quarta-feira, 30 de setembro de 2015

No que depender de um comandante empossado por quem nos destroi, estamos perdidos.

No que depender de um comandante empossado por quem nos destroi, estamos perdidos.


O gaúcho Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, 63 anos, é o chefe de 217 mil militares. Comandante do Exército desde o último mês de fevereiro, ele enfrenta duas das missões mais difíceis de uma carreira iniciada em 1967: o corte orçamentário que atinge os projetos definidos como estratégicos pela Força e a ausência de reajustes da categoria. “Corremos o risco de retroceder 30, 40 anos na indústria de defesa”, disse Villas Bôas. Durante entrevista exclusiva na manhã da última sexta-feira, o general também lamentou a defasagem dos rendimentos da tropa, principalmente se comparados aos de outras carreiras.

Villas Bôas teme que todos os projetos estratégicos — que incluem defesa antiaérea e cibernética, proteção das fronteiras, renovação da frota de veículos — se percam por falta de dinheiro. Ao longo de 90 minutos, no gabinete principal do Quartel-General do Exército, Villas Bôas falou pela primeira vez com um veículo de imprensa. Ele disse não haver chance de os militares retomarem o poder no Brasil, elogiou o ministro da Defesa, Jaques Wagner, e disse que o país precisa de uma liderança efetiva no futuro. “Alguém com um discurso que não tenha um caráter messiânico — e é até um perigo nessas circunstâncias. Alguém que as pessoas identifiquem como uma referência.”

É curioso ver essas manifestações. Em São Paulo, em frente ao Quartel-General, tem um pessoal acampado permanentemente. Eles pedem “intervenção militar constitucional” (risos)

Devemos considerar a Instituição, não os homensestes podem estar dotados de vaidades e/ou interesses que podem desmerecê-los.


O ofício 8122/2014/PRDF, datado de 30 de outubro, assinado pela procuradora da República Eliana Pires Rocha, foi primeiro encaminhado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que este, como manda o protocolo, o encaminhe ao destinatário final – o general Enzo Peri.
A procuradora informa ter chegado ao órgão duas representações contra o comandante do Exército. As representações dizem respeito apenas à Medalha do Pacificador conferida ao ex-deputado mensaleiro José Genoino (PT-SP), corrupto transitado em julgado. Mas a procuradora encontrou outros casos.
Eliana Pires Rocha lembra em sua comunicação que a Medalha do Pacificador – considerada uma das principais honrarias do Exército Brasileiro – foi concedida a outros condenados por corrupção no processo do mensalão, sem que tenham sido cassadas até este momento, como os ex-deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Ela também menciona o fato de o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, considerado o chefe da quadrilha do mensalão e condenado no Supremo Tribunal Federal, ter sido agraciado com a Ordem do Mérito Militar, no Grau de Grande Oficial. O ex-deputado Roberto Jefferson, outro condenado no mensalão em sentença transitada em julgado, é “comendador” da Ordem do Mérito Militar.
O decreto 4.207/2003 determina a exclusão imediata de agraciados com a Medalha do Pacificador de condenados pela Justiça do Brasil, em qualquer foro, em sentença transitada em julgado, “por crimes contra a integridade e a soberania nacionais ou atentado contra o erário, as instituições e a sociedade brasileira”. Pelo decreto, “a cassação será feita ‘ex officio’ em ato do comandante do Exército em exercício. Já o decreto 3.522/2000, salienta a procuradora Eliana Pires Rocha em seu ofício, determina a exclusão da Ordem do Mérito Militar de agraciados que tenham cometidos os crimes já mencionados.
 Link: montedo

Após uma ação ajuizada no ministério público federal ,por parte de militares de brio que receberam a medalha de pacificador com palma , que se sentiram desprestigiados por criminosos , usurpadores , condenados e sentenciados estarem portando a credencial nobre, e pelo fato de comandantes vendidos , comunistas que se quer tiveram a hombridade de cumprir o que o artigo determina ,que seja cassada a medalha em caso de condenação .
Vergonhosamente após a omissão, o ministério público determinou o que já era de fato responsabilidade da força concedente da medalha, a cassação da mesma!
A cassação só passa a ter efeito após a publicação em diário oficial da União!
Devemos prestigiar os nobres e bravos militares, que receberam a condecoração merecida, e repudiar a omissão de comandantes que não cumpriram com o dever!
Vergonhosamente o ministério público teve que deferir!
 Gilliard

