estatal após ser indicado por Dilma, à época ministra de Minas e Energia do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
"Eu não indiquei Nestor Cerveró para a diretoria da Petrobras. Acredito que o senador Delcídio se equivoca", afirmou Dilma em coletiva de imprensa durante a Conferência do Clima da ONU, em Paris.
Dilma discursa em evento sobre o clima em Paris
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR - 30.11.15
Dilma discursa em evento sobre o clima em Paris
A presidente também negou que tivesse conhecimento de corrupção na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos – no áudio que o levou à prisão, Delcídio afirma que, segundo Cerveró, Dilma, então à frente do Conselho de Administração da Petrobras, sabia de tudo.
"Ele não é da minha indicação, não é da minha relação, isso é público e notório. Ele não foi antes, durante nem depois da minha relação", disse Dilma.
Segundo ela, Cerveró pode não gostar dela porque, quando ela percebeu que o ex-diretor não havia dado ao conselho todas as informações sobre a compra da refinaria, "insistiu para ele sair".
A presidente também disse que ficou "perplexa, extremamente perplexa" com a prisão de Delcídio – ele é suspeito de obstruir as investigações da Operação Lava Jato e foi flagrado, em uma gravação, negociando um plano de fuga para que Cerveró, diretor da área Internacional da Petrobras entre 2003 e 2008, não fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público.
"Fiquei perplexa, extremamente perplexa. Não esperava que isso acontecesse, ninguém esperava", disse Dilma.
Ela afirmou, porém, que não tem "nenhum temor" sobre a hipótese de Delcídio fazer uma delação premiada.
A presidente disse ainda que conhecia "muito pouco" André Esteves, dono do banco BTG Pactual, também preso sob a acusação de atrapalhar as investigações da Lava Jato. "Eu o conheci muito pouco, não tive relações sistemáticas com ele."
Durante a entrevista, a presidente afirmou ainda acreditar que o Congresso aprovará a nova meta fiscal do governo.
Com a prisão de Delcídio, os parlamentares não votaram a mudança da meta na semana passada. Para não descumprir determinação do Tribunal de Contas da União, o governo bloqueou gastos a partir desta terça. Se a nova meta não for aprovada, há risco de paralisia em partes da administração.
"O governo fará uma avaliação e tomará as medidas necessárias para não comprometer a vida da população brasileira", disse Dilma.
Segundo ela, o Congresso irá aprovar as mudanças porque também seria afetado pelas medidas.
Dilma diz  que não tem
Foto: Geraldo Magela /Agência Senado - 23.6.15
Dilma diz que não tem "nenhum temor" sobre a hipótese de Delcídio fazer uma delação premiada