segunda-feira, 29 de julho de 2013

É a política, Dilma!

É a política, Dilma!

29.07.2013 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
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Até as carpas que habitam o lago em frente ao Palácio do Planalto sabem que a presidenta Dilma precisa distribuir cartões vermelhos e amarelos para vários ministros. Manter um trânsfuga como Paulo Bernardo na Esplanada chega as ser uma provocação aos militantes do PT e a todos os lutadores pela democratização das comunicações no país. Já as gestões de Helena Chagas, José Eduardo Cardoso, Gleise Hoffmann e Ideli Salvati oscilam entre a incompetência e o oportunismo carreirista, entre a concepção equivocada da finalidade de suas pastas e a falta de um mínimo de habilidade política.

Por Bepe Damasco, em seu blog:

Está claro, portanto, que sem mudanças profundas na sua equipe, Dilma não vira o jogo. Mas mexer no ministério não basta. O buraco é mais embaixo. O caminho a ser seguido pela presidenta para reverter a situação atual é o caminho da política. Aí vem a pergunta : terá Dilma talento, disposição e sagacidade política para repetir o que Lula fez em 2005?


Não cabe a comparação entre um gênio da política como Lula e a presidenta Dilma. Toda a brilhante trajetória de Lula foi construída na militância, nas greves, no enfrentamento à ditadura, na fundação do PT e da CUT, nas estreitas relações com o movimento social, no contato direto com o povo. Já Dilma, pessoa de soberbas qualidades, militou na resistência à ditadura militar, foi presa e torturada, e depois optou pela gestão pública, em detrimento da vida partidária e dos embates políticos do dia a dia.

Contudo, o desafio colocado diante da presidenta depois da erosão de sua popularidade é, fundamentalmente, de natureza política. Ou repete o Lula de 2005 ou a vaca vai em definitivo para o brejo. No auge da crise do mensalão, em meados de 2005, com a aprovação ao seu governo despencando para 28% de ótimo e bom, Lula entregou as chaves do palácio e a coordenação do seu governo para a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e avisou : " Vou enfrentar nas ruas o golpe que tramam contra mim. Só venho a Brasília nos fins de semana."

Dito e feito. Durante todo o segundo semestre daquele ano, Lula viajou pelo país, defendendo as realizações de seu governo, inaugurando obras, lançando programas e convênios com prefeitos e governadores, criticando a oposição (que decidira fazê-lo sagrar até as eleições de 2006), denunciando o golpismo dos meios de comunicação, falando pelos cotovelos e travando contato direito com a população. Ou seja, fazendo política 24 horas por dia.

O resultado não tardaria a aparecer : em dezembro, a aprovação ao seu governo já beirava os 60%, pavimentando o caminho que o levaria à reeleição no ano seguinte. Lula, evidentemente, se orientou pela constatação de que crises políticas só podem ser superadas com ação política. Para ir à luta, na arena da política, no entanto, a presidenta tem de arrumar a casa e delegar poderes. Salta aos olhos no governo Dilma a falta de um operador político qualificado e de um ministro ou ministra que desempenhe as funções de coordenação, de "Dilma da Dilma,"

Mas, para isso, a presidenta deve superar rapidamente sua excessiva centralização. É preciso delegar, confiar, transferir responsabilidades. De que adianta um time de ministros sem iniciativa e manietado ? Por outro lado, a nova postura adotada depois das manifestações de receber os movimentos sociais e os segmentos da sociedade para negociações deve ver ampliada a ponto de se transformar em rotina de governo.

Me veio à cabeça algumas sugestões de doses de "política na veia" para romper o cerco político. Implementá-las, porém, depende de coragem e disposição para o confronto, requisitos que até agora não têm sido os pontos fortes do governo Dilma Rousseff :

1 - Fim do sujeito oculto nas falas presidenciais. A presidenta tem de ser mais assertiva e direta. Exemplo : dar nome aos bois dos orgãos de imprensa que fazem terrorismo econômico com a inflação e o baixo crescimento econômico.
2 - Passar a fazer discursos diários para defender programas polêmicos do seu governo, como o Mais Médicos, denunciando a desinformação e da distorção dos fatos como atos de sabotagem contra os interesses dos mais pobres.

