Raul De Oliveira Almeida Filho compartilhou a foto de Ézio Mello Arantes.
Ontem às 17:50 ·
FINALMENTE A LISTA SAIU!!!!!
Entenda o por quê da "demora" da INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL DEMOCRÁTICA NO BRASIL! Por Reinaldo Bueno Jr.
Vale a pena ler...
Eu, assim como milhões de Brasileiros, que acreditam que somente nossos bravos e honestos militares podem nos livrar, pela terceira vez em menos de 90 anos da história desta nação, deste mal cruel e desumano, que nunca funcionou, em nenhum país do mundo desde 1917, data da sua primeira e mais longa tentativa de implantação, na antiga Rússia, chamado de comunismo, e que somente leva às nações sob seu jugo, à miséria e ao atraso, que é um sistema totalitário e responsável pela morte de mais de 130 milhões de almas no mundo todo e este número só aumenta com as ditaduras comunistas que ainda resistem em Cuba, Coreia do Norte, China, Venezuela entre outras, me perguntava como nossos militares deixaram o País chegar à beira do caos.
Somente há pouco tempo, após muito estudo e muita análise do panorama político e econômico mundial, principalmente na América Latina entendi o quão complexo é este processo e tudo que ele envolve.
Assim como em uma investigação policial que é necessário comprovar, através de coleta de provas, e outras práticas jurídicas e policiais, para fundamentar a acusação, levar os suspeitos ao julgamento, aplicar ao veredicto, e executar a sentença, se culpados forem.
Nossos gloriosos militares durante estes anos "nefastos" do governo do PT nada mais fizeram do que isso, em seu SILÊNCIO, coletaram provas para demonstrar, perante ao mundo, e ao organismos internacionais ao qual pertencemos e assinamos tratados que vocês nem imaginam que existam que estamos sendo vítimas de uma prática que o planeta todo abomina: O TERRORISMO fundamentalista totalitário, sendo consenso entre tudo e entre todos, que esta prática desumana, covarde e cruel deve ser extinta e exterminada do planeta terra.
Não havendo erro neste processo, não haverá reações contrárias destes organismos e muito menos de nações que historicamente combatem o terrorismo e combateram o comunismo. Enquanto todo o processo se desenvolvia, até chegarmos, enfim, ao seu ponto final acabando de vez com a bandidagem psicopata no poder e extinguir definitivamente a ameaça comunista que nos assola desde a década de 1935.
Nossos estratégicos militares fazendo um trabalho de informação e contrainformação iam angariando o apoio popular conquistando corações e mentes do povo honesto e trabalhador, que abismado com a impunidade destes crápulas, se manifestam simpáticos com a intervenção. Por causa disto que relatei, em minha humilde análise, creio que a intervenção virá na hora certa e está tudo dentro do cronograma feito há alguns anos. Creio que teremos tempos tenebrosos e difíceis daqui pra frente, mas para nós, os homens e mulheres de bem destes magnifico País nada nos acontecerá, pois os guardiões da Pátria jamais atirariam em seu próprio povo honesto e trabalhador. E como diz o velho e sábio dito popular; DEPOIS DA TEMPESTADE VEM A BONANÇA!!! Renasceremos das cinzas, tal qual a mitológica Ave Fênix, que ao atingir sua velhice e decadência de seu exuberante corpo físico, imposta pelo tempo, a todos os seres viventes do universo, morre em uma autocombustão instantânea, purifica seu espirito e renasce de suas cinzas, mais bela, mais jovem, mais sábia e MAIS FORTE!!!!
Detentor destas informações entendam por quê sou INTERVENCIONISTA CONVICTO e certo da VITÓRIA que se aproxima.
Sempre declaro que Exércitos só se vence com outros Exércitos, não há outro modo!
O RESTO será sempre o RESTO.
Aqueles que se "aventuram" em nos enfrentar, em nos menosprezar, em nos subestimar, contrariando a principal regra da arte da guerra, o conhecimento, a informação, padecem sem misericórdia, sem clemência, implorando por suas insignificantes vidas, igualmente como ocorreu com o SÍMBOLO fictício ilusório, da LIBERDADE, criado pelos hollywoodianos, o covarde psicopata Ernesto Che Guevara.
A PAZ QUEREMOS COM FERVOR,
A GUERRA SÓ NOS CAUSA DOR,
PORÉM, SE A PÁTRIA AMADA,
FOR UM DIA ULTRAJADA, LUTAREMOS,
ATÉ A MORTE SEM TEMOR E COM AMOR!!!!
Ézio Mello Arantes com Impeachment da presidenta Dilma Rousseff e outras 13 pessoas
BRASÍLIA DESABANDO!!!! SAIU A LISTA DOS PRIMEIROS CORRUPTOS!!!
Eis a lista:
Saiu!! Eis o listão do Procurador – Políticos no Petrolão
Olhem se “Sua Excelência” a qual você votou está nele.
Propina das empreiteiras Mendes Junior e GDK na Operação Lava Jato.
Ministro da Integração, Gilberto Occhi
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB)
Senador, Humberto Costa (PT)
Deputado Eduardo da Fonte (PP)
Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios e ex- ministro das Cidades, Mário Negromonte e
Adarico Negromonte Filho (irmãos), Envio de dinheiro do doleiro Yousseff
Governador da Bahia e presidenciável em 2018, Jaques Wagner
Propina da construtora Queiroz Galvão /Tubovias na refinaria Abreu e Lima
Senador, Ciro Nogueira (PP)
Propina em contratos das obras da refinaria Abreu e Lima pagas pelas empreiteiras Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS
Ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB)
Ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra
Deputado Eduardo da Fonte (PP-PE)
Chefes de esquema:
chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante
ex-ministro, Antonio Palocci (PT)
ex-ministro, José dirceu (PT)
ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Dilma Rousseff
Senador, Renan Calheiros (PMDB-AL),
Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN),
Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão,
ex-ministro, Gleisi Hoffmann (Casa Civil)
ex- ministro, Mário Negromonte (Cidades).
PT
Antonio Palocci - ex-ministro dos governos Lula e Dilma
Gleisi Hoffmann - senadora (PR) e ex-ministra da Casa Civil
Lindbergh Farias - senador (RJ)
Tião Viana - governador reeleito do Acre
Delcídio Amaral - senador (MS)
Cândido Vaccarezza - deputado federal (SP)
Vander Loubet - deputado federal (MS)
PMDB
Renan Calheiros - presidente do Senado (AL)
Edison Lobão - ministro de Minas e Energia
Henrique Eduardo Alves - presidente da Câmara (RN)
Sérgio Cabral - ex-governador do Rio de Janeiro
Roseana Sarney - ex-governadora do Maranhão
Valdir Raupp - senador (RO) e 1º vice-presidente do partido
Romero Jucá - senador (RR)
Alexandre José dos Santos - deputado federal (RJ)
PP
Ciro Nogueira - senador (PI)
João Pizzolatti - deputado federal (SC)
Nelson Meurer - deputado federal (PR)
Simão Sessim - deputado federal (RJ)
José Otávio Germano - deputado federal (RS)
Benedito de Lira - senador (AL)
Luiz Fernando Faria - deputado federal (MG)
Pedro Corrêa - ex-deputado federal (PE)
Aline Lemos de Oliveira - deputada federal (SP)
Isso é o que está nas mãos do Procurador!!
COMPARTILHEM!
quinta-feira, 5 de março de 2015
BLOG DO LOBBO - URGENTE, DIRETO DOS E. U. A.
BLOG DO LOBBO - URGENTE, DIRETO DOS E. U. A.
Divulguem ao máximo.
Divulguem ao máximo.
“PÁTRIA MADRASTA VIL"
REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA QUE ACABA DE VENCER CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES
Tema: ” Como vencer a pobreza e a desigualdade” Autora: Clarice Zeitel Vianna Silva UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ Leia e entusiasme-se!
Tema: ” Como vencer a pobreza e a desigualdade” Autora: Clarice Zeitel Vianna Silva UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ Leia e entusiasme-se!
“PÁTRIA MADRASTA VIL"
Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26 , estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação de Clarice intitulada 'Pátria Madrasta Vil',foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Por favor, divulgue para todo o país.
Aos poucos iremos acordar este "BRASIL ":
A Rússia, na lista de Washington para 'mudança de regime'
A Rússia, na lista de Washington para 'mudança de regime'
04.03.2014
Dias antes de o presidente ucraniano Viktor Yanukovych ser expulso do governo, ele foi informado pelo vice-presidente dos EUA, Joe Biden, de que era "fim de jogo".
