sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Cameron apoia Brasil no Conselho de Segurança


Cameron apoia Brasil no Conselho de Segurança

Apoio a lugar permanente é importante por Reino Unido estar entre os 5 do grupo

Agência Brasil
Diogo Alcântara
Em visita ao Brasil nesta sexta-feira (28), o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou o apoio britânico a um assento permanente para o Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Brasil é aspirante ao colegiado, mas defende uma reforma mais ampla da ONU. Um apoio do Reino Unido ganha importância pelo fato de o país ser um dos cinco integrantes do seleto grupo, formado também por Estados Unidos, França, Rússia e China.
"Na medida em que o Brasil assume seu lugar devido no palco global, o argumento de um assento permanente no Conselho de Segurança é reforçado", disse o premiê em declaração à imprensa no Palácio do Planalto. "Apoiamos o status de membro permanente", declarou.
A França também já expressou seu apoio a uma cadeira permanente para o Brasil. No ano passado, em visita a Brasília, o presidente americano, Barack Obama, frustrou as expectativas brasileiras. Obama já anunciou apoio às pretensões indianas, que junto com o Brasil compõe o G4, assim como Japão e Alemanha.
A presidente Dilma Rousseff defendeu o multilateralismo como solução para conflitos no Oriente Médio. Sobre o conflito entre israelenses e palestinos, a presidente disse que postergar sua resolução "só serve para favorecer interesses extremistas que existe em todos os lados". Dilma também se disse "preocupada" com argumentos mais recorrentes de ataques ao Irã.
"Me preocupa de uma forma muito especial a crescente retórica em prol de ação militar ao Irã. Qualquer iniciativa desse tipo constitui violação carta da ONU, com graves consequências ao Oriente Médio", declarou.

ONU critica discurso belicoso em polêmica nuclear com Irã


ONU critica discurso belicoso em polêmica nuclear com Irã

Por Louis Charbonneau
NAÇÕES UNIDAS, 28 Set (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta sexta-feira a todos os lados envolvidos na disputa relativa ao programa nuclear iraniano para que baixem o tom da "aguda retórica de guerra".
O pedido foi uma alusão à troca de acusações feitas nesta semana na Assembleia Geral da entidade pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
"É óbvio que a retórica e os tons agressivos não serão úteis, isso está bem claro", disse o porta-voz da ONU, Martin Nesirky, quando questionado sobre o discurso de Netanyahu na quinta-feira.
"O que também ficou claro é que o Irã precisa provar à comunidade internacional que seu programa nuclear é para fins pacíficos", disse Nesirky.
Usando um caricatural desenho de uma bomba, Netanyahu sugeriu em seu discurso que Israel poderia recorrer a uma ação militar para impedir o Irã de acumular suficiente material físsil para uma bomba atômica. Ele indicou que isso pode ocorrer já no primeiro semestre de 2013.
"Mesmo sem um diagrama, o secretário-geral (Ban Ki-moon) em suas declarações bastante incisivas à Assembleia Geral na terça-feira deixou muito claro que de fato precisa haver uma redução no tom da retórica de todos os lados", disse o porta-voz. "Ele se referia à aguda retórica belicista das últimas semanas."
Ele observou também que a tensão afeta os mercados financeiros globais.
No domingo, Ban se reuniu com Ahmadinejad e lhe alertou sobre os perigos das declarações incendiárias. Mas Ahmadinejad ignorou os conselhos de Ban, e previu na segunda-feira que Israel seria "eliminado". 
No dia seguinte, em seu discurso na ONU, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou o Irã de que fará tudo o que for necessário para impedir o país de obter armas nucleares. Depois, foi a vez de Netanyahu fazer ameaças.
A missão do Irã na ONU reagiu ao discurso do israelense dizendo que Teerã tem como se defender, e que se reserva ao direito de uma retaliação em caso de ataque.
O Irã rejeita as acusações de governos ocidentais e de Israel de que estaria buscando capacidade para produzir uma arma nuclear. Teerã insiste que suas ambições nucleares se limitam à produção pacífica de isótopos médicos e eletricidade.
(Reportagem adicional de Michelle Nichols)

DILMA DESAFIA OBAMA NA ONU


DILMA DESAFIA
OBAMA NA ONU

A diplomacia da Dilma não se desviou da régua e do compasso do Nunca Dantes.
A régua e o compasso são outros



Na abertura da 67ª Assembléia da ONU, a Presidenta Dilma Rousseff decepcionou os que achavam que ela ia rever a política externa de Celso Amorim e do Nunca Dantes, os que, com destemor e competência,  romperam com a Diplomacia da Dependência, a do tirar os sapatos ao entrar nos Estados Unidos.

