sábado, 7 de dezembro de 2013

Primeira sonda lunar chinesa entra na órbita da Lua

Primeira sonda lunar chinesa entra na órbita da Lua

Publicação: 06/12/2013 21:01 Atualização:

Pequim - A primeira sonda lunar da China entrou nesta sexta-feira na órbita do satélite natural da Terra, noticiou a imprensa oficial do país, uma manobra que representa um passo importante para o pouso da nave, previsto para o fim do mês.

A sonda, denominada Yutu ou Coelho de Jade, alcançou a órbita lunar na noite de sexta-feira, noticiou a agência oficial Xinhua, cerca de 112 horas após ter sido lançada do Centro de Lançamento de Satélites Xichang, no sudoeste da China.

Espera-se que pouse na Lua em meados de dezembro para explorar a superfície e buscar recursos naturais no satélite.

A missão Chang'e-3 - nome da deusa da Lua segundo a mitologia chinesa, enquanto a sonda recebeu o nome de seu animal de estimação - fará da China o terceiro país levar um veículo para a superfície da lua, depois dos Estados Unidos e da União Soviética décadas atrás.

A China vê seu programa espacial como um símbolo de seu crescente status internacional e avanço tecnológico, assim como o sucesso do Partido Comunista em transformar o destino de um país, antes situado entre os pobres do mundo.

O país visa a estabelecer uma estação espacial permanente em 2020 e eventualmente mandar um homem para a Lua.

A missão da sonda foi saudada com expressões de orgulho por internautas chineses e pelo governo de Pequim, que quer capitalizar a excitação despertada pela façanha, anunciando nesta sexta-feira que começou a vender réplicas do Coelho de Jade feitas em zinco e prata.

A missão inclusive inspirou um empresário de Pequim para criar uma sonda lunar no estilo "faça você mesmo", que ele pôs à venda no popular site de vendas chinês Taobao por 2.250 iuanes (US$ 370).

EUA pede a Pequim 'telefone vermelho' por tensão no Mar da China

EUA pede a Pequim 'telefone vermelho' por tensão no Mar da China

Publicação: 06/12/2013 21:48 Atualização:

Washington - Washington solicitou a Pequim nesta sexta-feira a instalação de um "telefone vermelho" com a Coreia do Sul e o Japão diante da tensão provocada pela criação de uma zona de defesa aérea chinesa sobre o Mar da China Oriental.

"A China deve trabalhar com os demais países, entre eles Japão e Coreia do Sul, para aplicar medidas destinadas a restabelecer a confiança, a exemplo de canais de comunicação de emergência que permitam enfrentar os riscos criados pelo recente anúncio" da zona de defesa aérea, declarou Marie Harf, porta-voz do departamento de Estado.

Pequim decretou unilateralmente no dia 23 de novembro uma "zona de identificação de defesa aérea" sobre o Mar da China Oriental, incluindo as Ilhas Senkaku, arquipélago administrado pelo Japão mas reivindicado pelos chineses, sob o nome de Ilhas Diaoyu.

Washington, Tóquio e Seul enviaram aviões militares à polêmica zona de defesa aérea, para deixar claro que não aceitam a medida.

Harf assinalou que a zona chinesa se estende a espaços aéreos administrados por outros países. Pequim gerou uma "situação na qual duas autoridades diferentes afirmam seu direito de orientar aviões civis, criando potencialmente uma grande confusão".

"Isto gera uma dinâmica desestabilizadora, que poderá levar os vizinhos da China a adotar novas medidas de resposta".

A nova zona de defesa aérea instaurada pela China suscita uma "preocupação real", disse na quinta-feira, em Pequim, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que também visitou Tóquio e Seul em seu giro pela Ásia.

Copa do Mundo'2014: no Grupo A, Brasil enfrentará Croácia, México e Camarões

Copa do Mundo'2014: no Grupo A, Brasil enfrentará Croácia, México e Camarões

Na primeira fase, Seleção jogará em São Paulo, Fortaleza e Brasília. Se passar às oitavas, poderá ter pela frente Espanha ou Holanda, que estão no Grupo B do torneio

Tags: a  grupo  copa  mundial  croácia  méxico  camarões  brasil 

Publicação:

06/12/2013 15:42
  

Atualização:

06/12/2013 16:58
Brasil já estava confirmado no Grupo A; ex-lateral Cafu, campeão em 2002, exibe papel da Seleção (AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON )
Brasil já estava confirmado no Grupo A; ex-lateral Cafu, campeão em 2002, exibe papel da Seleção

O Brasil escapou do "grupo da morte" no sorteio da Copa do Mundo de 2004 e não terá que enfrentar nenhum rival de grande tradição na primeira fase. A estreia será contra a Croácia, repetindo o que aconteceu no Mundial de 2006 na Alemanha. Além disso, a seleção buscará o hexacampeonato jogando, na primeira fase, contra Camarões, rival também na fase de grupos na campanha do tetra em 1994, nos Estados Unidos, e México, adversário que os brasileiros venceram na Copa das Confederações.
O Brasil começa a sua caminhada na Copa do Mundo jogando em 12 de junho contra a Croácia, às 17h, no Itaquerão, em São Paulo. Cinco dias depois, entra em campo contra o México, às 16h, na Arena Castelão, em Fortaleza. E a seleção do técnico Luiz Felipe Scolari fecha a primeira fase em 23 de junho diante de Camarões, às 17h, no Estádio Nacional, em Brasília. Se avançar à segunda fase, poderá ter pela frente Espanha ou Holanda, que estão no Grupo B do torneio.

O sorteio, na Costa do Sauipe (BA), começou com uma homenagem a Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e Nobel da Paz, falecido no dia anterior. O evento em si, apresentado pelo casal de atores globais Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, contou com apresentações de Alcione, Emicida, Vanessa da Mata, Alexandre Pires, Margareth Menezes, Olodum e da companhia de dança da coreógrafa Deborah Colker.

Logo após a primeira apresentação musical, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada do presidente da Fifa, Joseph Blatter, subiu ao palco e pediu um minuto de silêncio (que durou cerca de 10 segundos) em homenagem a Mandela. Em seguida, ela e Blatter discursaram.

