quarta-feira, 4 de maio de 2016

Não permitamos a troca de seis por meia dúzia

Não permitamos a troca de seis por meia dúzia


Por Gilberto Pimentel

Estamos na iminência de um novo governo. É inevitável que assim seja. Nosso país não parou somente. Está em queda livre. A incompetência e a irresponsabilidade estão destruindo nossa economia, enquanto a presidente, desesperada para se manter no cargo, inferniza a vida dos brasileiros com seus discursos ameaçadores e vazios.

Pioram rapidamente as contas públicas, o desemprego segue em ascensão e a produção diminui a cada dia com o prolongado declínio dos investimentos. O buraco nas contas públicas chegou a 5,77 bilhões segundo os últimos cálculos do Banco Central. Não há Brasil que suporte.
Mas não é só isso. A corrupção foi institucionalizada. Nunca antes na história deste país se roubou tanto quanto nos últimos 13 anos. O governo petista nem esconde mais que virou um ajuntamento de larápios. E contaminou todas as instâncias do poder político, sobretudo, mas não somente, o Executivo e o Legislativo.

Os presidentes do Congresso são réus e uma grande parte dos representantes do povo naquela Casa têm contas a pagar por envolvimento em atos de corrupção explícitos e desvio de conduta ética e moral. O Brasil não é mais visto com o respeito de antes pela comunidade internacional. Não merecemos isso. Precisamos de uma nova oportunidade, por pequena que seja.

Um novo governo, não nos iludamos, provisório nesse contexto, terá pouca chance de obter algum êxito sem um grande acordo entre os homens de bem que ainda restam na nossa política, nem tantos, e sem a participação e a cobrança permanente da sociedade.

Mas há algo ainda essencial: o afastamento e a punição rigorosa de todos os representantes do povo que desmereceram a confiança neles depositada. Inconcebível que se fale em imunidade para ladrões. Em especial para assaltantes dos cofres públicos. Suas punições, ao contrário, devem ser exemplares e extremamente rigorosas. Sem isso nada feito.

Dados do Supremo Tribunal Federal (STF) – foro para julgamento de deputados e senadores – infelizmente não trazem qualquer alento nesse sentido. Não punem políticos que praticam crimes. Algo de muito errado e suspeito se passa naquela suprema Corte. A prescrição acaba sendo a regra geral. Uma vergonha que precisa ter fim se desejamos mudar esse País.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Inteligência Ambiental: Festa do Umbu e da Vida em Uauá

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Inteligência Ambiental: Festa do Umbu e da Vida em Uauá

Você quer ver mel em abundância, cerveja de umbu (25 reais a longuinete), bode assado com macaxeira por todo lado, geleia de umbu, compota de umbu, suco de maracujá da caatinga, rendas, artesanatos e tantos produtos que mostram a abundância da vida no Semiárido Brasileiro? Então você deveria ter ido ao 7º Festival do Umbu em Uauá, organizado pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC).

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Estamos saindo de uma seca de cinco anos, sendo dito que estamos atravessando a "maior crise econômica do Brasil da história", que em outras épocas significaria que metade de Uauá deveria estar por outros lados do mundo, menos no sertão nordestino. E totalização dessa produção alcança cerca de 200 toneladas por ano.

Ali, onde nasce o Vaza Barris, hoje um rio seco, onde logo abaixo Conselheiro encontrou um lugar onde "jorrava leite e mel" (Canudos), às margens do Vaza Barris, sertão antigamente dito como "bravo", a festa foi grande, cheia de vida, de produtos, de gente. O mesmo povo que começou a festa na sexta pela noite ainda estava lá 4 hs da manhã do domingo, dançando ao som da música típica da região, embora sempre apareça algum forró eletrônico para quebrar a beleza musical.

