quinta-feira, 1 de agosto de 2013

'Coragem', pediria rainha a britânicos assolados por guerra nuclear

'Coragem', pediria rainha a britânicos assolados por guerra nuclearO discurso fictício foi tornado público nesta quinta-feira (1/8)

Publicação: 01/08/2013 18:24 Atualização:

LONDRES - A rainha britânica Elizabeth II pediria a seu "corajoso país" que se mantivesse firme em meio à guerra nuclear, em um discurso fictício mantido até agora em sigilo, preparado para ela em 1983 no âmbito de um exercício de guerra.

Segundo o documento, tornado público nesta quinta-feira, com a Grã-Bretanha à beira da aniquilação nuclear pelas mãos da União Soviética, a rainha diria a seus compatriotas que os perigos eram "de longe maiores do que em qualquer outro momento da nossa longa história".

Ela também pediria ao povo britânico que se lembrasse das qualidades que lhe permitiram manter viva a liberdade nas duas guerras mundiais anteriores.

"Enquanto lutamos juntos para combater o novo mal, vamos rezar por nosso país e pelos homens de boa vontade, onde quer que estejam", diz o texto. "Que Deus abençoe a todos", prossegue.

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Felizmente, a rainha nunca precisou fazer este discurso e acredita-se que ela nunca mais tenha visto o texto, esboçado por funcionários do governo no auge da Guerra Fria, como parte de um exercício desenvolvido para enfrentar uma ação em potencial caso um conflito nuclear se tornasse realidade.

Detalhes do exercício WINTEX-CIMEX 83 estavam na última fila de documentos oficiais a ser divulgados pelo Arquivo Nacional britânico.

Embora fosse apenas uma simulação, o texto do discurso - supostamente transmitido ao meio-dia de 4 de março de 1983, evoca os temores da época, enquanto a monarca buscava preparar o país para a provação inimaginável que teria à sua frente.

O texto contém referências ao seu "amado filho Andrew", que na época servia como piloto de helicóptero da Marinha Real, e à fala de seu pai, George VI, na eclosão da II Guerra Mundial - um discurso dramatizado recentemente no filme "O Discurso do Rei".

"Agora esta loucura da guerra se espalha mais uma vez pelo mundo e nosso bravo país precisa se preparar novamente para sobreviver a todas as adversidades", diz.

"Eu nunca esqueci a tristeza e o orgulho que senti, enquanto eu e minha irmã ouvíamos as palavras inspiradoras do meu pai naquele fatídico dia de 1939. Nem por um momento eu imaginei que esta tarefa solene e terrível algum dia recairia sobre mim", prossegue.

"Mas, quaisquer que sejam os horrores que nos esperam, todas as qualidades que nos ajudaram a manter nossa liberdade intacta duas vezes ao longo deste triste século vão, mais uma vez, ser a nossa força", continua.

No exercício, as forças do bloco Laranja, representando a União Soviética e seus aliados do Pacto de Varsóvia, lançam um ataque com armas químicas contra a Grã-Bretanha.

As forças Azuis, representando a Otan, retaliam com um ataque nuclear, forçando o grupo Laranja a pedir a paz.

Os servidores civis que participaram do exercício chegaram a produzir falsas primeiras páginas de jornais, revelaram os documentos. A versão imaginária do tabloide The Sun trazia uma página em branco e só na página dois dizia "Guerra - a palavra que não queríamos imprimir".

Asilo temporário da Rússia a Snowden põe governo Obama na corda bamba

Asilo temporário da Rússia a Snowden põe governo Obama na corda bambaJustiça americana acusou o ex-consultor de inteligência de espionagem pelo vazamento das operações de vigilância de telecomunicações realizadas pela NSA

Publicação: 01/08/2013 18:20 Atualização:

WASHINGTON - O asilo temporário de um ano concedido pela Rússia ao ex-consultor de inteligência Edward Snowden deixa o governo Barack Obama na corda bamba, no momento em que se tenta impedir o Congresso de limitar a vigilância das comunicações eletrônicas.

Apesar das advertências de Washington, a Rússia finalmente deu asilo temporário a Snowden, que nesta quinta-feira (1/8) deixou o aeroporto internacional de Moscou - onde estava há mais de um mês - e foi transferido para um "lugar seguro" que será mantido em sigilo.