O evento contou ainda com vídeos históricos e de apresentação das seleções e das sedes, a devolução da Taça Fifa por parte do técnico da Espanha, Vicente Del Bosque, e a participação do Rei Pelé, dos ex-atacantes Ronaldo e Bebeto (ambos membros do Comitê Organizador Local da Copa), da craque Marta e do mascote da Copa o tatu-bola Fuleco.

Zidane 'colocou' Seleção Italiana junto ao Uruguai (AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON )
Zidane 'colocou' Seleção Italiana junto ao Uruguai
POTES

O sorteio comandado pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, começou pelo pote 4. Isso porque esta urna tinha nove times europeus e um deles precisava ir para o pote 2, de sul-americanos (Chile e Equador) e africanos. A Itália foi a sorteada por Geoff Hurts, destaque no título inglês em 1966, para ir ao pote 2.

Como existe o limite de dois países do mesmo continente em um mesmo grupo, foi realizado um sorteio para decidir com qual cabeça de chave sul-americano a Itália cairia. E coube a Zinedine Zidane colocar os italianos junto com o Uruguai.

Antes, a segunda etapa do sorteio definiu em qual grupo ficaria cada um dos cabeças de chave - determinados a partir do ranking da Fifa de 17 de outubro. Anfitrião, o Brasil foi o único dos oito times que não participou do sorteio, porque já estava apontado no Grupo A.

Aí sim começou a principal parte do sorteio, com a alocação das equipes do potes 2 (sul-americanos e africanos), 3 (asiáticos e da Concacaf) e 4 (demais europeus). O primeiro país sorteado foi o Chile, tirado da urna pelas mãos de Zidane, e colocada no Grupo B, da Espanha.

Também participaram desta etapa, o pentacampeão Cafu, Mario Kemps (campeão com a Argentina em 1978), Alcides Ghiggia (algoz do Brasil na Copa de 1950), Fabio Cannavaro (campeão com a Itália em 2006), Lothar Matthäus (campeão com a Alemanha em 1990) e Fernando Hierro (representante da Espanha).

Confira como ficaram os grupos da Copa do Mundo

Arte: Soraia Piva/Superesportes

Ataque de drone mata criança

Ataque de drone mata criança

02.12.2013
 
 
Ataque de drone mata crianç. 19316.jpeg
Presidente Hamid Karzai ameaça não assinar pacto de segurança com EUA após novo incidente violento contra civis
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, subiu o tom com os EUA nesta sexta-feira (29/11) após novo ataque de um drone norte-americano no país. Uma criança de dois anos morreu e outros civis ficaram feridos. O que causou mais indignação, no entanto, é que as vítimas estavam em casa - na região meridional do país - no momento dos disparos.
"Esse ataque mostra como as Forças Armadas dos EUA não estão respeitando a vida e a segurança dos afegãos em suas próprias casas. Por vários anos, pessoas inocentes se tornaram vítimas da guerra em nome do terrorismo e, agora, além disso não têm segurança em sua própria casa", criticou o presidente.
Hamid Karzai afirmou também que o acordo militar com os Estados Unidos não será assinado se a "crueldade" contra os afegãos continuar. "Não vamos assinar se continuar se essas operações arbitrárias das forças estrangeiras contra nosso povo", disse Karzai em comunicado oficial.
Segundo informações da Agência Efe, a Isaf (Forças da Otan no Afeganistão) confirmaram em comunicado que de fato aconteceu um ataque aéreo contra um suspeito em Helmand, enaltecendo que a Aliança Atlântica mostrou seu "arrependimento" pela morte de vítimas civis.
O bombardeio com drones aconteceu pouco dias depois que a Loya Jirga aprovou um pacto militar com os EUA para depois de 2014, quando a Isaf for totalmente retirada do país. O projeto do acordo prevê a presença no país de entre 10 mil e 15 mil soldados americanos de 2015 até 2024.
As autoridades afegãs manifestaram em várias ocasiões ser "inaceitável" as vítimas civis em bombardeios das forças da Isaf no país.
Opera Mundi
http://www.iranews.com.br/noticia/11250/ataque-de-drone-mata-crianca-em-sua-propria-casa-e-causa-indignacao-no-afeganistao

