quarta-feira, 3 de julho de 2013

Palestina: Laboratório para indústria bélica israelita

Palestina: Laboratório para indústria bélica israelita

03.07.2013
 
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Palestina: Laboratório para indústria bélica israelita
Documentário retrata territórios palestinos como laboratório para indústria bélica de Israel.
 
"The Lab", do diretor Yotam Feldman, mostra como guerras ajudam no aumento das vendas de armamentos do país
Guila Flint,
de Tel Aviv, Israel
Opera Mundi
O documentário The Lab (O Laboratório, em tradução livre), do diretor israelense Yotam Feldman, expõe a alta lucratividade dos "testes" realizados pelo Exército de Israel nos territórios palestinos para a indústria militar do país.
De acordo com o filme, realizado com o apoio do canal 8 da TV israelense, a cada operação militar, novas armas são testadas, gerando um aumento direto das vendas no mercado internacional.
Feldman, de 32 anos, trabalhou três anos e meio para produzir o filme, de 58 minutos, no qual entrevista figuras-chave da indústria bélica israelense.
Alguns dos personagens são militares da reserva e outros são exportadores e empresários. Todos falam abertamente sobre seu ramo de trabalho e expõem visões de mundo diversas.
"Quis fazer um filme sobre esse assunto, que é duro, mas sem cair nos clichês", disse Feldman a Opera Mundi. "Escolhi os personagens que me pareceram mais sinceros e que foram capazes de falar com mais desenvoltura sobre seus negócios".
Segundo o diretor, durante a pesquisa para fazer o filme, ele se convenceu de que "a prosperidade da economia israelense não ocorre apesar das guerras, mas sim, em grande parte, em decorrência das guerras".
O diretor do documentário "The Lab", Yotam Feldman - Foto: Guila Flint/Opera Mundi
"Na minha pesquisa descobri que, do ponto de vista econômico, as guerras não são uma carga, mas uma fonte de lucro".
Feldman explica que não há necessariamente uma relação de causalidade entre a motivação para as guerras e os lucros econômicos, ou seja, ele não afirma que Israel inicia guerras supostamente para obter benefícios financeiros.
"Apenas constato que, após cada guerra, na qual são testadas novas armas, as vendas dessas armas aumentam e os lucros são muito grandes", disse.
"Hipocrisia"
Um dos personagens principais do documentário, o general Yoav Galant, aponta o que chama de "hipocrisia" da comunidade internacional.
"Eles denunciam as operações militares de Israel, mas depois todos vêm aqui comprar nossas armas", afirma Galant, que foi chefe do Comando Sul do Exército de Israel e um dos principais planejadores da chamada Operação Chumbo Fundido, que deixou cerca de 1.400 palestinos mortos na Faixa de Gaza e 13 mortos do lado israelense.
Depois dessa ofensiva, que começou em dezembro de 2008 e terminou em janeiro de 2009, as exportações de armas israelenses para dezenas de países aumentaram em 2 bilhões de dólares.
Hoje em dia as vendas do setor bélico são calculadas em 7 bilhões de dólares, o que representa cerca de 20% do total das exportações israelenses.
De acordo com Ehud Barak, que foi ministro da Defesa de 2007 a 2013, cerca de 150.000 famílias em Israel (quase 1 milhão dos 8 milhões de habitantes) se sustentam da indústria militar.
"De certa forma, toda a sociedade israelense sai ganhando com a exportação militar, que, por sua vez, ganha credibilidade com os 'testes' realizados nas guerras", afirma Feldman, que também menciona o fato de muitos dos fundos de pensão no país investirem nas ações sólidas de empresas militares.
Em um dos trechos do filme, o ex-ministro da Defesa Binyamin Ben Eliezer afirma que outros países "gostam de comprar armas que já foram testadas, nossa experiência traz bilhões de dólares para Israel".
"Se algum dia tivermos paz e perdermos o 'laboratório' em Gaza e na Cisjordânia, com certeza esses lucros vão se reduzir significativamente", disse Feldman.