O paradigma de "convivência com o Semiárido", intuído por homens como Guimarães Duque, Celso Furtado (Discurso de inauguração da SUDENE, 1959), foi tirada do papel e da imaginação pela sociedade civil nos últimos anos, que lhe deu carne, na troca de experiências acumuladas pela população sertaneja, com sua captação de água de chuva, o manejo da caatinga, uma agricultura conforme o ambiente, pelo cultivo do umbu, do maracujá do mato, dos animais adaptados ao Semiárido como a cabra e a ovelha. Então, a vida veio abundante, mesmo em tempos de seca.

Essas são conquistas dos últimos 20 anos, com programas construídos pela sociedade civil como a ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro), ou por componentes como o IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Adaptada). Não veio dos coronéis, nem do Estado, mesmo esse um pouco mais modernizado. O que houve foi o apoio econômico dos últimos governos, o que deu escala a esse trabalho, com mais de 1 milhão de cisternas para beber e mais de 150 mil tecnologias de produção implantadas

A COOPERCUC tem mercado interno e externo, seus produtos vão para a Itália, França e Áustria. Essa é a prova que a "irrigação" não é o único veio produtivo do Nordeste e nem o principal. O PIB da irrigação gira em torno de 2 bilhões de reais ao ano, enquanto o PIB do sequeiro em 2008 já girava em torno de 140 bilhões de reais ao ano. Portanto, os números desmentem os mitos.
Parabéns à COOPERCUC, trabalho que mostra a beleza e a viabilidade do sequeiro nordestino, com a caatinga em pé, ambiente preservado e cheio de vida. O único caminho para os biomas brasileiros sobreviverem é o da "convivência".


Quem tem inteligência ambiental sabe.

sábado, 30 de abril de 2016

ATENÇÃO: RÚSSIA PREPARA-SE PARA ALGO CATASTRÓFICO E ADVERTE O MUNDO

ATENÇÃO: RÚSSIA PREPARA-SE PARA ALGO CATASTRÓFICO E ADVERTE O MUNDO

 
Rússia prepara-se para a catástrofe sísmica, mas adverte que a América está em maior perigo.

Por: Sorcha Faal: um relatório impressionante do Ministério da defesa ( MoD ) que circula no estado atual do Kremlin diz que o Presidente Putin autorizou a reimplantação imediata das tropas militares do distrito leste (EMD), em preparação para o que poderia ser uma série de grandes terremotos e tsunamis que poderiam atingir a Península de Kamchatka, no prazo de quinze dias , e adverte-se, além disso, que os Estados Unidos, Canadá, Alasca e região noroeste do Oceano Pacífico podem estar em risco ainda mais do que a Rússia.

De acordo com este relatório, este movimento de milhares de soldados da Federação de sua "protetora corredores" pre-asignados com base numa comunicação da "aviso urgente", enviado para o Conselho de segurança (SC) hoje pelo médico-cientifico Mehran Keshe advertiu esta tarde que sem precedentes do forte terremoto de magnitude 5,8 que sacudiu o Reino de Tonga, e que foi o "pivô último a cair" , e que a placa do Pacífico está preparada para um catastrófico "alinhamento".

O cientista Dr. Keshe, como foi referido acima, é o inventor da tecnologia"magrav" (nome de código "Khibiny" nome de código ocidental) usado pelas forças militares da Federação em suas armas do segredo de defesa e usado para paralisar os navios de guerra dos Estados Unidos como o último que foi feito contra o USS Donald Cook, na semana passada.

Na utilização de um 'olhar' diferente da sua tecnologia de"magrav", este relatório continua, Moacir cientista em outubro passado (2015) publicou o seu primeiro pronunciamento extremo sobre a placa do Pacífico e advertiu que um "tremor com o poder de ser capaz de dividir os continentes era iminente

 

Três meses após o aviso de outubro de 2015, o Moacir científica, diz o relatório, que tanto a Península do Sul do Alasca e Kamchatka foram afetados por terremotos de magnitude 7.1 e 7.3 fazendo que Presidente Putin deu a ordem de suas primeiras tropas EMD para esta iminente ameaça de restauração, como observamos em nosso relatório de 9 de fevereiro de 2016 a ação da guerra de Putin envia ondas de choque através do Ocidente para crescer a ameaça de Tsunami do Pacífico.