A Justiça americana acusou o ex-consultor de inteligência, de 30 anos, de espionagem pelo vazamento das operações de vigilância de telecomunicações realizadas pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

A Casa Branca se disse "extremamente decepcionada" com a decisão da Rússia, no mais recente atrito entre os dois países que deteriorou ainda mais as relações entre os dois ex-inimigos da Guerra Fria.

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O congressista democrata Robert Menendez, que presidente a poderosa Comissão de Relações Exteriores no Senado, avaliou que a decisão de Moscou representa "um golpe para as relações entre russos e americanos". Ele reiterou a posição de Washington, que defende que "a Rússia deve expulsar Snowden para que seja julgado" nos Estados Unidos.

A reação do influente senador John McCain foi ainda mais severa: o asilo a Snowden é "uma bofetada em todos os americanos", denunciou, pedindo a Obama que avalie sua relação com o presidente russo, Vladimir Putin.

Para Steven Pifer, especialista nas relações EUA-Rússia na Brookings Institution, o asilo concedido ao ex-consultor de inteligência não é "uma boa notícia".

Enquanto Snowden estava no aeroporto, "ainda havia a possibilidade de ver os russos expulsá-lo para um terceiro país, o que, na minha opinião, teria sido a melhor solução", afirmou Pifer, ex-embaixador na Ucrânia.

Especulando sobre as represálias que podem ser aplicadas pelos Estados Unidos, Pifer disse esperar uma reação cautelosa, já que "Putin demonstrou que reage muito mal às ameaças".

Depois da concessão do asilo, a Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que está avaliando a utilidade de realizar a cúpula entre Putin e Obama, no início de setembro, em Moscou, como prévia para a reunião do G-20 em São Petesburgo.

-- Disputa diplomática, crise política --

"Por causa de Snowden e da repressão política (...), se Obama participar da cúpula bilateral com Putin, será criticado" nos Estados Unidos, previu Pifer. "A verdadeira questão é saber se Putin está disposto a tornar essa cúpula frutífera para que os resultados justifiquem o preço político que o presidente pagará" em casa.

Em meio à disputa diplomática pelo asilo dado a Snowden pela Rússia, o governo ainda tem de enfrentar uma crise política interna com os questionamentos no Congresso pelo programa de vigilância das telecomunicações.

Em 24 de julho, a Câmara de Representantes rejeitou em uma apertada votação uma emenda que teria cortado o financiamento do programa. O texto uniu congressistas democratas e republicanos.

Na tentativa de aliviar a pressão e em nome da "transparência", a Direção de Inteligência Nacional (DNI) "desclassificou" na quarta-feira documentos sigilosos sobre as operações de vigilância. Em uma de suas raras declarações sobre o assunto, Obama pediu que seja encontrado um "equilíbrio" entre a transparência e a segurança nacional.

Além disso, como sinal de seu envolvimento, o presidente americano deve se reunir nesta quinta-feira com "representantes do Congresso de ambos os partidos para discutir temas cruciais" de inteligência.

"O presidente acha que é importante ouvir o que o Congresso tem a dizer, incluindo (os representantes) que criticam esses programas", disse uma fonte da Casa Branca, que pediu para não ser identificada.

Os membros do governo Obama "tentam encontrar uma forma de proteger os programas que continuam sendo importantes, na sua opinião, para a segurança nacional", acrescentou Pifer.

Para ele, muitas perguntas terão de ser respondidas, "se (o governo) quiser que o Congresso continue apoiando esses programas".