Há anos estranhamos a não cassação das medalhas conferidas a marginais, hoje condenados em sentença transitada em julgado. O então Comandante do Exercito hesitou e não cumpriu seu Dever, prevaricando em sua obrigação de fazer, passou a bola ao seu sucessor que só cumpriu ao ser pressionado Procuradoria da República.
Caros Companheiros, um forte abraço. Como os amigos sabem em 10 de março deste ano, entrei com uma representação junto ao MPF pedindo providencias para que fosse  cassada da Medalha do Pacificador concedida ao mensaleiro Genoino. O MPF acolheu o meu pedido e abriu um Inquérito Civil, que após a análise do mérito e os procedimentos de praxe, enviou seu relatório à Procuradoria Geral da República que expediu ofício (em anexo)  endereçado ao Comandante do Exercito, dando-lhe prazo de quinze dias para responder quais providencias foram ou vem sendo tomadas frente aos referidos condenados a fim de dar atendimento às normas regulamentares. Como você pode ver  o ofício é datado de 30 de outubro, o que significa que o prazo está se esgotado e até a próxima Segunda Feira o Cmt do Ex terá que dar  uma resposta. Solicito que divulguem a notícia, pois é do interesse de todos.Um forte abraço. Moézia.
Link: Aqui

Deputado propõe mudanças SIGNIFICATIVAS para as Forças Armadas.

Deputado propõe mudanças SIGNIFICATIVAS para as Forças Armadas.


Mais uma proposta do cabo Daciolo surpreende militares da cúpula das Forças Armadas.
Uma série de mudanças para os militares das Forças Armadas, como a previsão de representação por meio de associações de militares, modificações na questão da “dedicação exclusiva” e na própria jornada de trabalho, têm sido colocadas em pauta no Congresso Nacional.
Porém, o que se percebe na prática é que as propostas que não partem de dentro das próprias Forças Armadas ou do Ministério da Defesa são discretamente soterradas. A equipe da Revista Sociedade Militar questionou um deputado federal sobre a possível inclusão dos militares federais na lei que trata da representação por meio de associações (veja aqui), inicialmente elaborada visando os militares estaduais. O parlamentar nos disse que não tinha nada contra. Mas, que se a inclusão não fosse feita com muito cuidado poderia acarretar um grande risco do projeto ser “soterrado” pela influencia do alto comando das Forças Armadas.



Quem pensa que os generais não tem mais influencia política se engana muito. O próprio cancelamento da construção do Monumento em memória de João Goulart (veja aqui) é uma das mais recentes provas desse poder, que é discreto, mas gigantesco.
O deputado Daciolo apresentou duas propostas seguidas nesse mês de setembro. A primeira tenta proporcionar a todos os militares, sem exceção, o status de cidadão pleno. O que atualmente não existe, na medida em que soldados e marinheiros prestando serviço militar inicial não têm o direito de votar. O deputado propõe que militares conscritos tenham o direito ao voto.
A segunda proposta de Daciolo pretende dar aos militares o direito à estabilidade com 3 anos de serviço (veja aqui). Atualmente a estabilidade só ocorre após um decênio. Daciolo alega que a Constituição prevê que funcionários públicos concursados ganhem a estabilidade após 3 anos e que, assim, os militares mais uma vez são prejudicados pela legislação atual.
“É o caso de praças concursados que, de acordo com a legislação atual, só tem direito à estabilidade funcional após 10 anos de serviços. Contudo, a CF determina, no caput do Art 41, que “São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.”