 

Durante a semana passada, este relatório com gravidade, o uso do cientista Dr. Keshe de "tecnologia de magrav" para fazer suas avaliações"previsão" em relação a rápida circulação da placa do Pacífico e que provou para ser mais exato, não menos do que 7 poderosos terremotos (e terremoto em Tonga hoje fazendo 8) tem atingido nesta região, sendo o pior da nação sul-americana de Equador onde pelo menos 400 pessoas foram mortas , e no Japão, onde pelo menos 41 pessoas foram mortas e há milhares de pessoas desaparecidas, e outros 250.000 foram desabrigadas.

 

Uniendoce às demonstrações nefastas do cientista Dr. Keshe em relação a placa do Pacífico, este relatório continua, o cientista americano Dr. Roger Bilham da Universidade do Colorado para a pesquisa em ciências ambientais (CIRES), que ontem também advertiu aquele Instituto Cooperativo " atuais condições poderiam levar ao menos quatro terremotos superiores a 8.0 em magnitude, e se ele está atrasado" , a tensão acumulada ao longo dos séculos leva mega terremotos catastróficos mais ". "

E se os temores de mega terremotos de cientista Bilham são feitos, este relatório chega à conclusão, avaliação do que isso pode envolver o que foi dito pelo cientista Dr. Moacir é muito catastrófica, como eu tinha notado que anteriormente da América do Norte e do Sul são divididas por mega tsunamis que poderia "bater América e Ásia" matar 40 milhões de pessoas.

Embora este relatório não dá qualquer data para qualquer terremoto, tsunami ou erupção vulcânica que ocorre em deverá ocorrer mediante a ciência envolvida, ao fazê-lo, estão longe de ser suficiente, é curioso notar que o Ministério da defesa ordenou que todos os seus comandantes e oficiais políticos das regiões do extremo leste do Oceano Pacífico para estar em Moscou 27 de abril, para que este relatório É um "encontro de preparação". Tradução Extranotix.


FONTE:http://bilderbergseliteperversa.blogspot.com.br/

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Rede Globo pede direito de resposta ao The Guardian e leva fora

Rede Globo pede direito de resposta ao The Guardian e leva fora

Depois de ser citada em texto do The Guardian que trata do que está por trás do impeachment de Dilma Rousseff no Brasil, a Rede Globo exigiu um direito de resposta, 

mas recebeu o desprezo do jornal britânico


the guardian globo bonner marinho
William Bonner, editor-chefe do Jornal Nacional, telejornal de maior audiência do Brasil. Seu patrão, 
João Roberto Marinho, está incomodado com a repercussão internacional do impeachment