Evo Morales explica a verdadeira dívida externa

Evo Morales explica a verdadeira dívida externa

02.08.2013
 
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Com linguagem simples, que era transmitida em tradução simultânea a mais de uma centena de Chefes de Estado e dignitários da Comunidade Européia, o Presidente Evo Morales conseguiu inquietar sua audiência quando disse:
Aqui eu, Evo Morales, vim encontrar aqueles que participam da reunião.
Aqui eu, descendente dos que povoaram a América há quarenta mil anos, vim encontrar os que a encontraram há somente quinhentos anos.
Aqui pois, nos encontramos todos. Sabemos o que somos, e é o bastante. Nunca pretendemos outra coisa.
O irmão aduaneiro europeu me pede papel escrito com visto para poder descobrir aos que me descobriram. O irmão usurário europeu me pede o pagamento de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei a vender-me.
O irmão rábula europeu me explica que toda dívida se paga com bens ainda que seja vendendo seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu os vou descobrindo. Também posso reclamar pagamentos e também posso reclamar juros. Consta no Archivo de Indias, papel sobre papel, recibo sobre recibo e assinatura sobre assinatura, que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a San Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Saque? Não acredito! Porque seria pensar que os irmãos cristãos pecaram em seu Sétimo Mandamento.
Expoliação? Guarde-me Tanatzin de que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue de seu irmão!
Genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomé de las Casas, que qualificam o encontro como de destruição das Indias, ou a radicais como Arturo Uslar Pietri, que afirma que o avanço do capitalismo e da atual civilização europeia se deve à inundação de metais preciosos!
Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinado ao desenvolvimento da Europa. O contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só de exigir a devolução imediata, mas também a indenização pelas destruições e prejuízos. Não
Eu, Evo Morales, prefiro pensar na menos ofensiva destas hipóteses.
Tão fabulosa exportação de capitais não foram mais que o início de um plano 'MARSHALLTESUMA', para garantir a reconstrução da bárbara Europa, arruinada por suas deploráveis guerras contra os cultos muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia, do banho cotidiano e outras conquistas da civilização.
Por isso, ao celebrar o Quinto Centenário do Empréstimo, poderemos perguntar-nos: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo dos fundos tão generosamente adiantados pelo Fundo Indoamericano Internacional?Lastimamos dizer que não. Estrategicamente, o dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em armadas invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino que terminar ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como no Panamá, mas sem canal. Financeiramente, têm sido incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de cancelar o capital e seus fundos, quanto de tornarem-se independentes das rendas líquidas, das matérias primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo. Este deplorável quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e os juros que, tão generosamente temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as vis e sanguinárias taxas de 20 e até 30 por cento de juros, que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo. Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos adiantados, mais o módico juros fixo de 10 por cento, acumulado somente durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça.
Sobre esta base, e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que nos devem, como primeiro pagamento de sua dívida, uma massa de 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambos valores elevados à potência de 300. Isto é, um número para cuja expressão total, seriam necessários mais de 300 algarismos, e que supera amplamente o peso total do planeta Terra.
Muito pesados são esses blocos de ouro e prata. Quanto pesariam, calculados em sangue?
Alegar que a Europa, em meio milênio, não pode gerar riquezas suficientes para cancelar esse módico juro, seria tanto como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demencial irracionalidade das bases do capitalismo.
Tais questões metafísicas, desde logo, não inquietam os indoamericanos. Mas exigimos sim a assinatura de uma Carta de Intenção que discipline os povos devedores do Velho Continente, e que os obrigue a cumprir seus compromissos mediante uma privatização ou reconversão da Europa, que permita que a nos entregue inteira, como primeiro pagamento da dívida histórica.
Fonte: Diálogos do Sul

