terça-feira, 21 de outubro de 2014

O "MAIS MÉDICOS", INFILTROU MILITARES CUBANOS NO PAÍS

O QUE ERA SUSPEITO E AMPLAMENTE DISCUTIDO VEIO À TONA. O PROGRAMA DO PT, QUE TROUXERAM OS MÉDICOS CUBANOS PARA O BRASIL, O "MAIS MÉDICOS", INFILTROU MILITARES CUBANOS NO PAÍS. UM SUSPEITO INTERROGADO PELOS NOSSOS MILITARES CONFIRMOU QUE ERA CAPITÃO DO EXÉRCITO CUBANO. ALERTADO SOBRE O FATO, O MINISTRO COMUNISTA E TRAIDOR DA PÁTRIA, CELSO AMORIM, NÃO TOMOU NENHUMA INICIATIVA E O BRASIL ESTÁ NA EMINÊNCIA DE UMA GUERRA CIVIL. BRASILEIROS E PATRIOTAS, PREPAREM-SE PARA O COMBATE.
O Comando Militar do Sudeste fez um alerta ao Ministro do PT, Celso Amorim (Ministro da defesa), de que há militares cubanos infiltrados pelo programa golpista "Mais Médicos" patrocinados pelo PSDB em 1996 e radicalizado agora em 2013/2014 pelo PT. Informado sobre a denúncia, o Ministro dos comunistas não tomou nenhuma inciativa até o momento. Possivelmente desde 1996 que o Brasil vem sendo estudado estrategicamente para a deflagração de uma guerra civil. As esquerdas não estão brincando em serviços e certamente usarão de todas as armas para implantar uma revolução nos moldes da "Revolução Russa" em nosso país e desta forma promoverem a ditadura do proletariado ao poder supremo do país.
O suspeito confessou para os militares brasileiros que era um Capitão do exército cubano. Mais de 4 mil médicos cubanos entraram no Brasil e há fortes evidências que mais de três mil não são médicos e sim, agentes militares infiltrados. Somente no governo de FHC mais de 1.500 médicos cubanos entraram no país, somados aos 4 mil e aos mais de 2 mil que ainda virão, o número de militares e agentes cubanos infiltrados no Brasil podem passar de 4 mil soldados e oficiais prontos para um combate. Segundo outras agências de notícias, mais de 50 mil haitianos estão no país, muitos vindo da guerra no Haiti. Mais de 90 por cento deles tem idade militar, são ex-combatentes e com experiência em guerra civil e atentados terroristas e foram trazidos ao Brasil através de uma super infraestrutura financiada pelo governo de Dilma Rousseff com apoio e conivência dos partidos políticos e do Congresso Nacional. Cerca de mil integrantes do MST treinaram e ainda treinam guerrilha urbana e combates armados com apoio e financiamento do governo brasileiro.Um grande exército revolucionário está sendo preparado e armado para invadir, saquear e matar o povo brasileiro nas ruas.
Enquanto o povo iludido, enganado e sacaneado pelos 20 anos de gramscismo vai para as urnas do sistema, as urnas fraudulentas e corruptas que servem somente para engana-los, a conspiração comunista avança para sepultar a "falsa democracia social" e um golpe comunista se debruça sobre a nação como uma sombra maldita para implantar o terror e uma ditadura sangrenta. O alerta feito pelos militares não é nenhuma novidade, e há muito nossa página vem alertando sobre a conspiração de uma guerra civil no país. Vários movimentos de tropas venezuelanas foram flagradas em território nacional e ninguém fez nada. A Lei criada para a livre movimentação de tropas estrangeiras em solo brasileiro, aprovada em grande maioria pelo congresso golpista e pela oposição traidora mentirosa e farsante, cria a possibilidade de o país ser invadido por dezenas de tropas militares estrangeiras à qualquer momento. Talvez por isso nossos militares têm se mantido em silêncio, pois sabem que terão uma guerra sangrenta pela frente e que muitos brasileiros poderão perecer nessa batalha.
Talvez esta guerra civil fará essa tropas de idiotas úteis, essa massa composta de imbecis que constitui esse povo brasileiro, acordar para a realidade. O gado manipulado pelo sistema dorme na omissão, injetado de doutrinas comunistas marxistas. Um povo alienado, doente e covarde, que aprendeu a ser idiota através das novelas, filmes, peças teatrais, revistas, propagandas e pelo lixo de cultura disseminado pelos senhores Fernando Henrique Cardoso, Lula e a senhora Dilma Rousseff. A doutrinação gramscita penetrou no cérebro desta massa de idiotas, úteis que foram exaustivamente manipulados do sistema. Quando pilhas de corpos estiverem espalhadas pelas ruas, casas, prédios, carros e ônibus incendiados, lojas e mercados saqueados, propriedades invadidas e babacas sendo perseguidos e fuzilados nas ruas, talvez a essência de algum resto de consciência e patriotismo, seja despertado, mas certamente será tarde demais. Vão votar seus idiotas úteis, E FAÇAM TUDO QUE O SISTEMA MANDAR. DEPOIS VÃO PARA AS RUAS PARA FUGIREM DO COMUNISMO QUE COM CERTEZA IRÃO LHES ACHAR.