A publicação de um artigo de David Miranda no jornal britânico The Guardian provocou (leia o texto abaixo) forte reação das Organizações Globo.
Por meio de seu vice-presidente, João Roberto Marinho, o grupo Globo insistiu para que o jornal publicasse uma resposta ao texto, dizendo que jamais houve apoio ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
O The Guardian tratou a Globo de uma maneira que a emissora não está acostumada no Brasil: com desprezo.
Na ânsia de produzir uma contra-narrativa ao texto do The Guardian, o poderoso executivo da Globo enviou sua opinião, numa tentativa de rebater os elementos apontados no jornal britânico. O texto de Marinho, no entanto, foi relegado à singela caixa de comentários do jornal e não foi publicado.
Em seu texto “A razão real que os inimigos de Dilma Rousseff querem seu impeachment”, Miranda apresenta ao mundo os interesses que estão por trás do golpe em curso no Brasil. Entre eles, o da mídia, setor extremamente concentrado no país.
Desde o início do processo de impeachment de Dilma, outros diversos veículos internacionais denunciaram o golpe em curso no Brasil e manifestaram preocupação com a condução do caso por Eduardo Cunha (PMDB).
Ps.: No jornal O Globo, dois textos desmentem a tese de Marinho de que a Globo não apoia o impeachment. São os editoriais intitulados “O impeachment é uma saída institucional da crise” e “Tempo no impeachment corre contra o país”. A cobertura enviesada do Jornal Nacional, comandado por William Bonner, também é um elemento que merece destaque.
Abaixo, leia a íntegra do texto que enfureceu a família Marinho:
A história da crise política no Brasil, e a mudança rápida da perspectiva global em torno dela, começa pela sua mídia nacional. A imprensa e as emissoras de TV dominantes no país estão nas mãos de um pequeno grupo de famílias, entre as mais ricas do Brasil, e são claramente conservadoras. Por décadas, esses meios de comunicação têm sido usados em favor dos ricos brasileiros, assegurando que a grande desigualdade social (e a irregularidade política que a causa) permanecesse a mesma.
Aliás, a maioria dos grandes grupos de mídia atuais – que aparentam ser respeitáveis para quem é de fora – apoiaram o golpe militar de 1964 que trouxe duas décadas de uma ditadura de direita e enriqueceu ainda mais as oligarquias do país. Esse evento histórico chave ainda joga uma sombra sobre a identidade e política do país. Essas corporações – lideradas pelos múltiplos braços midiáticos das Organizações Globo – anunciaram o golpe como um ataque nobre à corrupção de um governo progressista democraticamente eleito. Soa familiar?
Por um ano, esses mesmos grupos midiáticos têm vendido uma narrativa atraente: uma população insatisfeita, impulsionada pela fúria contra um governo corrupto, se organiza e demanda a derrubada da primeira presidente mulher do Brasil, Dilma Rousseff, e do Partido dos Trabalhadores (PT). O mundo viu inúmeras imagens de grandes multidões protestando nas ruas, uma visão sempre inspiradora.
Mas o que muitos fora do Brasil não viram foi que a mídia plutocrática do país gastou meses incitando esses protestos (enquanto pretendia apenas “cobri-los”). Os manifestantes não representavam nem de longe a população do Brasil. Ao contrário, eles eram desproporcionalmente brancos e ricos: as mesmas pessoas que se opuseram ao PT e seus programas de combate à pobreza por duas décadas.
Aos poucos, o resto do mundo começou a ver além da caricatura simples e bidimensional criada pela imprensa local, e a reconhecer quem obterá o poder uma vez que Rousseff seja derrubada. Agora tornou-se claro que a corrupção não é a razão de todo o esforço para retirar do cargo a presidente reeleita do Brasil; na verdade, a corrupção é apenas o pretexto.
O partido de Dilma, de centro-esquerda, conseguiu a presidência pela primeira vez em 2002, quando seu antecessor, Lula da Silva, obteve uma vitória espetacular. Graças a sua popularidade e carisma, e reforçada pela grande expansão econômica do Brasil durante seu mandato na presidência, o PT ganhou quatro eleições presidenciais seguidas – incluindo a vitória de Dilma em 2010 e, apenas 18 meses atrás, sua reeleição com 54 milhões de votos.
