sexta-feira, 28 de junho de 2013

Manifestantes protestam contra Obama perto de hospital de Mandela

Manifestantes protestam contra Obama perto de hospital de Mandela

Presidente americano chega hoje à África do Sul e pode visitar líder antiapartheid

28 de junho de 2013 | 10h 20
O Estado de S. Paulo
Sul-africanos protestam contra políticas de Obama. Foto: Siphiwe Sibeko/ Reuters
PRETÓRIA - Manifestantes sul-africanos que protestam contra a visita ao país do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniram nesta sexta-feira, 28, a poucos quarteirões do hospital de Pretória onde o herói da luta contra o apartheid Nelson Mandela está internado em estado grave. Obama, que está no Senegal em viagem oficial, deve chegar hoje à África do Sul.
Cerca de 200 sindicalistas, ativistas estudantis e membros do Partido Comunista da África do Sul se reuniram na capital Pretória para protestar contra a visita de Obama neste fim de semana, chamando sua política externa de "arrogante, egoísta e opressiva".
"Ele veio como uma decepção, acho que Mandela também estaria decepcionado", disse Khomotso Makola, um estudante de direito de 19 anos.
O críticos sul-africanos de Obama têm-se centrado em particular sobre o seu apoio ao uso de drones no exterior, que segundo eles resultou na morte de centenas de civis inocentes, e seu fracasso em cumprir a promessa de fechar o centro de detenção militar dos EUA na Baía de Guantánamo, em Cuba, onde estão presos suspeitos de terrorismo.
Segundo a Casa Branca, a família de Mandela sobre uma visita de Obama ao histórico líder negro no hospital. Mandela, de 94 anos, está lutando contra uma infecção pulmonar que o levou a ser internado há cerca de três semanas.
"Vamos atender completamente os desejos da família Mandela e trabalhar com o governo sul-africano no que diz respeito à nossa visita", disse o vice-conselheiro de segurança nacional Ben Rhodes a repórteres no Senegal."O que a família Mandela considerar adequado é o que estamos focados em fazer em termos de nossa interação com eles."
Obama está na metade de uma viagem por três países da África, que a Casa Branca espera que sirva como resposta ao que alguns veem como anos de negligência por parte do governo do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Durante a viagem, Obama deve visitar Robben Island, onde Mandela passou anos na prisão.
Antes de deixar Dacar, Obama tinha agendado um encontro com agricultores e empresários locais para discutir as novas tecnologias que estão ajudando os agricultores e suas famílias na África Ocidental, uma das regiões mais pobres e mais propensas à seca do mundo.
Ontem, em discurso no Senegal, Obama disse considerar Mandela um herói. "Eu tive o privilégio de conhecer Madiba (como Mandela é carinhosamente chamado na África do Sul) e falar com ele. E ele é um herói pessoal, mas eu acho que não sou o único que pensa assim", disse Obama na quinta-feira. "Se e quando ele partir deste lugar, uma coisa que eu acho que todos nós vamos saber é que o seu legado vai se prolongar ao longo dos tempos."/ REUTERS

Mais de dois milhões de tibetanos são vítimas de realocação forçada

Mais de dois milhões de tibetanos são vítimas de realocação forçadaMilhares de criadores de gado nômades em regiões tibetanas foram deslocados. Segundo uma recontagem de 2010, 6,2 milhões de tibetanos vivem na China, dos quais 2,7 milhões na região autônoma

Publicação: 28/06/2013 14:05 Atualização:

Pequim - Mais de dois milhões de tibetanos na China foram trasladados ou realocados à força nos últimos anos em consequência de políticas que não respeitam suas tradições e estilo de vida, segundo um relatório da ONG Human Rights Watch (HRW). "O número de afetados representa mais de 2/3 da população total da região", afirma o relatório publicado nessa quinta-feira (27/6). "A escala e a rapidez com que estão reorganizando a população rural do Tibete mediante políticas de realocação ou de traslado em massa não têm precedentes desde a época de Mao", indignou-se Sophie Richardson, diretora de HRW para China, em um comunicado.
"Os tibetanos não têm voz na elaboração destas políticas que modificam radicalmente seu modo de vida - em um contexto já extremamente repressivo - não podem se opor", destacou. Apoiando-se em estatísticas oficiais chinesas, o informe afirma que dois milhões de pessoas foram realocados em novas moradias ou reconstruíram suas próprias casas entre 2006 e 2012". Além disso, milhares de criadores de gado nômades em regiões tibetanas foram deslocados. Segundo uma recontagem de 2010, 6,2 milhões de tibetanos vivem na China, dos quais 2,7 milhões na região autônoma.