Dilma desafiou Obama e seus interlocutores no PiG (*) – clique aqui para ler “Correa enfrenta a “Globo e a Globo enfrenta o Governo”.

Dilma criticou a política monetária americana de inundar o mercado de liquidez, para valorizar moedas como o Real e prejudicar as exportações de países emergentes.

Dilma desafiou os Estados Unidos a chamar de “protecionismo” as medidas de legítima defesa que o Brasil adota, amparado pelas normas da Organização Mundial do Comércio.

Dilma desafiou os Governos da Europa – leia-se Angela Merkel – e a ortodoxia neolibelista (**), que se vale da ortodoxia para sepultar a própria recuperação da economia.

Dilma avisou Obama que não há solução militar na Síria.

E condenou a ajuda (americana) à oposição na Síria.

(Ainda que tenha condenado veementemente a violência cometida pelo Governo da Síria contra velhos e crianças.)

Dilma criticou os que difundem a islamofobia.

Da mesma forma que condenou o atentado terrorista que matou o embaixador americano na Líbia.

Dilma desafiou Obama ao lembrar que, sem a integração completa do Estado Palestino à comunidade internacional e à ONU, não haverá paz com Israel.

Dilma desafiou Obama a modernizar o Conselho de Segurança da ONU, já que a ilegitimidade do CS serve para dar aparencia de normalidade a ações de guerra – como a americana no Iraque – praticadas à revelia do Direito Internacional.

Dilma defendeu (sem se referir diretamente) o ato de expulsar o Paraguai do Mercosul, por causa do Golpe perpetrado com a mão do PiG (*) e a toga do Supremo (do Paraguai). 

(As expressões aí mais fortes são do ansioso blogueiro e, não, dela – PHA.)

Dilma desafiou Obama ao condenar o bloqueio econômico a Cuba.

A diplomacia da Dilma não se desviou da régua e do compasso do Nunca Dantes.

Dilma não traiu: por isso, não será poupada da fúria Golpista.
Em tempo: assista o vídeo do discruso da presidenta


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Assange ironiza Obama em videoconferência em evento na ONU


Assange ironiza Obama em videoconferência em evento na ONU

Presidente americano 'criminalizou' liberdade de expressão, disse.
Fundador do WikiLeaks abriga-se na embaixada equatoriana em Londres.

Da Reuters

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, falando por meio de um conexão de vídeo ruim de sua prisão domiciliar em Londres, disparou contra o presidente norte-americano, Barack Obama, na quarta-feira (26), por apoiar a liberdade de expressão no Oriente Médio ao mesmo tempo que "persegue" sua organização por ter vazado correios diplomáticos.
Assange, que está abrigado na embaixada equatoriana em Londres desde junho para evitar uma extradição, fez os comentários durante um evento lotado realizado à margem da Assembleia-Geral da ONU.
Assange ironizou Obama por defender a liberdade de expressão no mundo Árabe em um discurso à Organização das Nações Unidas, apontando para sua própria experiência como prova de que Obama "fez mais para criminalizar a liberdade de expressão do que qualquer outro presidente dos EUA".
"Deve ter sido uma surpresa para os adolescentes egípcios que lavaram o gás lacrimogêneo norte-americanos de seus olhos (durante a Primavera Árabe) ouvir que os EUA apoiaram as mudanças no Oriente Médio", disse Assange.
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, durante videoconferência na ONU nesta quarta-feira (26) (Foto: AFP)O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, durante videoconferência na ONU nesta quarta-feira (26) (Foto: AFP)
"É hora de o presidente Obama conter suas palavras... e para os EUA acabarem com sua perseguição ao WikiLeaks", afirmou.
Os comentários combativos de Assange, somando-se às declarações do chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, e seus outros aliados no evento, sugeriram que não há nenhuma solução à vista para o impasse diplomático envolvendo o australiano de 41 anos.
Autoridades britânicas cercaram a embaixada equatoriana e afirmam que caso Assange ponha o pé para fora, eles irão prendê-lo e extraditá-lo para a Suécia para enfrentar acusações por estupro e assédio sexual.
Os advogados de Assange e o governo equatoriano temem que isso possa levar a uma extradição aos EUA, onde afirmam que ele poderia enfrentar condições desumanas de prisão e até pena de morte.
O fundador do WikiLeaks, que parecia estar em bom estado de saúde ao aparecer sentado a uma mesa diante de uma prateleira de livros ao falar para cerca de 150 pessoas no evento, disse que a Grã-Bretanha e a Suécia recusaram-se até agora a fornecer garantias de que ele não seria extraditado aos Estados Unidos.
Fontes do governo norte-americano e da Suécia alegaram que os EUA não emitiram nenhuma acusação criminal ou fizeram qualquer tentativa de conseguir a extradição de Assange.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Obama promete que impedirá que Irã produza arma nuclear


Blog do Lobbo - Quem diria em Sr. Obama, está pelando de medo do Iran, sabe que eles tem coragem de sobra para enfiar um míssil em seu rabo. Fica se esquivando, temendo a destruição de Israel, KKKKKKK!