O posicionamento ecológico deve estar acima do económico

O posicionamento ecológico deve estar acima do económico

02.08.2013
 
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Marcus Eduardo de Oliveira (*)
Sem retórica ou exagero desmesurado, uma das mais urgentes necessidades em termos de organização da sociedade é a de conciliar desenvolvimento econômico com a promoção do desenvolvimento social, respeitando e resguardando o meio ambiente. A ideia central é procurar compatibilizar as dimensões econômica, social e ambiental; ponto de partida para tentar superar o dilema dicotômico entre "crescer" e "preservar o equilíbrio ecológico"; dito de outra forma, entre "prosperar" (econômica e socialmente) "sem destruir" (ambientalmente).
Na essência, busca-se alcançar e cumprir três princípios básicos que estão referenciados no Relatório Brundtland (publicado em 1987), também conhecido como "Nosso Futuro Comum": desenvolvimento econômico (aspiração imanente da humanidade), proteção ambiental (o cuidado para com a nossa Casa Comum, a Mãe Terra) e equidade social (a inclusão dos excluídos).
Com isso, para superar a dicotomia acima referenciada tem-se um evidente questionamento do ecologismo sobre a racionalidade econômica, tendo em conta que essa última, pelas lentes do pensamento neoclássico - que em geral forma a maneira de pensar dos economistas - pouco se importa com as consequências (degradação do capital natural) ambientais advindas de uma política de intenso estímulo ao crescimento econômico.
Por sinal, alcançar o crescimento a qualquer custo se transformou numa espécie de obsessão da macroeconomia convencional, ignorando com isso os graves distúrbios gerados na biosfera, pondo em risco a base de sustentação da vida, uma vez que, em decorrência da expansão econômica produtiva, os limites biofísicos são completamente desrespeitados. É a atividade econômica dilapidando o capital natural.
Nesse pormenor, cabe citar uma importante passagem que consta do Manual Global de Ecologia (1993): "A produção de alimentos, energia e artigos industrializados está fortemente relacionada à deterioração do sistema que garante a vida na Terra. Entre 1950 e 1986, quando a população do mundo duplicou, o consumo de grãos aumentou 2,6 vezes, o uso de energia cresceu 3,2 vezes, a potência efetiva da economia quadruplicou, e a produção de bens manufaturados cresceu sete vezes. (...) Atualmente, o ser humano consome em alimentos, direta ou indiretamente, cerca de 40% do total de terras cultivadas no mundo".
É exatamente por esse tipo de atuação invasiva (a atividade humana interferindo nos ciclos naturais da Terra) que o crescimento econômico não pode continuar sua "jornada" de deterioração dos recursos naturais e dos ecossistemas.
Continuar estimulando a aceleração do crescimento da atividade produtiva é aumentar substancialmente a perda de diversidade biológica e dos serviços ecossistêmicos. Não há como escapar dessa verdade: aumentar a produção econômica é, dentre tantos outros possíveis estragos ambientais, sinônimo de "jogar" mais poluição na atmosfera.
Os elevados níveis de poluição e contaminação do ar não deixam dúvidas quanto à reposta que esse tipo de prática econômica expansiva oferece ao meio ambiente. No mundo, mais de dois milhões de pessoas morrem a cada ano por "respirar poluição", alojando nos pulmões pequenas partículas (PM 10) geradas pela queima de combustíveis fósseis, além da poluição de ozônio (O3).
Somente na América Latina e no Caribe, a cada ano, morrem aproximadamente 35 mil pessoas devido à contaminação do ar; na Europa, são mais de 150 mil e, no leste da Ásia, mais de 1 milhão de vidas são ceifadas pelo mesmo motivo. É no mínimo vergonhoso presenciar que em pleno século 21 ainda se computam vidas perdidas devido à poluição.
Por isso, o posicionamento ecológico, ao deixar claro que há limites e medidas restritivas para o aumento da produção econômica, deve estar acima do pensamento econômico tradicional, ferindo assim, para desespero dos economistas tradicionais, o dogma atinente ao crescimento econômico, visto e defendido, erroneamente, como fator preponderante para consolidar a prosperidade de uma sociedade.
Com um padrão de consumo avassalador, alimentado pela voracidade consumista de 20% da população mundial (1,4 bilhão de pessoas) residente nas sociedades mais abastadas, o Planeta Terra apresenta sinais de completo esgotamento, evidenciando que não suporta produções expansivas.
Não por acaso, 10% da terra fértil do planeta já se transformou em deserto. Por ano, são perdidos 7 milhões de hectares. Simplesmente, 60% dos principais serviços ecossistêmicos estão deteriorados. De acordo com o documento "Avaliação Ecossistêmica do Milênio 2005", nos últimos 50 anos perdemos 35% dos manguezais, 40% das florestas, 50% das áreas alagadas. Os estoques de peixes estão 80% menores e a área cultivada do planeta cobriu 25% da superfície da Terra. Lamentavelmente, esses dados mostram que o posicionamento econômico encontra-se acima da questão ambiental. Urge reverter isso.
(*) Professor de economia. Mestre em Integração da América Latina (USP).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

EUA tornam público documento sobre coleta de dados telefônicos

EUA tornam público documento sobre coleta de dados telefônicosO documento de 17 páginas tornado público pela autoridade foi emitido pelo Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira em 25 de abril de 2013

Publicação: 31/07/2013 14:44 Atualização:

WASHINGTON - Devido a crescente pressão do Congresso americano após as revelações de Edward Snowden, a Direção de Inteligência Nacional (ODNI) tornou público nesta quarta-feira (31/7) o documento que exige o operador de telefonia Verizon entregue à NSA todos os dados telefônicos de seus clientes.

