domingo, 26 de maio de 2013

Assad: Ocidente mente e falsifica provas para deflagrar guerras

Assad: Ocidente mente e falsifica provas para deflagrar guerras

21.05.2013
 
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O presidente da Síria, Bashar al-Assad, voltou a desmentir que seu governo empregará armas químicas, como os governos de países ocidentais e regionais acusam e previu uma possível invasão militar contra o país.
As acusações a respeito do uso de armas químicas ou as informações sobre a minha demissão mudam a cada dia e é provável que isso seja usado como prelúdio de uma guerra contra a nação, afirmou o mandatário do país árabe durante entrevista com meios de comunicação argentinos. A entrevista teve grande repercussão na mídia síria neste domingo (19).
Disseram que usamos armas químicas contra zonas residenciais. Agora, se fossem usadas sobre uma cidade ou subúrbio com um saldo de 10 ou 20 vítimas, seria crível? - questionou.
Assad explicou que isso significaria a morte de milhares ou dezenas de milhares de pessoas em questão de minutos, o que não poderia ser ocultado.
O Ocidente mente e falsifica provas para deflagrar guerras; esse é seu costume, enfatizou Assad enquanto recordou o fiasco do ex-secretário de Estado dos Estados Unidos Collin Powell, que jurou na ONU que existiam armas de destruição em massa no Iraque, que nunca foram encontradas, mas o pretexto serviu para a invasão desse país em 2003.
O presidente sírio reconheceu como positiva a conferência internacional que os Estados Unidos e a Rússia acordaram realizar em Genebra em junho para encontrar uma saída para o conflito, se bem que analisou que isso por si só é insuficiente para deter o terrorismo estimulado por atores internacionais nesta nação árabe.
Recebemos bem a aproximação entre a Rússia e os Estados Unidos, mas devemos ser realistas: não cremos que muitos países ocidentais queiram efetivamente uma solução na Síria quando existem mercenários de quase 30 nações que combatem para derrubar o governo, advertiu.
Nós sempre optamos por dialogar com qualquer parte, mas isto não inclui os terroristas, pois nenhum Estado dialoga com terroristas, enfatizou.
Igualmente, Assad rechaçou que governos como os dos Estados Unidos, França, Reino Unido e Turquia, exijam de forma aberta a sua renúncia, argumentando que essa seria a condição sine qua non para resolver o contencioso que se estende há mais de dois anos.
Que alguém diga que o presidente sírio tem que ir-se porque os Estados Unidos, outros países ou os terroristas querem, é algo inadmissível, afirmou, enquanto reiterou que essa decisão só pode ser tomada pelo povo através das urnas nas eleições convocadas para 2014.
Além do mais, o país está em crise e quando o barco se encontra em meio à tempestade, o capitão não foge. E renunciar seria fugir, ressaltou Assad.

Conferência da ONU
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse neste domingo (19) que tem a expectativa de que a próxima conferência internacional sobre a Síria se realize logo, provavelmente no início de junho.
"Estamos estudando a possibilidade de realizar a conferência no começo de junho, e continua sendo um assunto pendente, estou convencido de que ela se realizará logo", afirmou Ban durante sua visita a Moscú, capital da Rússia.
"Uma vez que me foi pedido que convoque esta conferência sob os auspícios da ONU, nesses momentos estou levando a cabo as consultas com todas as partes interessadas", disse o máximo titular da ONU, referindo-se aos membros permanentes do Conselho de Segurança da organização internacional (Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, França e China).
Cabe mencionar que durante um encontro mantido em 7 der maio último em Moscou, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e seu homólogo russo, Serguei Lavrov, concordaram em realizar em finais de maio uma conferência sobre a Síria (baseada no desenvolvimento do Comunicado de Genebra) com o propósito de encontrar uma solução política para o conflito sírio.
De acordo com o chanceler russo, Washington e Moscou defenderam utilizar todos os recursos existentes para fazer com que as partes envolvidas no conflito se sentem na mesa de diálogo.
Esta conferência é considerada o desdobramento da primeira reunião internacional realizada em 30 de junho de 2012 em Genebra pelo Grupo de Ação para a Síria, que aparentemente busca uma solução política para a crise do país árabe.
Desde meados de março de 2011, a Síria é cenário de uma onda de violência organizada e patrocinada por alguns países do Ocidente e da região, cujo objetivo é derrocar o governo constitucional do país.
Redação do Vermelho, com agências
http://www.iranews.com.br/noticia/9992/assad-ocidente-mente-e-falsifica-provas-para-deflagrar-guerras