3 - Não há motivo para ficar na defensiva em relação à proposta do plebiscito. Defender sua iniciativa como a mais sintonizada com as ruas contribui não só para elevar o nível de politização do debate como também para pressionar o Congresso, a quem deve caber o ônus de ter rejeitado a proposta do plebiscito.
4 - Já que o governo optou mesmo pelo tiro no pé de não encaminhar um projeto de novo marco regulatório para a radiodifusão no Brasil, que, ao menos, pare de pagar para apanhar, desconcentrando suas verbas publicitárias. Resumindo, deixe de financiar o PIG e canalize recursos para a imprensa regional, popular e alternativa.

5 - Usar o máximo possível a cadeia de rádio e TV, só tomando o cuidado de não banalizar sua utilização, é claro. Em tempos de campanha obsessiva do PIG para destruir o governo, esse instrumento é essencial.
6 - Passar um pente fino na base de apoio no Congresso Nacional, repleta de oportunistas, traíras e lobistas. Períodos de crise são adequados para um freio de arrumação. O governo tem de saber com quantos conta de fato. É melhor uma base menor, mas coesa e determinada, do que a legião de fisiológicos e criadores de dificuldades de hoje.

7 - A presidenta deve ter uma agenda de viagens lotada, permanecendo em Brasília o mínimo necessário. Mas de nada adianta viajar se não discursar, se não tiver contato com o povo, se não marcar suas aparições públicas por falas fortes e incisivas, pautando a mídia.
8 -Seus ministros devem também abandonar os gabinetes de Brasília e irem à luta. Quase todas as sugestões para a presidenta são também extensivas à sua equipe. Ministros tem de informar à sociedade sobre suas prioridades, seus projetos, os prazos de execução, etc.

9 - No auge das manifestações de junho, no intervalo de uma reunião com seus ministros, Dilma disse aos repórteres que passaria a fazer muito "quebra-queixo" (conversa com a imprensa quando o entrevistado se vê cercado de gravadores e microfones ) e também convocaria entrevistas coletivas com frequência. Uma boa ideia, sem dúvida. Só que, até o momento, ficou na promessa. A propósito, por que diabos a presidenta foge das coletivas ?
10 - A postura olímpica de não rebater com a contundência necessária os ataques dos adversários pode até funcionar em tempos de paz, mas não em tempos de guerra. Se é estratégia de marqueteiro, pior ainda. O marketing político é muito bem-vindo desde que submetido à política e não ao contrário.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8864b99db2b2651e51dbd14fde0e361e&cod=12093

Síria: Rússia mantém acordos de entrega dos S-300

Síria: Rússia mantém acordos de entrega dos S-300

24.07.2013
 
Síria: Rússia mantém acordos de entrega dos S-300. 18584.jpeg
Todos os acordos entre Moscou e Damasco para a entrega do sistema de mísseis anti-aviões russo S-300 ao governo sírio ainda são válidos, anunciou segunda-feira o vice-primeiro-ministro sírio, Qadri Jamil.

"As relações entre Síria e Rússia são mais fortes para o bem da paz na região", Yamil expressou durante um encontro com o chanceler russo, Sergei Lavrov, em Moscou, capital da Rússia.

Rússia recusou-se a suspender a cooperação, incluindo a militar, que mantém com Síria durante o conflito do país árabe e condenou o Ocidente que apoia os terroristas.

A pedido da Síria, a Rússia concedeu um crédito; Yamil observou que "tem havido debate" nesta questão, no entanto, destacou que "ainda é cedo para falar em números específicos".

Neste contexto, o oficial sírio expressou esperança de que os termos do empréstimo podem ser acordados até o final do ano.

Lavrov disse que o contrato para o fornecimento de S-300 é legal, transparente e atende integralmente a legislação russa e internacional sobre o controlo das exportações.

No final de maio, o presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciou a chegada da primeira remessa de S-300 para o seu país, e acrescentou que em breve receberá o segundo.