"Um aspecto crucial da política que afeta as comunidades pastoris e que prejudica muitos tibetanos porque danifica a cultura tibetana é que se sedentarizou a muitos dos que foram realocados ou deslocados", diz o relatório. A organização falou com 114 tibetanos residentes fora da China entre março de 2005 e junho de 2012 antes de elaborar este documento, que também critica que não se consulte suficientemente a população local, a ausência de compensação apropriada e a péssima qualidade das moradias. O governo chinês contestou as conclusões da ONG.

"A organização critica com frequência a China de forma deliberada e faz declarações que carecem de fundamento", reagiu o porta-voz do ministério das Relações Exteriores. "É inegável que o Tibete se desenvolveu muito e fez grandes progressos em todos os âmbitos, incluindo políticos, econômicos e sociais nas últimas décadas", acrescentou.

Moscou afirma que Washington criou situação difícil no caso Snowden

Moscou afirma que Washington criou situação difícil no caso SnowdenO técnico está desde domingo na zona de trânsito do aeroporto internacional de Moscou

Publicação: 28/06/2013 08:39 Atualização:

O técnico de informática é acusado de ter revelado programas americanos de espionagem (Glenn Greenwald/Laura Poitras/Courtesy of The Guardian/Handout via Reuters)
O técnico de informática é acusado de ter revelado programas americanos de espionagem
Moscou - O governo dos Estados Unidos deixou a Rússia em uma "situação difícil" ao não alertar a tempo que havia revogado o passaporte a Edward Snowden, o técnico de informática que revelou programas americanos de espionagem, afirmou uma fonte russa ligada ao caso.

"Informaram as autoridades russas mais de uma semana depois da anulação do passaporte de Snowden", disse. "Se tivessem informado antes, é possível que Snowden nunca tivesse decolado para Moscou e nada disso teria acontecido", disse.

O presidente do Equador, Rafael Correa, advertiu na quinta-feira que não aceitará "chantagens" e suspendeu acordos comerciais com os Estados Unidos, que por sua vez notificou sobre "graves dificuldades" nas relações bilaterais se Quito conceder asilo a Snowden.
Snowden está desde domingo na zona de trânsito do aeroporto internacional de Moscou, onde, segundo Correa, se reuniu na segunda-feira com o embaixador equatoriano na Rússia, Patricio Chávez. Washington confirmou no domingo que havia revogado o passaporte do analista.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Japão recebe primeiro comboio de combustível nuclear desde acidente nuclear

Japão recebe primeiro comboio de combustível nuclear desde acidente nuclearComboio demorou dois meses e meio para chegar ao destino, onde foi recebido por 50 manifestantes antinucleares.

Publicação: 27/06/2013 06:30 Atualização:

Combustível é transportado apenas em um dos navios (Kyodo/Reuters)
Combustível é transportado apenas em um dos navios
Takahama - Um comboio de combustível nuclear MOX que saiu da França em abril chegou nesta quinta-feira ao porto próximo à central de destino de Takahama (oeste do Japão). Esta é a primeira carga deste combustível (uma mistura de óxidos de urânio e plutônio) que o Japão recebe desde o acidente nuclear na central de Fukushima, provocada pelo terremoto e tsunami de 11 de março de 2011.

O "Pacific Heron" e o "Pacific Egret", dois navios especializados idênticos, saíram do porto francês de Cherburgo em 17 de com destino ao Japão, seguindo um itinerário secreto. Os navios são operados pela empresa britânica PNTL, filial da International Nuclear Services, o grupo francês Areva e empresas elétricas japonesas.
 