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Porto de Santos em crescimento

Porto de Santos em crescimento

24.05.2013
 
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Mauro Lourenço Dias (*)
SÃO PAULO - Não se trata de implicância, mas os números mostram que a situação de apagão logístico que vive o Porto de Santos, em função da supersafra de grãos e açúcar, deu-se em grande parte por causa da ineficiência dos gestores públicos para aplicar os recursos disponíveis no Orçamento da União. Ou seja, se a burocracia brasileira fosse mais ágil nas intervenções de interesse da economia nacional, provavelmente, o Porto de Santos não teria passado pelos apuros dos últimos meses.
            À falta de dados mais recentes, basta ver que de 2002 a 2011 o Porto de Santos deixou de receber R$ 1,3 bilhão que estiveram consignados em nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para investimentos em infraestrutura portuária. Desses recursos, a estatal só conseguiu utilizar R$ 356 milhões, ou seja, 26%. É muito pouco.
Tivesse tido agilidade para aplicar aqueles recursos disponíveis, o Porto já teria finalizado a construção das avenidas perimetrais tanto na margem direita como na esquerda, concluído o projeto Mergulhão, que vai segregar o fluxo de caminhões dos trens de carga na margem direita e ainda financiado uma ligação seca - que tanto poderia ter sido uma ponte como um túnel submerso - que unisse as duas margens para o uso prioritário de veículos de carga.
            Dessas obras projetadas, apenas a construção das avenidas perimetrais está bem encaminhada e com conclusão prevista para 2015. As demais nem saíram do papel e continuam nos chamados fóruns de discussão. E, no entanto, graças a investimentos privados, o que se prevê é que o Porto de Santos terá sua capacidade duplicada até o final deste ano de 2013.
            Ou seja, se em 2011 Santos tinha capacidade de movimentar 3,2 milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, ao final de 2013 poderá operar 8 milhões de TEUs anuais, a mesma quantidade que os demais portos brasileiros juntos poderão movimentar. Isso em função da entrada em operação do terminal da Embraport na margem esquerda, que poderá movimentar 2 milhões de TEUs e 2 bilhões de litros de etanol por ano, e da Brasil Terminal Portuário (BTP), que deverá operar inicialmente 1,1 milhão de TEUs e 1,4 milhão de toneladas de líquidos por ano.
            É de ressaltar que apenas esses dois terminais vão responder por 65% do aumento da capacidade prevista para o Porto de Santos até o final do ano. Sem contar que empresas que já operam continuam investindo na ampliação de sua capacidade de operação, entre elas Santos Brasil, Libra e Tecondi.
            Em outras palavras: só o modal rodoviário não será suficiente para atender à chegada e escoamento de cargas. Será preciso investir não só no modal ferroviário, que hoje transporta apenas 22% das cargas do Porto, como no hidroviário, ou seja, no sistema Tietê-Paraná. Quando as seis barragens previstas para o sistema estiverem construídas, com otimismo talvez por volta de 2016, será possível integrar a hidrovia ao corredor ferroviário de exportação Campinas-Santos, em Piracicaba (no Porto de Artemis) e Salto. Só assim os problemas de trânsito rodoviário na zona portuária deixarão de piorar.
________________________