Segundo o Guardian britânico, que cita funcionários não identificados dos EUA, Biden recriminou o presidente ucraniano, durante telefonema que durou uma hora, pelo fracasso de seus esforços para encontrar solução negociada para a crise ucraniana, os quais teriam chegado com "um dia de atraso, e incompletos". Não se pode dizer que tenha sido comentário amigável de observador neutro.
Desde o fim de semana passado, Yanukovych desapareceu de circulação, com notícias de que estaria em algum ponto da Península da Crimeia, no sudeste da Ucrânia. Um ex-chefe de gabinete, Andriy Kluyev, foi ferido em ataque a tiros, por 'manifestantes' antigoverno. Outros membros do Partido das Regiões de Yanukovych também fugiram dos gabinetes no Parlamento, temendo ataques similares; o que deixou a Câmara legislativa entregue a bandos da oposição. Esse parlamento ilegítimo rapidamente aprovou acusações formais contra o ex-presidente e altos funcionários do governo, como responsáveis pelas dúzias de mortos durante os três meses de tumultos e protestos.
O clima de terra sem lei governado por gangues que já se implantou em Kiev espalhou-se para outras partes do país, com as comunidades pró-Rússia, sobretudo, já temendo guerra civil[1] em toda essa ex-República Soviética. Esse clima de medo é reflexo do golpe de estado construído e lançado contra presidente eleito e seu governo. A chegada essa semana do vice-secretário de Estado dos EUA Williams Burns à capital da Ucrânia,[2] "para discutir com figuras políticas e empresariais" o futuro do país é mais uma evidência de que todo o golpe de estado foi evento patrocinado e promovido por Washington. Por que mais o vice-presidente dos EUA Joe Biden tanto se interessaria pelos assuntos internos da Ucrânia a ponto de telefonar várias vezes da Casa Branca ao infeliz Yanukovych, nas últimas semanas?
Essa interferência criminosa nada "encoberta" dos EUA, em estado soberano, já não surpreende ninguém.
O secretário de Estado dos EUA John Kerry e outros líderes ocidentais a repetirem que a Ucrânia não seria "batalha entre o Leste e o Oeste"[3] é, no mínimo absurdo risível, sempre devidamente regurgitado servilmente pela chamada imprensa de notícias ocidental, para consumo popular.
A Ucrânia já estava na lista de 'mudança de regime' desde o início dos anos 1990s, quando o país foi atacado pela primeira vez por Zbigniew Brzezinski e outros 'estrategistas' do império norte-americano, como área desprotegida, um baixo ventre vulnerável, para desestabilizar a Rússia. A 'revolução laranja' patrocinada pelo ocidente, de meados dos anos 2000s, e que abriu a Ucrânia para ser saqueada pelo capital ocidental, já se deixa ver hoje, bem claramente, como um ensaio geral para a operação de golpe para 'mudança de regime' que hoje se vê em curso.
De fato, a Ucrânia já pode ser acrescentada ao conhecido inventário de países alvos de golpes para 'mudança de regime' que foi revelado em 2007 por Wesley Clark, general norte-americano de quatro estrelas. Há quase sete anos, Wesley Clark foi a público e contou como Washington tinha um plano em andamento, no mínimo desde o final de 2001, quando o país invadiu o Afeganistão, e que incluía a ambição de 'mudar o regime' em outros seis países - Iraque, Síria, Líbano, Somália, Sudão e Irã. Todos esses países sofreram, em maior ou menor grau, a agressão por operação militar clandestina liderada por Washington, a mais intensa das quais se vê hoje na Síria, onde EUA e aliados financiam e armam uma insurgência estrangeira infiltrada ali.
Além dos conhecidos já sete alvos (incluindo o Afeganistão), eventos recentemente orquestrados na Ucrânia e provas de evidente intervenção ocidental também fazem desse país mais um item na agenda de governos a derrubar, de Washington. Além do mais, é cada dia mais visível que não só a Ucrânia é alvo dos intentos criminosos.
A violência das manifestações de rua na Venezuela para desestabilizar o governo do presidente socialista Victor Maduro são, sem dúvida possível, também maquinações da interferência de Washington também na Venezuela. E a subversão de hoje faz lembrar a tentativa de golpe, também apoiada pelos EUA, contra o ex-presidente Hugo Chávez em 2002.
Em anos recentes, Washington também esteve ativa em golpes para mudança de regime ou tentativa de golpe em Honduras e no Uruguai, e foi cúmplice da intervenção militar ilegal da França em vários pontos da África, incluindo Costa do Marfim, Mali e atualmente na República Centro-Africana.
Golpes para 'mudança de regime' são procedimento operacional padrão para Washington e seus procuradores. Não é alguma aberração irracional: é movimento estrutural. Na longa perspectiva histórica que vai até o surgimento dos EUA como potência imperial entre meados e o final dos anos 1800s, Washington já esteve envolvida em mais golpes, contragolpes, guerras de subterfúgio e agressões por todo o planeta, que qualquer outro estado.
Apesar das aparentemente sinceras declarações de que não há intervenção do ocidente na Ucrânia, o único modo de compreender o torvelinho que tomou conta daquele país é analisá-lo no contexto das ambições imperialistas de Washington, em nome do capitalismo ocidental. Essa agenda é, infelizmente, seguida por sucessivos governos europeus, que demonstram suas prioridades políticas subscrevendo o diktat do capitalismo liderado pelos EUA na direção de 'austeridade' econômica contra seus próprios cidadãos, e garantindo carta branca a Washington para que viole o quanto queira a lei internacional.
A verdade sistêmica é que o capitalismo não pode ser sustentado sem a conquista imperialista. É especialmente verdade em tempos de crise do capitalismo, e a atual conjuntura é, provavelmente, a mais profunda crise histórica surgida ante a viabilidade do capitalismo liderado pelos EUA. O imperialismo, com sua proclividade para a intervenção em países estrangeiros, a subversão e a indução a sempre mais guerras está, portanto, hoje no seu ponto mais agudo de necessidade de manifestar-se, para aliviar a estagnada ordem econômica liderada pelos EUA. E é isso que torna a atual situação global tão perturbadoramente perigosa.
Essa conexão estrutural entre o capitalismo e o imperialismo for exposta, em toda a sua cogência, em 1916, por um líder russo bolchevique, Vladimir Lênin, em seu estudo O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo.[4]
As intuições de Lênin relacionadas às causas econômicas e sistêmicas da 1ª Guerra Mundial resistiram ao teste do tempo, por mais que tenham sido censuradas e excluídas da consciência ocidental 'oficial'. Aquelas intuições de como as crises do capitalismo alimentam a predação imperialista aplicam-se, igualmente precisas e cogentes também para explicar as origens da 2ª Guerra Mundial e de muitos outros conflitos internacionais subsequentes, inclusive o surto atual de golpes para mudança de regime patrocinado pelos EUA em diferentes continentes.
A análise de Lênin dá conta do motivo pelo qual Washington escalou no seu vício de provocar golpes de mudança de regime por todo o planeta ao longo da última década, a partir do momento em que a ordem capitalista comandada pelos EUA viu-se encurralada numa depressão que já parece insuperável. Como em outras vezes, a guerra e o assalto imperialista são o único modo que o sistema conhece para aliviar sua própria tendência destrutiva, gerando impasses. Não surpreende, portanto, ironicamente, que um dos primeiros atos dos manifestantes fascistas patrocinados pelo ocidente em Kiev, ainda no final do ano passado, tenha sido destruir monumentos que homenageavam Lênin.
O que se passa hoje na Ucrânia está afinado com a dinâmica histórica maior que os EUA e seus fantoches ocidentais aprofundaram, em seu ímpeto imperialista - por todo o planeta.
Em última instância, os alvos dos capitalistas ocidentais são os dois principais rivais geopolíticos, como os capitalistas ocidentais os veem: Rússia e China. Esses países são obstáculos no caminho do expansionismo doentio dos capitais ocidentais na Eurásia e no Pacífico.
Nesse sentido, desgraçadamente, a Ucrânia deve ser vista como mera cabeça-de-ponte para os planos de golpe e mudança de regime, dos EUA, contra a própria Rússia. Com a ascensão do presidente Vladimir Putin da Rússia como líder global, que se tem oposto à agressão nua e crua pelo ocidente a outros países (hoje, declaradamente, no caso da Síria), aquela "obstrução" elevou a Rússia à posição de objetivo prioritário, para Washington. É o que se vê nas repetidas ameaças de escalada militarista dos EUA contra a Rússia (e a China), sob a forma de implantação de mísseis balísticos junto às fronteiras, expansão do armamento nuclear (eufemisticamente chamado "upgrade") e a velada doutrina da capacidade para "o primeiro ataque".