O combustível é transportado apenas em um dos navios (o outro o acompanha por precaução), em embalagens específicas de 30 cm de espessura que pesam uma centena de toneladas cada para 10 toneladas de material atômico, segundo a Areva, responsável pelo retratamento. O comboio demorou dois meses e meio para chegar ao destino, onde foi recebido por 50 manifestantes antinucleares.

Comércio mundial de armas aumenta e Israel fica em 6º lugar

Comércio mundial de armas aumenta e Israel fica em 6º lugar

Veículo aéreo não-tripulado (drone) israelense Heron TP. Imagem comercial de lançamento. (UPI)
Israel chegou à posição de sexto maior exportador de armas no mundo, em 2012, com uma cifra de 2,4 bilhões de dólares nas vendas na matéria Defesa, de acordo com a companhia de negócios e Inteligência IHS Jane, que se especializa também em temas militares e de segurança nacional. No topo da lista, evidentemente, estão os Estados Unidos, com mais de 28 bilhões de dólares em transações militares em 2012.
Após os EUA estão a Rússia, que exportou 10 bilhões de dólares em produtos militares, a França, que vendeu 4,5 bilhões, o Reino Unido, com uma exportação total de 4,5 bilhões, e a Alemanha, que no ano passado vendeu 3 bilhões de dólares em equipamentos de defesa.
Depois de Israel, no sétimo ao décimo lugar da lista da IHS Jane estão a Itália, a China, o Canadá e a Suécia. Dos 10 maiores exportadores de armas, a Alemanha foi o único país que experimentou uma queda das exportações, em comparação com números de 2008.
Embora Israel não tenha ficado entre os cinco maiores exportadores de armas deste ano, os analistas da companhia notaram que o país ficou em segundo lugar nas vendas de veículos aéreos não-tripulados (UAV, na sigla em inglês, os chamados “drones”), atrás apenas dos Estados Unidos.
Acompanhia também previu que Israel deve vender o dobro do número de drones que os EUA vendem, até 2014, mas ainda se tornará o maior exportador mundial de UAVs ainda neste ano.
No relatório, a IHS Jane também mostrou que as exportações israelenses em matéria de Defesa aumentaram em 74% desde 2008, principalmente devido aos acordos assinados com a Índia.
A estimativa da IHS Jane contradizem as de outras empresas como a Frost e a Sullivan, que relatam Israel já como o maior exportador de drones do mundo.
Além disso, também analisou a posição dos países de acordo com as suas compras de armas, lista em que a Índia fica em primeiro lugar, com acordos de 5,27 bilhões de dólares, seguida da Arábia Saudita, com 3,74 bilhões, e dos Emirados Árabes Unidos, perto de 3,5 milhões. Após esses três, na lista de maiores compradores de armas, estão a Turquia, o Egito, a Coreia do Sul, a Austrália e o Iraque.
O tamanho dos negócios de armas com esses países “cresceu dramaticamente” após a crise econômica, de acordo com a IHS Jane.
O relatório da companhia também prevê que o orçamento com Defesa nos países da região Ásia-Pacífico serão maiores do que os dos Estados Unidos e o do Canadá em menos de uma década. A parte relacionada com o comércio de armas com países da Europa ocidental já começou a cair nos últimos anos, enquanto o tamanho dos acordos bélicos com países do Leste continua a aumentar.
O orçamento global para a Defesa também aumentou nos últimos anos, e o relatório da companhia afirma que deve chegar a 1,65 trilhão em 2021, o que constituiria um aumento em 9,3% acima dos números de 2013.