O documento de 17 páginas tornado público pela autoridade foi emitido pelo Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISC) em 25 de abril de 2013. A ordem exigia a companhia telefônica Verizon a entregar todos os dias, a partir dessa data, o conjunto de dados (número chamado, duração das chamadas).

A decisão do FISC estabelecia que "o guardião dos dados entregará à Agência Nacional de Inteligência (NSA) (...) com uma base diária durante a duração dessa ordem uma cópia eletrônica da totalidade dos dados de chamadas".
A ordem incluía as comunicações "entre os Estados Unidos e no exterior" e "dentro dos Estados Unidos", segundo o FISC. A revelação da existência deste documento feito pelo ex-consultor da NSA Edward Snowden no início de junho provocou polêmica sobre o poder da agência de inteligência e as alegações de violação da privacidade de milhões de americanos.

O diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, "considera que a publicação destes documentos é do interesse público" e "apropriado para aumentar a transparência", justificou o ODNI em um comunicado, no momento em que uma nova audiência deve ser agendada no Senado sobre o caso.

Clapper tinha emitido 10 dias atrás a decisão do tribunal secreto de renovar a autorização concedida à NSA para coletar as informações, a pedido da Verizon.

O programa de coleta de dados foi criado pelo Patriot Act de 2001, no âmbito da luta contra o terrorismo, mas os críticos consideram uma violação ao direito à privacidade.

O relatório do Departamento de Justiça dirigido aos chefes dos comitês de inteligência do Congresso afirma que o conteúdo das comunicações não está registrado e que a "vasta maioria desta informação nunca foi vista por ninguém".

Canibalismo e outros horrores na guerra síria

Canibalismo e outros horrores na guerra síria

31.07.2013
 
 
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Abu Sakkar é uma celebridade midiática que exemplifica o horror ao qual chegou a guerra na Síria: comer as entranhas de um soldado diante das câmeras evidencia o pensamento que guia a quem alguns fazem questão de chamar rebeldes.
O acontecimento arrepiou internautas e telespectadores: "Juro que comeremos vossos corações e fígados, soldados de Bashar" (Assad, o presidente sírio), ameaçou o homem do vídeo publicado em 12 de maio nas redes sociais, depois de partir o torso de um soldado morto e morder um de seus órgãos.
Sakkar, fundador da Brigada Farouq, grupo de fanáticos religiosos que têm cometido horrendos crimes dentro desta nação, foi reconhecido nas imagens, pois não era a primeira vez que aparecia em gravações onde exibia suas "vitórias".
Recentemente, meios de comunicação, como a britânica BBC, abriram suas câmeras a Jalid Hamad - verdadeiro nome do canibal -, a fim de que "explicasse" à opinião pública mundial o por que cometeu esta ação.
"Não queria fazer algo assim. Tive que fazer. Devemos aterrorizar o inimigo, humilhá-lo", justificou o comandante de 27 anos, baixo e fornido, com uma pele curtida pelo sol incessante e um olhar fixo perturbador, segundo descreveu o veículo de comunicação.
Não obstante, ameaçou que se os grupos opositores armados não recebessem a ajuda prometida por governos ocidentais e da região, "se não aprovarem uma zona de exclusão aérea, se não derem armas pesadas, faremos coisas muito piores. Ainda não viram nada".
Sakkar alegou que seu ato de antropofagia se deveu ao fato de que o soldado morto supostamente tinha violado mulheres e meninas, e conservava em seu telefonecelular as gravações.
No entanto, tais gravações que provariam o suposto crime do membro do Exército Árabe Sírio jamais foram divulgadas, quando os combatentes dos grupos armados oposicionistas são tão tendenciosos ao postar nas redes sociais os vídeos de suas ações, observação que passou inadvertida para o meio de imprensa.
Para um funcionário público do Ministério sírio de Informação, consultado por Prensa Latina, é uma irresponsabilidade, falta de ética e escrúpulos pôr ao serviço de um terrorista uma tribuna para que se expresse e se justifique.
É parte do absurdo midiático ocidental para tratar de justificar uma guerra que têm financiado e têm a todas luzes perdida, assegurou.
Teria que ver se a BBC convidaria aos seus estúdios qualquer hipotético canibal que tivesse exercido seus dotes nas ruas de Londres ou Birmingham, questionou.