Operadoras planejam novo tipo de cobrança de internet via celular

Operadoras planejam novo tipo de cobrança de internet via celular
Franquia extra em vez de 'velocidade reduzida' fará com que usuário tenha que contratar pacote adicional
POR BRUNO ROSA
20/10/2014 6:00 / ATUALIZADO 20/10/2014 13:18



Insatisfeita com o serviço, Carla Devecchi teme gastar mais com o novo modelo de tarifação - Daniela Dacorso


RIO - Sem alarde, as operadoras de telefonia móvel preparam mudanças na forma de cobrar internet pelo celular. Assim como já ocorre em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, o usuário, após consumir toda a sua franquia de dados, não terá mais a opção de continuar navegando com a chamada “velocidade reduzida”. Ou seja, se quiser trafegar terá que contratar um pacote adicional, adquirindo mais megabytes (MB). A novidade, que tende a tornar a conexão mais eficaz, na visão das empresas, pode aumentar as despesas mensais dos consumidores com telecomunicações.
No próximo mês, quem dá o pontapé inicial é a Vivo, maior companhia do setor, com 79 milhões de clientes. E os usuários de planos pré-pagos (de cartão) da operadora serão os primeiros a sentir a mudança: a partir de novembro, quem consumir toda a franquia do pacote de internet móvel da operadora, terá a conexão cortada se não contratar nova leva de dados. Oi, TIM e Claro vão lançar pacote semelhante em breve, dizem fontes. Em um segundo momento, a estratégia será replicada para os clientes pós-pagos das companhias.
Na Vivo, um dos pacotes pré-pagos mais usados atualmente dá direito a franquia de 75 MB (a R$ 6,90) por semana. Se consumir todos esses dados antes do fim do prazo, o cliente terá de pagar um adicional de R$ 2,99 por mais 50 MB, com validade de até sete dias, para continuar navegando na web. Quando atingir 100% da franquia, o consumidor deverá receber um SMS com a opção de contratação. A mudança, adotada inicialmente nos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, poderá ser estendida para outras regiões nos próximos meses. Estima-se que hoje cerca de 30% dos usuários pré-pagos no país acessam a internet do celular, com gasto médio de R$ 14 por mês.
Segundo a Vivo, “o mesmo ajuste deverá ser implementado futuramente para os clientes de planos pós-pagos”. E mais: a operadora ressaltou que está “trabalhando em ajustes sistêmicos e fará o anúncio sobre a mudança aos seus usuários com a antecedência necessária”.
CONSUMIDORES DEVEM SER AVISADOS
É importante avisar aos consumidores sobre as mudanças para evitar quebra de contrato, lembram advogados. Pela legislação, as alterações devem ser notificadas com 30 dias de antecedência.
Nos EUA, assim que um cliente consome metade da franquia de dados, a operadora já recomenda comprar mais internet. Por exemplo, na Verizon, um pacote com 2GB mensais custa US$ 60 e na AT&T sai a US$ 40. Já o pacote adicional de 1GB custa US$ 15 em ambos os casos. Há alguns anos, as operadoras norte-americanas tentaram oferecer a “velocidade reduzida”, algo que não foi bem recebido pelos usuários, que reclamaram da baixa qualidade na conexão.