(*) Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Geotecnia e Transportes da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br

Guantânamo expõe governo dos EUA

Guantânamo expõe governo dos EUA

21.05.2013
 
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A greve de presos no enclave dos Estados Unidos em Guantânamo, Cuba, expõe ao mundo a violação de direitos humanos por sucessivos governos de Washington, inclusive o atual, de Barack Obama. Segundo a direção do presídio ali existente, estão nele enjaulados 176 presos políticos dos EUA, sem julgamento.
Por Jaime Sautchuk*
Os presidiários são acusados de suposta atividade terrorista em várias partes do mundo, em especial no Oriente Médio e na Ásia. Eles nunca foram submetidos a qualquer julgamento em que possam pelo menos fazer suas defesas, uma regra básica dos direitos da cidadania, tão alardeados pelos estadunidenses.
A greve de fome de presos começou em fevereiro, com meia dúzia de participantes. Entretanto, o movimento ganhou vulto e hoje, segundo notícias de redes internacionais de rádio e TV (a Globo News, inclusive), já tem a adesão de 102 detentos. Boa parte deles se recusa a aceitar o próprio soro que lhes garantiria alguma sobrevida.
As razões do protesto são as condições em que os detentos são mantidos no verdadeiro campo de concentração ali existente. Eles não têm acesso a familiares nem a advogados. Estão completamente isolados, sob pesada vigilância das forças armadas dos EUA.
A base estrangeira em solo cubano está junto à cidade de Guantânamo, que é conhecida mundialmente por relatos históricos ou mesmo por músicas como a "Guantanamera", muito tocada por aqui. O acesso dos ianques pode ser por mar, já que a base está bem na costa, mas o meio mais usado é o aéreo, por helicópteros e aviões.
O governo de Cuba engole essa indigesta presença há décadas, para não entrar em conflito armado com os gringos. O presidente Barack Obama se comprometeu desde a sua primeira eleição a dar um fim ao enclave, mas os anos vão passando e nada acontece. Agora, a greve de fome expõe o tema ao mundo todo.
O governo de Obama terá que se pronunciar sobre o assunto. Na pior das hipóteses, terá de abrir as portas da base para a Organização das Nações Unidas (ONU), para que investigue a violação de direitos humanos. Como, aliás, costuma fazer em outras partes do planeta.
*Jornalista e escritor, colunista do Vermelho
http://www.iranews.com.br/noticia/9993/guantanamo-expoe-governo-dos-eua

Mais de 700 mercenários europeus aterrorizam a Síria

Mais de 700 mercenários europeus aterrorizam a Síria

21.05.2013 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
Mais de 700 mercenários europeus aterrorizam a Síria. 18248.jpeg

A imprensa da Síria informou nesta sexta-feira que cerca de 700 cidadãos europeus estão infiltrados no país como mercenários, pertencendo aos bandos armados opositores que pretendem derrubar o governo do presidente Bashar al-Assad.

Os relatórios estão baseados em declarações do ministro de Interior da Alemanha, Hans Peter Friedrich, quem revelou a cifra na quinta (16) durante uma coletiva de imprensa em seu país.
Os meios destacam a advertência de Friedrich às autoridades da União Europeia (UE) sobre a necessidade de estabelecer leis para evitar que tais efetivos voltem a seus respectivos países por pelo menos dois anos.
Tal proposta será apresentada no próximo mês durante uma cúpula de alto nível da UE, acrescentou.
A agência de notícias Sana informa que essa é a primeira vez que os serviços de inteligência de um dos governos ocidentais reconhece a presença de terroristas no país árabe.
Funcionários públicos em Berlim informaram que estão à procura de 40 pessoas que saíram no ano passado da Alemanha com passaportes alemães para a Síria, para se somar aos grupos islâmicos que pretendem impor um Califato regido pela xaria (lei islâmica), assinalou.
Da mesma forma, o ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, reiterou na quinta que seu país se recusa a enviar armas aos bandos armados e mercenários na Síria, ao advertir que são necessárias garantias para que os equipamentos militares não caiam nas mãos de terroristas.
Os governos do Reino Unido e da França demonstraram abertamente sua intenção de armar os grupos irregulares para promover o que chamam de uma mudança de regime em Damasco.