O Ministro das Relações Exteriores russo reiterou que o conflito na Síria não pode ser resolvido por meios militares e acrescentou que tanto para o governo como a oposição, a expulsão do país árabe de terroristas deve ser um dos principais itens da agenda na conferência de paz proposto pela Rússia e os Estados Unidos.

Por mais de dois anos, a Síria tem sido palco de tumultos perpetrados por terroristas, financiado e dirigido a partir de alguns países ocidentais e vários regionais, como a Arábia Saudita, Qatar e Turquia, que procuram derrubar o governo de Bashar Al-Assad.

Hispan TV
http://www.iranews.com.br/noticia/10467/russia-mantem-o-compromisso-de-fornecer-misseis-s-300-para-a-siria

domingo, 28 de julho de 2013

CPI da espionagem deve convocar FHC para explicar entrega dos satélites da Embratel para os EUA

CPI da espionagem deve convocar FHC para explicar entrega dos satélites da Embratel para os EUA


Só tucano que se finge de ingênuo pode se dizer surpreendido com a arapongagem dos EUA sobre telefonia e dados de brasileiros.

Não faltaram advertências de analistas para avisar com todas as letras que a entrega da Embratel para uma empresa dos EUA como foi o caso da MCI World Comm na privataria tucana de 1998 era estender o tapete vermelho para o governo dos USA grampear as redes e satélites brasileiros.

O dinheiro dos paraísos fiscais descritos no livro "A Privataria Tucana" falou mais alto, e o tucanato de FHC vendeu a Embratel de porteira fechada, com satélites, redes de fibra ótica e tudo. Nos primeiros anos pós privatização a Embratel era hegemônica nas redes nacionais e internacionais de longa distância.

Nas ligações locais de Brasília o controle estava nas mãos da Brasil Telecom, empresa controlada pelo Citibank através do banco Opportunity. Tudo dominado.

As empresas tiveram por um bom tempo o controle sobre todas as ligação nacionais e internacionais, sobre o tráfego de dados na internet. Pode perfeitamente ter gravado clandestinamente ligações com fins de espionagem diplomática, militar, comercial, industrial, de chantagem, etc, e repassado ao governo estadunidense informações sensíveis. E não havia nada que impedisse isso, pois não adianta nada estar proibido na lei, se ações de espionagem são por natureza clandestinas e secretas, e se não há controle nacional sobre as atividades.

Mesmo depois que o controle acionário foi transferido pela Telmex, o controle estadunidense sobre as informações continuou presente, através de serviços de empresas dos EUA para a operadora mexicana, e de equipamentos, softwares e controle de satélites.

Pode-se afirmar, sem exagero, que o governo FHC fez um verdadeiro planejamento estratégico meticulosamente preparado para o governo estadunidense bisbilhotar a tudo e a todos.

Agora que o senado decidiu abrir uma CPI para investigar a espionagem, o vendilhão da pátria número 1, FHC, tem que ser convocado, se preciso por condução coerciva pela Polícia Federal, para explicar o inexplicável.

sábado, 27 de julho de 2013

Petrobras - a luta contra o colonialismo

Petrobras - a luta contra o colonialismo

26.07.2013
 
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WLADMIR COELHO*
 A indústria petrolífera mundial apresenta a concentração como principal característica de sua formação. Este modelo origina-se nos Estados Unidos do final do século XIX e sua maior representação encontra-se no império construído a partir da Standard Oil projeto comandado por John Davison Rockefeller.

Naquele pais inúmeras leis foram publicadas procurando limitar o poder do truste da Standar Oil cujo poder ameaçava a estabilidade econômica nacional. O mais conhecido destes textos legais foi a Lei Sherman de 1890 cujo resultado foi a divisão do império de Rockefeller em diferentes marcas mantendo, todavia, o controle em suas mãos.

Peter R. Odell em seu livro "Petróleo a Mola do Mundo" descreve a engenharia desenvolvida por Rockefeller para manter seu império. Bastou ao industrial criar em diferentes estados novas companhias e cita como exemplo a Standard Oil of New York, Standard Oil of California ...