Para especialistas, a estratégia das operadoras é elevar a receita com a internet móvel, que subiu até 30% no primeiro semestre, sobre igual período de 2013. Mas, apesar do aumento, o país está longe de figurar entre as nações que mais faturam com dados. Segundo pesquisa recente pela Merril Lynch, e divulgada pela TIM a analistas, o Brasil ocupa a 30ª posição no “ranking” que mostra a fatia da receita de dados em relação ao gasto por usuário.
No Brasil, esta relação é de 29% da receita, bem longe do líder Japão (68%), Coreia do Sul (63%), Austrália (56%), Áustria (48%) e Argentina (47%).
DESAFIO PARA AS EMPRESAS
A qualidade da conexão é um ponto destacado por especialistas. O analista Hermano Pinto lembra que o desafio para as empresas brasileiras será manter a velocidade da internet. Hoje, com a demanda crescente, muitos usuários pós-pagos, que não querem ter a velocidade reduzida, são obrigados a alterar seus planos de internet com o aumento no número de minutos. Assim, em geral, quanto maior a franquia de dados, maior será o volume total para falar.
— Nos EUA, por exemplo, se o usuário tem 4G, ele navega no 4G. Não é como no Brasil que o 4G vira 3G nas áreas onde não há cobertura. Além disso, por contrato e pela legislação, as empresas podem oferecer apenas uma parte da velocidade que prometem aos clientes. O desafio de o Brasil aderir a essa tendência, que é um caminho sem volta, é garantir uma velocidade sempre alta — destaca.
Procurada, a Anatel não comentou o assunto.
TENDÊNCIA MUNDIAL
Navegar na “velocidade reduzida” significa ter uma velocidade de até um décimo do total de dados trafegados na franquia — tanto no pré-pago quanto no pós-pago. Roberto Guenzburger, diretor de Produtos da Oi, diz que o novo modelo de cobrança é tendência mundial. Segundo ele, a velocidade reduzida vira uma experiência ruim e afeta a percepção de imagem das operadoras quando, na verdade, o plano é que é inadequado.
— Estamos olhando essa tendência com atenção até porque, com a velocidade menor, o cliente não consegue navegar da forma que gosta, assistindo a vídeos, por exemplo. Com os smartphones, os aplicativos são atualizados automaticamente, e, sem saber, o cliente está consumindo dados — explica Guenzburger.
A TIM também analisa a nova forma de cobrança, diz o diretor de marketing Roger Solé. Para ele, há alguns anos fazia sentido oferecer velocidade reduzida, pois o consumo de dados era baixo:
— Hoje as pessoas consomem muito além de seu pacote de dados. É natural que, após essa etapa, quando não se tinha noção do consumo de dados, a cobrança fique mais clara. Estamos lançando um novo serviço que é a internet compartilhada, no qual o cliente poderá dividir seus dados com mais três números, sem taxa.
A Claro, que não comentou sobre a tendência, vem apostando em ações promocionais, permitindo a navegação gratuita de clientes em sites como Facebook e Twitter. Segundo o consultor Virgílio Freire, a cobrança tende a ser similar à feita para minutos e mensagens de texto.
PUBLICIDADE