SUMMIT-Embraer espera que opções de compra sejam confirmadas nos EUA

Atualizado: 24/05/2013 10:25 | Por Reuters, Reuters

SUMMIT-Embraer espera que opções de compra sejam confirmadas nos EUA


Por Cesar Bianconi, Roberta Vilas Boas e Brad Haynes
SÃO PAULO, 24 Mai (Reuters) - A Embraer espera que o último potencial grande pedido de jatos regionais nos Estados Unidos no atual ciclo de vendas seja da American Airlines, após ter conquistado três de quatro contratos bilionários no mercado de aviação comercial norte-americano nos últimos meses.
"Terminada a concorrência da American Airlines, o jogo estará fechado por um tempo", disse o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, durante o Reuters Latin American Investment Summit, no fim da quinta-feira.
Para ele, parcela importante da demanda remanescente por aviões regionais nos EUA, numa quantidade de 150 a 250 unidades, será preenchida pela confirmação de opções de compra nos acordos já assinados, o que colocaria a Embraer numa posição vantajosa.
Terceira maior fabricante mundial de aeronaves comerciais, a Embraer firmou neste ano vendas para as norte-americanas Republic Airways, United Airlines e SkyWest, fortalecendo a carteira de pedidos ("backlog") e dando fôlego às suas ações, que estão no maior nível em mais de cinco anos na Bovespa.
Os pedidos firmes das três clientes por 117 aviões modelo Embraer 175, de 76 assentos, são estimados em quase 5 bilhões de dólares a preços de tabela. No caso da SkyWest, há outras 60 unidades sujeitas à reconfirmação do negócio, no montante perto de 2,5 bilhões de dólares.
Já as opções de compra totalizam quase 200 aviões, com valor de tabela de 7,6 bilhões de dólares.
"Eu acho que a tendência é que o mercado norte-americano demande aviões. As opções de compra não são figurativas, esperamos que um volume razoável seja confirmado", reforçou Curado em sua primeira entrevista após o anúncio da venda de aviões para a SkyWest, no começo desta semana.
Segundo ele, a Embraer está tranquila com a obtenção de financiamento pelas clientes dos EUA para a compra dos jatos, pelo fato de as companhias aéreas norte-americanas estarem "bem mais saudáveis", após um importante processo de consolidação no setor aéreo.
"CARRO-CHEFE"
Sobre o avião mais vendido pela fabricante, o Embraer 190 (100 passageiros), Curado revelou que há algumas campanhas de vendas em curso, mas nada expressivo como as recentes encomendas do Embraer 175 nos EUA.
"A Europa está numa situação complicada do ponto de vista econômico e o mercado chinês já se acomodou na aviação regional. Neste momento estamos falando de quantidades menores, mas o Embraer 190 é o carro-chefe da família de E-Jets e isso deve permanecer."
Dos mais de 1.100 pedidos firmes por E-Jets no "backlog" da Embraer no fim de março, metade era do modelo 190.
O presidente da Embraer acredita que a principal demanda nos próximos anos por jatos na faixa de 100 lugares virá da renovação de frota, e não do crescimento do mercado aéreo, lembrando que ainda há centenas de aviões Fokker 100, DC-9 3 737-200/300 em operação no mundo.
SEGUNDA GERAÇÃO DE E-JETS
A Embraer vem trabalhando há dois anos na segunda geração de seus E-Jets, com novos motores e asas, mas ainda não levou o desenho final do projeto para aprovação pelo Conselho de Administração. Alguns analistas esperam que a empresa lance oficialmente o programa de desenvolvimento durante a Paris Air Show, em junho.
"Estamos falando de um investimento grande no nosso principal negócio... Se for possível encaixar, é uma possibilidade", disse Curado, sem dar detalhes, ao ser indagado sobre o possível lançamento dos futuros E-Jets na maior feira de aviação mundial que acontece no aeroporto de Le Bourget.
Como grandes motivos para manter o "DNA do produto atual" e não partir para um avião totalmente novo, o executivo citou a necessidade de um esforço industrial menos intenso e, principalmente, os interesses dos atuais clientes.
"Você ter mais de 60 clientes e mais de 1 mil aviões é uma mitigação de risco bastante grande para o investimento, é muito natural que haja uma sequência."
Por exemplo, a Embraer pretende que os pilotos dos atuais E-Jets precisem de apenas cerca de três dias de treinamento para pilotar a segunda geração dos aviões, e não três semanas ou até um mês no caso de uma aeronave totalmente diferente.
A fabricante descarta um aumento de capital para suportar os investimentos futuros. "Nossa capacidade de levantar recursos é muito grande... Conseguimos fazer isso com geração de caixa e dívida, mantendo a empresa saudável."