Israel compra o Congresso dos EUA: Sabotagem das negociações de paz EUA-Irã

Israel compra o Congresso dos EUA: Sabotagem das negociações de paz EUA-Irã

17.11.2013
 
 
Israel compra o Congresso dos EUA: Sabotagem das negociações de paz EUA-Irã. 19218.jpeg
A questão da guerra ou paz com o Irã depende das políticas adoptadas pela Casa Branca e pelo Congresso dos EUA. A abertura para a paz do recém-eleito presidente iraniano Rohani ecoou favoravelmente em todo o mundo, exceto em Israel e nos seus acólitos sionistas na América do Norte e na Europa.
por James Petras          
"Grupos políticos pró-Israel como o AIPAC funcionam com fundos ilimitados a fim de alterar a política americana na região (Médio Oriente)"
Jack Straw, membro do Parlamento e antigo secretário dos Estrangeiros do Partido Trabalhista britânico
"Os Estados Unidos deviam lançar uma bomba atómica no Irã para obrigar o país a acabar com o seu programa nuclear"
Sheldon Adelson, o maior contribuinte do Partido Republicano e um importante angariador de fundos para as comissões de ação política pró-Israel, num discurso na Universidade Yeshiva, cidade de Nova York, em 22/Outubro/2013
A questão da guerra ou paz com o Irã depende das políticas adoptadas pela Casa Branca e pelo Congresso dos EUA. A abertura para a paz do recém-eleito presidente iraniano Rohani ecoou favoravelmente em todo o mundo, exceto em Israel e nos seus acólitos sionistas na América do Norte e na Europa. A primeira sessão de negociações realizou-se sem recriminações e acabou com uma apreciação optimista dos dois lados. Exatamente por causa da reação favorável inicial dos participantes, o governo de Israel agudizou a sua propaganda de guerra contra o Irã. Os seus agentes no Congresso americano, nos meios de comunicação e no ramo executivo trataram de minar o processo de paz. O que está em jogo é a capacidade de Israel travar guerras indiretas usando as forças militares americanas e os seus aliados da OTAN contra qualquer governo que desafie a supremacia militar de Israel no Médio Oriente, a anexação violenta do território da Palestina e a sua capacidade de atacar impunemente qualquer adversário.
Para entender o que está em jogo nas atuais negociações de paz é preciso imaginar as consequências de um fracasso: Sob a pressão israelense, os EUA anunciaram que era possível ativar a sua 'opção militar' - ou seja, ataques com mísseis e uma campanha de bombardeamento contra 76 milhões de iraquianos a fim de destruir o seu governo e a sua economia. Teerã pode retaliar contra esta agressão, alvejando bases militares americanas na região e instalações petrolíferas no Golfo, provocando uma crise global. É isso que Israel pretende.
Comecemos por examinar o contexto da supremacia militar de Israel no Médio Oriente. Depois analisaremos o incrível poder de Israel no processo político americano e como ele condiciona neste momento o processo de negociações, com especial ênfase no poder sionista no seio do Congresso americano.
O contexto da supremacia militar israelense no Médio Oriente
A partir do fim da II Guerra Mundial, Israel tem bombardeado, invadido e ocupado mais países no Médio Oriente e em África do que qualquer outra potência colonial anterior, com exceção dos EU. A lista das vítimas de Israel inclui: a Palestina, a Síria, o Líbano, o Egito, o Iraque, a Jordânia, o Sudão e o Iémen. Se incluíssemos os países em que Israel desencadeou ataques terroristas e assassínios quase clandestinos, a lista aumentaria muito, abrangendo uma dúzia de países na Europa e na Ásia - incluindo os EUA por intermédio da sua rede terrorista sionista.
A projeção do poder militar de Israel, a sua capacidade de travar guerras ofensivas quando quer, é acompanhada duma impunidade quase total. Apesar das repetidas violações da lei internacional, incluindo crimes de guerra, Israel nunca foi censurada em qualquer tribunal internacional nem sujeita a sanções económicas porque o governo dos EUA utiliza a sua posição de veto às resoluções do Conselho de Segurança da ONU e pressiona os seus aliados da OTAN-UE.
A supremacia militar de Israel tem mais a ver com a transferência e o roubo descarado da tecnologia e de armamento nuclear, químico e biológico dos EUA (Grant Smith "Ten Explosive US Government Secrets of Israel" IRMEP). Os sionistas além-mar nos EUA e em França desempenharam um papel estratégico (e traidor) roubando e enviando ilegalmente para Israel tecnologia nuclear e componentes de armamento, segundo uma investigação do antigo diretor da CIA, Richard Helms.
Israel tem armazenado grande quantidade de armamento nuclear, químico e biológico, recusando o acesso aos inspetores internacionais de armamento e não é obrigado a respeitar o tratado de não proliferação, por causa da intervenção diplomática dos EUA. Sob pressão da Configuração do Poder Sionista local (ZPS), o governo americano tem bloqueado qualquer ação que possa constranger a produção israelense de armas de destruição maciça. Com efeito, os EUA continuam a fornecer a Israel armas estratégicas de destruição maciça para serem usadas contra os seus vizinhos - violando o direito internacional.
A ajuda militar e a transferência de tecnologia americana para Israel ultrapassou 100 mil milhões de dólares nos últimos cinquenta anos. A intervenção diplomática e militar dos EUA foi fundamental para salvar Israel da derrota na guerra de 1973. A recusa do presidente americano Lyndon Johnson de defender o navio de informações desarmado, o USS Liberty em 1967, depois de este ter sido atingido por bombas e napalm de caças e navios israelenses em águas internacionais, constituiu uma enorme vitória para Israel graças aos conselheiros sionistas de Johnson. Dada a sua impunidade, mesmo apesar de ter matado funcionários americanos, Israel ficou de mãos livres para travar guerras agressivas a fim de dominar os seus vizinhos, praticar atos de terrorismo e assassinar os seus adversários por todo o mundo sem medo de retaliação.
A superioridade militar incontestada de Israel transformou vários dos seus vizinhos em colaboradores quase-clientes: o Egito e a Jordânia têm sido aliados de fato, juntamente com as monarquias do Golfo, ajudando Israel a reprimir os movimentos nacionalistas e pró-palestinos da região.
O fator mais decisivo na ascensão e consolidação do poder de Israel no Médio Oriente não foram as suas proezas militares mas o seu alcance político e a sua influência por intermédio dos agentes sionistas nos EUA. As guerras de Washington contra o Iraque e a Líbia, e o seu atual apoio ao ataque mercenário contra a Síria, destruíram três importantes opositores nacionalistas seculares às ambições hegemónicas de Israel.