O deputado Cabo Daciolo tem grande parte de suas proposições direcionadas a ampliação de direitos para as camadas de base das forças armadas e auxiliares. Há ainda outras propostas em seu “forno”. Estas deixam aterrorizados os generais e coronéis mais conservadores. Entre elas citamos a carreira única para os MILITARES, que em tese proporcionaria a todos os militares a possibilidade de galgar os postos superiores.
Link: Sociedade Militar 

Dilma diz na ONU que Brasil não possui problemas estruturais e tem como superar dificuldades

Dilma diz na ONU que Brasil não possui problemas estruturais e tem como superar dificuldades


A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, em discurso na Assembleia-Geral da ONU, que o Brasil atravessa problemas conjunturais, e não estruturais, e tem condições de superar as dificuldades, pois a economia é mais forte do que há alguns anos.
Primeira chefe de Estado a discursar na 70ª Assembleia-Geral, Dilma dedicou parte de sua fala à política de ajuste fiscal adotada pelo governo para equilibrar as contas públicas, que, segunda ela, vai garantir a retomada do crescimento.
"Propusemos cortes drásticos de despesas e redefinimos nossas receitas. Todas essas iniciativas visam reorganizar o quadro fiscal, reduzir a inflação, para consolidar a estabilidade macroeconômica, aumentar a confiança na economia e garantir a retomada do crescimento com distribuição de renda", disse na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Em meio a um quadro de recessão econômica e crise política, Dilma disse que o país tem condições de superar as dificuldades atuais, pois conta com uma economia "mais forte, sólida e resiliente do que há alguns anos". Segundo a presidente, o Brasil não tem problemas estruturais graves, mas sim conjunturais.
Dilma, no entanto, afirmou que a política econômica que vinha sendo adotada no país se esgotou por fatores internos e externos.
"Por seis anos, adotamos um amplo conjunto de medidas reduzindo impostos, ampliando o crédito, reforçando o investimento e o consumo das famílias. Esse esforço chegou a um limite tanto por razões fiscais internas como por aquelas relacionadas ao quadro externo", disse
Dilma também fez menção em seu pronunciamento ao combate à corrupção, dizendo que não é tolerada pelo governo nem a sociedade, e defendeu as conquistas democráticas no país.
"Queremos um país em que os governantes se comportem rigorosamente segundo suas atribuições, sem ceder a excessos. Em que os juízes julguem com liberdade e imparcialidade, sem pressões de qualquer natureza e desligados de paixões político-partidárias, jamais transigindo com a presunção da inocência de quaisquer cidadãos", afirmou.
REFORMA DA ONU E REFUGIADOS
No discurso, Dilma também reiterou apelo feito anteriormente em defesa de uma reforma no Conselho de Segurança da ONU para promover a inclusão de novos países membros, permanentes e não permanentes -uma antiga demanda do governo brasileiro-, e fez menção à crise de refugiados no mundo.
"Em um mundo onde circulam, livremente, mercadorias, capitais, informações e ideias, é absurdo impedir o livre trânsito de pessoas", disse a presidente, em referência à atual crise de refugiados sírios e de outros países em guerra no Oriente Médio e norte da África.
(Texto de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro) - economia e negocios

Por seu discurso fica claro que o problema não é só necessidade de Intervenção já, é também de INTERNAÇÃO já!

Exército reúne-se para discutir crise política e sem-terras “atípicos”?

Exército reúne-se para discutir crise política e sem-terras “atípicos”?


Por causa de nossa traumática ditadura, qualquer movimentação militar menos esclarecida levanta desconfianças. O Antagonista apurou que o Alto Comando do Exército está se reunindo nesta semana. Irão discutir a crise econômica e política,como a Lava Jato vem interferindo em obras de infraestrutura com a participação de militares, além de estranhos acampamentos de sem-terra considerados “atípicos”. Para isso, usarão um relatório preparado pelo centro de inteligência da corporação. Torçamos para que, ao final do encontro, tragam a público qualquer entendimento que tiverem sobre todos estes temas.
Link: implicante



O gaúcho Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, 63 anos, é o chefe de 217 mil militares. Comandante do Exército desde o último mês de fevereiro, ele enfrenta duas das missões mais difíceis de uma carreira iniciada em 1967: o corte orçamentário que atinge os projetos definidos como estratégicos pela Força e a ausência de reajustes da categoria. “Corremos o risco de retroceder 30, 40 anos na indústria de defesa”, disse Villas Bôas. Durante entrevista exclusiva na manhã da última sexta-feira, o general também lamentou a defasagem dos rendimentos da tropa, principalmente se comparados aos de outras carreiras.