A Ucrânia ilustra um desdobramento aterrorizante de uma tendência que se vem desenvolvendo no imperialismo norte-americano ao longo da última década. A cada dia que passa, mais se vê claramente qual o trunfo a que visam as várias operações clandestinas conduzidas pelos EUA, para mudança de regime no mundo: Moscou.
Mas, na verdade, não é simples caso de os EUA retomarem a velha Guerra Fria pós-1945 contra a Rússia. A guerra capitalista global comandada pelos EUA contra a Rússia tem passado mais longo: vai até à Revolução de Outubro de 1917. O massacre da Rússia Soviética pela Alemanha Nazista foi plano ocidental para subjugar um vasto território que se posicionara fora do controle do capitalismo ocidental. (O que é assunto para outra coluna.)
Os paramilitares neonazistas[5] que o ocidente mobilizou para desestabilizar a Ucrânia (e a Rússia) hoje trazem ecos de uma agenda velha, sistemática, de golpes para mudança de regime, do ocidente imperialista contra o oriente, e por toda a parte. Nada há de anômalo na associação entre a classe capitalista dominante e a bandidagem fascista, hoje. Essa é uma associação histórica.****
04.03.2014
Dias antes de o presidente ucraniano Viktor Yanukovych ser expulso do governo, ele foi informado pelo vice-presidente dos EUA, Joe Biden, de que era "fim de jogo".
Segundo o Guardian britânico, que cita funcionários não identificados dos EUA, Biden recriminou o presidente ucraniano, durante telefonema que durou uma hora, pelo fracasso de seus esforços para encontrar solução negociada para a crise ucraniana, os quais teriam chegado com "um dia de atraso, e incompletos". Não se pode dizer que tenha sido comentário amigável de observador neutro.
Desde o fim de semana passado, Yanukovych desapareceu de circulação, com notícias de que estaria em algum ponto da Península da Crimeia, no sudeste da Ucrânia. Um ex-chefe de gabinete, Andriy Kluyev, foi ferido em ataque a tiros, por 'manifestantes' antigoverno. Outros membros do Partido das Regiões de Yanukovych também fugiram dos gabinetes no Parlamento, temendo ataques similares; o que deixou a Câmara legislativa entregue a bandos da oposição. Esse parlamento ilegítimo rapidamente aprovou acusações formais contra o ex-presidente e altos funcionários do governo, como responsáveis pelas dúzias de mortos durante os três meses de tumultos e protestos.
O clima de terra sem lei governado por gangues que já se implantou em Kiev espalhou-se para outras partes do país, com as comunidades pró-Rússia, sobretudo, já temendo guerra civil[1] em toda essa ex-República Soviética. Esse clima de medo é reflexo do golpe de estado construído e lançado contra presidente eleito e seu governo. A chegada essa semana do vice-secretário de Estado dos EUA Williams Burns à capital da Ucrânia,[2] "para discutir com figuras políticas e empresariais" o futuro do país é mais uma evidência de que todo o golpe de estado foi evento patrocinado e promovido por Washington. Por que mais o vice-presidente dos EUA Joe Biden tanto se interessaria pelos assuntos internos da Ucrânia a ponto de telefonar várias vezes da Casa Branca ao infeliz Yanukovych, nas últimas semanas?
Essa interferência criminosa nada "encoberta" dos EUA, em estado soberano, já não surpreende ninguém.
O secretário de Estado dos EUA John Kerry e outros líderes ocidentais a repetirem que a Ucrânia não seria "batalha entre o Leste e o Oeste"[3] é, no mínimo absurdo risível, sempre devidamente regurgitado servilmente pela chamada imprensa de notícias ocidental, para consumo popular.
A Ucrânia já estava na lista de 'mudança de regime' desde o início dos anos 1990s, quando o país foi atacado pela primeira vez por Zbigniew Brzezinski e outros 'estrategistas' do império norte-americano, como área desprotegida, um baixo ventre vulnerável, para desestabilizar a Rússia. A 'revolução laranja' patrocinada pelo ocidente, de meados dos anos 2000s, e que abriu a Ucrânia para ser saqueada pelo capital ocidental, já se deixa ver hoje, bem claramente, como um ensaio geral para a operação de golpe para 'mudança de regime' que hoje se vê em curso.
De fato, a Ucrânia já pode ser acrescentada ao conhecido inventário de países alvos de golpes para 'mudança de regime' que foi revelado em 2007 por Wesley Clark, general norte-americano de quatro estrelas. Há quase sete anos, Wesley Clark foi a público e contou como Washington tinha um plano em andamento, no mínimo desde o final de 2001, quando o país invadiu o Afeganistão, e que incluía a ambição de 'mudar o regime' em outros seis países - Iraque, Síria, Líbano, Somália, Sudão e Irã. Todos esses países sofreram, em maior ou menor grau, a agressão por operação militar clandestina liderada por Washington, a mais intensa das quais se vê hoje na Síria, onde EUA e aliados financiam e armam uma insurgência estrangeira infiltrada ali.
Além dos conhecidos já sete alvos (incluindo o Afeganistão), eventos recentemente orquestrados na Ucrânia e provas de evidente intervenção ocidental também fazem desse país mais um item na agenda de governos a derrubar, de Washington. Além do mais, é cada dia mais visível que não só a Ucrânia é alvo dos intentos criminosos.
A violência das manifestações de rua na Venezuela para desestabilizar o governo do presidente socialista Victor Maduro são, sem dúvida possível, também maquinações da interferência de Washington também na Venezuela. E a subversão de hoje faz lembrar a tentativa de golpe, também apoiada pelos EUA, contra o ex-presidente Hugo Chávez em 2002.
Em anos recentes, Washington também esteve ativa em golpes para mudança de regime ou tentativa de golpe em Honduras e no Uruguai, e foi cúmplice da intervenção militar ilegal da França em vários pontos da África, incluindo Costa do Marfim, Mali e atualmente na República Centro-Africana.
Golpes para 'mudança de regime' são procedimento operacional padrão para Washington e seus procuradores. Não é alguma aberração irracional: é movimento estrutural. Na longa perspectiva histórica que vai até o surgimento dos EUA como potência imperial entre meados e o final dos anos 1800s, Washington já esteve envolvida em mais golpes, contragolpes, guerras de subterfúgio e agressões por todo o planeta, que qualquer outro estado.
Apesar das aparentemente sinceras declarações de que não há intervenção do ocidente na Ucrânia, o único modo de compreender o torvelinho que tomou conta daquele país é analisá-lo no contexto das ambições imperialistas de Washington, em nome do capitalismo ocidental. Essa agenda é, infelizmente, seguida por sucessivos governos europeus, que demonstram suas prioridades políticas subscrevendo o diktat do capitalismo liderado pelos EUA na direção de 'austeridade' econômica contra seus próprios cidadãos, e garantindo carta branca a Washington para que viole o quanto queira a lei internacional.
A verdade sistêmica é que o capitalismo não pode ser sustentado sem a conquista imperialista. É especialmente verdade em tempos de crise do capitalismo, e a atual conjuntura é, provavelmente, a mais profunda crise histórica surgida ante a viabilidade do capitalismo liderado pelos EUA. O imperialismo, com sua proclividade para a intervenção em países estrangeiros, a subversão e a indução a sempre mais guerras está, portanto, hoje no seu ponto mais agudo de necessidade de manifestar-se, para aliviar a estagnada ordem econômica liderada pelos EUA. E é isso que torna a atual situação global tão perturbadoramente perigosa.
Essa conexão estrutural entre o capitalismo e o imperialismo for exposta, em toda a sua cogência, em 1916, por um líder russo bolchevique, Vladimir Lênin, em seu estudo O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo.[4]
As intuições de Lênin relacionadas às causas econômicas e sistêmicas da 1ª Guerra Mundial resistiram ao teste do tempo, por mais que tenham sido censuradas e excluídas da consciência ocidental 'oficial'. Aquelas intuições de como as crises do capitalismo alimentam a predação imperialista aplicam-se, igualmente precisas e cogentes também para explicar as origens da 2ª Guerra Mundial e de muitos outros conflitos internacionais subsequentes, inclusive o surto atual de golpes para mudança de regime patrocinado pelos EUA em diferentes continentes.