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Com Maduro, Dilma defende América do Sul 'sem ingerência externa'
 
Com Maduro, Dilma defende América do Sul 'sem ingerência externa'
"Dilma e Maduro no Planalto, nesta quinta (Roberto Stuckert Filho/PR)"
Em discurso ao lado de seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, a presidente Dilma Rousseff criticou nesta quinta-feira pretensões hegemônicas e a ingerência externa nas relações internacionais.
'Nossos países estão mostrando vocação para criar um futuro comum, que una toda a nossa região, que contribua para um mundo multipolar e multilateral, sem espírito de confrontação, sem pretensões hegemônicas e sem ingerência externa.'
A visita de Maduro, última etapa de seu primeiro giro internacional como presidente, busca reforçar seu apoio entre governos aliados do Mercosul num momento em que a Venezuela enfrenta instabilidades e pressões por parte dos Estados Unidos, que questionam a legitimidade de seu governo.
Antes de vir ao Brasil, ele esteve no Uruguai e na Argentina.
Dilma teceu elogios a Maduro e disse querer a estreitar os laços comerciais e de cooperação com a Venezuela.
'Tive a oportunidade de conviver com Nicolás Maduro durante anos em que atuou como chanceler do presidente (Hugo) Chávez e sei de sua qualidade. Sei também que é um grande amigo do Brasil e estou certa de que manterei com presidente Maduro um nível elevado de relacionamento, a exemplo do que mantive durante anos com o presidente Chávez.'
Durante o governo Chávez, o Brasil se tornou o terceiro principal parceiro comercial da Venezuela, atrás dos Estados Unidos e da China. De 1999 a 2012, a balança comercial entre os países passou de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões) a US$ 6 bilhões (R$ 12 bilhões).
Alto escalão
Além de Dilma, um grupo de importantes ministros reuniu-se com Maduro no Palácio do Planalto, entre os quais Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Comércio Exterior), Celso Amorim (Defesa) e Edison Lobão (Minas e Energia).
A presidente da Petrobras, Graça Foster, também esteve presente no encontro. Raramente recepções a líderes estrangeiros em Brasília contam com tantas altas autoridades do governo. Antes de se reunir com a equipe, Maduro foi à embaixada venezuelana, onde conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No Planalto, Maduro anunciou dois investimentos de empresas brasileiras na Venezuela: a construção de uma indústria de ureia (matéria-prima para fertilizantes) pela Odebrecht e pela Braskem e a de uma indústria de coque (combustível mineral) pela Braskem.
O presidente pediu ao governo brasileiro ajuda urgente para lidar com o desabastecimento de produtos básicos alimentares e de higiene no mercado venezuelano.
A falta de produtos na Venezuela, disse Maduro, reflete a 'amputação da cultura produtiva do campo e da cultura produtiva em geral' que sucedeu a descoberta de petróleo no país, há cem anos. A economia da Venezuela, dona de uma das maiores reservas petrolíferas do mundo, é bastante dependente do produto.
Maduro disse contar com a experiência brasileira para ampliar a produção de alimentos nos próximos anos e diversificar a economia local. A Embrapa (braço do Ministério da Agricultura voltado à pesquisa no campo) tem um escritório no país vizinho.
Segundo o conselheiro da Presidência Marco Aurélio Garcia, Maduro também solicitou que técnicos brasileiro do setor elétrico ajudem a pôr fim aos constantes cortes de energia na Venezuela.
Disputa eleitoral e Paraguai
Herdeiro político de Hugo Chávez, morto em março, o ex-chanceler venezuelano obteve uma vitória apertada nas eleições de abril, com 1,5% de vantagem (cerca de 220 mil votos) sobre seu opositor, Henrique Capriles.
Capriles diz que o resultado foi fraudado e exige uma auditoria em todas as urnas. Após a divulgação do resultado oficial do pleito, apoiadores de Maduro e de Capriles convocaram uma série de protestos. Enfrentamentos entre os grupos resultaram, segundo a Procuradoria Geral da Venezuela, em nove mortes.