Desde o início do conflito sírio em março de 2011, foram divulgados pela Internet muitos vídeos nos quais se mostra a violência dos grupos armados, financiados e respaldados midiaticamente por administrações ocidentais e da região.
Sobre os radicais islâmicos e mercenários pesam também acusações sobre o uso de armamento químico em reiteradas ocasiões, como ocorreu em 19 de março na localidade Khan Asal, província de Alepo, quando o lançamento de um míssil carregado com material tóxico matou 25 pessoas e deixou feridas a umas 110.
Damasco tinha advertido as Nações Unidas, em carta de 8 de novembro de 2012, sua séria preocupação pela disposição de algumas administrações de fornecer tal tipo de armamento aos extremistas, para depois esgrimir que era o Governo o que as utilizava contra civis.
Ainda que as autoridades solicitaram de imediato à Organização de Nações Unidas (ONU) o envio de uma equipe para pesquisar o fato, o tema foi manipulado por membros do Conselho de Segurança como os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, para inculpar o governo do presidente Bashar Assad.
Em 9 de julho, a Rússia apresentou provas à ONU onde se corroboraria que foram os grupos oposicionistas armados os responsáveis pelo ato terrorista em Khan Asal.
Os resultados das provas recolhidas por nossos especialistas sobre o terreno indicam claramente que se empregou gás sarin e há razões suficientes para achar que foi a oposição armada que usou essas armas químicas, assegurou o embaixador russo, Vitaly Churkin.
A imprensa síria revelou vários incidentes sobre o uso de tão mortíferas armas no território nacional, pelos quais responsabiliza a Frente Nusra, filiada à rede terrorista Al-Qaeda.
Em 2 de maio denunciou um incidente no qual morreram ao menos cinco cidadãos em Sarakeb, província de Idleb, pela inalação de gases tóxicos armazenados em baldes ocultos na casa de Ibrahim Rahma, um suposto contrabandista de material químico.
Explicou que os combatentes de Nusra levavam máscaras antigases e obrigaram os reféns a inalar os gases, retiraram os corpos e os transladaram para território turco com o objetivo de culpar as autoridades pelo fato.
Em 30 de abril os meios de comunicação referiram que os radicais espalharam um pó branco na rua Shabur, no entrada sul da própria localidade, o que produziu asfixia, convulsões e complicações respiratórias aos cidadãos.
No início de julho, na cidade de Banias, na província de Tartous, as Forças Armadas encontraram um depósito custodiado por grupos opositores armados que continha 281 barris cheios de produtos químicos perigosos como polietilenoglicol, monoetilenglicol, monoetanolamina, dietanolamina e trietanolamina.
Ao denunciar o fato diante das Nações Unidas, o representante permanente sírio ante o organismo, Bashar Jaafari, alertou que o arsenal detectado era suficiente para destruir uma cidade ou um país inteiro.
Uma semana depois, o comando militar achou uma oficina para a fabricação e armazenamento de substâncias tóxicas em um refúgio de combatentes dos grupos oposicionistas armados localizado no bairro de Jobar, na periferia de Damasco.
Grandes quantidades de cloro permaneciam no local clandestino, enquanto outras substâncias eram de manufatura estrangeira, alguns com a inscrição: Fabricado na Arábia Saudita, mostrou o canal oficial de notícias.
Na blitz foram confiscados dezenas de obuses de morteiros vazios, os quais estavam sendo preparados para colocar no interior as letais substâncias e lançar ataques com eles, explicou.
Ainda que meios de comunicação e governos ocidentais fazem questão de chamá-los rebeldes e lutadores pela liberdade, as ações destes grupos desmentem os propósitos de ajudar à população que esgrimem como suposto argumento de sua luta contra o governo.
Não obstante, a cada vez são maiores as vozes que reconhecem a ascensão dentro da chamada oposição armada de uma facção fundamentalista liderada pela funesta Frente ao-Nusra, autora confessa dos mais letais ataques durante os mais de dois anos de conflito.
O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores francês, Philippe Lalliot, admitiu recentemente que os grupos terroristas representam uma ameaça no contexto da evolução da situação na Síria e os países vizinhos.
Estamos preocupados pela crescente violência entre os grupos extremistas e outros grupos armados da oposição na Síria, reconheceu.
Em junho, as autoridades responsabilizaram à entidade que pretende impor um califado regido pela Sharia (Lei islâmica) pelo massacre de 60 civis, entre eles mulheres e crianças, na aldeia de Hatla, na oriental província de Deir Ezzor.
O assassinato em massa contra cidadãos inocentes deveu-se a sua negativa de cooperar com os terroristas em seus planos para derrocar ao governo.
Vários vídeos na Internet mostraram os extremistas celebrando o massacre na aldeia de fé xiita, o que pressupõe o caráter cada vez mais sectário que adquire o atual conflito armado.
Em uma das gravações difundidas, aprecia-se um grupo de homens armados gritando "Alla Akbar" (Deus é grande), enquanto o cinegrafista aproxima-se de um cadáver em um pátio e afirma: "Este é xiita, é um corpo xiita, este é o final para ele", o que revela o caráter sectário do fato.
Em junho, os militantes da Frente Nusra assassinaram em Alepo, no norte do país, o adolescente de 13 anos Mahamed Qataa, na frente dos seus pais, por supostamente ter proferido uma blasfêmia e insultado a Deus (Alá).
Inclusive uma organização opositora como o Observatório Sírio de Direitos Humanos, entidade com sede em Londres, rechaçou o fato e exigiu que os assassinos sejam levados à justiça.