A análise de Lênin dá conta do motivo pelo qual Washington escalou no seu vício de provocar golpes de mudança de regime por todo o planeta ao longo da última década, a partir do momento em que a ordem capitalista comandada pelos EUA viu-se encurralada numa depressão que já parece insuperável. Como em outras vezes, a guerra e o assalto imperialista são o único modo que o sistema conhece para aliviar sua própria tendência destrutiva, gerando impasses. Não surpreende, portanto, ironicamente, que um dos primeiros atos dos manifestantes fascistas patrocinados pelo ocidente em Kiev, ainda no final do ano passado, tenha sido destruir monumentos que homenageavam Lênin.
O que se passa hoje na Ucrânia está afinado com a dinâmica histórica maior que os EUA e seus fantoches ocidentais aprofundaram, em seu ímpeto imperialista - por todo o planeta.
Em última instância, os alvos dos capitalistas ocidentais são os dois principais rivais geopolíticos, como os capitalistas ocidentais os veem: Rússia e China. Esses países são obstáculos no caminho do expansionismo doentio dos capitais ocidentais na Eurásia e no Pacífico.
Nesse sentido, desgraçadamente, a Ucrânia deve ser vista como mera cabeça-de-ponte para os planos de golpe e mudança de regime, dos EUA, contra a própria Rússia. Com a ascensão do presidente Vladimir Putin da Rússia como líder global, que se tem oposto à agressão nua e crua pelo ocidente a outros países (hoje, declaradamente, no caso da Síria), aquela "obstrução" elevou a Rússia à posição de objetivo prioritário, para Washington. É o que se vê nas repetidas ameaças de escalada militarista dos EUA contra a Rússia (e a China), sob a forma de implantação de mísseis balísticos junto às fronteiras, expansão do armamento nuclear (eufemisticamente chamado "upgrade") e a velada doutrina da capacidade para "o primeiro ataque".
A Ucrânia ilustra um desdobramento aterrorizante de uma tendência que se vem desenvolvendo no imperialismo norte-americano ao longo da última década. A cada dia que passa, mais se vê claramente qual o trunfo a que visam as várias operações clandestinas conduzidas pelos EUA, para mudança de regime no mundo: Moscou.
Mas, na verdade, não é simples caso de os EUA retomarem a velha Guerra Fria pós-1945 contra a Rússia. A guerra capitalista global comandada pelos EUA contra a Rússia tem passado mais longo: vai até à Revolução de Outubro de 1917. O massacre da Rússia Soviética pela Alemanha Nazista foi plano ocidental para subjugar um vasto território que se posicionara fora do controle do capitalismo ocidental. (O que é assunto para outra coluna.)
Os paramilitares neonazistas[5] que o ocidente mobilizou para desestabilizar a Ucrânia (e a Rússia) hoje trazem ecos de uma agenda velha, sistemática, de golpes para mudança de regime, do ocidente imperialista contra o oriente, e por toda a parte. Nada há de anômalo na associação entre a classe capitalista dominante e a bandidagem fascista, hoje. Essa é uma associação histórica.****
quarta-feira, 4 de março de 2015
O sul do Brasil pede separação e deseja formar um novo país nas Américas
Inicio » REGIONAL » BOMBA...O sul do Brasil pede separação e deseja formar um novo país nas Américas, o número de favoráveis aumentou em mais de 73% da população sulista, confira....
BOMBA...O sul do Brasil pede separação e deseja formar um novo país nas Américas, o número de favoráveis aumentou em mais de 73% da população sulista, confira....
Por RONDA POLICIAL - VT/TVsegunda-feira, fevereiro 23, 201520 Comentario
Muitos são os motivos dos sulistas pedirem a separação de Brasília e a independência das 3 colônias Sul Brasileiras. O que nem passa pela mente de organizadores do movimento e dos seguidores e simpatizantes desta ideia é "racismo", Bairrismo ou qualquer outro motivos que não os que colocaremos aqui em sequência. Os tais motivos mencionados são táticas dos anti-separatismo para confundir e enganar os desavisados. Mas com estas informações você mesmo poderá ter sua opinião e após ler o artigo opine a respeito.
No ano passado o Sul arrecadou 166 BILHÕES de REAIS
E retornou 33
Onde está o dinheiro? O gato comeu? E ninguém viu?
Nós vimos, estamos de olho.
Dom Tavares
Sobre o Plebiscito pela independência do Sul que poderá acontecer ainda este ano, por Pedro Onysco Lins.
1) O plebiscito é o meio viável e o instrumento pelo qual o povo manifesta a sua vontade de secessão. O resultado dele nos possibilitará chegar as esferas dos órgãos internacionais (ONU) para viabilizar negociações com o governo brasileiro e dar sequência na formalização da Autonomia do povo Sul-brasileiro.
2) Interessa-nos a Autonomia pela paz e somente pela paz. A maioria da separação dos países deu-se pelo processo pacífico. Vale lembrar que surgem aproximadamente 2 novos países, por ano no mundo.
O conflito não justificaria a separação, pois vivemos de forma razoável e ainda enviamos à Brasília mais de 100 bilhões de reais em impostos, o que nos gera o sentimento de escravidão, remete-nos ao sistema Feudal da Idade Média.
A separação por conflito retardaria o desenvolvimento de várias gerações e o custo da separação seria inviável.
QUANDO 80% OU MAIS, DA PARTE DA NAÇÃO DEMONSTRAR A VONTADE DE SEPARAR, IMOBILIZARÁ QUALQUER GOVERNANTE, SENDO QUE ESTE NÃO TERÁ OUTRA ESCOLHA A NÃO SER RECONHECER (CEDO OU MAIS TARDE) A AUTONOMIA.
ELE TAMBÉM SABE QUE, QUANDO A GRANDE MAIORIA DAQUELE GRUPO (NAÇÃO) JÁ DESENVOLVEU O SENTIMENTO DE AUTONOMIA, DE PATRIOTISMO, DE VALOR A SUA TERRA E AOS SEUS VALORES, NÃO RESOLVERÁ O PROBLEMA EXTERMINANDO AQUELE GRUPO.
PORTANTO, DIVULGUEMOS A CAUSA PARA QUE TODOS TENHAM EM MENTE AS ENORMES VANTAGENS QUE ESSE NOVO PAÍS TERÁ, PRINCIPALMENTE COMO HERANÇA PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS.
Informações obtidas nos grupos "O sul é meu país"
BOMBA...O sul do Brasil pede separação e deseja formar um novo país nas Américas, o número de favoráveis aumentou em mais de 73% da população sulista, confira....
Por RONDA POLICIAL - VT/TVsegunda-feira, fevereiro 23, 201520 Comentario
No ano passado o Sul arrecadou 166 BILHÕES de REAIS
E retornou 33
Onde está o dinheiro? O gato comeu? E ninguém viu?
Nós vimos, estamos de olho.
Dom Tavares
Sobre o Plebiscito pela independência do Sul que poderá acontecer ainda este ano, por Pedro Onysco Lins.
1) O plebiscito é o meio viável e o instrumento pelo qual o povo manifesta a sua vontade de secessão. O resultado dele nos possibilitará chegar as esferas dos órgãos internacionais (ONU) para viabilizar negociações com o governo brasileiro e dar sequência na formalização da Autonomia do povo Sul-brasileiro.
2) Interessa-nos a Autonomia pela paz e somente pela paz. A maioria da separação dos países deu-se pelo processo pacífico. Vale lembrar que surgem aproximadamente 2 novos países, por ano no mundo.
O conflito não justificaria a separação, pois vivemos de forma razoável e ainda enviamos à Brasília mais de 100 bilhões de reais em impostos, o que nos gera o sentimento de escravidão, remete-nos ao sistema Feudal da Idade Média.
A separação por conflito retardaria o desenvolvimento de várias gerações e o custo da separação seria inviável.
QUANDO 80% OU MAIS, DA PARTE DA NAÇÃO DEMONSTRAR A VONTADE DE SEPARAR, IMOBILIZARÁ QUALQUER GOVERNANTE, SENDO QUE ESTE NÃO TERÁ OUTRA ESCOLHA A NÃO SER RECONHECER (CEDO OU MAIS TARDE) A AUTONOMIA.
ELE TAMBÉM SABE QUE, QUANDO A GRANDE MAIORIA DAQUELE GRUPO (NAÇÃO) JÁ DESENVOLVEU O SENTIMENTO DE AUTONOMIA, DE PATRIOTISMO, DE VALOR A SUA TERRA E AOS SEUS VALORES, NÃO RESOLVERÁ O PROBLEMA EXTERMINANDO AQUELE GRUPO.