Segundo a revista britânica especializada em assuntos militares, a Jane's IHS, Israel é o sexto exportador de armas do mundo e, desde 2008, o volume de negócios do país nesse setor aumentou em 74%.
Filosofia militar
Outro personagem do documentário é o filósofo militar Shimon Naveh. Naveh colabora no planejamento estratégico "filosófico" do Exército de Israel e foi um dos autores do que chamou de tática "fractal" na ocupação da Kasbah (centro histórico) da cidade palestina de Nablus, na Cisjordânia, em 2002.
Em abril daquele ano, depois de uma onda de atentados suicidas nas grandes cidades israelenses, o governo, então chefiado pelo ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, resolveu reocupar todas as cidades palestinas que haviam sido entregues à Autoridade Palestina, comandada por Yasser Arafat.
O plano "fractal" do filósofo Naveh consistiu em ocupar o centro antigo de Nablus, com suas ruelas estreitas, por intermédio da invasão das casas palestinas, sendo que a passagem de uma casa a outra foi feita através de buracos detonados por explosivos nas paredes.
Segundo Naveh, com essa tática o Exército israelense conseguiu surpreender e derrotar os combatentes palestinos que haviam se preparado para uma invasão pelas ruas.
"Viramos o jogo", disse Naveh, "deixamos as ruas vazias e entramos pelas paredes".
De acordo com Naveh, esse e muitos outros métodos são ensinadas por treinadores israelenses a oficiais de muitos exércitos do mundo que vêm aprender em Israel.
Treinamento israelense para o BOPE
Um dos maiores importadores da indústria militar israelense é o Brasil. De acordo com Feldman, o Brasil compra aviões não tripulados, mísseis e programas de treinamentos especializados de empresas israelenses, tanto privadas como estatais.
Um dos principais exportadores para o Brasil é o israelense-argentino Leo Gleser, que esteve envolvido no treinamento do BOPE antes da pacificação das favelas do Rio de Janeiro.
"A semelhança física entre as Kasbas (centros históricos) das cidades palestinas e as favelas brasileiras é muito grande", disse Feldman. "Os campos de refugiados palestinos, com suas ruelas estreitas, também são muito parecidos com as favelas".
"Portanto, a experiência de Israel nos territórios palestinos é relevante para o BOPE".
Parte do filme se passa no Complexo do Alemão, onde Leo Gleser é visto sendo calorosamente recebido por oficiais brasileiros que confirmam ter sido treinados por empresas israelenses.
Em uma das cenas, o exportador toma uma caipirinha com Feldman em um bar no Rio de Janeiro. O diretor lhe pergunta se ele não sente alguma contradição entre seu duro ramo de negócios, "que mata muita gente", e seu caráter simpático, "como pai e avô carinhoso".
Gleser retruca com perguntas: "Você acha que a vida é uma caixa de bombons? Quando você era pequeno sua mãe não limpava seu cocô?".
"Eu não crio a merda, apenas trabalho para transformá-la em um pacote menor e menos fedorento", acrescentou.
Ironia
O documentário também tem uma dose sutil, porém significativa, de ironia. Em uma das cenas, um dos empresários se vangloria de que cada míssil que vende no mercado internacional "vale um apartamento em Tel Aviv" (os preços dos imóveis na cidade estão entre os mais altos do mundo).
Nesse momento, Feldman responde: "mas cada míssil desses também pode destruir um apartamento em Tel Aviv".
"Acho que a ironia, que faz parte de mim, de certa forma facilita olhar para essa realidade, cujos conteúdos são duros", disse Feldman.
De acordo com o diretor, todos os personagens do filme já tiveram a oportunidade de ver o resultado final e "nenhum deles se arrependeu de ter participado".
"Os personagens que entrevistei concordaram em abrir seu mundo perante a câmera, dando ao público uma oportunidade inédita de conhecer de perto uma realidade que geralmente fica apenas nos bastidores", concluiu.
Foto: Divulgação