A elite do país e seus grupos midiáticos fracassaram, várias vezes, em seus esforços para derrotar o partido nas urnas. Mas plutocratas não são conhecidos por aceitarem a derrota de forma gentil, ou por jogarem de acordo com as regras. O que foram incapazes de conseguir democraticamente, eles agora estão tentando alcançar de maneira antidemocrática: agrupando uma mistura bizarra de políticos – evangélicos extremistas, apoiadores da extrema direita que defendem a volta do regime militar, figuras dos bastidores sem ideologia alguma – para simplesmente derrubarem ela do cargo.
Inclusive, aqueles liderando a campanha pelo impeachment dela e os que estão na linha sucessória do poder – principalmente o inelegível Presidente da Câmara Eduardo Cunha – estão bem mais envolvidos em escândalos de corrupção do que ela. Cunha foi pego ano passado com milhões de dólares de subornos em contas secretas na Suíça, logo depois de ter mentido ao negar no Congresso que tivesse contas no exterior. Cunha também aparece no Panamá Papers, com provas de que agiu para esconder seus milhões ilícitos em paraísos fiscais para não ser detectado e evitar responsabilidades fiscais.
É impossível marchar de forma convincente atrás de um banner de “contra a corrupção” e “democracia” quando simultaneamente se trabalha para instalar no poder algumas das figuras políticas mais corruptas e antipáticas do país. Palavras não podem descrever o surrealismo de assistir a votação no Congresso do pedido de impeachment para o Senado, enquanto um membro evidentemente corrupto após o outro se endereçava a Cunha, proclamando com uma expressão séria que votavam pela remoção de Dilma por causa da raiva que sentiam da corrupção.
Como o The Guardian reportou: “Sim, votou Paulo Maluf, que está na lista vermelha da Interpol por conspiração. Sim, votou Nilton Capixaba, que é acusado de lavagem de dinheiro. ‘Pelo amor de Deus, sim!’ declarou Silas Câmara, que está sob investigação por forjar documentos e por desvio de dinheiro público.”
Mas esses políticos abusaram da situação. Nem os mais poderosos do Brasil podem convencer o mundo de que o impeachment de Dilma é sobre combater a corrupção – seu esquema iria dar mais poder a políticos cujos escândalos próprios destruiriam qualquer carreira em uma democracia saudável.
Um artigo do New York Times da semana passada reportou que “60% dos 594 membros do Congresso brasileiro” – aqueles votando para a cassação de Dilma- “enfrentam sérias acusações como suborno, fraude eleitoral, desmatamento ilegal, sequestro e homicídio”. Por contraste, disse o artigo, Rousseff “é uma espécie rara entre as principais figuras políticas do Brasil: Ela não foi acusada de roubar para si mesma”.
O chocante espetáculo da Câmara dos Deputados televisionado domingo passado recebeu atenção mundial devido a algumas repulsivas (e reveladoras) afirmações dos defensores do impeachment. Um deles, o proeminente congressista de direita Jair Bolsonaro – que muitos esperam que concorra à presidência e em pesquisas recentes é o candidato líder entre os brasileiros mais ricos – disse que estava votando em homenagem a um coronel que violou os direitos humanos durante a ditadura militar e que foi um dos torturadores responsáveis por Dilma. Seu filho, Eduardo, orgulhosamente dedicou o voto aos “militares de 64” – aqueles que lideraram o golpe.
Até agora, os brasileiros têm direcionando sua atenção exclusivamente para Rousseff, que está profundamente impopular devido à grave recessão atual do país. Ninguém sabe como os brasileiros, especialmente as classes mais pobres e trabalhadoras, irão reagir quando virem seu novo chefe de estado recém-instalado: um vice-presidente pró-negócios, sem identidade e manchado de corrupção que, segundo as pesquisas mostram, a maioria dos brasileiros também querem que seja cassado.
O mais instável de tudo é que muitos – incluindo os promotores e investigadores que tem promovido a varredura da corrupção – temem que o real plano por trás do impeachment de Rousseff é botar um fim nas investigações em andamento, assim protegendo a corrupção, invés de puni-la. Há um risco real de que uma vez que ela seja cassada, a mídia brasileira não irá mais se focar na corrupção, o interesse público irá se desmanchar, e as novas facções de Brasília no poder estarão hábeis para explorar o apoio da maioria do Congresso para paralisar as investigações e se protegerem.
Por fim, as elites políticas e a mídia do Brasil têm brincado com os mecanismos da democracia. Isso é um jogo imprevisível e perigoso para se jogar em qualquer lugar, porém mais ainda em uma democracia tão jovem com uma história recente de instabilidade política e tirania, e onde milhões estão furiosos com a crise econômica que enfrentam.