PORTANTO, DIVULGUEMOS A CAUSA PARA QUE TODOS TENHAM EM MENTE AS ENORMES VANTAGENS QUE ESSE NOVO PAÍS TERÁ, PRINCIPALMENTE COMO HERANÇA PARA OS NOSSOS FILHOS E NETOS.
Informações obtidas nos grupos "O sul é meu país"
BLOG DO LOBBO - VEJAM COM QUEM A PETRALHADA ANDA DE COLUIO
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Carta das FARC ao Povo Brasileiro
21.11.2006
Fazemos-lhes chegar a cordial e fraterna saudação bolivariana de nossa Organização Revolucionária. Permitam-nos somá-la às manifestações sinceras de regozijo e firme confiança que muitos governos, personalidades e organizações sociais e políticas, especialmente de América Latina e Caribe, lhes fizeram chegar por motivo da decisão e vontade soberana do povo de reeleger para um segundo mandato presidencial a seu filho predileto, Luiz Inácio Lula da Silva.
Para o bem de América Latina e Caribe, o Brasil conta com potencial econômico, capacidade de liderança e grandes possibilidades de ajudar a que ela se reencontre consigo mesma, se integre e possa caminhar sobre suas próprias pernas para um futuro de Justiça Social, de igualdade de oportunidades para todos, especialmente para os mais necessitados, de convivência pacífica, boa vizinhança e Paz. Os resultados da gestão de Lula como Presidente dos 185 milhões de brasileiros e de outros Governos da região, assim o estão demonstrando.
O mundo é testemunha de que o povo brasileiro fez das urnas eletrônicas o sacrário de sua vontade soberana, pois converteu a reeleição do Presidente Lula numa lição de soberania popular, numa manifestação clara de rechaço às velhas formas de governo que imperaram durante anos e anos, caracterizados por favorecer somente aos de cima, levando a uma situação de desigualdade e de injustiça, que, afortunadamente, a partir do ano 2002, começaram a ser resolvidas, coisa que os setores mais pobres estão vendo em sua própria vida.
O povo brasileiro disse: Quero seguir avançando pelo caminho que iniciamos em 2002. Esse mesmo caminho é o que estão percorrendo seus povos irmãos de América Latina e Caribe, convertendo em fator essencial do processo político a luta legítima por transformações que levem à instauração de governos de raízes e participação popular. Trata-se de deixar para trás estruturas caducas e decrépitas, e avançar para o que, com plena razão, podemos chamar a Segunda e Definitiva Independência!
A jornada eleitoral permitiu conhecer quem é quem, deixou claro que a injustiça tem nome próprio, que uns poucos poderosos durante muito tempo fizeram extremamente pouco em favor desse universo imenso de pobres cada dia mais pobres e mostrou que, a partir de 2002, se iniciou a contagem regressiva do princípio do fim das desigualdades, injustiças e falta de oportunidades de um povo humilde, acolhedor e fraterno. Tudo porque Outro Brasil, Outra América Latina e Caribenha, são Possíveis! O Povo tem a palavra!
Os laços históricos nos unem ao povo brasileiro, que vêm desde os tempos da Independência, quando o pernambucano José Inácio de Abreu e Lima ingressou no Exército do Libertador Simón Bolívar, havendo-se destacado por sua coragem e dedicação, a ponto de receber o grau de General e a condecoração máxima conhecida como Ordem dos Libertadores. Foi de Bolívar seu amigo fiel e sempre defendeu sua gesta libertária com honra e lealdade. A esse grande brasileiro bolivariano o levamos em nossa memória.
Aproveitando este momento singular e histórico que estão vivendo o Governo e o Povo do Brasil, lhes manifestamos a disposição de manter-nos abraçados à nossa Política de Fronteiras, fazendo da boa vizinhança a razão para respeitar sua soberania territorial e, da fronteira de 1.645 quilômetros, um lugar de pacífica convivência entre os dois povos. Estamos abertos ao estabelecimento de relações políticas com todos os povos e Governos dos países vizinhos da Colômbia, já que, por história, tradições, credos, mestiçagem, culturas, problemas, esperanças e destino, somos um mesmo e único povo.
Bem sabemos quem nos impõem a guerra. Não podemos permitir a Bush nem a Uribe que envolvam aos países vizinhos em nosso conflito interno, valendo-se, para isto, de mentiras e mais mentiras, montagens espúrias na idéia de justificar o injustificável: os pobres resultados de sua guerra contra o povo, na qual gastam 17,5 milhões por dia, aumentando assim o sangramento do país, a pobreza, a miséria, o desemprego, o deslocamento forçado de mais de cinco milhões de compatriotas, o trabalho infantil, o exílio. É como se quisessem acabar com o povo colombiano.
A esses senhores os cega a guerra com a qual o Império dos EUA e a classe dominante têm pretendido submeter pela força ao povo colombiano. Não existe vontade política nem gestos concretos nos governantes de turno que deixem entrever a possibilidade de alcançar tanto a Troca de prisioneiros como o reinício dos Diálogos que nos encaminhem para uma Paz estável e duradoura, núcleo central de nossas propostas que estão em sintonia com o clamor nacional pelo fim da guerra manifestado por mais de 70% dos colombianos.
Não perdemos a esperança de fazer prevalecer mais cedo que tarde a força da razão sobre a razão da força em nossa querida Colômbia, necessitada como nunca de um Governo que a reconcilie e reconstrua. Para o qual queremos contar com o apoio do Governo e do Povo do Brasil, assim como dos demais países vizinhos, pois, como nos ensinou Simón Bolívar, unidos seremos invencíveis. Neste mesmo sentido sabemos também da disposição de outros governos amigos.
Querido povo brasileiro e Presidente Lula: Passada de Vencedores!
Atentamente,
Raúl Reyes
Integrante do Secretariado e Chefe da Comissão Internacional, FARC-EP
Montanhas da Colômbia, novembro de 2006.
Guerra econômica e suas sanções (I)
Guerra econômica e suas sanções (I)
10.02.2015
GUERRA ECONÔMICA E SUAS SANÇÕES (I)
Por Prof. Valentina Katasonov
Traduzido por Anna Malm* - Correspondente de Pátria Latina na Europa
Nas guerras econômicas dos séculos XIX- XXI usou-se o comércio, as possibilidades marítmas, o bloqueio de créditos, o emprisionamento e a confiscação de bens. Isso foi feito, numa esmagadora maioria dos casos, tendo-se em vistas fins políticos. De quando conduzindo política exterior agressiva, em relação a países na periferia do capitalismo mundial, o ocidente evita usar o termo “guerra econômica”, preferindo outros termos mais neutrais, como “sanções econômicas”, delimitação comercial-econômica, “moratório” e “interditação”. Entretanto, todas essas medidas, no conjunto, tem o objetivo de arruinar adversários econômicos, levantar agitação social, e conduzir a mudanças de poder.
Entre as guerras econômicas do passado é necessário aqui relembrar-se do “Bloqueio Continental”. Essas foram medidas complexas com o objetivo de bloquear o comércio da Grã-Bretanha, medidas essas que foram conduzidas por Napoleão Bonaparte 1806-1814. Para esse bloqueio da ilha britânica Napoleão conseguiu convocar uma grande parte das nações da Europa continental.
De maneira geral, no século XIX, as guerras econômicas mais propagadas foram as feitas pelo bloqueio marítimo. No período 1827-1914, infligiram-se 21 bloqueios. A esses foram submetidos a Turquia, Portugal, os Países Baixos, a Colômbia, o México, a Argentina e Salvador. Os iniciadores dos bloqueios foram então a Grã-Bretanha (12 vezes), a França (11 vezes), a Itália e a Alemanha (por 3 vezes), a Áustria e a Rússia (por 2 vezes) e o Chile.
Sanções econômicas tornaram-se nos principais, e mais usados, instrumentos da política internacional sómente depois da Segunda Guerra Mundial, especialmente então, nos últimos três decênios do século XX. No período1971-2000 tiveram-se 120 casos de sanções, o que significa 69% do total de todas as sanções registradas no período 1911-2000.
No século XX a guerra econômica ocidental foi principalmente, em grande escala, contra a União Soviética. Essa guerra manifestava-se claramente como tendo objetivos políticos – Esses eram: derrubar o poder bolchevista, levar ao poder os protegidos dos países Ententes, ou seja dos aliados – em primeira mão a Grã-Bretanha e a França – e mudar o rumo político-econômico do país.