Popularidade de Dilma cai 27 pontos e o Planalto entra em pânico

Popularidade de Dilma cai 27 pontos e o Planalto entra em pânico

03.07.2013
 
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Como era esperado, depois que o povo saiu às ruas, a popularidade da presidente Dilma Rousseff entrou em queda livre, acendendo a luz vermelha no Planalto, que entrou em fase de pânico. Nas últimas três semanas, segundo o Instituto Datafolha, com a onda de protestos que tomou conta do país no último mês, a avaliação positiva do governo caiu em 27 pontos.
Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 02 pontos para mais ou para menos. Aponta o levantamento, fazendo comparação com a pesquisa anterior, que o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima subiu de 09% para 25% e a nota média da presidente caiu de 07,1 para 05,8.
Ainda de acordo com a pesquisa, somente 30% dos brasileiros agora consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.
E ainda há quem acredite que Dilma Rousseff será candidata a presidente pelo PT. Hoje, o governo está nas mãos do consagrado marqueteiro João Santana, uma espécie de Rasputin à brasileira. É ele quem decide o que Dilma faz ou fará. Enquanto isso, no Instituto Lula, os preparativos para a campanha de Lula estão cada vez mais acelerados.
Artigo publicado no site Tribuna da Internet
http://www.debatesculturais.com.br/popularidade-de-dilma-cai-27-pontos-e-o-planalto-entra-em-panico/

terça-feira, 2 de julho de 2013

TJ condena distrital a pagar R$ 28 milhões por envolvimento na Pandora

TJ condena distrital a pagar R$ 28 milhões por envolvimento na PandoraBenedito Domingos (PP) foi condenado por improbidade administrativa. Ele é o sexto envolvido com a Operação Caixa de Pandora a receber pena de devolução de recursos e suspensão de direitos políticos

Publicação: 02/07/2013 20:51 Atualização:

A Justiça condenou hoje o deputado distrital Benedito Domingos (PP) por improbidade administrativa. Ele é o sexto envolvido com a Operação Caixa de Pandora a receber pena de devolução de recursos e suspensão de direitos políticos. Pela decisão do juiz Álvaro Ciarlini, Benedito Domingos terá que devolver R$ 6,9 milhões aos cofres públicos, além de pagar multa de R$ 20,9 milhões. 

Além disso, o distrital terá que pagar R$ 900 mil referentes a danos morais à sociedade pelo constrangimento que esse episódio causou à cidade. No total, o deputado terá que pagar R$ 28,8 milhões por determinação da 2ª Vara de Fazenda Pública.

O Rio Grande do Sul no espaço

O Rio Grande do Sul no espaço

02.07.2013
 
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Desde o início dos anos 90 o Estado do Rio Grande do Sul, no Extremo Sul do Brasil, vem produzindo sua própria política externa com a intenção de atender seus interesses de forma diferenciada.
Naquela época, tentou-se interessar a montadora russa Lada a instalar uma fábrica aqui no estado. As notícias de então, davam conta de que as conversações avançaram bastante e houve interesse da montadora em vir para cá, mas o cenário não era favorável: a Lada era uma montadora estatal, advinda da recém extinta URSS,
estava num momento de redefinição de rumos, sem experiência internacional para encetar um projeto daquela envergadura, altamente desafiador para aquele momento de sua história. A ideia não seguiu curso e declinou.
Continuou a iniciativa gaúcha de abrir espaços e novas oportunidades de investimentos diferenciados para ampliar o espaço econômico do Rio Grande do Sul, e nisto, tentou-se a negociação para a vinda de uma indústria de brinquedos, algo até então inédito, mesmo a nova iniciativa, não se traduziu em projeto e as coisas foram sendo arquivadas.
O Rio Grande do Sul no espaço. 18443.jpeg    A mais nova tratativa, talvez a mais importante em termos estratégicos, teve ponto de partida em abril deste ano, com a Missão gaúcha à Palestina para trazer tecnologia de cultivo de oliveiras e a Israel, para o projeto de um polo aeroespacial em Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. A ideia seria uma iniciativa conjunta dos órgãos da administração pública estadual, das universidades e das indústrias e das tecnologias locais disponíveis e aperfeiçoáveis, para produzir e lançar satélites de baixo custo, mas altamente tecnologizados, para serem empregados em pesquisas espaciais e ampliar a capacidade local de produção de conhecimento.
A delegação foi liderada pelo governador Tarso Genro e foram assinados diversos protocolos de intenções que poderão, num futuro próximo, traduzir-se em resultados importantes para a economia e a área do conhecimento locais. Se concretizada, o Rio Grande do Sul terá a segunda base de lançamentos de satélites do Brasil, ampliando a capacidade e as oportunidades de trabalho em toda a região, bem como, a descentralização das atividades nessa área, hoje toda focada no estado de São Paulo, com a base de lançamentos em Alcântara, no estado do Maranhão.
Os ganhos serão imensuráveis.