Preocupado com a redução de verbas e investimentos ele deve estar mesmo, assim como os políticos da base aliada ao PT com os cargos que podem ser suprimidos. Quanto aos acampamentos de sem terras considerados atípicos, há anos vem acontecendo sem que nenhuma interferência seja feita por parte do responsável pela Soberania Nacional. As ameaças ao povo brasileiro aconteceram de forma ostensiva e perigosa, armas estão entrando descaradamente e abastecendo os traficantes. No Rio de Janeiro é possível vislumbrar o crescimento de fuzis, relatos dão conta de 20 meliantes circulando pelas ruas, todos com armamento de guerra.

Conhece melhor guarda para armas que nos redutos do tráfico? Todos sabem que estão lá, mas lá continuam.

Não enumerar aqui os roubos que os políticos, equivalentes a quadrilhas, se especializaram, está estampado diariamente nas redes sociais.


Não entendi o porque de ser comentada a operação “Lava Jato”, me pareceu estar direcionando a culpa da crise econômica e política ao Juiz Sergio Moro,  à Polícia e Promotores Federais envolvidos.  

O que esperar deles se estão no governo?

‘QUARTEL’ PALÁCIO DO PLANALTO TEM 1.853 MILITARES
Vítima de prisão e tortura na ditadura, a presidente Dilma aprecia a companhia de militares. Quase metade dos ocupantes de cargos na Presidência da República é de militares das Forças Armadas, em especial do Exército, o que torna o Palácio do Planalto uma espécie de quartel. Dos 4.192 servidores do Planalto, 1.853 são militares cedidos e mais de mil ocupam funções e “cargos de confiança” da presidente.

Quem seriam estes “mais de mil que ocupam funções e cargos de confiança”? Por certo não seriam praças nem oficiais subalternos e intermediários.

Sinceramente espero que os "Kiwi" estejam presentes nesta reunião, pois, de "melancias" já estamos de saco cheio.

ALERTA PARA OS GENERAIS DA ATIVA E DA RESERVA

ALERTA PARA OS GENERAIS DA ATIVA E DA RESERVA


Quem defender a posse de Michel Temer no lugar da Dilma seja civil ou militar, está, queira ou não, sendo inocente útil de um sistema político falido e corrupto.

Que haja inocentes úteis entre os civis é compreensível, já que eles concentram milhões de pessoas. Mas que generais façam esse papel é inadmissível. Aliar-se aos corruptos para se livrar do PT? Isso é fazer política ideológica da pior categoria.

Essa possibilidade execrável aparece no artigo do Alerta Total de 28 set:Petelândia teme "golpe militar" do Temer? Como o autor da matéria é um jornalista confiável temos que levar a sério esse alerta.

No lugar  de fazer aliança com os corruptos do PMDB, prezados generais, seria muito racional convocar novas eleições para a Presidência e o Congresso, devidamente fiscalizadas, inclusive por generais da reserva se os da ativa não tiverem permissão para isso.

Uma boa tarefa para todos os membros das nossas FFAA seria fiscalizar os políticos, ao invés de se aliar a eles. Se as FFAA são nosso último reduto ético ainda vivo neste país, espera-se delas uma conduta ética exemplar.

Existem generais da reserva combatendo a corrupção. Quem sabe alguns generais da ativa se motivem a fazer o mesmo. Que os generais da reserva, pressionem então seus colegas da ativa.

Patriotismo através de uma aliança  com essa cúpula do PMDB? Isso é patriotismo ou traição à Pátria?


Ideologia Zero, Simulacro Zero.