MORO- UM GRANDE ESTRATEGISTA

"MORO- UM GRANDE ESTRATEGISTA - LEIAM :

Entendam uma coisa, amigos fubânicos: política é um jogo, e o Juiz Sérgio Moro deu xeque mate!
Moro apertou Lula mas não o prendeu, preferiu grampear o telefone do barbudo, e assim deu sinuca não apenas em Lula, mas arrastou Dilma pro mesmo chiqueiro!
Jogada de mestre: assuste o chefe da quadrilha, prenda seus amigos, deixe-o apavorado, mas não o prenda rapidamente, deixe-o solto o suficiente para que no desespero, venha a comprometer os comparsas.
Graças a jogada de Moro, Lula acabou de sepultar o mandato de Dilma, com esse grampo divulgado, o mandato de Dilma dura enquanto durar o processo de Impeachment e Lula está com o pé na cadeia.
Política é um jogo e Moro é um jogador espetacular!
O Juiz Sergio Moro mostra que além de ser extremamente competente, é um ESTRATEGISTA!
Se tivesse prendido o Lula há um mês, teria havido uma comoção nacional. Ele vem “fritando aos poucos a imagem” e desconstruindo o mito, para dar o bote quando este estiver na lona.
No dia da nomeação do agora ex-ministro Lula, ele abre o sigilo da Lava Jato e expõe todo o lamaçal.
Esse senhor não para de me surpreender positivamente.
Se tivesse se antecipado e prendido o Lula antes da nomeação, estaríamos assistindo uma enorme manifestação petista, MST, etc e o Lula seria vítima. Mas ele foi além.
Agora, ele acendeu o estopim que vai derrubar o governo Dilma junto com o Lula e ainda de quebra, colocou o Supremo numa sinuca de bico e não tenho dúvidas que derrubará o Foro privilegiado.
Incrível um juiz Federal com visão de fazer inveja a Maquiavel.
Que entre para a história e nos devolva o Brasil!"
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Tricéfalos

Tricéfalos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Clovis Purper Bandeira

Na primeira quinzena, de maio o Senado terá decidido sobre o prosseguimento do julgamento do impeachment de Dilma.
        
A partir da decisão dos senadores, a presidente será afastada por até 180 dias, prazo de que disporá aquela casa legislativa para executar o julgamento da mandatária.

Estaremos, então, no pior dos mundos, numa espécie de limbo com excesso de presidentes e sem nenhum com 100% de autoridade.
Dilma, a presidente afastada, conservará alguns direitos, pois ainda não terá sido condenada. Assim, continuará a habitar seu palácio, de onde empregará sua claque e tumultuará ao máximo a vida presente e futura do Brasil, para poder dizer, mais tarde: Viram como tudo piorou com a minha saída?

Lula, o Rasputin petista, se até lá não estiver preso, continuará a ser a eminência parda do governo de sua criatura, até por ser a única esperança do partido para conservar alguma chance de sucesso nas eleições presidenciais de 2018.

Temer, finalmente, o presidente provisório, ficará na difícil situação de governar como interino, apostando numa futura efetivação no cargo, mas sem poder imprimir sua marca e seu ritmo ao governo, tendo que utilizar até mesmo a estrutura ministerial escolhida por Dilma.

E tudo isso por longos seis meses, pois o Senado não terá pressa em decidir a questão, estimulado pela presença constante nas manchetes diárias durante meio ano.

O Estado será, assim, um estranho organismo tricéfalo. E as três cabeças disputarão a primazia entre si, procurando sobreviver e eliminar as outras. Qual organismo pode sobreviver a tal situação?

Esperemos, portanto, que a agonia seja a mais breve possível e que a indefinição que paralisa a Nação Brasileira há tantos meses possa ser resolvida em prazo bem menor do que os 180 dias previstos na lei, para que possamos a começar a viver o ano de 2016, que até agora é apenas uma longa e desgastante espera de definições e de responsabilizações.

É preciso que os homens públicos, nos dois poderes que ainda funcionam no país, sintam a urgência para o Brasil de uma solução mais rápida do que permitem os prazos legais e regimentais, que são limites e não obrigações para o desenlace do processo.


Clovis Purper Bandeira, General, é Editor de Opinião do Clube Militar.