O ocidente procurava conseguir que a Rússia tivesse necessidades de realizar despesas, assim como que essa restabelecesse o direito dos estrangeiros a ter bens e haveres, ou seja, que ela revocasse a nacionalização dos ativos estrangeiros. A guerra econômica contra a União Soviética começou em 1917, de quando os antigos parceiros Antantes da Rússia declararam contra ela um bloqueio marítimo.
Sem grandes interrupções, a principal sendo então no período da Segunda Guerra Mundial, a guerra econômica contra a União Soviética continuou até a desintegração da URSS, em dezembro de 1991. A suplementar guerra psicológica-informativa, assim como as operações de guerra econômica dos serviços secretos ocidentais contra a União Soviética, faziam parte da composição da guerra fria contra o campo socialista.
SANÇÕES ECONÔMICAS E GUERRA ECONÔMICA CONTRA A RÚSSIA
DEPOIS DE 1991
Não é possível de se entrar em um acordo quanto a afirmação de que depois da desintegração da União Soviética o ocidente não teria conduzido guerra econômica contra a Federação Russa. Nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos continuaram as atividades de emendas da lei comercial conhecidas como Jackson-Vanik, tomadas em 1974. Essa tinha como objetivo fazer com que Moscou suspendesse as dificuldades para os hebreus de sairem da União Soviética.
As emendas tinham em vista fazer diversos tipos de delimitações, uma delas sendo em relação a exportação-importação comercial de, e para, a União Soviética. Essas emendas de lei só foram mudadas em 2012, de quando foram imediatamente então substituidas pelo “Ato Magnitisky”. Essa nova lei dava ao governo e a presidência dos Estados Unidos o direito de limitar o comércio com a Federação Russa.
Um outro exemplo – limitação do fornecimento tecnológico. Já em 1949 por iniciativa de Washington foi iniciada uma organização internacional com o nome de “Comité de Coordenação para Multilateral Controle de Exportações” – mais conhecido como CoCom.
Na época da guerra fria CoCom apresentou uma lista de mercadorias estratégicas e tecnológicas a não serem oferecidas em exportação para os países do bloco oriental. O comité apresentou sua estratégia denominada “Atraso Tecnológico Controlado” – tendo em vista os países constituintes do Pacto de Varsóvia.
Caiu o Muro de Berlim, caiu a própria União Soviética, mas CoCom continuou sua existência. CoCom só foi extinguido em 1994, mas no seu lugar entrou então o “Acordo Comercial Vasenar”, no original “Вассенаарское”. Esse acordo permitia uma não menor, assim também como uma efetiva delimitação da entrada de tecnologia militar ocidental , assim também como de tecnologias de duplo uso, para países “não-gratos” ou indesejáveis.
Dessa maneira tem-se que só a nomenclatura foi mudada, na sua essência a política do ocidente em relação a nova Rússia continuou da mesma forma como a relação que tinham com a União Soviética. A Federação Russa continuou a ser objeto de guerra econômica.
Uma peculiariedade aqui é que manifestações dessa guerra externa contra a Rússia não tinham se manifetado anteriormente, e isso por dois motivos principais.
Em primeiro lugar, nos primeiros tempos da sua existência a Federação Russa, de própria vontade, caminhou nas águas da política ocidental. Quanto a política internacional ela transformou-se num objeto dessa política, o que fez com que nenhuma atividade de coerção ou imposição tenha sido exigida em relação a ela. O ocidente tem a sua disposição um grande arsenal de métodos para guerras econômicas, mas nos anos 90, esses foram usados muito raramente.
Em segundo lugar, formalmente as medidas ocidentais não se relacionam com nenhuma guerra econômica. Entretanto, isso é só formalmente. Por exemplo, no verão de 2014 o juiz do Tribunal Internacional de Haag lançou um veredicto de demanda com o pretexto de “ofensa” a investidores estrangeiros de uma companhia petrolífica russa, a Yukos. Esse veredicto obrigava a Federação Russa a pagar uma multa de compensação no valor de 50 bilhões de dólares.
Essa determinação judicial tinha uma clara motivação política. A declaração de demanda dos inspectores encontrava-se no judicial já a muitos anos, mas foi disparada precisamente em 2014. Essa decisão foi tomada no auge da crise da Ucrâmia, de quando o ocidente já tinha levantado uma série de sanções contra a Rússia, sanções essas que deveriam reforçar o efeito das sanções oficiais feitas pelos Estados Unidos e União Europeia.
ABAIXO DE SANÇÕES – MEIO MUNDO
[52% DA POPULAÇÃO MUNDIAL]
A Rússia não é o único objeto de sanções econômicas por parte do ocidente. Na avaliação da ONU, no começo do século XXI, as sanções econômicas dos Estados Unidos e outros países do “ouro bilhões” faziam-se contra dezenas de países do mundo, países esses nos quais viviam 52% da população mundial. As guerras econômicas de maior duração apresentam-se como sendo as contra Cuba e a Coréia do Norte.
As sanções contra Cuba começaram em 1960, de quando os revolucionários abaixo da direção de Fidel Castro desapropriaram propriedades e companhias de cidadãos americanos na ilha de Cuba. Em 1962 essas sanções foram reforçadas no nível de embargo, e essas atividades continuaram até os dias de hoje, sem indulgências. Por dados oficiais de Cuba, o prejuizo direto desse embargo, de mais de meio século, é de mais do que 1 trilhão de dólares. Entretanto, o seu maior objetivo – o de mudar o regime de Cuba – Washington não conseguiu realizar.
Uma guerra econômica muito longa foi, e ainda continua sendo também, conduzida contra o Irã. Sanções dos Estados Unidos em relação ao Irã começaram em 1979. Até hoje elas não foram abolidas. Uma tranformação se deu, mas sómente quanto a sua composição. Mesmo depois do começo das negociações com o Irã a respeito do seu programa nuclear o bloqueio contra o país não foi completamente revogado, sendo que o abrandamento feito foi simplesmente de carácter simbólico. A guerra contra o Irã continua.
O ARSENAL DE MÉTODOS DE GUERRA ECONÔMICA NO SÉCULO XXI
No começo do século XXI o arsenal de meios para guerras econômicas ampliou-se, e de muito.
Primeiro, trata-se de sanções econômicas que são declaradas por, e para, representantes de um governo. Essas sanções poderão ser efetivadas em relação a todos os cidadãos e todos os subjectos econômicos de um outro país, tais como companhias, bancos e outras organizações, podendo essas ser sectoriais.
Por exemplo, sanções contra a Rússia foram anunciadas no verão de 2014 em relação a três sectores – ao sector da indústria militar, ao sector do petróleo, e ao sector bancário. Em alguns casos as sanções foram adressadas a específicos alvos, e nesses casos então apresentavam-se as chamadas listas negras. As sanções também poderiam apresentar-se como sendo de duas categorias, ou tipos.
Primeiro Tipo – Atividades em relação a cidadãos e subjetos econômicos dos países abaixo de sanções. Tem-se também um outro tipo que diz respeito a atividades em relação a outros cidadãos, companhias, e bancos de países, que contribuam para uma violação de sanções. Por exemplo, contra muitos bancos europeus e americanos hoje em dia avançam-se aos árbitros e órgãos da inspecção financeira acusações de que esses bancos estariam participando na condução de pagamentos internacionais em favor de bancos e companhias do Irã, Líbia, Síria, Cuba e Sudão, contra os quais os Estados Unidos e alguns países europeus declararam sanções. Os bancos que contribuem para que isso se realize caem abaixo das denominadas sanções do segundo tipo e hoje em dia esses bancos podem ficar sujeitos a penalidades de bilhões de dólares.
Sanções podem referir-se ao fluxo de mercadorias (exportação-importação), companhias de transporte, movimentação das forças de trabalho, fluxos financeiros, e outras atividades. Efeitos destrutivos podem especialmente ser alcançados por intermédio de sanções que bloqueiem operações bancárias através do sistema de comunicação bancária SWIFT.
Apesar de SWIFT ser uma organização internacional de carácter particular – principalmente entre os fundadores apresentam-se bancos de vários países – tem-se que através do sistema SWIFT, tanto a estrutura governamental dos Estados Unidos, assim como seus aliados na Europa, ficam em condições de exercer fortes pressões na esfera internacional.
Efeitos de profunda perturbação podem ser conseguidos com sanções de congelamento das reservas de ouro e valuta de «países-párias». Já se tem precedentes. Por exemplo, U.S. deteu as reservas do Irã (a quantia exata não é conhecida). Em 2011 foram detidas as reservas do Banco Central e do Fundo Soberano da Líbia, sendo que o total da detenção de ativos seria de 150 bilhões de dólares.