O controle da produção petrolífera nos Estados Unidos das últimas décadas do século XIX aos anos finais da década de 1940 representava o controle de parte significativa do estoque mundial de combustíveis tendo em vista a sua condição de principal exportador.
Para garantir o domínio do truste tornou-se necessário regular a quantidade de petróleo produzida, inclusive, fora dos Estados Unidos. Por este motivo o Brasil, do inicio do século XX, foi impedido de explorar o petróleo em virtude das manobras da Standard Oil. A prática do truste fundamentava-se na elaboração de falsos relatórios científicos que apontavam a inexistência de petróleo em território brasileiro, compra de terrenos com potencial petrolífero impedindo a pesquisa, domínio da imprensa através de patrocínios milionários.

Monteiro Lobato, Pandiá Calógeras, Arthur Bernardes dentre outros denunciaram amplamente esta prática do truste estadunidense. Somente em 1934 ficaram estabelecidas as determinações jurídicas que possibilitaram a criação, dezenove anos depois, da Petrobras.
Ao término da II Guerra Mundial observa-se o predomínio de sete empresas petrolíferas cujo poder econômico permitiu a divisão da exploração e comércio internacional.
A política econômica de um grupo privado - a Standard Oil - continuava como regra para a exploração do petróleo em grande parte do planeta incluindo o Brasil. Deste modo foram escolhidas áreas para produção e outras para reserva garantindo os interesses do truste.

A criação de uma empresa nacional para a exploração do petróleo, como é possível observar, rompe as imposições de uma empresa privada internacional indicando a elaboração de uma política econômica do petróleo fundamentada nos interesses nacionais.

A Petrobras resulta de uma grande mobilização popular a campanha do Petróleo é Nosso. Os defensores e líderes deste movimento sofreram perseguições, prisões. Na grande imprensa eram ridicularizados, desqualificados e apontados como irresponsáveis.

Os fundadores da Petrobras lutaram quebraram a hegemonia de 7 empresas que haviam loteado a produção mundial de petróleo. Esta ousadia apresentou um preço. Os oligopólios jamais aceitaram a derrota imposta através da Lei 2004 de 1953 apresentando contra sua consolidação todo tipo de obstáculos. Os métodos não eram diferentes daqueles observados no início do século XX.

Contra todas as evidências foi criado um estudo comandado por um geólogo ligado aos trustes internacionais no qual afirmava-se - cientificamente - a impossibilidade de exploração comercial do petróleo em terra no Brasil aconselhando o desenvolvimento da exploração na plataforma continental.

Este documento ficou conhecido pelo nome de seu autor - Relatório Link - e foi contestado de forma ampla a ponto do presidente João Goulart encomendar - de geólogos soviéticos - uma nova pesquisa cujo resultado foi exatamente o oposto da primeira.

Este último documento foi "esquecido" enquanto o relatório de Mr. Link foi elevado a condição de verdade absoluta conduzindo a elaboração da política econômica do petróleo enquanto durou a ditadura militar.

Durante este período verificou-se a primeira quebra do monopólio do petróleo - isso sem qualquer alteração na legislação afinal era uma ditadura - criando o chamado contrato de risco.

Neste modelo de política econômica do petróleo a Petrobras seria direcionada para a exploração no exterior enquanto as empresas privadas - novamente - seriam responsáveis pelo petróleo em terra. A Petrobrás, no território brasileiro, ficaria responsável por iniciar o processo de exploração na plataforma continental.

O resultado: A Petrobrás desenvolveu ao longo de vinte anos os meios necessários para a extração de petróleo em águas rasas. No momento de sua exploração definitiva foi obrigada, por força de lei, a entregar parte destas áreas às empresas privadas incluindo os estudos que apontavam os pontos com potencial petrolífero.

Em terra as empresas privadas aplicaram o método de sempre: Pesquisas e relatórios de inviabilidade comercial. O relatório Link foi a base para a Petrobras financiar, pela primeira vez, os oligopólios internacionais.