À medida que Israel acumula mais poder na região, alargando a sua colonização do território palestino, olha para leste a fim de destruir o último obstáculo que resta à sua política colonial: o Irã.
Durante pelo menos duas décadas, Israel tem orientado os seus agentes ultramarinos - (a ZPS) - para destruir o governo do Irã, desestabilizando a sua sociedade, assassinando os seus cientistas, bombardeando os seus estabelecimentos militares e laboratórios e estrangulando a sua economia.
Depois de a ZPS ter conseguido empurrar os EUA para a guerra contra o Iraque em 2003 - esfrangalhando literalmente a sua complexa sociedade secular e matando mais de um milhão de iraquianos - virou os olhos para a destruição do Líbano (Hezbollah) e do governo secular da Síria como forma de isolar o Irã e preparar-se para um ataque. Embora tenham sido chacinados milhares de civis libaneses em 2006, o ataque de Israel ao Líbano fracassou, apesar do apoio do governo americano e da feroz campanha de propaganda da ZPS. Histérico com este fracasso e para 'compensar' a sua derrota às mãos do Hezbollah e de 'fazer subir a moral', Israel invadiu e destruiu grande parte de Gaza (2008/2009) - o maior campo de prisioneiros a céu aberto do mundo.
Sem capacidade militar para atacar o Irã sozinho, Israel enviou os seus agentes para manipular o governo dos EU a iniciar uma guerra com Teerã. Os líderes militaristas em Tel Aviv espalharam os seus trunfos políticos (a ZPS) por todos os EU para conseguirem a destruição do Irão - o último grande adversário à supremacia de Israel no Médio Oriente.
A estratégia israelense-ZPS é de preparar a cena para uma confrontação dos EU com o Irão, utilizando os seus agentes no ramo executivo assim como a corrupção, o suborno e o controlo do Congresso dos EUA. O controlo da ZPS sobre os meios de comunicação reforça a sua campanha de propaganda: Todos os dias o New York Times e o Washington Post publicam artigos e editoriais promovendo a agenda de guerra de Israel. A ZPS usa o Departamento de Estado dos EUA para forçar outros estados da OTAN a confrontar igualmente o Irã.
A guerra indireta de Israel com o Irã: Pressão política
dos EUA, sanções económicas e ameaças militares
Só por si, a 'guerra' de Israel com o Irã não passaria muito além da sabotagem cibernética, dos assassínios periódicos de cientistas iranianos usando os seus agentes pagos entre grupos terroristas iranianos e da intimidação permanente dos políticos israelenses e da sua 'multidão de submissos seguidores'. Fora de Israel, esta campanha tem tido pouco impacto na opinião pública. A 'guerra' de Israel ao Irão depende exclusivamente da sua capacidade de manipular a política americana usando os seus agentes e grupos locais que dominam o Congresso dos EUA e através da nomeação de funcionários para posições chave nos Departamentos do Tesouro, do Comércio e da Justiça, e enquanto 'conselheiros' no Médio Oriente. Israel não pode organizar uma campanha de sanções eficaz contra o Irã; nem pode influenciar qualquer potência importante para realizar uma campanha dessas. Só os EUA têm esse poder. O domínio de Israel no Médio Oriente provém inteiramente da sua capacidade de mobilizar os seus amigos nos Estados Unidos a quem cabe a tarefa de assegurar uma submissão total aos interesses de Israel por parte dos funcionários governamentais eleitos e nomeados - em especial no que se refere aos adversários regionais de Israel.
Estrategicamente colocados, 'cidadãos de dupla nacionalidade EUA-israelense' têm usado a sua cidadania americana para garantir altas posições de segurança no governo diretamente envolvidas em políticas que afetam Israel. Enquanto israelenses, a sua atividade está em linha com os ditames de Tel Aviv. Na administração Bush (2001-2008) 'israelitas acima de tudo' colocados em altos cargos dominaram o Pentágono (Paul Wolfowitz, Douglas Feith), a Segurança do Médio Oriente (Martin Indyk, Dennis Ross), o gabinete do vice-presidente ('Scooter' Libby), o Tesouro (Levey) e a Segurança Nacional (Michael Chertoff). Na administração Obama os 'israelitas acima de tudo' incluem Dennis Ross, Rahm Emanuel, David Cohen, o secretário do Tesouro Jack "Jake the Snake" Lew, o secretário do Comércio Penny Pritzker e Michael Froman enquanto Representante Comercial, entre outros.
O Poder Indireto de Israel no interior do ramo executivo é acompanhado pelo seu domínio do Congresso americano. Contrariamente a algumas críticas, Israel nem é um 'aliado' nem é um 'cliente' dos EUA. Nos últimos cinquenta anos abundam os exemplos da grande assimetria da relação. Por causa destes poderosos amigos no Congresso e no ramo executivo, Israel recebeu mais de 100 mil milhões de dólares de tributo dos EUA nos últimos 30 anos, ou seja, mais de 3 mil milhões de dólares por ano. O Pentágono transferiu a tecnologia militar mais moderna e envolveu-se em diversas guerras em prol de Israel. O Tesouro dos EUA impôs sanções contra parceiros comerciais e investidores potencialmente lucrativos no Médio Oriente (Irã, Iraque e Síria), privando os exportadores agrícolas e industriais e as companhias petrolíferas americanas de mais de 500 mil milhões de receitas. A Casa Branca sacrificou a vida de mais de 4 400 soldados americanos na guerra do Iraque - uma guerra promovida pelos amigos de Israel e a mando dos líderes de Israel. O Departamento de Estado rejeitou relações amigáveis e proveitosas com mais de 1 500 milhões de muçulmanos dando apoio à instalação ilegal de mais de quinhentos mil colonos judeus na terra da Palestina ocupada militarmente na Margem Ocidental e em Jerusalém.
A pergunta estratégica é: como e porquê esta relação unilateral entre os EUA e Israel se mantém há tanto tempo, apesar de ser contra tantos interesses estratégicos e contra os interesses da elite dos EUA? A pergunta mais imediata e premente é: como é que esta relação historicamente distorcida afeta as sanções contemporâneas EUA-Irã e as negociações nucleares?
O Irã e as negociações de paz
Sem dúvida que o presidente iraniano recentemente eleito e o seu ministro dos Estrangeiros estão preparados para negociar o fim das hostilidades com os EUA fazendo importantes concessões para assegurar o uso pacífico da energia nuclear. Declararam que estão abertos para reduzir ou mesmo para acabar com a produção de urânio altamente enriquecido; para reduzir o número de centrífugos e até mesmo para permitir inspeções intrusivas, sem anúncio prévio, entre outras propostas promissoras. O governo iraniano propõe um programa com metas finais como parte dos acordos iniciais. A secretária dos Estrangeiros da União Europeia, Lady Ashton, fez comentários favoráveis na reunião inicial.