Junto as fortes manobras da guerra econômica prosseguia-se com emprisionamentos, confiscações, e nacionalizações de ativos no exterior, pertencendo a companhias e bancos particulares. Isso do mesmo modo como muitos movimentos nacionalistas de liberação de quando tomando o poder em países da Ásia, África e América Latina nos anos 60 registraram uma grande quantidade de casos de nacionalização de ativos de corporações transnacionais tendo atividades em seus países.
Depois, com meios da guerra econômica seguem atividades não formalmente relacionadas com o tema de motivos políticos, ou declarações oficiais de sanções. Como exemplos claros disso tem-se manipulações nos mercados financeiros e de commodities. Países-iniciadores de guerra econômica – em primeira linha USA e Grã-Bretanha – também apoiam-se aqui nas possibilidades de que seus bancos possam artificialmente aumentar e diminuir valores e apreciações quanto aos mercados de matérias primas, de taxas de juros dos mercados financieros, ou de taxas de câmbio dos mercados financeiros, etc.
Tudo isso pode ser acreditado a “elementos do mercado” ou a ações de “especuladores gananciosos”. O baixo preço do petróleo afetou a economia russa, mas seria difícil de ligar isso, de maneira formal, com a guerra econômica desencadeada contra a Rússia. As agências de rating descaradamente abaixaram a quotação dos títulos de valores russos a um nível muito baixo, mas essas mesmas agências declaravam que as suas avaliações eram “independentes”.
Talvez o instrumento informal mais poderoso na guerra econômica contra a Rússia seja a “Lei Fakta” que é uma lei a respeito de impostos sobre contas estrangeiras. Essa lei foi tomada para prover uma total arrecadação de impostos para o tesouro dos Estados Unidos. Os serviços de arrecadação de impostos planejam, já no corrente ano, a exigir de todos os bancos localizados nos limites dos Estados Unidos, informações a respeito de clientes seus que tenham casos suspensos com o tesouro americano.
Abaixo do pretexto de luta para aumentar a arrecadação de impostos o governo dos Estados Unidos empreendeu tentativas, sem precedentes, para colocar diretamente abaixo de sua administração o controle sobre os bancos estrangeiros. Bancos russos não excluidos. Já que os Estados Unidos conduzem uma não declarada guerra econômica contra a Rússia, um tal controle sobre bancos russos iria, com todas as probabilidades, ser usado para uma destabilização da Rússia.
Hoje em dia a Rússia deveria estar bem armada dado toda a rica experiência adquirida quanto a modernos meios de guerra econômica. Especial atenção merecem aqui duas questões: a eficácia das sanções e medidas contra elas.
Mas isso virá na Parte 2 desse artigo.
Referências e Notas:
Em http://www.fondsk.ru
Valentin Katasonov – Экономические войны и экономические санкции (I)
Anna Malm*- http://artigospoliticos.wordpress.com
10.02.2015
GUERRA ECONÔMICA E SUAS SANÇÕES (I)
Por Prof. Valentina Katasonov
Traduzido por Anna Malm* - Correspondente de Pátria Latina na Europa
Nas guerras econômicas dos séculos XIX- XXI usou-se o comércio, as possibilidades marítmas, o bloqueio de créditos, o emprisionamento e a confiscação de bens. Isso foi feito, numa esmagadora maioria dos casos, tendo-se em vistas fins políticos. De quando conduzindo política exterior agressiva, em relação a países na periferia do capitalismo mundial, o ocidente evita usar o termo “guerra econômica”, preferindo outros termos mais neutrais, como “sanções econômicas”, delimitação comercial-econômica, “moratório” e “interditação”. Entretanto, todas essas medidas, no conjunto, tem o objetivo de arruinar adversários econômicos, levantar agitação social, e conduzir a mudanças de poder.
Entre as guerras econômicas do passado é necessário aqui relembrar-se do “Bloqueio Continental”. Essas foram medidas complexas com o objetivo de bloquear o comércio da Grã-Bretanha, medidas essas que foram conduzidas por Napoleão Bonaparte 1806-1814. Para esse bloqueio da ilha britânica Napoleão conseguiu convocar uma grande parte das nações da Europa continental.
De maneira geral, no século XIX, as guerras econômicas mais propagadas foram as feitas pelo bloqueio marítimo. No período 1827-1914, infligiram-se 21 bloqueios. A esses foram submetidos a Turquia, Portugal, os Países Baixos, a Colômbia, o México, a Argentina e Salvador. Os iniciadores dos bloqueios foram então a Grã-Bretanha (12 vezes), a França (11 vezes), a Itália e a Alemanha (por 3 vezes), a Áustria e a Rússia (por 2 vezes) e o Chile.
Sanções econômicas tornaram-se nos principais, e mais usados, instrumentos da política internacional sómente depois da Segunda Guerra Mundial, especialmente então, nos últimos três decênios do século XX. No período1971-2000 tiveram-se 120 casos de sanções, o que significa 69% do total de todas as sanções registradas no período 1911-2000.
No século XX a guerra econômica ocidental foi principalmente, em grande escala, contra a União Soviética. Essa guerra manifestava-se claramente como tendo objetivos políticos – Esses eram: derrubar o poder bolchevista, levar ao poder os protegidos dos países Ententes, ou seja dos aliados – em primeira mão a Grã-Bretanha e a França – e mudar o rumo político-econômico do país.
O ocidente procurava conseguir que a Rússia tivesse necessidades de realizar despesas, assim como que essa restabelecesse o direito dos estrangeiros a ter bens e haveres, ou seja, que ela revocasse a nacionalização dos ativos estrangeiros. A guerra econômica contra a União Soviética começou em 1917, de quando os antigos parceiros Antantes da Rússia declararam contra ela um bloqueio marítimo.
Sem grandes interrupções, a principal sendo então no período da Segunda Guerra Mundial, a guerra econômica contra a União Soviética continuou até a desintegração da URSS, em dezembro de 1991. A suplementar guerra psicológica-informativa, assim como as operações de guerra econômica dos serviços secretos ocidentais contra a União Soviética, faziam parte da composição da guerra fria contra o campo socialista.
SANÇÕES ECONÔMICAS E GUERRA ECONÔMICA CONTRA A RÚSSIA
DEPOIS DE 1991
Não é possível de se entrar em um acordo quanto a afirmação de que depois da desintegração da União Soviética o ocidente não teria conduzido guerra econômica contra a Federação Russa. Nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos continuaram as atividades de emendas da lei comercial conhecidas como Jackson-Vanik, tomadas em 1974. Essa tinha como objetivo fazer com que Moscou suspendesse as dificuldades para os hebreus de sairem da União Soviética.
As emendas tinham em vista fazer diversos tipos de delimitações, uma delas sendo em relação a exportação-importação comercial de, e para, a União Soviética. Essas emendas de lei só foram mudadas em 2012, de quando foram imediatamente então substituidas pelo “Ato Magnitisky”. Essa nova lei dava ao governo e a presidência dos Estados Unidos o direito de limitar o comércio com a Federação Russa.
Um outro exemplo – limitação do fornecimento tecnológico. Já em 1949 por iniciativa de Washington foi iniciada uma organização internacional com o nome de “Comité de Coordenação para Multilateral Controle de Exportações” – mais conhecido como CoCom.
Na época da guerra fria CoCom apresentou uma lista de mercadorias estratégicas e tecnológicas a não serem oferecidas em exportação para os países do bloco oriental. O comité apresentou sua estratégia denominada “Atraso Tecnológico Controlado” – tendo em vista os países constituintes do Pacto de Varsóvia.
Caiu o Muro de Berlim, caiu a própria União Soviética, mas CoCom continuou sua existência. CoCom só foi extinguido em 1994, mas no seu lugar entrou então o “Acordo Comercial Vasenar”, no original “Вассенаарское”. Esse acordo permitia uma não menor, assim também como uma efetiva delimitação da entrada de tecnologia militar ocidental , assim também como de tecnologias de duplo uso, para países “não-gratos” ou indesejáveis.
Dessa maneira tem-se que só a nomenclatura foi mudada, na sua essência a política do ocidente em relação a nova Rússia continuou da mesma forma como a relação que tinham com a União Soviética. A Federação Russa continuou a ser objeto de guerra econômica.
Uma peculiariedade aqui é que manifestações dessa guerra externa contra a Rússia não tinham se manifetado anteriormente, e isso por dois motivos principais.