Mau passo estratégico

Mau passo estratégico

27.07.2013
 
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Milton Lourenço (*)     
Que o governo passado deu um mau passo estratégico ao levar o País a assumir a responsabilidade de organizar festejos esportivos tão custosos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e a Olimpíada de 2016, não há dúvida. Até porque estavam à vista de todos as carências que existiam (e se agravaram nos últimos tempos) na infraestrutura do País em setores fundamentais, como transporte, saúde e educação. É o que mostraram as recentes manifestações nas ruas.

No caso da infraestrutura logística, está evidente o caos provocado pelas supersafras agrícolas que prejudica não só agricultores, operadores e exportadores como a sociedade, que vê seu dia a dia afetado por tantos congestionamentos, que são causados por intermináveis filas de caminhões à espera de carregar ou descarregar nos portos. Tudo isso é resultado da ausência, nos últimos 20 ou 30 anos, de um plano estratégico que tivesse previsto investimentos em infraestrutura logística. Mais: se esse plano existiu, nunca saiu das gavetas dos ministérios.
Só mesmo a cegueira política e administrativa dos gestores públicos pode explicar a prioridade dada a gastos com a construção de estádios e obras viárias em seus arredores para abrigar eventos esportivos que, depois de realizados, poucos benefícios deixam à população. As conseqüências desse mau passo são agora imprevisíveis.

            Se tivessem sido mais prudentes e equilibrados, os administradores públicos teriam priorizado ou estimulado investimentos em portos públicos ou privados que pudessem escoar a produção agrícola, acompanhados pela modernização ou ampliação da rede ferroviária e pelo estabelecimento de uma rede de armazéns nas áreas de plantio que pudessem regular o escoamento da produção.

            Como pouco ou nada disso foi feito, a perspectiva é de que vêm por aí maiores transtornos na articulação da exportação das safras, especialmente de soja e açúcar, pelo Porto de Santos, responsável pelo escoamento de 70% da produção total de commodities. Até porque a previsão é de que o espaço reservado ao plantio da soja no Mato Grosso deve crescer, em cinco anos, de 7 milhões para 16,4 milhões de hectares.

            Como o preço da soja está em alta no mercado internacional, os prejuízos causados pelas dificuldades para o escoamento da produção têm sido absorvidos, mas não se sabe até quando serão. Nos últimos dias, pelo menos dez navios chineses cancelaram seus embarques no Porto de Santos por causa de atrasos na chegada das cargas aos terminais.

            Uma saída, além do aumento da utilização da rede ferroviária, é o incremento do modal hidroviário, com a ampliação de seu potencial como via de transporte. O problema é que essa opção exigirá investimentos astronômicos na construção de eclusas em usinas hidrelétricas que permitam a interligação entre os trechos navegáveis dos rios. Sem contar as pontes que haverão de ser implodidas ou terão seus vãos ampliados para permitir a passagem de barcaças carregadas. Como se vê, a tarefa assume proporções ciclópicas. E exigirá gestores públicos sérios e comprometidos com o futuro do País.

 _______________________________________
(*) Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

De que lado samba o Papa?

De que lado samba o Papa?

27.07.2013
 
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Duas imagens ainda se confundem. A do papa Francisco, com gestos de humildade e simplicidade, e a do então cardeal de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, cúmplice da ditadura argentina, acusado de envolvimento no sequestro de bebês e de colegas jesuítas

Rejane Hoeveler,do Rio de Janeiro (RJ)

Brasil de Fato
Foto: Tânia Rêgo/ABr

Num contexto de graves crises ligadas a escândalos sexuais e financeiros no Vaticano - que levaram à renúncia do ultraconservador Joseph Ratzinger (Bento XVI) - a escolha de Jorge Mario Bergoglio, cardeal de Buenos Aires, para ser o novo papa tem a intenção clara de dar uma "cara nova" à última monarquia absolutista da Europa.

Dessa vez, a Igreja se volta claramente para a América Latina, continente com maior número de fiéis católicos do mundo, mas que, além disso, tem vivido um contexto de forte ativação política e social. Em meio a governos que se apresentam como progressistas ou mesmo socialistas, como os da Bolívia e Venezuela, é evidente que a atuação do papa latino-americano tem um papel político.