A administração americana tem dado sinais conflituosos na sequência da abertura iraniana e da reunião inicial. Alguns comentários individuais são cautelosamente positivos; outros são menos encorajadores e rígidos. Sionistas da administração como Jack 'Jake' Lew, o secretário do Tesouro, insistem que se devem manter as sanções até que o Irã satisfaça todas as exigências dos EUA (leia-se 'Israel'). O Congresso americano, comprado e controlado pela ZPS, rejeita a promissora abertura e a flexibilidade iranianas, insistindo em 'opções' militares ou no total desmantelamento do programa nuclear do Irã, legal e pacífico - a posição da ZPS é de sabotar as negociações. Para isso, o Congresso aprovou novas sanções económicas, mais radicais, para estrangular a economia petrolífera do Irão.
Como os Comités de Ação Política de Israel controlam o
Congresso dos EUA e preparam a guerra com o Irã
A Configuração do Poder Sionista usa o seu poder de fogo financeiro para ditar a política do Congresso no Médio Oriente e assegurar que o Congresso americano e o Senado não retiram uma vírgula para servir os interesses de Israel. O instrumento sionista usado na compra de funcionários eleitos nos EUA é o comité de ação política (PAC).
Graças a uma decisão do Supremo Tribunal Americano, de 2010, os super PACs ligados a Israel despendem somas enormes para eleger ou destruir candidatos - consoante o trabalho político do candidato em relação a Israel. Como esses fundos não vão diretamente para o candidato, esses super PACs não têm que revelar quanto gastam ou como gastam. Estimativas por defeito dos fundos, direta ou indiretamente ligados à ZPS, com destino aos legisladores americanos andam perto dos 100 milhões de dólares nos últimos 30 anos. A ZPS canaliza esses fundos para líderes legislativos e membros das comissões do Congresso que tratam de política externa, em especial presidentes de subcomissões relacionadas com o Médio Oriente. Não é de surpreender que no Congresso os maiores beneficiados com o dinheiro da ZPS são os que têm promovido agressivamente a política dura de Israel. Em qualquer parte do mundo, esses pagamentos de grande monta para votos legislativos seriam considerados um suborno escandaloso e estariam sujeitos a um processo-crime e prisão para ambas as partes. Nos EUA, a compra e venda do voto de um político chama-se 'lobbying' e é legal e aberto. O ramo legislativo do governo dos EUA acaba por se parecer com um bordel de alto preço ou um leilão de escravos brancos - mas com milhares de vidas em jogo.
A ZPS tem comprado a aliança de pessoas e de senadores no Congresso dos EUA numa escala maciça: dos 435 membros da Câmara de Representantes, 219 receberam pagamentos da ZPS em troca dos seus votos a favor do estado de Israel. A corrupção é ainda maior entre os 100 senadores: 94 aceitaram dinheiro PAC e Super PAC pró-Israel em troca da sua lealdade para com Israel. A ZPS despeja dinheiro sobre Republicanos e Democratas, garantindo votos incríveis (nesta era de impasse do Congresso), quase unânimes ('bipartidários') a favor do 'Estado judeu', incluindo os seus crimes de guerra, como os bombardeamentos de Gaza e do Líbano, assim como o tributo anual a Tel Aviv de mais 3 mil milhões de dólares dos contribuintes americanos. Pelo menos 50 senadores receberam entre 100 mil e um milhão de dólares cada um, de dinheiro da ZPS nas últimas décadas. Em troca, votaram a favor de mais de 100 mil milhões de dólares de pagamentos a Israel... para além de outros 'serviços e pagamentos'. Os membros do Congresso americano são mais baratos: 25 legisladores receberam entre 238 mil e 50 mil dólares, enquanto o resto recebeu trocos. Independentemente da quantia, o resultado líquido é o mesmo: o membro do Congresso recebe o guião dos seus mentores sionistas nos PACs, Super PACs e AIPAC e apoiam todas as guerras de Israel no Médio Oriente e promovem a agressão dos EUA por conta de Israel.
Os legisladores mais ousados e influentes recebem a maior fatia da gorjeta sionista: o senador Mark Kirk (Bombas sobre Teerã!) encabeça a lista dos 'porcos na gamela' com 925 mil dólares em pagamentos da ZPS, seguido por John McCain (Bombas sobre Damasco!) com 771 mil dólares, enquanto os Senadores Mitch McConnell, Carl Levin, Robert Menendez, Richard Durban e outros políticos sionofílicos não se envergonham de estender as suas pequenas tijelas de pedintes quando chega o homem do dinheiro PAC pró-Israel! A congressista da Florida, Ileana Ros-Lehtinen, encabeça a lista da 'Câmara' com 238 mil dólares pelo seu registo pró-Israel assim como por ser defensora da guerra ainda mais ferozmente do que Netanyahu! Eric Cantor recebeu 209 mil dólares por defender 'guerras para Israel' com vidas americanas, ao mesmo tempo que corta os pagamentos da Segurança Social aos idosos americanos a fim de aumentar a ajuda militar a Tel Aviv. Steny Hoyer, líder de bancada da minoria, recebeu 144 mil dólares para 'forçar os poucos Democratas vacilantes a passar para o campo de Israel'. O líder da maioria John Boehner recebeu 130 mil dólares para fazer o mesmo com os Republicanos.
A ZPS tem gasto enormes quantias para punir e destruir uma dúzia de legisladores dissidentes que se levantaram contra as guerras de Israel e o seu grotesco registo de direitos humanos. A ZPS tem injetado milhões em campanhas individuais, não só financiando candidatos da oposição que juram fidelidade a Israel mas montando indecentes assassínios políticos de críticos a Israel em cargos públicos. Estas campanhas têm sido montadas nas partes mais obscuras dos EUA, incluindo distritos de maioria afro-americana, onde os interesses e influência sionista são totalmente nulos.
Não há PACs, super PACs, líderes partidários ou organização cívica comparáveis que possam contestar o poder da Quinta Coluna de Israel. Segundo os documentos compilados pelo corajoso investigador Grant Smith do IRMEP, quando se trata de Israel, o Departamento da Justiça americano tem-se recusado intransigentemente a impor as leis federais que exigem ação judicial contra cidadãos americanos que não se registem como agentes estrangeiros quando trabalham para um país estrangeiro - pelo menos desde 1963. Por outro lado, a ZPS, através da chamada 'Liga Anti Difamação', tem pressionado com êxito o departamento da Justiça, o FBI e a NSA para investigar e processar cidadãos americanos patriotas e cumpridores da lei, críticos da apropriação israelense de terras na Palestina e dos corruptores sionistas do sistema político americano por conta do seu amo estrangeiro.