Pravda.RU
http.port.pravda.ru
por Márcio Denison Cougo de Cougo
Bagé - Brasil

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dilma cancelou o fim do Bolsa Família com medo que o povo pedisse Aécio

Dilma cancelou o fim do Bolsa Família com medo que o povo pedisse Aécio

21 de maio de 2013
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Turba invade agências da CEF
Turba desesperada com o fim do bolsa esmola depreda agência da CEF
O Governo tirano usurpador do poder, seguindo o primeiro conselho do novo ministro Afiff, determinou neste sábado o fim do programa de esmola “Bolsa Família”.  Surgia assim uma luz no fim do túnel de que a presença de um homem bom na equipe ministerial da búlgara vermelha trouxesse de volta o liberalismo democrático e acabasse com estas políticas comunistas assistencialista e paternalistas que estão há dez anos levando nossa pátria amada à banca rota, à miséria, ao total caos social e à fome das massas desempregadas e desamparadas que vagam desesperadas e desiludidas pelas ruas sem nenhuma esperança no porvir.
Nós, homes bons e mulheres de bens, já comemorávamos efusivamente, chacoalhando nossas jóias. Palavras de ordem eram cantadas nos mais variados convescotes de pessoas do bem organizados às pressas no seio da pátria: “fora comunismo / comunismo fora / fora comunismo / chegou a tua hora…” bradávamos em regozijo. Mas a turba ao saber da alvissareira notícia, provocou balbúrdias nos mais distantes rincões pátrios, invadindo agências bancárias e estabelecendo o quebra-quebra. Milhares de caixas eletrônicos foram totalmente destruídos. O governo, num ato covarde, temendo que a corja enfurecida iniciasse uma revolução popular, depondo a Srª. Rousseff e pondo Aécio em seu lugar, voltou atrás em sua atitude de nobreza democrática e cancelou a extinção do plano de assistência à gentalha, inventando que tudo não passava de boato criado pela calejada oposição. A ala governista marxista comandada por Dirceu e Genoino venceu a recém criada ala moderna de Affif. Desta vez bateu na trave. Mas um dia o comunismo sucumbirá.

Exclusivo: Dilma pagou 300 milhões de doláres pelo título da Copa das Confederações

Exclusivo: Dilma pagou 300 milhões de doláres pelo título da Copa das Confederações