O governo diz que as mortes foram culpa da oposição, que por sua vez culpa o governo.
Dentre os membros do Mercosul, Maduro só não esteve nesta viagem no Paraguai, suspenso do bloco por causa da destituição do presidente Fernando Lugo, em junho passado.
O ingresso da Venezuela no bloco se deu à revelia do Congresso paraguaio, único Parlamento dos países-membros que ainda não havia aprovado a entrada.
Um mês depois da suspensão do Paraguai, os outros membros ratificaram o ingresso venezuelano, que tramitava desde 2006.
Espera-se que Assunção regresse ao bloco em breve, já que a principal condição para o fim da suspensão - a realização de eleições presidenciais no Paraguai - foi cumprida no mês passado, quando o empresário Horacio Cartes elegeu-se o próximo mandatário do país.
Segundo Marco Aurélio Garcia, o mais provável é que o regresso ocorra após a posse de Cartes, em agosto. Assim, o Paraguai deverá ficar fora da próxima reunião do bloco, em junho, no Uruguai, quando a Venezuela assumirá a presidência temporária do grupo.
Dilma disse que a presidência da Venezuela no órgão marcará um 'momento histórico' e 'permitirá ao bloco viver seu segundo ciclo de expansão comercial e integração produtiva, beneficiando especialmente o Norte e o Nordeste do Brasil e o sul da Venezuela'.
Em sua visita, Maduro também tratou das pendências para que a Venezuela se adeque às normas tarifárias do Mercosul. O país tem três anos para adotar as regras comerciais do bloco.
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sábado, 10 de novembro de 2012

Acorda Brasil!!

Assunto: Acorda Brasil!!

 
RESPOSTA À REVISTA VEJA!
 
Abaixo estou enviando uma cópia da carta escrita por uma professora que trabalha  no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja. Peço por favor que repassem a todos que conhece, vale a pena ler.
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. 
É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação.  Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.
Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Em que pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida?  Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.
Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores, e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.
Realmente, nada está bom.  Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais.
Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?
E, nas aulas, havia respeito, amor pela Pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.
Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a "passeios interessantes", planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.
E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom.
Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40h semanais.
E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.
Há de se pensar, então, que  são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas.
Como isso é motivante..e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.
Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.
E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. 
Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais,quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..
Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos se sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.
Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata
Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride... chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os "alfabetizados funcionais".
Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.
Vanessa Storrer - professora da rede Municipal de Curitiba!
Mesmo quem  não atua como docente, um dia passou por uma escola e tornou-se o que você é hoje! COLABORE E ENVIE PARA SEUS AMIGOS(AS).