A corrupção e degradação da democracia dos EUA têm sido possíveis pela 'respeitável imprensa' igualmente comprometida e corrupta. Na sua investigação ao New York Times o crítico dos meios de comunicação, Steve Lendman, tem assinalado o elo direto entre Israel e os meios de comunicação. Os principais jornalistas ('justos e equilibrados') que escrevem sobre Israel têm fortes laços familiares e políticos com aquele país e os seus artigos pouco mais são do que propaganda. O repórter do Times, Ethan Bronner, cujo filho prestou serviço nas Forças de Defesa de Israel, é um apologista de longa data do estado sionista. A repórter do Times , Isabel Kershner, cujos 'escritos' parecem sair diretamente do Foreign Office israelense, é casada com Hirsh Goodman, conselheiro do regime de Netanyahu sobre 'assuntos de segurança'. O chefe de escritório do Times em Jerusalém, Jodi Rudoren, vive confortavelmente na casa ancestral duma família palestina expropriada daquela antiga cidade.
A posição pró-Israel inabalável do Times fornece uma cobertura política e uma justificação para os políticos americanos corruptos enquanto toca o tambor de guerra de Israel. Não admira que o New York Times , tal como o Washington Post , esteja profundamente empenhado em depreciar e denunciar as atuais negociações EUA-Irão - e em proporcionar um amplo espaço para a retórica parcial dos políticos israelenses e seus porta-vozes americanos, enquanto exclui cuidadosamente as vozes mais racionais a favor da aproximação de antigos diplomatas americanos, líderes militares fartos de guerras e representantes das comunidades empresarial e académica.
Para entender a hostilidade do Congresso às negociações nucleares com o Irão e os seus esforços para as afogar através da imposição de novas sanções ridículas, é importante ir à raiz do problema, nomeadamente às declarações de políticos israelenses chave, que estabelecem a orientação a seguir pelos seus amigos americanos.
No final de Outubro de 2013, o antigo chefe de Informações da Defesa israelense, Amos Yadlin, falou de 'ter que se escolher entre 'a bomba ou o bombardeamento' - uma mensagem que ressoou imediatamente nos 52 presidentes das principais organizações judaicas americanas (Daily Alert , 24 de Outubro, 2013). A 22 de Outubro, 2013, o ministro de Informações de Israel, Yuval Steinitz, apelou para novas sanções duras para o Irão e insistiu em que os EU as usassem como alavanca para exigir que o Irão concordasse em abandonar totalmente o seu programa pacífico de energia e enriquecimento nuclear. O ministro da Defesa Moshe Ya'alon afirmou que 'Israel não aceitará qualquer acordo que permita ao Irã enriquecer urânio'. A posição de Israel é ameaçar com a guerra (via EUA) se o Irã não se submeter à rendição incondicional do seu programa nuclear. Isto define a posição de todos os PACs, Super PACs e AIPAC pró-Israel. Por sua vez estes tratam de ditar a política aos seus 'lacaios' no Congresso americano. Em resultado disso, o Congresso aprova sanções cada vez mais radicais contra o Irã a fim de sabotar as negociações em curso.
Os que receberam os maiores pagamentos sionistas dos PACs pró-Israel são os que mais vociferam: o Senador Mark Kirk ($925.379), autor de uma anterior proposta de lei de sanções, exige que o Irã termine todo o seu programa nuclear e de mísseis balísticos (!) e declarou que o Senado dos EUA "devia avançar imediatamente com um novo pacote de sanções económicas visando todas as receitas e reservas iranianas restantes" ( Financial Times, 18/Out/2013, p. 6). A Câmara de Representantes americana já aprovou uma proposta de lei limitando fortemente a capacidade de o Irã vender a sua principal exportação, o petróleo. Mais uma vez, o eixo Israel- ZPS -Congresso procura impor a agenda de guerra de Israel ao povo americano! No final de Outubro de 2013, o secretário de Estado Kerry foi 'apertado durante 7 horas pelo primeiro-ministro israelense Netanyahu, e Kerry, acobardado, prometeu promover a agenda de Israel para desmantelar o programa de enriquecimento nuclear do Irão.
Para combater a campanha de estrangular a economia petrolífera do Irã, promovida pelos lacaios de Israel no Congresso, o governo iraniano ofereceu generosos contratos a companhias dos EUA e da UE (Financial Times, 29/Out/2013, p.1). Estão a ser abandonadas as disposições nacionalistas existentes. Sob as novas condições, as empresas estrangeiras podem registar reservas ou adquirir participações em projetos iranianos. O Irã espera atrair pelo menos 100 mil milhões de dólares em investimentos nos próximos três anos. Este país estável gaba-se de ter as maiores reservas mundiais de gás e as quartas maiores reservas de petróleo. Dadas as sanções atualmente impostas pelos EUA (Israel), a produção caiu de 3,5 milhões de barris por dia em 2011 para 2,58 milhões de barris por dia em 2013. A questão é se o 'Big Oil', as gigantescas companhias dos EUA e da UE têm poder para desafiar o cerco da ZPS à política de sanções US-UE. Até aqui, a ZPS tem dominado esta política crítica e marginalizado o Big Oil, utilizando ameaças, chantagem e coerção contra os políticos americanos. Isso acabou por afastar efetivamente as companhias americanas do lucrativo mercado iraniano.
Conclusão
Embora os EUA e os outros cinco países tentem negociar com o Irã, enfrentam enormes obstáculos decorrentes do poder de Israel sobre o Congresso dos EUA. Nas últimas décadas os agentes de Israel têm comprado a fidelidade da grande maioria dos congressistas, treinando-os para reconhecer e obedecer aos assobios, sinais e guião dos defensores da guerra em Tel Aviv.
Este 'Eixo de Guerra' tem infligido danos consideráveis ao mundo, que resultaram na morte de milhões de vítimas de guerras dos EUA no Médio Oriente, Sudeste da Ásia e norte de África. A grande corrupção e a falência amplamente reconhecida do sistema legislativo americano deve-se à sua total submissão a uma potência estrangeira. O que existe em Washington é um estado vassalo rebaixado, desprezado pelos seus próprios cidadãos. Se o Congresso controlado pela ZPS conseguir uma vez mais destruir as negociações entre os EUA e o Irão através de novas resoluções pró-guerra, nós, o povo americano, iremos pagar um enorme preço em vidas e dinheiro.
É tempo de agir. É tempo de nos levantarmos e de denunciarmos o papel desempenhado pelos PACs, Super PACs israelenses e pelas 52 importantes organizações americanas judaicas na corrupção do Congresso e na transformação dos 'nossos' representantes eleitos em lacaios das guerras de Israel. Tem havido um silêncio ensurdecedor dos nossos conhecidos críticos - poucos críticos dos meios de comunicação alternativos têm atacado o poder de Israel sobre o Congresso dos EUA. A evidência está à nossa disposição, os crimes são indesmentíveis. O povo americano precisa de verdadeiros líderes políticos com coragem para expurgar os corruptos e os corruptores e forçar os seus membros eleitos na Câmara e no Senado a representar os interesses do povo americano.