Mtnos Calil, Psicanalista e Coordenador  do Instituto Mãos Limpas Brasil.
Texto no Alerta Total

terça-feira, 29 de setembro de 2015

SÉRGIO MORO É MUITO “MACHO” MESMO! NEGA O PEDIDO DE DESMEMBRAMENTO DA TURMA DA ODEBRECHT

SÉRGIO MORO É MUITO “MACHO” MESMO! NEGA O PEDIDO DE DESMEMBRAMENTO DA TURMA DA ODEBRECHT

Para quem imaginava que o Juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba iria “amarelar” diante da decisão do STF que fragmentou uma ação oriunda da operação Lava Jato, o Critalvox sente muito em  informar que ele acaba de  barra pedido da Odebrecht para tirar processos de Curitiba e da sua jurisdição. As defesas de executivos da empreiteira solicitaram fatiamento das ações penais para o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Moro disse NÃO!
Leia o que está publicado no site da revista Veja…
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, negou nesta segunda-feira pedido das defesas de executivos da Odebrecht para redistribuir ações penais contra o presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e demais funcionários. A construtora tenta levar os processos para o Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu precedente para o fatiamento da Lava Jato ao desmembrar a investigação contra a senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, até então concentrada nas mãos do ministro Teori Zavascki.
A primeira consequência da decisão de espalhar pedaços da Lava Jato pela Justiça nos estados – como pleiteiam os defensores dos executivos da Odebrecht -, tirando parte considerável das investigações da responsabilidade do juiz Moro e da equipe de procuradores do Ministério Público Federal do Paraná. “A dispersão das ações penais, como pretende parte das defesas, para vários órgãos espalhados do Judiciário no território nacional não serve à causa da Justiça, tendo por propósito pulverizar o conjunto probatório e dificultar o julgamento”, avalia o juiz em sua decisão.
“Há um conjunto de fatos conexos e um mesmo conjunto probatório que demanda apreciação por um único juízo”, continua. “Pode-se discutir onde ocorreu a maior parte dos crimes. Considerando todas as ações penais que envolvem a Operação Lava Jato, essa é uma questão de difícil resposta. Inequívoco, porém, que também existem crimes consumados no estado do Paraná, o que é ilustrado não só pelos exemplos acima, mas pelo fato de dois dos principais personagens envolvidos, José Janene e Alberto Youssef aqui residirem e manterem parte de suas operações neste Estado”, argumenta Moro.
A decisão do Supremo também mina o pilar central da Lava Jato: de que foi uma mesma quadrilha quem operou um contínuo assalto à República, cujo pano de fundo era um projeto de perpetuação do Partido dos Trabalhadores e seus aliados no poder. “Como se depreende do conteúdo da denúncia, os fatos enquadram-se no contexto mais geral daquilo apurado pela Operação Lava Jato: ajuste de licitações em contratos da Petrobras, corrupção de dirigentes da Petrobras, lavagem de dinheiro decorrente, não havendo como não reconhecer a ligação entre os fatos”, escreve o magistrado.

Petelândia teme "golpe militar" do Temer?

Petelândia teme "golpe militar" do Temer?


Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Já imaginou se os militares resolverem apoiar a saída de Dilma Rousseff, preferencialmente por renúncia justificada por alguma desculpa esfarrapada, dando toda sustentação para o sucessor Michel Temer implantar a "Novíssima República"? Pois a cúpula petista já trabalha com o altíssimo risco de ocorrer uma espécie de reedição do golpe militar de 1985, quando o General Leônidas deu sustentação para que José Sarney assumisse a Presidência da República (vaga com a morte de Tancredo Neves), para implantar a tal "Nova República" que agora agoniza.

A "morte" política de Dilma já é dada como fava contada por alguns segmentos do PT. Até o estrategista-mor Lula da Silva, já trabalha com a hipótese de Temer assumir. O Presidentro só não tem condições de admitir, publicamente, um golpe contra Dilma. Enquanto isso, Michel Temer faz costuras inimagináveis nos bastidores. Já estaria fazendo consultas informais e até reuniões secretas com alguns Generais (que insistem em uma suposta saída constitucional, dentro das regras atuais do jogo perdido, para evitar que a crise institucional se agrave.

O problema maior de um golpe do Temer contra Dilma é que a "tese" é exageradamente "temerária" (com ou sem trocadilho infame). Uma parte grande do PT, ainda aliada da Presidenta, mesmo que discorde de várias atitudes isoladas que ela toma, prefere que tudo fique como está a experimentar o arriscado dissabor de uma hegemonia completa do PMDB no poder. Nos bastidores, a cúpula da petelândia fala, claramente, que os peemedebistas, em quase maioria esmagadora, são "aliados oportunistas, pragmáticos e absolutamente inconfiáveis", para uma nova repartição de poder na máquina federal até então aparelhadíssima pelo PT.

Da mesma forma que desagrada a petelândia, a "solução Temer" (defendida, escancaradamente, pela ex-petista Marta Suplicy, que odeia Dilma pessoalmente) também não é vista com bons olhos pela maioria dos generais. A crise política e econômica será um dos temas picantes da reunião dos 15 Generais do Alto do Comando do Exército, marcada para esta segunda-feira, no famoso "Forte Apache", em Brasília.

O "cacique" Temer, de comandante-em-chefe, divide a opinião dos militares. A maioria deles, mesmo que não deseje uma solução mais radical para a crise atual, avalia que Temer "seria mais do mesmo". Quem costura, nos bastidores da caserna, em favor de Michel Temer é o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim. O plano é criar um consenso entre os Generais de quatro estrelas para que, se a estrela do PT cair, tolere-se que Temer cumpra o resto do mandato e promova uma reconciliação. Foi a mesma tese que Ulisses Guimarães vendeu em 1985, e o General Leônidas comprou, para permitir a posse de José Sarney - considerado um "traidor" do regime militar.

O que alguns militares avaliam é que, uma eventual tomada de poder em favor de Temer, tende a desencadear uma reação de setores mais radicais do PT, ligados à Presidenta Dilma. Já os aliados de Temer tentam vender a hipótese de que a eterna brizolista Dilma já estaria tão isolada dentro do PT que nem os radicalóides a defenderiam, partindo para uma espécie de conflito político (e até armado) aberto nos moldes de uma "Cadeia da Legalidade" (ação midiático-militar de Leonel Brizola, durante 14 dias, em 1962, para garantir que o vice João Goulart assumisse a Presidência da República, vaga com a renúncia de Jânio Quadros).  

Temer conspira abertamente. Dilma, até quando e onde der, suspira... O desfecho dependerá muito menos de conchavos de gabinetes ou quartéis e muito mais do agravamento da crise econômica, que afeta demais o humor e a sobrevivência da imensa classe média (54% da população economicamente ativa). Conspirações nem sempre derrubam desgovernos desgastados. Já as consequências das crises econômicas fora de controle costumam servir de pá de cal para dirigentes políticos moribundos, como é o caso da Dilma, uma morta-viva que nem chegou a um ano de segundo mandato... Ela é uma sobrevivente do naufrágio do PTitanic à procura de uma boia salvadora.

O cenário nunca foi tão incerto e inconfiável. O consenso é que a velha Nova República se esclerosou. A Constituição Cidadã de 1988, muito emendada e cheia de pontos sem regulamentação, também caducou. O Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o fiel da balança legal, pende, claramente, para o lado do desgoverno. STF não pode ser Advocacia Geral da União... Os militares continuam naquela famosa "observação cuidadosa do cenário", só admitindo tomar alguma providência se a ordem constitucional (que já foi para o saco) for conspurcada...

Enquanto isso, ocorre aquela nem tão silenciosa "revolução brasileira", na qual setores organizados da sociedade, junto com a classe média meio sem noção do que deseja efetivamente reivindicar, exigem mudanças imediatas. Vencerá quem souber exercer, de forma mais eficaz, o poder de pressão. O Modelo Capimunista de Bruzundanga se esgotou... O Brasil tem solução... Mas ela passa longe da temerária posse do Temer no lugar da Dilma... Sinceramente, só quem relaxa e goza com esta hipótese é a experiente sexóloga Marta Suplicy, agora uma neopeemedebista...

Lugar de cada um


Dilma demitida