— Com isso, as empresas conseguem gerar mais caixa num momento de forte expansão de dados — disse Freire. — Mas não se pode deixar de lado os investimentos. A rede no Brasil precisa melhorar e ficar mais sólida para atender a essa demanda crescente.
A advogada Carla Devecchi, que já considera o serviço caro e a qualidade aquém do desejável em parte do tempo, diz que a nova modalidade de cobrança tende a encarecer a conta.
— Imagina, você está na rua e precisa entrar na internet com urgência. Vai acabar contratando mais, em vez de esperar chegar em casa ou em algum lugar com wi-fi — disse.

sábado, 18 de outubro de 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O programa espacial secreto dos EUA

O programa espacial secreto dos EUA

POR SALVADOR NOGUEIRA
16/10/14  05:52
Muita gente ficou agitada com o retorno de um miniônibus espacial não-tripulado americano, o X-37B, após quase dois anos numa misteriosa missão em órbita. O que ele estaria fazendo lá? Bem, as respostas exatas estão escondidas em alguma pasta marcada como “top secret” nos arquivos do governo, mas já sabemos algumas coisas. A mais clara delas é que os Estados Unidos têm um avançado programa espacial militar, de natureza confidencial. E eles estão se preparando para futuras guerras no espaço.
Imagem do X-37B na base de Vanderberg, na Califórnia, após sua segunda missão.
Imagem do X-37B na base de Vanderberg, na Califórnia, após sua segunda missão.
Sua gestão fica sob os auspícios do Comando Espacial da Força Aérea americana, que desde 1999 tem a obrigação de estar pronto, caso requerido, a aplicar força além da atmosfera terrestre — conceito definido como a habilidade de realizar operações de combate no espaço, a fim de influenciar o curso e o desfecho de um conflito.
Essa nova diretriz, formulada pelo Departamento de Defesa americano ainda no governo Clinton, ganhou força com seu sucessor, George W. Bush, sobretudo após o 11 de setembro de 2001, e desde então não vimos nenhum sinal de arrefecimento. Naquela época, o Comando Espacial julgava razoável o estabelecimento de novas tecnologias de armamento espacial para uso a partir de 2010 e além. Pois bem. Não sei se você reparou, mas nós já passamos dessa data.
Pode apostar que o X-37B se encaixa nesses planos. Originalmente desenvolvido em 1999 pela gigante aeroespacial Boeing para a Nasa (agência espacial que cuida do programa civil americano), ele foi transferido para a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa) em 2004 e ganhou o status de confidencial, além de ter sofrido modificações (o original, para uso civil, se chamava apenas X-37).
DICA: Você acha que o governo americano esconde ETs? Se interessa por esse tema? Baixe uma amostra grátis do meu novo livro, “Extraterrestres: Onde eles estão e como a ciência tenta encontrá-los”
Esta foi a terceira e mais longa das missões realizada pelos dois veículos X-37B da Força Aérea americana. A primeira (OTV-1), conduzida em 2010, durou 224 dias. A segunda (OTV-2), iniciada em 2011, consumiu 469 dias. A atual (OTV-3) bateu todos os recordes. Já são 22 meses no espaço. No lançamento, em 11 de dezembro, a Força Aérea dizia que a duração do voo seria de nove meses. O que o X-37B ficou fazendo lá em cima afinal?