Prensa Latina

Brasil lidera o turismo de saúde na América Latina

Brasil lidera o turismo de saúde na América Latina

01.08.2013
 
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Brasil, México e Colômbia lideram este turismo no continente latino americano. A cirurgia plástica brasileira, considerada uma das melhores do mundo, tem ajudado a dinamizar este segmento.
Com mais de 4.500 tratamentos cosméticos certificados, o Brasil é considerado o 6º destino mais popular e o 2º na realização de cirurgias plásticas no mundo. Em 2011 foram mais de 905 mil procedimentos e 542.090 tratamentos não cirúrgicos, segundo o terceiro Estudo Global de Procedimentos Estéticos realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps).
Estes números fazem do Brasil, juntamente com o México e a Colômbia, líderes em turismo de saúde no continente Latino Americano, disputando a liderança mundial em tratamentos médicos e estéticos para turistas com a União Europeia e a Ásia, segundo o World Travel Trends Report 2012/2013 (ITB). Houve um crescimento desse tipo de turismo, na América Latina, próximo dos 20%, de acordo com o IPK World Travel Monitor.
No Brasil, o Turismo de Saúde é já um segmento relevante nos números globais do setor, movimentando tanto o mercado interno como o mercado externo. De acordo com a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), um dos principais propulsores do aumento do fluxo de turistas que procuram o Brasil foi a fama das cirurgias plásticas brasileiras, considerada uma das melhores do mundo.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), os estrangeiros correspondem a 3% dos pacientes que realizam intervenções estéticas no Brasil. São Paulo lidera a lista de cidades brasileiras que executam estas intervenções. Dos 5.500 credenciados à SBPC, o Estado conta com 1.800 profissionais. Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Brasília completam o ranking brasileiro. A capital do país ainda conta com uma peculiaridade, familiares de profissionais que prestam serviço às Embaixadas sediadas no Brasil, costumam viajar a Brasília para realizar este tipo de tratamento.
Além do crescente fluxo internacional de turistas, também vale ressaltar que o Brasil oferece, dentro do turismo de saúde, outras vantagens competitivas. A Embratur faz a lista: diversidade de serviços e especialidades médicas, prestação de serviços que atendem aos padrões internacionais de qualidade, humanização no atendimento, preços competitivos e acesso facilitado a voos diários nacionais e internacionais.
Sobre o turismo no Brasil
Com agradável clima tropical, praias e florestas exuberantes, rica cultura e um fascinante estilo de vida, o Brasil é um dos países mais atrativos para se visitar hoje em dia. Sendo opção acessível para uma viagem a dois, em família ou para negócios. O Brasil será sede dos dois eventos desportivos mais importantes da década - a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 - o que faz com que este seja o momento ideal para planear a primeira visita ou um regresso ao país. Visitewww.braziltour.com e junte-se à página oficial do Brasil no Facebook,www.facebook.com/VisitBrasil.
Imago - LLORENTE & CUENCA