Independentemente do caráter real desses governos, é fato que surgem em meio a movimentos políticos de massas, em geral com um sentido anticapitalista, apresentando-se como alternativa ao projeto neoliberal.
Neste cenário, o Brasil, além de ser o país com o maior número de católicos, era, até então - ao menos antes das chamadas "jornadas de junho" - o país mais "calmo" da região, apresentado como exemplo de "estabilidade" face ao que tem sido chamado de bolivarianismo.

"Papa dos pobres"?
Assim que Bergoglio foi escolhido papa, toda a grande mídia internacional passou a construir uma imagem de um papa "simples" e "humilde", que "dispensa luxos" - parece esquecer que, ainda assim, é o administrador de uma das maiores fortunas do mundo, beneficiária de diversos privilégios que ferem frontalmente o princípio da laicidade do Estado (com ativos que ultrapassam 5 bilhões de dólares, sem contar obras de arte e construções de valores os quais é impossível estimar).

Alguns importantes expoentes do pensamento cristão crítico, e inclusive ligados historicamente aos movimentos sociais, como Leonardo Boff e Frei Betto, depositaram esperanças na escolha do argentino. E a própria escolha do primeiro latino-americano foi saudada por parte desses setores como sinal de uma mudança dentro da Igreja.
Recentemente, Boff inclusive chegou a ligar algumas posturas do novo papa à Teologia da Libertação, embora tenha admitido que ele nunca foi ligado a esta corrente de esquerda, que teve influência muito importante numa América Latina sacudida por golpes militares.

Mas, será mesmo Francisco "o papa dos pobres"? Será que atitudes como dispensar uma suíte, almoçar no refeitório dos funcionários, e trocar a cruz de ouro pela de prata são demonstrações suficientes de uma "opção pelos pobres", tal como vem sendo propagandeado?

Antes de ser Francisco
É preciso ir além das aparências. Pois seria mero detalhe o fato de que seus patrocinadores sejam conglomerados capitalistas como Bradesco, Santander, Estácio, Nestlé, TAM, Itaú e McDonald's? - este último, aliás, lanchonete oficial do evento apesar de desrespeitar sistematicamente os direitos trabalhistas de seus funcionários?


Para tanto, há de se levar em conta como o atual "bispo de Roma" atuava politicamente enquanto cardeal de Buenos Aires. Em 2010, foi líder de uma frente conservadora contra a aprovação da união civil entre homossexuais - classificada por ele como um "projeto do diabo".

Opositor ferrenho da descriminalização do aborto, Bergoglio é defensor assíduo do velho conservadorismo que relega à mulher um papel de submissão e que condena a homossexualidade. Do ponto de vista moral, portanto, representará uma continuidade das posições conservadoras da Igreja Católica. Além disso, Bergoglio sempre teve ligações com a oposição de direita aos governos Kirchner, tendo inclusive se comprometido explicitamente com o recente paro agrário - um lockout patronal, realizado por grandes proprietários de terra para pagar menos impostos, "denunciando" supostas articulações dos governos de Néstor e Cristina Kirchner com o "chavismo", encarado por este setor como adversário político.

Em sua defesa, Boff argumenta que o cardeal de Buenos Aires teria se indisposto com Cristina porque teria lhe cobrado "mais empenho político para a superação dos problemas sociais".

Cumplicidade com a ditadura
O passado político de Bergoglio tem ainda outras obscenidades. Segundo os historiadores Gilberto Calil e Marcos Vinícius Ribeiro, "a cumplicidade com a ditadura foi compartilhada por toda a alta hierarquia católica argentina (o que naturalmente não exime a responsabilidade individual de cada bispo)".

Uma das denúncias partiu de Estela de la Cuadra, irmã de Helena, uma militante grávida de cinco meses que, sequestrada pela ditadura, teve sua filha roubada de dentro de uma delegacia.
Estela é uma das fundadoras das Avós da Praça de Maio, organização fundada para encontrar descendentes de militantes e dissidentes da ditadura militar argentina, que tiveram seus filhos raptados pelo Estado e dados a outras famílias, naquele que é um dos maiores dramas da história recente na Argentina.