Embora não diga o que é, o Comando Espacial já disse o que não é: os militares afirmam que não houve nenhum teste de armamento espacial durante a missão. Ou seja, felizmente ainda não chegamos na era “Guerra nas Estrelas” (não custa lembrar, mas, mesmo no auge da rivalidade entre americanos e russos, ninguém até hoje ousou dispor plataformas armadas no espaço).
Contudo, os militares americanos acreditam que essa era não tardará a chegar. A atual doutrina de defesa ianque considera a militarização do espaço inevitável, por uma razão muito simples: compensação assimétrica. Com armas no espaço, até mesmo um país meio pé-rapado militarmente poderia afundar os poderosos porta-aviões que sustentam o poderio militar americano no planeta. Ou seja, em vez de precisar de porta-aviões similares (e caríssimos) para estabelecer o equilíbrio de forças, uma nação inimiga poderia optar por um caminho diferente (e potencialmente mais barato) para chegar a esse objetivo.
Em 2001, o então major Austin Jameson, da Força Aérea americana, escreveu um artigo falando sobre as capacidades do X-37 e, em um dos capítulos, ele se pergunta logo no título: “Será o espaço o próximo Pearl Harbor?”
É uma referência ao ataque japonês que impulsionou os Estados Unidos à Segunda Guerra Mundial, em 7 de dezembro de 1941. E não é uma ideia infundada. A dependência americana de satélites-espiões para inteligência e de infraestrutura espacial de telecomunicações para comando e controle os torna alvos preferenciais num conflito. Até porque, no momento, esses equipamentos estão indefesos.
QUEM ATACARIA?
Durante a Guerra Fria, talvez fizesse sentido se preocupar com ataques a satélites, caso soviéticos ou americanos decidissem que era hora de iniciar o apocalipse. Mas no mundo de hoje?
Bem, a China fez o favor de confirmar a tese americana de que a escalada da militarização espacial era inevitável em 2007, quando usou um míssil para detonar em órbita um velho satélite meteorológico pertencente a seu próprio país. Foi um recado. “Nós, se quisermos, podemos atacar seus preciosos satélites.”
Imagem mostra as órbitas individuais dos cacarecos que sobraram do satélite chinês um mês após a detonação. Um bocado de lixo espacial.
Imagem mostra as órbitas dos cacarecos que sobraram do satélite chinês um mês após a explosão. Um monte de lixo espacial.
Em 2008, os americanos deram o troco e destruíram um satélite-espião não funcional. Alegaram que ele podia acabar caindo sobre regiões povoadas com um tanque cheio de hidrazina — combustível tóxico. Mas é balela. O risco era mínimo. Foi para medir forças e mandar o seu recado também.
Ou seja, se em algum momento o pau comer com certeza teremos ataques a satélites.
É aí que o X-37B parece ter seu apelo. Não é nem pela habilidade fartamente demonstrada na atual missão de permanecer muito tempo no espaço. Mas é pela facilidade com que ele pode ser lançado e depois retornar à Terra com a mesma flexibilidade e rapidez.
Um dos pré-requisitos dos ônibus espaciais da Nasa, aposentados em 2011, mas criados na década de 1970, era a capacidade de dar apenas uma volta na Terra, em cerca de 90 minutos, e então regressar a uma pista de pouso convencional em solo americano. O requerimento foi estabelecido pela Força Aérea e tem uso tático óbvio, não só para o ataque a satélites, como para a defesa.
Não há razão para crer que o X-37B seja menos capaz. Na verdade, por ser mais simples e não-tripulado, ele deve ser ainda mais versátil.