Fonte: Haaretz
Tradução: Moara Crivelente, da redação do Vermelho

Chegam à Síria aviões russos com 25 toneladas de ajuda humanitária

Chegam à Síria aviões russos com 25 toneladas de ajuda humanitária

Damasco, 25 jun (Prensa Latina) Dois aviões da Federação da Rússia com 25 toneladas de ajuda humanitária chegaram hoje à costeira da cidade síria de Latakia, dirigidas a ajudar aos cidadãos afetados pelo conflito armado.
O governador do território Ahmed Sheikh Abdul Qader, agradeceu o gesto do povo e do governo russo, bem como o apoio que mantêm ao país no meio da luta contra os grupos opositores armados que contam com o aval de governos ocidentais e da região para derrocar o presidente Bashar Al-Assad.
Por sua vez, o responsável pelas Relações Internacionais no Ministério de Emergência russa, Serguei Yudin, manifestou o desejo de que a paz volte a reinar nesta nação do Levante.
O carregamento encontra-se em mãos da Media Luna Roja Árabe Síria, responsável por sua distribuição nos centros de refúgio temporário e comunidades que mais requeiram a ajuda.
Moscou enviou ao longo do ano várias aeronaves com pacotes de socorro para os civis, tanto no país como aos refugiados em acampamentos em países vizinhos como Líbano e Jordânia.

Caso Snowden: perigam documentos ultrassecretos de espionagem EUA

Blog do Lobbo - Estou torcendo para este jovem Snowden causar o efeito de vários megatons nucleares na prepotência e na arrogância destes imbecis norteamericanos!


Caso Snowden: perigam documentos ultrassecretos de espionagem EUA

27.06.2013
 
Caso Snowden: perigam documentos ultrassecretos de espionagem EUA. 18417.jpeg
Washington, (Prensa Latina) O ex-analista da CIA Edward Snowden poderia ter tido acesso ao mapa de campo da rede global de espionagem dos Estados Unidos, um dos maiores e mais comprometedores segredos de Washington.

Há consenso entre a comunidade de inteligência que a difusão de tais dados seria um fato potencialmente devastador para a segurança nacional norte-americana, asseguraram especialistas consultados pela estação noticiosa conservadora ABC News.

Snowden, de 30 anos e atualmente com paradeiro desconhecido, cobrou notoriedade internacional desde início deste mês quando revelou a repórteres detalhes do programa de vigilância estadunidense PRISM em uma trinta países.

Antes de viajar do Havaí até Hong Kong em maio último, o especialista cibernético descarregou uma grande quantidade de informação classificada sobre os planos mais encobertos de Washington, sobretudo os relacionados com a espionagem.

Conforme com ABC News, Snowden pode ter em seu poder as listas das casas seguras da Agência Central de Inteligência (CIA), milhares de documentos sobre contrainteligência e primeiramente para supercomputadores militares valorizadas em millares de dólares.
A administração do presidente Barack Obama e legisladores conservadores em Washington têm ameaçado a governos como o de Hong Kong, China, Rússia ou Equador para que viabilizem o repatriamento do jovem nascido em Carolina do Norte.

Estados Unidos chamou o Equador a não conceder asilo a Snowden, enquanto dá refúgio a indivíduos buscados pela justiça e permite a golpistas da nação sul-americana utilizar seu território para conspirar, comentou o analista político Jean-Guy Allard no meio digital Rebelión.
O governo norte-americano dá proteção a delinquentes de nacionalidade equatoriana tais como o ex-presidente Jamil Mahuad, os banqueiros estafadores e golpistas Roberto Isaías e o ex-diretor de inteligência do exército equatoriano Mario Pazmiño, recorda Allard.

Também Moscou qualificou de infundadas e inaceitáveis as acusações da Casa Branca a respeito de uma suposta confabulação das autoridades russas para proteger ao ex-técnico da Agência de Segurança Nacional (NSA).

Na semana anterior Snowden assegurou pela via de redes sociais que desde 2009 a NSA tinha hackeado (acesso ilegal) computadores de instituições oficiais em Hong Kong e em território da República Popular Chinesa.

Segundo o ex-empregado da companhia Booz Allen Hamilton, a sua vez contratada pelo Departamento de Segurança Interior, a agência aliada ao governo federal efetuou mais de 61 mil operações de hackeado ao nível global em 35 países.

http://www.iranews.com.br/noticia/10283/caso-snowden-perigam-documentos-ultrassecretos-de-espionagem-eua