A um tribunal encarregado de julgar esse caso, Bergoglio disse que só teria tido notícia dos sequestros muitos anos depois. Todavia, segundo Estela, Bergoglio foi procurado logo após o sequestro, e na ocasião, ele teria dito que a criança "estava com uma boa família, que cuidaria muito dela".

O "Movimento de Famílias Cristãs", diretamente subordinado à Igreja, esteve fortemente envolvido com a distribuição de bebês de militantes e dissidentes presos ou mortos na Argentina, e são inúmeras as comprovações de que toda a cúpula da Igreja argentina colaborou com o golpe militar de 1976, que levou ao poder o general Videla.


O sequestro de dois jesuítas
Porém, a denúncia talvez mais notável, proveniente de vários religiosos argentinos, se refere à cumplicidade de Bergoglio no caso de Francisco Jalic e Orlando Yorio - dois padres pertencentes à ordem dos jesuítas, que realizavam trabalhos de alfabetização e assistência na periferia de Buenos Aires, estes sim fortemente influenciados pela Teologia da Libertação.

Em março de 1976, foram expulsos por Bergoglio da ordem dos jesuítas e da Igreja sob a justificativa de conflito de obediência - o que, além de deixá-los totalmente desprotegidos, ainda justificava possíveis perseguições posteriores.

Dois meses depois disso, os padres foram sequestrados e torturados por meses na Escola Superior da Marinha (ESMA), um dos maiores centros de tortura da ditadura argentina. Bergoglio teve que responder na justiça pelas acusações formais sustentadas por Graciela Yorio, irmã de Orlando, segundo a qual, depois do sequestro, os dois padres teriam pedido ajuda a Bergoglio, o qual, porém, se recusou a sequer falar sobre o assunto.

Para ela, não há dúvidas que Bergoglio esteve envolvido no sequestro. Horácio Verbitsky, reconhecido jornalista e um dos mais conhecidos estudiosos da ditadura argentina, revelou uma série de documentos que incriminam Bergoglio em mais de uma ocasião (acessível em http://iglesiaydictadura.wordpress.com/tag/bergoglio/).

Convite indecente
Quando as denúncias em relação ao passado do novo papa saíram na imprensa internacional, nem Bergoglio nem o Vaticano deram explicações. Segundo Calil e Ribeiro, "ao mesmo tempo em que repudiava as denúncias contra Bergoglio como obra da 'esquerda anticlerical', o Vaticano enviava um convite para a cerimônia de coroação do papa Francisco a Carlos Pedro Blaquier, dono do engenho Ledesma, processado pelo sequestro e desaparecimento de 29 dirigentes sindicais e trabalhadores de sua empresa durante a ditadura".

O convite enviado a ele ainda dizia: "Representas um dos setores mais pujantes do país, que fez esta revolução agrícola e industrial, modelo internacional e celeiro para o mundo". É muito simbólico que um dos convidados de honra do novo papa seja, além de latifundiário, um dos empresários mais fortemente ligados à ditadura argentina.

Na Igreja, Francisco é apontado como capaz de promover uma conciliação entre "progressistas" e conservadores; aqui, trata-se de promover a conciliação social e política. Como diz a música, o papa pode até "ser pop", mas ainda restam muitas dúvidas se realmente, ao deixar Bergoglio para trás, o papa está ao lado do povo explorado e oprimido ou daqueles que governam este mundo desigual e opressor. E enquanto isso, segue solta a Santa Inquisição das manifestações.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=19aa6c6fb4ba9fcf39e893ff1fd5b5bd&cod=12085

quinta-feira, 25 de julho de 2013

7 perlas para creyentes de la democracia de los Estados Unidos segun David Brooks

7 perlas para creyentes de la democracia de los Estados Unidos segun David Brooks
Por: XX
Desde que finalizó en 1945 la segunda guerra y Estados Unidos unidos arrojó en Japón las dos bombas atómicas para amenazar al mundo, solo los idiotas creen en Estados Unidos.