30 de junho de 2013
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Encurralada pela mídia imparcial e pelos homens bons, a búlgara usurpadora, num lance de desespero, usou as reservas do fundo soberano para comprar o título das Copas das Confederações, na vã tentativa de salvar seu pífio mandato e reverter o desagrado popular com a realização da Copa de 2014 no Brasil. O valor foi acertado com um dirigente da entidade máxima futebolesca mundial e depositado na última sexta-feira em sua conta numerada na Suíça, já descontado os tradicionais 10% pagos ao dirigente brasileiro que intermediou a transação, senhor Ricardo Ferreira.
Com isso, o escrete espanhol já entrou em campo sabendo que deveria perder, e com máxima eficiência foi logo cedendo um gol para o time canarinho, que pela incompetência, se assim não fosse, seria capaz de fazer vários gols contra, perdendo o jogo, visto que a equipe conta com vários pernas de paus, e é dirigida por dois incapazes.
Beneficiada com uma parte do dinheiro e com futuros títulos comprados na Europa, a Espanha aceitou e seguiu o script maléfico dilmista, se auto-impondo uma triste derrota, para o delírio das massas brasileiras, numa página negra que ficará marcada para sempre na história do esporte como um dos pontos mais baixo das disputas desportivas internacionais. O Futebol está de luto, só nos resta uma certeza, Aécio Neves é o campeão moral dessa copa de manifestações.

Rússia espera dos EUA uma postura clara sobre a Síria

Rússia espera dos EUA uma postura clara sobre a Síria

01.07.2013
 
 
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Moscou, (Prensa Latina) A Rússia espera que os Estados Unidos esclareçam sua postura sobre a Síria durante a reunião regional do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico, em Brunei, no início de julho, comentou o ministro de Assuntos Exteriores, Serguei Lavrov, em declarações reproduzidas hoje pela imprensa.
Esperamos que se tenha uma grande clareza da posição de Washington durante o encontro com o secretário de Estado, John Kerry, na reunião de Brunei, nos dias 1 e 2 de julho, manifestou o chanceler em uma entrevista à agência oficial ITAR-TASS.
Lavrov mencionou que existe como base um acordo bilateral, atingido em Moscou em maio durante a visita de Kerry, para conjuntamente propiciar a participação do governo da Síria e da oposição na conferência internacional em Genebra, cuja convocação tem sido dificultada por Waashington e seus aliados ocidentais.
A Rússia não conseguiu um compromisso firme da parte norte-americana de garantir a presença da variada oposição síria na reunião de genebra, sem condições prévias, nem uma ampla participação de atores regionais, incluído o Irã.
Além disso, a Casa Branca respaldou abertamente o fornecimento de armamentos aos grupos radicais.
Lavrov sublinhou que o governo de Damasco ratificou a disposição de enviar uma delegação a Genebra e o faz sem condicionamentos, apontou.
Do outro lado, a coalizão nacional, na qual os sócios ocidentais depositam suas esperanças, se nega a participar enquanto Bashar Al Assad permanecer no poder "e não for restituído o equilíbrio militar no território", contrastou o chanceler.
Lavrov expressou consternação com essa lógica, que, na sua opinião, fere todos os princípios que sustentam a necessidade de realizar essa conferência, a segunda depois da ocorrida em 30 de junho de 2012, cujos os principais acordos não se concretizaram, justamente pelas manobras dos Estados Unidos e seus aliados para uma intervenção militar nesse país.
O chefe da diplomacia russa recordou que, na reunião preparatória realizada ontem em Genebra entre vice-chanceleres, não houve respostas a essas questões pendentes, tampouco conseguiram um consenso sobre a data de realização do encontro tripartido (Estados Unidos, ONU, Rússia), prévio à conferência internacional, disse.
A delegação russa, integrada pelos vice-chanceleres Mijail Bogdanov e Guennadi Gatilov, enfatizou a necessidade de criar uma atmosfera positiva para a convocação do encontro internacional sobre a Síria.
Moscou alertou, nesse sentido, contra a ocorrência de ações unilaterais, que possam ser incongruentes com os esforços da ONU e de um grupo de países para reverter o conflito armado nessa nação árabe e levar ao caminho de um acordo político.
Bogdanov, em particular, transmitiu a posição russa a dirigentes da coalizão nacional e de outras organizações opositoras sírias, com os quais sustentou um encontro em Genebra, comunicou a Chancelaria.