Obama promete que impedirá que Irã produza arma nuclear
25 de setembro de 2012  14h12

NOVA YORK, 25 Set 2012 (AFP) -O presidente americano, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira ante os líderes mundiais reunidos na 67a. Assembleia Geral das Nações Unidas que fará tudo que for necessário para impedir que o Irã produza a arma nuclear, e, depois de criticar a islamofobia, também afirmou que o regime sírio de Bashar al-Assad deve acabar. "Não nos equivoquemos: um Irã com armas nucleares não é um desafio que se possa conter. Isso ameaçará com a eliminação de Israel, a segurança das nações do Golfo e a estabilidade da economia global", afirmou Obama ante a Assembleia Geral da ONU, que reúne 120 presidentes e chanceleres em Nova York. "É por isso que os Estados Unidos farão tudo que for necessário para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear", enfatizou o presidente, que permanecerá 24 horas em Nova York para depois prosseguir com sua campanha eleitoral. Pouco antes de Obama falar, a sessão de debates da Assembleia foi inaugurada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que classificou de "alarmante a estridente retórica de guerra das últimas semanas" entre Israel e Irã. "Os dirigentes têm a responsabilidade de baixar a voz e reduzir as tensões", aconselhou, pedindo que o Irã prove a natureza exclusivamente pacífica de seu programa nuclear. O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, que já está em Nova York para falar na ONU na manhã de quarta-feira, mostrou-se desafiador, condenando as sanções contra seu país por causa do programa atômico e assegurando que não teme um possível ataque de Israel contra suas instalações nucleares. --- Síria, islamofobia e Primavera Árabe --- Além do programa nuclear iraniano, que as potências ocidentais insistem que visa à arma atômica - algo que Teerã nega -, Obama referiu-se, em seu discurso, à guerra civil na Síria e à recente onda de violência provocada pelo filme islamofóbico que sacudiu o mundo muçulmano. "O futuro não deve pertencer a um ditador que massacra seu povo", afirmou Obama referindo-se ao dirigente sírio. "Aqui, reunidos, voltamos a declarar que o regime de Bashar Al-Assad deve chegar ao fim para que se detenha o sofrimento do povo sírio". Obama fez um apelo à comunidade internacional para que atue para pôr fim à sangrenta guerra civil, que já dura um ano e meio. "Este é o caminho pelo qual trabalhamos: sanções e consequências para aqueles que perseguem; assistência e apoio para aqueles que trabalham pelo bem comum", acrescentou. Em seu discurso, Ban Ki-moon disse que a guerra civil na Síria é uma calamidade que agora ameaça a paz mundial e exige medidas do Conselho de Segurança das Nações Unidas. "O conflito na Síria é uma calamidade regional com ramificações globais", afirmou Ban, acrescentando que o presidente Bashar al-Assad está cometendo "brutais abusos contra os direitos humanos". Obama também prometeu encontrar os autores do ataque que matou o embaixador americano na Líbia, Christopher Stevens, e chamou de "repugnante" o vídeo anti-islâmico que o motivou. "Os ataques contra nossos civis em Benghazi foram ataques contra os Estados Unidos. Não deve existir dúvida de que perseguiremos sem descanso os assassinos e os levaremos à justiça", disse Obama em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. "Hoje, devemos declarar que a violência e a intolerância não têm espaço nas Nações Unidas", afirmou o presidente americano. Quanto à chamada "Primavera Árabe", Obama afirmou que houve "avanços", mas que a agitação recente no mundo muçulmano demonstra a dificuldade de alcançar uma verdadeira democracia. "Os eventos das últimas duas semanas nos falam da necessidade que todos temos de enfrentar as tensões entre Ocidente e um mundo árabe que avança para a democracia", concluiu. --- Dilma inaugura os debates --- Antes de Obama, a presidente Dilma Rousseff defendeu na Assembleia o direito dos países emergentes de protegerem suas economias, em meio às pressões das potências industrializadas. "Não podemos aceitar que medidas comerciais legítimas de defesa dos países em desenvolvimento sejam injustamente classificadas de protecionismo", afirmou Dilma em seu discurso de abertura dos debates. Primeira chefe de Estado a falar na Assembleia da ONU, Dilma ressaltou que o uso deste tipo de medidas faz parte das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Brasil e Estados Unidos travam uma dura batalha comercial depois da decisão do governo brasileiro de elevar as tarifas de importação de 100 produtos. A presidente também atacou o protecionismo e todas as formas de manipulação comercial, entre elas a política monetária das nações mais ricas do mundo, que provocou "uma valorização artificial das moedas dos países emergentes". "A política monetária não pode ser a única resposta ao crescente desemprego, aumento da pobreza e falta de futuro que afeta os segmentos mais vulneráveis da população do mundo", destacou. Nesta terça-feira, ainda, a Assembleia contará com os discursos do presidente francês François Hollande, e do chefe de Governo espanhol, Mariano Rajoy. du/mar/cn/dm