Em primeiro lugar, nos primeiros tempos da sua existência a Federação Russa, de própria vontade, caminhou nas águas da política ocidental. Quanto a política internacional ela transformou-se num objeto dessa política, o que fez com que nenhuma atividade de coerção ou imposição tenha sido exigida em relação a ela. O ocidente tem a sua disposição um grande arsenal de métodos para guerras econômicas, mas nos anos 90, esses foram usados muito raramente.
Em segundo lugar, formalmente as medidas ocidentais não se relacionam com nenhuma guerra econômica. Entretanto, isso é só formalmente. Por exemplo, no verão de 2014 o juiz do Tribunal Internacional de Haag lançou um veredicto de demanda com o pretexto de “ofensa” a investidores estrangeiros de uma companhia petrolífica russa, a Yukos. Esse veredicto obrigava a Federação Russa a pagar uma multa de compensação no valor de 50 bilhões de dólares.
Essa determinação judicial tinha uma clara motivação política. A declaração de demanda dos inspectores encontrava-se no judicial já a muitos anos, mas foi disparada precisamente em 2014. Essa decisão foi tomada no auge da crise da Ucrâmia, de quando o ocidente já tinha levantado uma série de sanções contra a Rússia, sanções essas que deveriam reforçar o efeito das sanções oficiais feitas pelos Estados Unidos e União Europeia.
ABAIXO DE SANÇÕES – MEIO MUNDO
[52% DA POPULAÇÃO MUNDIAL]
A Rússia não é o único objeto de sanções econômicas por parte do ocidente. Na avaliação da ONU, no começo do século XXI, as sanções econômicas dos Estados Unidos e outros países do “ouro bilhões” faziam-se contra dezenas de países do mundo, países esses nos quais viviam 52% da população mundial. As guerras econômicas de maior duração apresentam-se como sendo as contra Cuba e a Coréia do Norte.
As sanções contra Cuba começaram em 1960, de quando os revolucionários abaixo da direção de Fidel Castro desapropriaram propriedades e companhias de cidadãos americanos na ilha de Cuba. Em 1962 essas sanções foram reforçadas no nível de embargo, e essas atividades continuaram até os dias de hoje, sem indulgências. Por dados oficiais de Cuba, o prejuizo direto desse embargo, de mais de meio século, é de mais do que 1 trilhão de dólares. Entretanto, o seu maior objetivo – o de mudar o regime de Cuba – Washington não conseguiu realizar.
Uma guerra econômica muito longa foi, e ainda continua sendo também, conduzida contra o Irã. Sanções dos Estados Unidos em relação ao Irã começaram em 1979. Até hoje elas não foram abolidas. Uma tranformação se deu, mas sómente quanto a sua composição. Mesmo depois do começo das negociações com o Irã a respeito do seu programa nuclear o bloqueio contra o país não foi completamente revogado, sendo que o abrandamento feito foi simplesmente de carácter simbólico. A guerra contra o Irã continua.
O ARSENAL DE MÉTODOS DE GUERRA ECONÔMICA NO SÉCULO XXI
No começo do século XXI o arsenal de meios para guerras econômicas ampliou-se, e de muito.
Primeiro, trata-se de sanções econômicas que são declaradas por, e para, representantes de um governo. Essas sanções poderão ser efetivadas em relação a todos os cidadãos e todos os subjectos econômicos de um outro país, tais como companhias, bancos e outras organizações, podendo essas ser sectoriais.
Por exemplo, sanções contra a Rússia foram anunciadas no verão de 2014 em relação a três sectores – ao sector da indústria militar, ao sector do petróleo, e ao sector bancário. Em alguns casos as sanções foram adressadas a específicos alvos, e nesses casos então apresentavam-se as chamadas listas negras. As sanções também poderiam apresentar-se como sendo de duas categorias, ou tipos.
Primeiro Tipo – Atividades em relação a cidadãos e subjetos econômicos dos países abaixo de sanções. Tem-se também um outro tipo que diz respeito a atividades em relação a outros cidadãos, companhias, e bancos de países, que contribuam para uma violação de sanções. Por exemplo, contra muitos bancos europeus e americanos hoje em dia avançam-se aos árbitros e órgãos da inspecção financeira acusações de que esses bancos estariam participando na condução de pagamentos internacionais em favor de bancos e companhias do Irã, Líbia, Síria, Cuba e Sudão, contra os quais os Estados Unidos e alguns países europeus declararam sanções. Os bancos que contribuem para que isso se realize caem abaixo das denominadas sanções do segundo tipo e hoje em dia esses bancos podem ficar sujeitos a penalidades de bilhões de dólares.
Sanções podem referir-se ao fluxo de mercadorias (exportação-importação), companhias de transporte, movimentação das forças de trabalho, fluxos financeiros, e outras atividades. Efeitos destrutivos podem especialmente ser alcançados por intermédio de sanções que bloqueiem operações bancárias através do sistema de comunicação bancária SWIFT.
Apesar de SWIFT ser uma organização internacional de carácter particular – principalmente entre os fundadores apresentam-se bancos de vários países – tem-se que através do sistema SWIFT, tanto a estrutura governamental dos Estados Unidos, assim como seus aliados na Europa, ficam em condições de exercer fortes pressões na esfera internacional.
Efeitos de profunda perturbação podem ser conseguidos com sanções de congelamento das reservas de ouro e valuta de «países-párias». Já se tem precedentes. Por exemplo, U.S. deteu as reservas do Irã (a quantia exata não é conhecida). Em 2011 foram detidas as reservas do Banco Central e do Fundo Soberano da Líbia, sendo que o total da detenção de ativos seria de 150 bilhões de dólares.
Junto as fortes manobras da guerra econômica prosseguia-se com emprisionamentos, confiscações, e nacionalizações de ativos no exterior, pertencendo a companhias e bancos particulares. Isso do mesmo modo como muitos movimentos nacionalistas de liberação de quando tomando o poder em países da Ásia, África e América Latina nos anos 60 registraram uma grande quantidade de casos de nacionalização de ativos de corporações transnacionais tendo atividades em seus países.
Depois, com meios da guerra econômica seguem atividades não formalmente relacionadas com o tema de motivos políticos, ou declarações oficiais de sanções. Como exemplos claros disso tem-se manipulações nos mercados financeiros e de commodities. Países-iniciadores de guerra econômica – em primeira linha USA e Grã-Bretanha – também apoiam-se aqui nas possibilidades de que seus bancos possam artificialmente aumentar e diminuir valores e apreciações quanto aos mercados de matérias primas, de taxas de juros dos mercados financieros, ou de taxas de câmbio dos mercados financeiros, etc.
Tudo isso pode ser acreditado a “elementos do mercado” ou a ações de “especuladores gananciosos”. O baixo preço do petróleo afetou a economia russa, mas seria difícil de ligar isso, de maneira formal, com a guerra econômica desencadeada contra a Rússia. As agências de rating descaradamente abaixaram a quotação dos títulos de valores russos a um nível muito baixo, mas essas mesmas agências declaravam que as suas avaliações eram “independentes”.
Talvez o instrumento informal mais poderoso na guerra econômica contra a Rússia seja a “Lei Fakta” que é uma lei a respeito de impostos sobre contas estrangeiras. Essa lei foi tomada para prover uma total arrecadação de impostos para o tesouro dos Estados Unidos. Os serviços de arrecadação de impostos planejam, já no corrente ano, a exigir de todos os bancos localizados nos limites dos Estados Unidos, informações a respeito de clientes seus que tenham casos suspensos com o tesouro americano.
Abaixo do pretexto de luta para aumentar a arrecadação de impostos o governo dos Estados Unidos empreendeu tentativas, sem precedentes, para colocar diretamente abaixo de sua administração o controle sobre os bancos estrangeiros. Bancos russos não excluidos. Já que os Estados Unidos conduzem uma não declarada guerra econômica contra a Rússia, um tal controle sobre bancos russos iria, com todas as probabilidades, ser usado para uma destabilização da Rússia.
Hoje em dia a Rússia deveria estar bem armada dado toda a rica experiência adquirida quanto a modernos meios de guerra econômica. Especial atenção merecem aqui duas questões: a eficácia das sanções e medidas contra elas.
Mas isso virá na Parte 2 desse artigo.
Referências e Notas:
Em http://www.fondsk.ru
Valentin Katasonov – Экономические войны и экономические санкции (I)
Anna Malm*- http://artigospoliticos.wordpress.com
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