"Anistia para ex-Presidentes" é desespero para quem tem certeza de que será apanhado pela Lava Jato

"Anistia para ex-Presidentes" é desespero para quem tem certeza de que será apanhado pela Lava Jato


Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

No Dia Internacional do Sorriso, em Brasília, rolam um "sorriso amarelo" e um desespero básico. O Partido dos Trabalhadores não tem grana suficiente em caixa para custear caríssimos advogados para defender filiados que perderão o foro privilegiado, assim que forem exonerados dos ministérios, assim que for confirmado o inevitável afastamento de Dilma Rousseff da Presidência República. Ela ainda terá direito a um breve exílio de 180 dias no Palácio da Alvorada, até que o Senado sacramente o impeachment. Já quem virar réu na Lava Jato tem enormes chances de entrar, literalmente, em uma gelada, passando uma temporada no frio cárcere de "Sucuritiba" (novo apelido da capital paranaense, prontinha para receber a "Jararaca" e sua turma.

A cobra está fumando... E bebendo muito... Por enquanto, o PT segue com o discurso de "resistência". No entanto, já se prepara, claramente, uma providencial renúncia de Dilma Rousseff, antes que o caldo entorne completamente contra ela. Novamente, nos bastidores, fala-se de um absurdo "acordo" para que Dilma, aceitando o afastamento, conquiste uma espécie de "anistia". A intenção é que benefício semelhante tenha validade para o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A jogada seria tramada a partir do Congresso. O estranho negócio também interessa ao futuro Presidente Michel Temer, se ele eventualmente deixar de ser o titular do Palácio do Planalto, por qualquer motivo, antes de dezembro de 2018.

O problema prático é como emplacar qualquer tipo de "anistia" no momento em que a sociedade brasileira mais exige um efetivo combate à corrupção com a punição dos bandidos do desgoverno do crime organizado. O pavor maior de Lula é com o vexame de uma investigação, processo e condenação na Lava Jato - o que sepultaria o sonho de retorno à Presidência da República em 2018. O horror imediato de Dilma é que, com a perda do cargo, se transforme em alvo da Justiça dos EUA nas ações movidas por investidores contra a Petrobras. Dilma responderia por ter presidido o Conselho de Administração da petrolífera quando foram praticados vários crimes revelados pela Lava Jato.

Fora esta apavoramento básico, o Brasil segue na mesmice. Michel Temer e seu time articulam a lucrativa venda do que ainda resta de bom por aqui. Também preparam uma subidinha básica de impostos para sustentar o começo do novo desgoverno (no poder há 31 anos)... O Banco Central do Brasil até vende às velhinhas de Taubaté do mercado a promessa de que baixará os juros mais adiante... Claro, com a economia parada, temos a falsa impressão de que a tal "inflação" dá uma arrefecida... Pura ilusão: os preços relativos dos produtos e insumos no Brasil continuam desalinhados em relação ao resto do mundo. Quem consegue ainda fazer compra e quem consegue o milagre de vender sabe que a coisa anda mais preta que o Negão da Chatuba, primo pobre do Sobrenatural de Almeida.

Em São José dos Ausentes, em Santa Catarina, caiu a primeira nevadinha do ano. Em Brasília, cidade onde os políticos honestos costumam ficar ausentes, tem muita gente pronta para ficar ainda mais numa fria, ainda mais se terminar removida para Curitiba. A Lava Jato ainda não foi travada... Os próximos capítulos serão eletrizantes... A Petelândia parece moribunda, mas ainda não está morta e promete reagir. Será que vai?

O ensaio já começou. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto promove várias manifestações com interrupção violenta de vias públicas, paralisando o sempre engarrafado trânsito de São Paulo. Eles botam fogo em pneus e pedaços de madeira, fechando as pistas de grandes avenidas e estradas. A guerra assimétrica começou... Dia 12 de maio "celebram-se" 10 anos do super ataque terrorista em São Paulo, atribuído ao PCC - na verdade organizado com toda tecnologia revolucionária esquerdista do Foro de São Paulo...

O clima esfriou, mas o tempo esquenta na infernal Bruzundanga... Haja "Super Moros" para lidar com tanta bandidagem ideologicamente organizada...