Siglas:
ZPS - Zionist Power Configuration
PAC - Power Action Committee
AIPAC - American Israel Public Affairs Committee
IRMEP - Institute for Research: Middle Eastern Policy
O original encontra-se em www.globalresearch.ca/ . Tradução de Margarida Ferreira.
 http://www.iranews.com.br/noticia/11169/israel-compra-o-congresso-dos-eua-sabotagem-das-negociacoes-de-paz-eua-ira
Este artigo encontra-se em http://resistir.info

CIA planeja 'desestabilizar e matar' Correa, diz jornalista´

CIA planeja 'desestabilizar e matar' Correa, diz jornalista´

09.01.2013
 
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Stringer/ Reuters
O jornalista chileno Patricio Mery alertou às autoridades equatorianas, na última sexta-feira (4), sobre um suposto plano da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) para assassinar o presidente Rafael Correa. A medida seria em retaliação ao fechamento de uma base dos EUA naquele país, que existiu até 2009, e por dar asilo ao jornalista australiano Julian Assange, diretor do sítio WikiLeaks, na internet.
O repórter apresentou suas pesquisas ao ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, e promoveu uma conferência com jornalistas nesta capital. À agência latino-americana de notícias Andes, Mery revelou detalhes do trabalho de apuração realizado ao longo dos últimos cinco anos.
Sua pesquisa abre várias frentes de investigação e detalha as relações de autoridades chilenas com a CIA. Ele organizou um roteiro que se repete em vários países da região. A agência norte-americana, com o apoio de autoridades do governo chileno, promove a entrada de drogas produzidas no Equador, cerca de 200 quilos de cocaína por mês, a fim de gerar dinheiro sujo: chega no Chile segue para a Europa e os Estados Unidos. Do dinheiro gerado, uma parte permanece no Chile "e me disseram as fontes que este dinheiro é destinado a desestabilizar o governo do presidente Correa", afirma o jornalista.
Mery comprova as informações passadas ao governo equatoriano com uma denúncia, feita no Chile, pelo inspetor Fernando Ulloa, após reunião com ministro do Interior da época, Rodrigo Hinzpeter, ao qual apresentou um dossiê com todos os fatos e nomes dos líderes do PDIs (Polícia de Investigações, na sigla em espanhol) envolvidos com o tráfico de drogas, incluindo Luis Carreno, "que aponto como um agente da CIA e que agora trabalha como inspetor área de Arica e integra o alto comando do PDI". Após a denúncia, a única medida tomada foi afastar o denunciante, Fernando Ulloa, de suas funções.
A apuração do jornalista começou quando ele suspeitou da corrupção nos meandros policiais de seu país e um agente da Agência Nacional de Inteligência (ANI) confirmou-lhe que a droga serviria para abastecer financeiramente um plano de desestabilização do presidente Correa, por dois motivos: o líder equatoriano havia fechado a base de Manta e concedido asilo a Julian Assange, que pode ser condenado à morte se for extraditado de Londres, onde se encontra, para os EUA, por vazar informações de segurança nacional sobre os norte-americanos.
A partir dessa perspectiva Correa tornou-se também um alvo da CIA. A agência, com base em Langley, no Estado da Virgínia, atua em paralelo ao governo dos EUA e aplica suas próprias regras nas ações daquele país em território estrangeiro.
No relatório entregue ao governo equatoriano, Mery afirma que algumas fontes lhe permitiram revelar seus nomes:
"Minhas fontes são: Hector Guzman, Fernando Ulloa, um terceiro membro da Polícia de Investigações que prefiro não revelar ainda seu nome porque sua vida está em perigo no Chile e há uma quarta fonte, que é o agente da ANI. Reúno também documentos históricos e fatos devidamente checados, como a reunião com o ministro Rodrigo Hinzpeter, que atualmente é o ministro da Defesa no meu país", relatou.
O ministro Hinzpeter esteve envolvido em quatro "armações" no Chile: no primeiro caso, que o liga diretamente com a CIA, um paquistanês chamado Saif Khan é chamado à embaixada dos EUA e dizem que vão lhe arranjar um emprego. Eles o deixaram trancado em um quarto e, ato seguinte, entra Grupo de Operações Especiais da Polícia (OGPE, na sigla chilena) e o levam preso.
"O homem não sabia de nada, é paquistanês e espero que saiba falar Inglês. Ele é acusado de ter traços de TNT (explosivos), ou seja, como se tivesse entrado com uma bomba na embaixada. A operação foi coordenada por um agente da CIA chamado Stanley Stoy, que ordena à polícia de investigações para que faça uma incursão na casa de Saif Khan, o que é irônico, porque a Polícia Nacional não pode receber ordens de um policial estrangeiro. Em seguida, descobriu-se que o jovem Saif Khan não tinha nada a ver com o que o estavam acusando, mas a parafernália serviu para mostrar como o país auxilia os EUA na luta contra o terrorismo no mundo. No Chile, temos um quadro onde podemos ver que as autoridades mais altas estão ligadas à CIA e à extrema-direita norte-americana", disse.
Um outro escândalo denunciado a Portiño mostra que Rubén Ballesteros, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o juiz que participou dos conselhos de guerra da ditadura de Augusto Pinochet e ordenou o fuzilamento de prisioneiros.
"Ele é acusado de violação dos Direitos Humanos e mantém ligações estreitas com a direita dos EUA", acusa o jornalista.
Ainda segundo o relatório de Mary, Sabas Chahuán, procurador-geral da República (PGR), quem deve investigar os crimes no país, "tem uma relação estreita com o FBI através de um acordo firmado com os EUA, depois da prisão de Saif Khan". De acordo com documentos apresentados pelo jornalista, com base na prisão arbitrária foi criado um programa chamado LEO, o qual permite que os norte-americanos obtenham qualquer informação acerca dos cidadãos chilenos.
"E tudo o que o FBI sabe, a CIA sabe também", presume.
Chahuán teria recebido ordens da Embaixada dos EUA no Chile para criar essas "armações", denuncia Mary.
"Com tudo o que eu disse, mais o que disseram as fontes e provam os documentos e fatos, há uma estrutura que nos permite dizer que a CIA coordena as políticas daquele país com o exterior", garantiu.
Drogas contra o socialismo
As ligações entre a CIA e o governo chileno, segundo as denúncias, permitem que a agência norte-americana monitore a situação política no país vizinho. No Equador, o presidente é socialista e tem um dos mais altos índices de aprovação popular.
"Nossas fontes afirmam que a droga traficada para fora do Chile destina-se a desestabilizar ou até matar o presidente Correa. Por quê? Porque quando um presidente passa em um mês de 60% de aprovação pública para 80%, de acordo com pesquisas divulgadas na quinta-feira (3), e reúne todas as condições para vencer as eleições no Equador, a única maneira de tirá-lo do caminho é por meio de um assassinato", afirmou.
Embora não acuse diretamente o governo do presidente Barack Obama de participar do plano para matar um colega sul-americano, "parece uma atitude muito suspeita da CIA e temos as provas que definem as relações entre a CIA e o governo do meu país. O presidente Sebastián Piñera é filho de José Piñera, que foi embaixador do Chile nos Estados Unidos. Ele também é irmão de José Piñera, que foi ministro do (ditador Augusto) Pinochet".
 Em 1980, lembrou, "o presidente Piñera faliu o Banco de Talca. Ele era gerente e promoveu um imenso desfalque. Devia estar preso. Nada foi investigado sobre a participação da CIA neste episódio, mas a informação que temos é que o presidente Piñera foi retirado do país por quase um ano, para que não precisasse enfrentar a Justiça. O pai do presidente sempre teve laços estreitos com os EUA e com a CIA".
"Temos agora todos os elementos que mostram pelo menos 90% de possibilidade da existência de um processo de desestabilização permanente contra o presidente Correa, por ele fechar a base de Manta e dar asilo a Julian Assange. Mas isso, na realidade, não é uma questão política, e sim, comercial, porque a CIA trafica de drogas, e faz isso através do PDI chileno, e você diz um nome, Luis Carreno, quando se chega ao bolso de um empresário, um empreendedor, mesmo ilegal, ele fica chateado e busca vingança", esclarece.
Mery acredita que haja um esquema em que CIA desestabiliza os governos, uma semana antes de tomarem posse.
"Foi o caso do presidente Salvador Allende. Eles mataram o comandante-em-chefe, René Schneider. Este crime foi perpetrado pela CIA, segundo telegramas revelados, nos quais há uma conversa entre Richard Nixon e Henry Kissinger, que assume total responsabilidade pela morte de Schneider", disse Mery à agência de notícias.
Mídia corrompida
No relatório do jornalista consta também a entrega de US$ 3 milhões ao jornal El Mercurio, do empresário Agustín Edwards Eastman, como pagamento pela cobertura favorável às "armações" realizadas pela agência de inteligência norte-americana.
"Durante a ditadura, o jornal disse que não havia desaparecidos, negou que os direitos humanos tenham sido violados e agora, todos os dias publica notas e matérias contra os presidentes Correa e Hugo Chávez, da Venezuela", constata.
Mery também aponta o fato de o ex-chefe do PDI, Arturo Herrera, estar ligado a um caso de pedofilia, como um cliente de uma rede de exploração sexual infantil.
"Posteriormente, ele foi nomeado vice-chefe da Interpol. Como uma pessoa acaba de ser acusado de pedofilia e assume como vice-diretor da Interpol?", questiona.
Herrera, segundo o dossiê entregue ao governo equatoriano, "foi contratado para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Como fez isso? Armando uma série de histórias para vincular Chávez às Farc. Em seguida, ligam Correa às Farc para, finalmente, envolver o Partido Comunista do Chile, especialmente Guillermo Teillier e Lautaro Carmona, os deputados chilenos que disseram ter ligações com membros das FA. Esse é o mesmo roteiro utilizado na Venezuela, Equador e Chile".
Mery convidado pelo ministro Ricardo Patiño, em uma visita oficial, para a entrega do relatório.
"O que ele vai fazer com essa informação é uma atribuição do governo equatoriano. Eu confio no julgamento do chanceler. Depois de nos conhecermos, ele lançou uma nota no Twitter para dar maior peso ao que lhe havia dito. Então, eu entendo que é uma questão sensível e levada a sério", concluiu.
 Fonte: Rede Brasil Atual