Pela órbita em que estava em sua última missão, o veículo provavelmente realizou tarefas de observação da Terra. Ou seja, agiu basicamente como satélite-espião, além de testar a durabilidade de suas partes durante uma longa missão no espaço. Especula-se que ele também tenha produzido imagens de outros satélites no espaço, uma forma nova de vigilância que tem tudo a ver com o crescimento da militarização espacial.
O FUTURO
Ao analisar o X-37 em 2001, o major Jameson destacou que ele poderia ser útil nas quatro vertentes de uso ensejadas pela Força Aérea no espaço: incremento de força, apoio espacial, controle espacial e aplicação de força.
Concepção artística do X-37, na época em que o projeto ainda era civil e da Nasa.
Concepção artística do X-37, na época em que o projeto ainda era civil e da Nasa.
Como incremento de força, o veículo poderia oferecer inteligência e reconhecimento de terreno (função de satélite-espião), comunicações e meteorologia. Parece ter sido essa a principal vertente da atual missão, embora os dados sejam estritamente confidenciais e o Mensageiro Sideralnão tenha acesso a nenhum cagueta no estilo “Garganta Profunda”.
No apoio espacial, o X-37 poderia ser usado para levar satélites ao espaço ou mesmo recuperar satélites danificados — um perfil de missão que já existia para os ônibus espaciais da Nasa, até o acidente com o Challenger, em 1986.
Como elemento de controle espacial, ele poderia ter papéis ofensivo (prejudicando o funcionamento de satélites inimigos e mesmo os destruindo) e defensivo (monitorar o ambiente espacial e detectar ataques a satélites, evitando-os).
Finalmente, como aplicação de força, ele poderia ser usado para atacar alvos terrestres. “O X-37 é bem conveniente para transportar uma carga útil de aplicação de força para o espaço em um prazo rápido. Equipado com armas de precisão como mísseis hipersônicos guiados por laser ou GPS, o X-37 pode ser instado a lançar essas armas para atacar alvos no meio do território inimigo sem risco para vida humana”, escreveu Jameson, que em seu artigo deu uma pista do que podemos esperar para o futuro do programa.
“Teoricamente, a Força Aérea poderia ter vários esquadrões de X-37 dispostos nas costas leste e oeste dos Estados Unidos, preparados e prontos para atender aos requerimentos do comandante”, apontou.
HOJE SÓ AMANHÃ
Ainda estamos longe disso. A Força Aérea só tem dois X-37B, e suas missões até agora — incluindo esta última — são testes tecnológicos mais que qualquer outra coisa. A ideia é testar, pouco a pouco, a versatilidade do veículo e confirmar as teses que eram levantadas no início do século quanto à sua potencial utilidade.
Enquanto isso, em 2011 a Boeing anunciou planos para desenvolver uma variante maior do X-37B, o X-37C. Maior, ele seria capaz de transportar até seis astronautas em sua área de carga. A atual versão tem o tamanho de uma caminhonete e não suporta tripulantes.
Na guerra ou na paz, uma coisa é certa: esta não será a última vez que você ouvirá falar da escalada militar americana no espaço.
Há de se admirar a proficiência técnica. Mas, se eu falar que isso tudo não me assusta, é mentira. Como já apontava no meu livro “Rumo ao Infinito”, em 2005, um conflito em órbita poderia efetivamente encerrar a era espacial, envolvendo a Terra numa intransponível camada de lixo. Dez anos depois, parece que estamos ainda mais perto de enfrentar esse drama. Tomara que não cheguemos lá.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mino Carta: Dilma e a esperança