1. “Unos 33 mil ricos -0.1 de la población nacional- compraron las elecciones nacionales de Estados Unidos el año pasado, mientras los ingresos de los ejecutivos empresariales se incrementaron aún más en 2012”. Comentario: La población de Estados Unidos es de alrededor de 310 millones de personas con un alto porcentaje de desempleados , miserables y pobres (30 por ciento) Además un alto porcentaje de los ingresos de Norteamérica es producto de saqueo y el robo de recursos naturales en decenas de países de Asia, África y América Latina.

2. “Un banco trasnacional -escribe Brooks- que lavó fondos en este país (Estados Unidos) para narcotraficantes y mafiosos fue, en esencia, perdonado a cambio de un poco de lana”. Comentario: El negocio de los bancos, los seguros, la economía de guerra, la producción y venta de armas, está plenamente asociado con el narcotráfico y el lavado de dinero. Javier Sicilia -en su gira con más de 50 acompañantes en Estados Unidos denunciando la venta de armas- se enfrentó a una realidad que lo dejó atónito. Es un país monstruo que amenaza con envolver al mundo.

3. “Esto (sucede) mientras un sector secreto del gobierno espió, sin permiso de nadie, a la mayoría de ésta y otras poblaciones”. Comentario: Esto obviamente no es una sorpresa para nadie; Estados Unidos espía al mundo por todos los medios (por mar, aire y tierra) Los hoy famosos aviones no tripulados para bombardear países (los llamados “drones”) hace más de 50 años que con otros nombres y formas han surcado los cielos para registrar territorios, localizar petróleo, ubicar movimientos guerrilleros y construir mapas. Pero hoy la vigilancia es total en teléfonos, internet, etcétera.

4. “Para colmo, señala Brooks, a la vez que se ofrecen discursos en el extranjero sobre el apego al derechointernacional, la defensa de los derechos humanos y la democracia, en los hechos hay demasiadas contradicciones como para que las palabras tan elocuentes tengan credibilidad”. C: Desde que finalizó en 1945 la segunda guerra y Estados Unidos unidos arrojó en Japón las dos bombas atómicas para amenazar al mundo, solo los idiotas creen en Estados Unidos. Otra cosa es que nuestros pobres braceros o trabajadores muertos de hambre el México por culpa de empresarios y gobierno, sigan admirando a Estados Unidos.

5. “Una décima parte del uno por ciento de la población de Estados Unidos (31 mil 385 personas) aportaron casi 30 por ciento de los 6 mil millones de dólares en contribuciones a las elecciones federales en 2012 (presidenciales y legislativas). O sea, este grupo, es muy exclusivo. La contribución media de los integrantes de ese club de donantes fue de 26 mil 584 dólares, poco más de 50 por ciento del ingreso medio de una familia estadunidense. Ningún legislador del Congreso ganó su elección sin la asistencia financiera de ese grupo elite de donantes”. Sobran los comentarios de la “democracia electoral yanqui”.

6. “Según cálculos del Instituto de Política Económica, la remuneración para ejecutivos en jefe durante 2012 fue 202.3 veces más que lo que gana un trabajador típico, nivel mucho más alto que en los años 60, en los cuales los ejecutivos percibían como máximo 18.3 veces más que un trabajador típico”. En México sucede lo mismo: los ejecutivos, los diputados, los altos jefes de oficina, ganan 200 veces el salario medio del trabajadores y el presidente de la República, los ministros de la Suprema Corte y los del Instituto Electoral ganan 300 veces más.

7. “Con la gran preocupación por la democracia en el mundo, el Wall Street Journal, en su editorial sobre la crisis política en Egipto, concluyó que los egipcios tendrían suerte si sus nuevos generales gobernantes resultaran estar en el molde de Augusto Pinochet, de Chile”. Comentario final: La realidad es que ya se esperaba este razonamiento: Imponer directamente el fascismo en Egipto para someter la lucha del pueblo que batalla contra el golpe de Estado. No se esperaba otro razonamiento militarista mejor para también amedrentar a otros pueblos que busquen su liberación.