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Oito candidatos de cidades da Bahia têm candidatura indeferida


Oito candidatos de cidades da Bahia têm candidatura indeferida

Políticos perderam o registro de candidatura por terem sido condenados

Da Redação 
 
A pedido da Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA), com base na Lei da Ficha Limpa, oito políticos do interior da Bahia tiveram o registro de suas candidaturas indeferidos nos dias 18 e 20 de setembro. 

Quatro deles eram candidatos a prefeito e um a vice: Valtencir Pinto dos Santos, de Almadina/BA, Valdemar da Silva Prado, de Pindaí/BA, Expedito Rigaud de Souza, de Ubatã/BA, Elcior Piaggio de Oliveira e Nivaldo dos Reis Nobre (vice), de Ipecaetá/BA. 

Os outros três que se candidataram a vereador são: Adailton Santos Silva, de Gandu/BA, Sinvaldo Pereira da Silva, de Pindaí/BA, e Marcos Antonio Ribeiro dos Santos, de Camaçari/BA.

Nos casos de Adailton, Valtencir, Expedito, Elcior e Nivaldo, a manifestação do procurador regional Eleitoral, Sidney Madruga, foi pelo indeferimento dos recursos dos candidatos por incidência de requisitos de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa. Em primeira instância, eles já haviam tido o registro indeferido, o que foi confirmado esta semana pelo Tribunal Regional Eleitoral na Bahia (TRE/BA). 

Nos casos de Sinvaldo, Marcos Antonio e Valdemar, que não foram condenados em primeira instância, o TRE acatou os recursos interpostos pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), sustentados pela PRE, e por coligações políticas contra a decisão do juízo zonal de permitir a candidatura deles, já que também possuem requisitos para se tornarem inelegíveis.

Segundo o TRE, os políticos perderam o registro de candidatura por terem sido condenados, em decisão já transitada em julgado, ou seja, da qual já não é mais possível recorrer, por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio (Valtencir, Expedito, Elcior e Nivaldo); abuso de poder econômico (Marcos Antonio); captação ilícita de sufrágio (Sinvaldo e Valdemar) e por crime eleitoral (Adailton).

Das decisões ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ban pede que Irã mostre "natureza pacífica" de programa nuclear


 Blog do Lobbo - Senhor Ban Ki-Moon, porque o Sr. não para de chupar o saco do Obama e deixa o Iran em paz, mesmo porque o, ou é a Obama, é uma bicha nojenta, quer chupar o saco de alguém procure um que pelo menos seja homem de verdade. Alguém precisa de armas nucleares, e das boas, porque só estes seres satânicos tem esse direito, já não basta os milhões de assassinatos cometidos em todo o mundo pelos EUA.

Ban pede que Irã mostre "natureza pacífica" de programa nuclear
23 de setembro de 2012  20h36  atualizado às 21h05

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu neste domingo com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e pediu que ele demonstre "a natureza pacífica" do programa nuclear de seu país a fim de conquistar a confiança da comunidade internacional. "O secretário-geral pediu que o Irã tome as medidas necessárias para impulsionar a confiança internacional sobre a natureza exclusivamente pacífica de seu programa nuclear", disse o porta-voz de Ban, Martin Nesirky, em comunicado divulgado após o encontro de ambos na sede da ONU em Nova York.
O novo pedido de Ban aconteceu dois dias antes do início dos debates da Assembleia Geral das Nações Unidas, quando na quarta-feira Ahmadinejad fará um discurso enquanto cresce a tensão por conta do programa nuclear iraniano e a falta de colaboração do país com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
As potências ocidentais suspeitam que o Irã pode estar tentando fabricar armas nucleares, algo que Teerã rejeita.
Os países ocidentais do Conselho de Segurança da ONU, órgão que ditou quatro rodadas de sanções diplomáticas, comerciais e nucleares contra o Irã desde 2006, acusam o país de transferir armas para a Síria.
Ban e Ahmadinejad também debateram sobre a crise no país árabe, um conflito que, segundo o principal responsável da ONU, apresenta "sérias implicações regionais" e tem "um impacto humanitário devastador". Ban também expressou sua "grande preocupação sobre a situação dos direitos humanos" no Irã.