Mino Carta: Dilma e a esperança

11.10.2014
 
Mino Carta: Dilma e a esperança. 20999.jpeg
Por Mino Carta, na revista CartaCapital:
A mídia nativa encontra à última hora o novo salvador da pátria. Aécio Neves atropela Marina Silva na reta final do primeiro turno da eleição presidencial e consegue o segundo lugar com uma porcentagem de votos que supera as expectativas. O tucanato está em festa, e tem boas razões para tanto, a se considerar a rápida ascensão do seu candidato.
Agora na aposta da continuidade do desempenho em elevação.O verdadeiro partido de oposição, a saber a imponente estrutura midiática, exulta, na certeza de que sua atuação foi decisiva em alguns estados, sobretudo em São Paulo. De fato, este primeiro turno confirma a terra bandeirante como a mais reacionária do País. São Paulo não somente reelege um governador incompetente como Geraldo Alckmin, irresponsável até em vários casos, além de envolvido em escândalos, mas também confere a Aécio Neves uma vantagem abnorme em relação a Dilma Rousseff.
Segundo aspecto do pleito a ser acentuado: a clamorosa falha das pesquisas em vários estados. Em São Paulo, a surpresa está no resultado alcançado pelo candidato do PT, Alexandre Padilha, muito acima da porcentagem atribuída pelas pesquisas, tão baixa de fio a pavio, a ponto de levar a Globo a se desinteressar, com indisfarçável alegria, da cobertura da sua campanha.Notável o erro em relação à Bahia, onde a vitória de Paulo Souto no primeiro turno era garantida por robusta porcentagem, e onde quem se sagrou governador de saída é o escolhido de Jaques Wagner, Rui Costa.
E no Rio Grande do Sul quem trafegou em terceiro lugar desde o início da campanha a governador, Ivo Sartori, do PMDB, vai para o segundo turno em primeiro lugar. Cabe questionar os institutos: incompetência ou má-fé? Deslize em proveito da crença guardada a sete chaves, ou falta total de acuidade?
Algo mais a anotar: o excelente resultado obtido pela presidenta no Nordeste, a região que soube entender e aproveitar o êxito das políticas realizadas nos últimos 12 anos pelos governos de Lula e Dilma. Mais expressivo de todos, o desfecho baiano.
Ali havia motivos para temer o retorno do carlismo, já representado na prefeitura de Salvador pelo neto de Antonio Carlos. Registra-se o êxito da administração wagneriana, sem cavalgada das Valquírias.Na visão óbvia das próximas três semanas, a nos separar do segundo turno da eleição presidencial, não é árduo prever uma disputa ao último sangue, com a participação maciça da mídia alinhada compactamente às costas do tucanato e, do outro, de Lula, novamente em ação, talvez mais do que nunca.
Cabe comparar a situação de hoje com aquela de quatro anos atrás. Dilma cai cerca de 5 pontos porcentuais, enquanto Aécio melhora em cerca de 1 ponto a posição do então candidato José Serra. Marina Silva também cresceu cerca de 2. Ou seja, as condições não estão muito longe daquelas de 2010. E, por outra, repete-se a polarização tradicional nas últimas duas décadas.
E esta é a hora de reafirmar o apoio de CartaCapital à presidenta.As nossas motivações se reforçam nesta fase do confronto. Ao se inaugurar a campanha, previa neste espaço que tanto Aécio quanto Marina seriam inevitavelmente arrastados para a direita ao surfar a onda midiática. Neste gênero de entrega ao chamado das sereias os tucanos já mostraram largamente a sua escassa vocação odisseica.
Foi o que se deu com Fernando Henrique Cardoso na Presidência e com José Serra em diversas oportunidades. Ambos tornaram-se empedernidos reacionários, a exibir toda a inconsistência ideológica da chamada esquerda brasileira. Ou, pelo menos, de certa vertente dita esquerdista.A esta altura, Aécio já disse a que veio. Em um ponto, certamente, a orientação fica definida.
Confesso meu pavor diante da perspectiva de ter Arminio Fraga como ministro da Fazenda, destemido arauto do neoliberalismo, não menos de FHC e seu governo. Apavorante retorno ao passado, para falar alto e bom som, igual a um editorial do Estadão. Temo, obviamente, que a ameaça formulada então, a privatização da Petrobras, se concretize caso Aécio chegue ao trono. E me pergunto o que será de uma política exterior que desatrelou os interesses do Brasil daqueles dos Estados Unidos, ora viva.
E que sobraria de uma política social que melhorou a vida de boa parte de condenados à miséria e investiu bastante em educação? Avanços insuficientes, é verdade factual, mas importantes no País da casa-grande e da senzala.
E esta continua a ser a questão central. Como há de ser para quem se empenha a favor da igualdade.
Apoiamos Dilma porque ela representa esperança de igualdade, e CartaCapital não arrefece na expectativa de quem dela se aproxime cada vez mais. O estadista almejado. Dono, por exemplo, de sabedoria e coragem para coibir os desmandos midiáticos, a começar pela hegemonia da Globo, na terra do futebol onde o próprio, e chego aos limites do cogitável, é disputado nos horários que ela decide. Este pode ser tomado como exemplo miúdo, mas não é.E se falamos de esporte, regras hão de ser estabelecidas para impedir de vez a farra dos cartolas, de forma a devolver dignidade ao esporte das multidões.
É deste gênero de atuação que o povo precisa, inserida no quadro de uma política social voltada às demandas mais profundas da alma nacional.Não precisamos, por exemplo, de uma dita Comissão da Verdade que se apavora diante da verdade. Factual, está claro. Precisamos, isto sim, liquidar de vez uma lei da anistia imposta pela ditadura encerrada há quase 30 anos. Atitudes deste porte, talvez menor na aparência, provariam de fato uma ousadia nunca dantes navegada, a indicar um governo capaz de dar início à demolição da casa-grande e da senzala. Conduzida em paz, em sintonia, porém, com o nosso tempo.
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=95a372b63ab8641f092e77acc9bf468c&cod=14457