África perde uma estrela mas a Humanidade ganha um farol!

África perde uma estrela mas a Humanidade ganha um farol!

07.12.2013 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
África perde uma estrela mas a Humanidade ganha um farol!. 19352.jpeg

África perde uma estrela mas a Humanidade ganha um farol!

Em 1989, no âmbito da Licenciatura, escrevi uma monografia sobre o ANC onde, em abono da verdade e apesar de não transparecer totalmente, não fui muito bom com Nelson Mandela.
Essa monografia pode ser lida, integralmente,aqui.

Dela não tenho qualquer pudor em a mostrar, até porque foi uma das primeiras, se não mesmo a primeira que fiz na Universidade, onde se espalham muitas deficiências que, ao longo dos anos, fui esbatendo ou tentando esbater e melhorar, se o consegui ou não, os críticos que o disparem!
Mas voltando a Nelson Rolihlahla Mandela, um dos 5 ou 6 Grandes Humanistas do último século que decorreu entre o fim da 2ª Guerra Mundial e esta altura - os outros foram Mohandas Karamchand (Mahatma) Gandhi (1869-1948), Martin Luther King Jr, John (1929-1968), John Fitzgerald Kennedy (1917-1963), Mikhail Sergeyevich Gorbachev (ou Gorbachov, 1931-) e e Karol Józef Wojtyła (Papa João Paulo II, 1920-2005)  -, Mandela mostrou o quanto estava errado nas minhas cogitações e como um "rebelde", como lhe chama o jornalista António Mateus se tornou na principal figura política e Humana de África.
Obrigado Madiba!
África perde, talvez, a sua mais cintilante estrela, mas a Humanidade ganha mais uma enorme estrela polar, um cruzeiro do sul, um farol para a dirigir!
Até sempre Madiba!