Brasil ainda tem cerca de 13 milhões de analfabetos

Brasil ainda tem cerca de 13 milhões de analfabetos

14.10.2014

*Por ANTONIO CARLOS LACERDA

 
Brasil ainda tem cerca de 13 milhões de analfabetos. 21004.jpeg

Brasil ainda tem cerca de 13 milhões de analfabetos


BRASILIA/BRASIL - Apesar do analfabetismo ter caído atualmente no Brasil, em números absolutos, cerca de 13 milhões de brasileiros, do total de 201,5 milhões, não são capazes de ler ou escrever. A taxa de analfabetismo caiu de 8,7% em 2012 para 8,3% em 2013.

A proporção de analfabetos é especialmente alta entre os maiores de 60 anos (23,9% da população), enquanto é quase inexistente entre os mais jovens, já que a taxa se situa em 1% entre os 15 e 19 anos de idade e chega a 1,5 % até os 24 anos.
 O estudo também mostrou um ligeiro aumento do tempo que os brasileiros passam na escola, que chegou a uma média de 7,7 anos de escolarização, dois décimos a mais que em 2012.
 Das crianças de 6 a 14 anos, 98,4% vão à escola, mas essa porcentagem cai para 84,3% entre os jovens de 15 a 17 anos, segundo o Pnad.

*ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

Brasil tem 6 milhões de pessoas que vivem em absoluta pobreza

Brasil tem 6 milhões de pessoas que vivem em absoluta pobreza

14.10.2014

*Por ANTONIO CARLOS LACERDA
 
Brasil tem 6 milhões de pessoas que vivem em absoluta pobreza. 21003.jpeg

RIO DE JANEIRO/BRASIL - O Brasil tem 6,083 milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) 2014. Esse número, que equivale a 3,1% da população do país, abrange indivíduos que, além de não terem renda, vivem sem acesso a educação ou saúde ou condições de vida consideradas decentes, com água, luz e saneamento, por exemplo.

Para as Nações Unidas, a pobreza deve ser medida não apenas de acordo com a renda, mas com as privações que os indivíduos enfrentam para ter qualidade de vida.
 Por isso, o relatório traz desde 2010 o chamado Índice de Pobreza Multidimensional (IPM). Por ele, é classificado como pobre qualquer indivíduo privado de pelo menos três de um total de 10 indicadores considerados importantes para se ter qualidade de vida: nutrição, baixa mortalidade infantil, anos de escolaridade, crianças matriculadas em escolas, energia para cozinhar, saneamento, água, eletricidade, moradia digna e renda. E quanto maior o número de indicadores, mais grave é a situação.
 Por esses critérios, 1,5 bilhão de pessoas em 99 países vivem em situação de pobreza hoje. O número é ainda maior do que o grupo de 1,2 bilhão de pessoas que vivem com US$ 1,25 ou menos por dia, que é a linha internacional de pobreza. De acordo com o relatório, Níger é o país com maior proporção de pessoas em pobreza multidimensional, com 89% da população nessas condições.
 No caso brasileiro, quando se considera a proporção de pessoas em situação de pobreza grave (com privação em pelo menos 5 dos 10 indicadores), 0,5% da população, ou quase 1 milhão de indivíduos são afetados. No entanto, mais de 14 milhões de pessoas (7,4% do total) se encontram numa situação vulnerável, ou seja, sofrem até três privações.

*ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU