sexta-feira, 13 de abril de 2012

Blog do Lobbo pergunta, porque os organismos internacionais são tão covardes


Blog do Lobbo pergunta, porque os organismos internacionais são tão covardes quando se trata de assuntos contra os terroristas-mor do mundo? "EUA, Inglaterra e Israel", é por medo, ou por pura covardia? Sra. Marek Marczynski, quanto a Sra. recebe de propina destes terroristas para deixá-los em paz, só porque a Palestina não é parte dos despotas da ONU, não é motivo para crimes não serem investigados, a Sra. não acha?


Tribunal Penal Internacional rejeita investigar crimes de Israel contra palestinos

06.04.2012
 
Organizações de direitos humanos denunciam (e Brasil de Fato comprova) que a decisão não tem amparo legal.
Correspondente no Oriente Médio do Brasil de Fato
Tribunal Penal Internacional rejeita investigar crimes de Israel contra palestinos. 16802.jpegA promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) rejeitou na terça-feira, 3 de abril, pedido da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para realizar uma investigação sobre os "atos praticados em território palestino" por Israel desde julho de 2002. A solicitação foi feita em janeiro de 2009, ao término do ataque israelense que, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, fez cerca de 1,5 mil vítimas (a maioria, mulheres e crianças), destruiu total ou parcialmente mais de 5 mil imóveis na Faixa de Gaza e deixou 20 mil pessoas sem casa.
A justificativa do promotor Luis Moreno-Ocampo para impedir a apuração dos crimes de Israel contra os palestinos foi uma "artimanha", como a classificou Marek Marczynski, chefe da campanha por justiça da Anistia Internacional. Moreno-Ocampo alegou que a Palestina não tem o direito de recorrer ao Tribunal porque não é membro pleno das Nações Unidas.
Para chegar a essa conclusão, o gabinete do promotor levou três anos, tempo que durou o inquérito preliminar que analisou o pedido da ANP. Mesmo admitindo que 132 países-membros das Nações Unidas já reconhecem a Palestina como Estado, Moreno-Ocampo afirmou que compete a "organismos relevantes da ONU ou à Assembleia dos Estados-membros determinar se, legalmente, a Palestina se qualifica como Estado para o propósito de aceder ao Estatuto de Roma" [o tratado que fundou o TPI].
Em outras palavras, só a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança das Nações Unidas, segundo o promotor, poderão decidir se a Palestina tem o direito de recorrer ao Tribunal Penal Internacional. Caso a ONU negue esse direito ao país árabe, a única alternativa para fazer justiça aos palestinos é algum membro pleno tomar a iniciativa de solicitar a apuração dos crimes cometidos por Israel na Palestina. Se nenhum deles fez isso até agora, porém, nada leva a crer que o fará no futuro.
 Decisão sem fundamento legal
Há alguns problemas muito sérios envolvendo as alegações da promotoria do TPI. O primeiro, levantado por Marek Marczynski, da Anistia Internacional, diz respeito à falta de competência de Moreno-Ocampo para tomar esse tipo de decisão. "O Estatuto de Roma deixa claro que casos assim devem ser resolvidos pelos magistrados do Tribunal Penal Internacional, não pelo promotor", denunciou ele.
Brasil de Fato foi conferir e deu razão a Marczynski. De fato, o artigo 42, § 1 do Estatuto de Roma estabelece que a promotoria "encarregar-se-á de receber remissões e informação comprovada sobre crimes da competência do Tribunal, para examiná-las e realizar investigações ou para exercitar a ação penal diante do Tribunal". Em nenhum ponto do texto do Estatuto é dito que cabe à promotoria decidir se um país pode ou não pode recorrer ao Tribunal. O artigo 19, § 3, ao estabelecer que o promotor "poderá pedir ao Tribunal que se pronuncie sobre uma questão de competência ou de admissibilidade", deixa claro que ele não tem poder de decisão nesses casos. Mesmo assim, a "admissibilidade" diz respeito aos fundamentos da investigação, não a uma situação prévia, relativa ao direito de um país solicitar a apuração de fatos criminosos.
O artigo 15, que trata das atribuições do promotor, tampouco lhe dá esse poder de decisão. A ele compete analisar a veracidade das informações que recebeu sobre o crime e, se as julgar procedentes, iniciar as investigações. Mas só pode fazer isso se receber autorização da Sala de Questões Preliminares do TPI. Outro artigo, o 54, também fala das funções e atribuições do promotor, mas apenas no que diz respeito às investigações, não a etapas anteriores a elas.
 Parcialidade política
Todos os artigos apontados aqui demonstram que Moreno-Ocampo agiu sem respaldo no Estatuto da instituição a que pertence, e isso é falta gravíssima, que coloca em dúvida a idoneidade de um organismo internacional do porte do TPI. Não à toa, Marek Marczynski, na Anistia Internacional, classificou a decisão do promotor de "perigosa": "Ela expõe o Tribunal a acusações de parcialidade política e não corresponde à independência da instituição", afirmou ele.
Suponhamos, porém, que o Estatuto de Roma concedesse ao promotor Ocampo competência para decidir se um país pode, ou não, apelar ao Tribunal Penal Internacional. Nem assim ele teria como negar esse direito à Palestina, e aqui está o segundo problema sério que envolve o caso. O artigo 12, § 3 do Estatuto prevê que Estados não signatários - aqueles que não são considerados membros do TPI - também podem recorrer ao Tribunal. O parágrafo determina que "dito Estado poderá, mediante declaração depositada em poder do Secretário, consentir em que o Tribunal exerça sua competência em relação ao crime de que se trata".
O artigo 4, § 2, afirma que, por acordo especial, o TPI pode exercer suas "funções e atribuições, em conformidade com o disposto no presente Estatuto, no território de qualquer Estado-parte e, por acordo especial, no território de qualquer outro Estado".
A declaração exigida no artigo 12 e o acordo especial citado no artigo 4 do Estatuto de Roma existem. Em janeiro de 2009, Ali Khashan, ministro da Justiça da ANP, entregou-os ao Tribunal, aceitando abrir o território palestino para as investigações do TPI.
Por que então Moreno-Ocampo, em oposição a mais essa determinação do Estatuto de Roma, escolheu tomar uma decisão sem nenhum respaldo legal?
A resposta talvez esteja numa reportagem publicada no site de notícias israelense Ynet. Nela, Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel, afirma que os diplomatas israelenses trabalharam contra o pedido palestino ao Tribunal Penal Internacional. "Poucos entendem quanto esforço dedicamos a esse assunto", declarou Lieberman. "Mantivemos tudo longe da mídia. O ministro agiu de maneira muito profissional, discreta e silenciosa."
Como se vê, Israel atua de maneira ilegal também nos bastidores, e a chamada "comunidade internacional" não move um dedo para impedir essa atitude ou para impor sanções ao país sionista. Quanto aos palestinos, vão desaparecendo, de modo brutal, da face da Terra. Um crime, aliás, previsto no Estatuto de Roma, que lhe dá um nome nada "discreto": genocídio.

No Brasil, milionários destroem mata nativa para construção de mansões no litoral


No Brasil, milionários destroem mata nativa para construção de mansões no litoral

28.03.2012
 
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
No Brasil, milionários destroem mata nativa para construção de mansões no litoral. 16723.jpegRIO DE JANEIRO/BRASIL - No Brasil, ilhas de mata nativa no litoral do Estado do Rio de Janeiro, Sudeste do País, são alvos de desmatamento para que bilionários possam construir suas inacessíveis, inexpugnáveis e cinematográficas de mansões.
Esses milionários querem - mesmo destruindo a natureza - exclusividade nas praias de conhecidos paraísos tropicais no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Para isso, violam leis ambientais e constroem mansões em áreas ecologicamente sensíveis de mata atlântica, protegidas por lei. O perfil dos megaempreendimentos destes brasileiros é o tema de uma reportagem da revista americana Bloomberg.
A reportagem cita a propriedade de Antonio Claudio Resende, fundador de uma grande empresa de aluguel de automóveis, que desde 2006 derruba vegetação nativa na Ilha da Cavala, em Angra dos Reis, para abrir espaço a uma mansão de 1,7 mil metros quadrados.
A casa está parcialmente abaixo do nível das árvores para se disfarçar em meio à mata, podendo ser identificada apenas de avião, segundo o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro.  O empresário luta na Justiça há quatro anos para não derrubar a construção.
Resende é acusado de usar documentos falsos a fim de conseguir permissão para levantar o imóvel e, por isso, foi indiciado por fraude e crime ambiental em 2007. O empresário pagou, de acordo com a revista, 4,8 milhões de reais em 2005 a uma empresa de engenharia em Angra dos Reis (RJ) que tinha o direito de ocupar a área.
Mas o caso de Resende, como exemplifica a publicação, não é uma exceção entre milionários brasileiros "apaixonados" pelas belezas naturais fluminenses.
O diretor de cinema Bruno Barreto destruiu, aponta a revista, uma área preservada na Ilha do Pico em Paraty para construir uma casa de 450 metros quadrados. Em 2008, ele se comprometeu em juízo a demolir a mansão e restaurar a área em dois anos, mas até o momento nada mudou e o cineasta recorre das queixas do governo na Justiça.
Outro caso recordado de violação de leis ambientais no estado é o da família que controla a construtora Camargo e Correa, que recebeu autorização para construir uma casa pequena e ergueu um complexo de mansões em frente à praia.
Os herdeiros de Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, também construíram em 2008 uma casa de 1,3 mil metros quadrados, com piscina e heliponto que desmatou uma área de mata protegida na praia de Santa Rita em Paraty. A praia pública e a área da residência são protegidas por dois guardas armados com pistolas a espantar quem tenta se banhar no local, afirma a Bloomberg.
Em 2010, um juiz ordenou que a casa fosse derrubada e a área recuperada, mas os proprietários recorrem da decisão.
A revista ainda cita a gravação do filme Amanhecer Parte 1, da Saga Crepúsculo, que utilizou como locação a casa do empresário do ramo de distribuição de alimentos Ícaro Fernandes.
O milionário comprou em 2003 uma propriedade de 400 mil metros quadrados na Praia da Costa em Mamanguá, com montanhas cobertas por floresta nativa que são o habitat de macacos e animais que se alimentam de formigas, como tamanduás.
Fernandes foi processado por procuradores federais em 2004 por não ter licença para construção da casa de 15 quartos. A Justiça pediu que interrompesse a obra naquele mesmo ano, mas o empresário ignorou a ordem e agora deve derrubá-la. Ele recorre da decisão.
Segundo a Bloomberg, o empresário não quis comentar, mas seu advogado admitiu que a casa foi erguida sem licença e o empresário tenta negociar com a Justiça a manutenção da propriedade em troca da recuperar 95% da propriedade.
ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do PRAVDA.RU.

A genealogia de Jesus Cristo em um nível mais profundo


A genealogia de Jesus Cristo em um nível mais profundo

26.03.2012
 
Por Kadu Santoro em 23/03/2012
A genealogia de Jesus Cristo em um nível mais profundo. 16683.jpegMuitas pessoas já tiveram contato através da leitura ou pelo menos já ouviram falar nas genealogias de Jesus Cristo apresentadas na Bíblia nos dois Evangelhos sinóticos, Mateus e Lucas. Infelizmente pouquíssimas pessoas se aprofundam nessas passagens encontradas nos dois Evangelhos, chegando a ponto de pularem esses versículos em suas leituras, exceto, alguns exegetas bíblicos e acadêmicos de teologia, mesmo assim, a maioria ainda segue uma linha ortodoxa e tendenciosa em suas investigações, não permitindo assim, uma leitura mais imparcial e libertadora de dogmas pré-concebidos.
A genealogia de Jesus no Evangelho de Mateus (Mt.1.1-17) apresenta quarenta e dois antepassados divididos em três módulos de catorze gerações cada: de Abraão a Davi, em seguida até o cativeiro babilônico, chegando por último em José, marido de Maria, mãe de Jesus. Em Lucas (Lc.3.23-38), esta genealogia é diferente, são descritos cinquenta e quatro antepassados, sendo que a partir de Davi, a lista segue por Natan e não por Salomão como está em Mateus.
Segundo a interpretação conservadora da igreja, a diferença entre essas duas genealogias encontra-se no objetivo de cada autor. No caso de Mateus, a intenção seria apresentar Jesus como o Messias Rei da linhagem de Davi, que veio para libertar o povo eleito do julgo da escravidão. Em Lucas, a preocupação do autor encontra-se em apresentar Jesus como o Salvador Universal (Sóter), que tem sua linhagem desde Adão, ou seja, Jesus seria um segundo Adão, que veio para resgatar a humanidade da queda ocorrida no Éden.
Analisando a interpretação tradicional da igreja, percebemos que a preocupação com a transmissão da mensagem dos autores dos Evangelhos, encontra-se atrelada aos acontecimentos de ordem histórico-salvífica coletiva, e não num âmbito mais transcendente e individual, que na realidade, como tudo indica, seria mais provável. Tanto é, que para os próprios Judeus, Essa idéia de Jesus como Messias Rei, é totalmente absurda, pois em sua historicidade e trajetória, não se enquadra em nenhum requisito para ocupar tal posição na história do povo escolhido.
A partir de agora apresentarei algumas questões de aprofundamento sobre o tema, buscando com isso, despertarmos para uma reflexão mais profunda e refinada a respeito da genealogia de Jesus, livre das amarras dogmáticas e fundamentalistas.
Levando em consideração os propósitos teológicos das genealogias de Jesus, começo com algumas perguntas polêmicas: Qual seria o sentido transcendente (mais profundo e oculto) para tais descrições detalhadas? E o significado dos números em ordens harmônicas e nomes citados? Poderia haver uma relação entre ambos, sabendo que cada nome originariamente em aramaico (língua derivada do hebraico) possuía um sentido particular (inclusive mais de um sentido de acordo com a gematria numérica)? Essas são apenas algumas das várias perguntas que o texto nos leva a refletir e consequentemente buscar pistas para a solução das questões levantadas.
Como falamos acima, são muitas as dificuldades encontradas nas duas genealogias, cuja solução nos leva a algumas observações interessantes feitas por grandes teólogos, pesquisadores e estudiosos heterodoxos.
Segundo o Abade e Filósofo Perenista Stephane(01), afirma o seguinte: "Pode-se afirmar que Mateus apresenta a genealogia "legal" e Lucas a genealogia "natural". Sendo a primeira referente a José a segunda a Maria. Embora aparentemente se refiram ambas a José, não se deve esquecer que José e Maria seriam primos, e com certas considerações levando em conta que entre os nomes citados Heli, Heliakim e Joaquim (pai de Maria), seriam sinônimos. Ambas as genealogias tem Davi como ponto de referência comum por uma série diferente de nomes, o que confirmaria a proposição de uma genealogia legal e outra natural. Assim os evangelistas dariam a genealogia de Jesus sob dois aspectos diferentes, apresentando-o como herdeiro de Davi não somente legal, mas natural. Mas do ponto de vista teológico as duas exprimem a sua maneira o dogma das duas naturezas do Cristo: a natureza divina e a natureza humana, unidas na Pessoa do Verbo. A genealogia legal corresponde à natureza divina posto que parte de Abraão, pai do Povo eleito, e se situa por consequência na ordem da Graça. Enquanto isso a genealogia natural remonta a Adão e se situa na ordem natural."

Para o hermeneuta Roberto Pla(02)"O "filho" da promessa de Davi, o fruto de seu seio de varão, foi com efeito, por descendência manifesta da dinastia davídica, Jesus, o Cristo, manifesto e oculto ao mesmo tempo, mas Jesus se cuida de que fique consignado no evangelho que o nascido do céu, o Cristo oculto, o Filho do homem eterno, pré-existente, que se senta à direita do Pai, é nomeado por Davi não como "filho", senão como "seu Senhor". Confirma Jesus com esta pontualização sua presença em Davi, sua identidade essencial com o ungido, tal como havia confirmado sua presença em Abraão e antes de Abraão: "Antes que Abraão existira, Eu Sou". Sem dúvida, antes que Abraão existira e também em tempos de Davi, a Palavra já se havia feito carne e havia disposto sua morada entre nós."
Para Antônio Orbe(03), "nos primeiros séculos em torno da aparição do Logos, alguns escritos descrevem o mistério desde a vertente do Logos como "assimilação, apropriação, assunção, vestição"O Filho de Deus "assume" substâncias ou elementos de natureza variada para salvar por seu meio aos homens. O acento é sobre a "apropriação" - pelo Logos - do espírito, alma e corpo (carne) peculiares ao homem.
Segundo as substâncias assumidas pelo Filho de Deus, conviria distinguir três aspectos fundamentais: a) "espiritualização", ou assunção do pneuma; b) "animação", apropriação da alma (racional); c) "encarnação", assimilação da carne (sarx).
Os três aspectos têm sua importância. E talvez, conforme à soteriologia gnóstica, decrescem em ordem de dignidade. Mais importa para os heterodoxos a "espiritualização" do Logos que sua "animação", e mais esta última que sua "encarnação". O interesse dos mistérios se mede conforme a sua vinculação à salvação, de um lado, e à dignidade da salvação a que se ordenam, por outro. Se, gnosticamente falando importa, sobretudo, a salvação dos indivíduos "espirituais", o primeiro na aparição do Logos entre os homens será sua "espiritualização" (=assunção do pneuma). A "animação" (= apropriação da alma racional) virá depois. E somente por último lugar se deixará sentir a estrita "encarnação" (= "vestição" do corpo).
Dentro da perspectiva heterodoxa, a "encarnação" forma parte do mistério global da assunção pelo Logos das substâncias (= gêneros) humanas. Como apropriação da natureza íntima do homem, a estrita "encarnação" não somente se subordina à "animação" e à "espiritualização", mas - para alguns gnósticos - resulta inteiramente secundária e cede posto à "encarnação sui generis" necessária e suficiente para salvar a rigorosa "animação" e "espiritualização" do Filho de Deus entre os homens. Se o Logos pudesse "salvar" a "alma" (resp. linhagem racional humana) e o "pneuma" (resp. linhagem espiritual humana) sem aparecer (sensivelmente) e viver (e morrer) entre os homens, sobraria o mistério da "encarnação".
Mas na atual ordem de coisas não lhe bastam simplesmente, as duas essências salváveis (pneuma e alma racional). Além de assumir as primícias das duas igrejas chamadas à salvação, o Logos deve aparecer entre os homens, anunciar-lhes sua doutrina, morrer nas mãos deles. Para tal fim a "encarnação" ou parusia entre os homens carnais."
Talvez as respostas mais profundas e arquetípicas sobre a questão das genealogias de Jesus, pode ser encontrada na tradição Hermética Cristã, que analisa o fato através do simbolismo da espiral histórica, bem nos moldes da teologia egípcia que é revelada através das setenta e oito cartas do Tarô (22 cartas dos Arcanos Maiores, que tem uma estreita relação com as 22 letras do alfabeto Hebraico, e 56 cartas dos Arcanos Menores, que expressam os resultados e as formas das idéias, contidos no primeiro conjunto). Vale a pena lembrar que a história de Jesus é muito semelhante em sua narrativa a de Hórus (filho do sol) e Osíris, além do mais, sabemos que os Evangelhos foram reunidos pelo Bispo Atanásio em Alexandria, no Egito, o principal berço intelectual e filosófico da época. Confira a análise segundo o hermetismo cristão: "Outro exemplo do simbolismo da espiral, enquanto arcano do crescimento, é a preparação da vinda de Cristo na história. O Evangelho segundo Mateus faz dela uma espécie de genealogia de Jesus, resumida numa única frase: "De Abraão até Davi?, quatorze gerações; de Davi? até o exílio na Babilônia, catorze gerações; e do exílio na Babilônia até Cristo, quatorze gerações (Mt 1,17).
Eis aí a espiral da história da preparação da vinda de Cristo, espiral de três círculos ou "passos", cada um de catorze gerações. O primeiro círculo ou "passo" da espiral é aquele no qual a tríplice impressão dos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó - impressão do alto, correspondente ao sacramento do batismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo - tornou possível a revelação e a aliança do monte Sinai e chegou ao estado em que a Lei se tornou alma numa pessoa humana, a de Davi? Porque foi em Davi? Que os mandamentos e as ordenações da Lei revelada "com trovões, relâmpagos e uma espessa nuvem sobre a montanha... ao povo amedrontado", se interiorizaram ao ponto de se tornarem amor e consciência, coisas do coração atraído pela verdade e beleza deles. Em Davi? a Lei se tornou alma: por isso, também as suas transgressões deram lugar, na alma, a uma força nova, a penitência interior.

O primeiro "passo" da espiral, as catorze gerações de Abraão até Davi?, corresponde, pois, ao processo de interiorização, que se verificou desde o sacramento do batismo (os três patriarcas), passando pelo sacramento da confirmação (a Aliança no deserto do Sinai), até o sacramento da penitência.

O segundo círculo ou "passo" da espiral, as catorze gerações de Davi? até a deportação para Babilônia, é a escola de Davi?, a escola da penitência interior, a qual alcançou seu fim exterior, a expiação, a deportação para Babilônia.
O terceiro círculo ou "passo" da espiral, as catorze gerações da deportação em Babilônia até Cristo, corresponde ao que se passa espiritualmente entre o último ato do sacramento da penitência - a absolvição - e o sacramento da Sagrada Comunhão ou Eucaristia, o da presença e recepção de Cristo."
Através deste pequeno estudo percebemos o quanto é profundo e complexo fazer uma análise das genealogias de Jesus Cristo, montrando-nos que elas não estão ali pelo simples fato de estar relatando uma historicidade, ou apenas como uma recordação bibliográfica do Antigo Testamento e suas origens na forma de promessa e cumprimento. Sua complexidade vai muito além, transcende toda sistemática teológica tradicional, nos leva a um estágio mais elevado, revelando-nos que toda a trajetória é ao mesmo tempo individual e coletiva, ou seja, a elevação a um estado de consciência superior (iluminação), é fruto da experiência individual ao longo desta jornada histórica, e a manifestação dessa realização acontece e é reconhecida coletivamente, visto que é preciso que todos os seres humanos despertem primeiro, pois senão, não será possível reconhecer a Glória de Deus.
Notas:
01 - ABADE STEPHANE. Nada publicou em vida embora muito tenha escrito e refletido, tendo por base, a partir de um certo momento sua profunda leitura de René Guénon. Graças a Jean Borella e François Chenique, foram publicados dois volumes de coletâneas de seus ensaios, "Introduction à l'ésotérisme chrétien" - Dervy-Livres, onde se pode admirar sua apropriação do pensamento de Guénon em termos cristãos.
02 - ROBERTO PLA. Pensador tradicionalista com trabalhos de grande profundida como sua tradução do Tratado da Unidade, atribuído a Ibn Arabi ou a sua escola, e a notável exegese do Evangelho de Tomé que utilizamos em nossa seção "Biblioteca de Nag Hammadi". A beleza da hermenêutica praticada por Roberto Pla, deste evangelho, está na abordagem tradicional de se valer do Novo Testamento ele mesmo, como "chave" para "re-velar" o Cristo e seu ensinamento.
03 - ANTONIO ORBE é um dos mais conceituados estudiosos do gnosticismo dentro da Igreja Católica, tendo se notabilizado por seus "Estudos Valentinianos", hoje em dia difíceis de se encontrar. Suas obras servem de referência a todos aqueles que desejam se aprofundar de modo sério na tradição dos gnósticos e da própria tradição cristã dos primeiros séculos do cristianismo.
Bibliografia:
Cristologia gnostica: Introduccion a la soteriologia de los siglos II y III (Biblioteca de autores cristianos; 384-385 : 2, Autores contemporaneos) (Spanish Edition)
Abbé Henri Stéphane, Introduction à l'ésotérisme chrétien II ; « De l'ésotérisme chrétien », Edition Dervy.
*Kadu Santoro é designer gráfico, teólogo, professor e pesquisador, residente na cidade do Rio de Janeiro, responsável pela publicação do Jornal Despertar, um informativo teológico e filosófico e do blogwww.jornaldespertar.blogspot.com

quinta-feira, 12 de abril de 2012

EUA deixam suas crianças em estado de miséria


Blogo do Lobbo - Os norte americanos com toda sua arrogância e prepotência,  deixam suas crianças em estado de miséria, e usam bilhões de dolares, para atacarem a seu bel prazer quem tiver em sua frente.
Onde estão os famigerados Direitos Humanos e os Tribunais Internacionais?

EUA SIONISTA – 2 500 CRIANÇAS MORTAS POR ABUSOS EM 2009


EUA: Cresce quantidade de crianças em situação de extrema miséria.

Muitas crianças dos Estados Unidos se encontram hoje em situações extremas de pobreza, de abusos e outros problemas sociais, sem que se tenha colocado um fim a esses flagelos.

Recentemente, Michael Petit, presidente da organização governamental estadunidense de defensa dos direitos da infância, Every Child Matters, questionou por que a violência contra as crianças é muito mais forte nesta nação do que em qualquer outra do mundo industrializado. Petit colocou em evidência um dos muitos problemas que afetam a infância estadunidense.

Segundo estatísticas, nos últimos 10 anos estima-se que 20 mil crianças morreram em suas próprias casas devido à violência familiar, quase quatro vezes o número de soldados estadunidenses mortos no Iraque e no Afeganistão.

Violência contra crianças

De acordo com a BBC Mundo, a cada cinco horas uma criança morre nos EUA como consequência de abusos e negligência.

Dados conservadores do governo revelam que aproximadamente 770 menores perderam a vida por maus tratos em 2009, ainda que um informe do Congresso considere que o número pode chegar a cerca de 2,5 mil.

A BBC advertiu que os estadunidenses têm os piores registros de abusos do mundo.

Esta situação tende a ser agravada, pois enquanto a economia estadunidense tenta se recuperar, a pobreza infantil aumenta e os estados cortam bilhões em serviços para as crianças, o que pressiona a frágil rede de seguridade da nação.

Preconceito com latinos

Por outro lado, as minorias são as mais afetadas por este e outros problemas. Um informe mencionado pelo diário californiano A Opinião, indica que os alunos hispanoamericanos recebem mais castigos nas escolas que os estadunidenses brancos.

O texto detalha que os estudantes representantes de minorias sociais no ensino médio são suspensos e expulsos com mais freqüência que seus colegas brancos, por decisão de docentes e diretores.

Vulnerabilidade infantil

As crianças são o setor mais vulnerável da sociedade estadunidense. Cerca de 17 milhões sofrem com insegurança alimentar, segundo dados da Feeding America, uma organização que reúne 200 Bancos de alimentos e a organização beneficente de distribuição de comida mais importante do país.

CRIANÇAS POBRES 20,7% SÃO POBRES

Na principal economia do mundo, 20,7% das crianças são pobres, situação que afeta os hispanoamericanos em 33,1%, indicou recentemente um informe do Instituto Pan para o Mundo, um movimento religioso contra a fome.

Um estudo de 2009 sobre a insegurança alimentar afirma que 26,9% dos lares de hispanoamericanos enfrentam este problema, em especial aqueles nos quais há menores de idade.

Fome e desemprego

O escritório do Censo e o Departamento de Agricultura asseguram que, no território estadunidense, pelo menos 34,9% dos latinos menores de 18 anos tiveram fome, cifra superior aos 23,2% das crianças na população total do país.

Devido à atual crise econômica e o desemprego de cerca de 14 milhões de pessoas que afeta os Estados Unidos, 30% das famílias latinas recorreram a fundos de ajuda de alimentos para amenizar a fome.

Dados da Fundação Annie E. Casey garantem que a recente recessão eliminou muitos dos benefícios econômicos para as crianças nascidas no final dos anos 1990, enquanto se desenha como preocupante a quantidade de menores afetados pelas execuções hipotecárias, pelas quais foram embargadas suas casas e complicaram seu bem-estar.
Essa organização afirma que em 2010, 11% das crianças tinha ao menos o pai ou a mãe sem emprego. Os menores latinos são a população que mais aumenta nos EUA e, ao mesmo tempo, engrossam sua porção mais pobre.

Segundo Pew Hispanic Center, uma em cada quatro crianças vive sem acesso seguro a suficiente comida nutritiva: "Os menores afroamericanos enfrentam a pior crise desde os tempos da escravidão e, em diversas áreas, as crianças hispanoamericanas e indígenas se encontram em situação similar", pontuou.

Os menores latinos não sabem se comem hoje, nem se comerão amanhã: mais de um terço vive em condições de pobreza e de insegurança alimentar, assegura o informe The State of American’s Children (O Estado das Crianças Estadunidenses), 2011.

A partir de 2007, quando se intensificou a recessão econômica, se incorporaram mais de 800 mil pessoas ao programa de ajuda WIC — Supplemental Nutrition Program for Women, Infants and Children (Programa de Nutrição Suplementar para Mulheres, Lactantes e Crianças). 76 % dos destinatários de este programa são crianças e adolescentes.

A Fundação Annie E. Casey aborda outro problema extremo que repercute sobre a infância estadunidense: a pobreza infantil, pontua, cresceu 18% desde 2000 até 2009, saltando de 2.5 milhões para 14.7 milhões, com incidência notável nos estados do sul e as minorias.

Diferentes informes e estatísticas atestam que a população infantil nos EUA ocupa posições extremas, o que deveria envergonhar seus dirigentes e políticos.

Fonte: Prensa Latina
Tradução: Vanessa Silva

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Blog do Lobbo - Instituições Brasileiras

Blog do Lobbo - Instituições Brasileiras

Instituições Brasileiras por ordem de importância.

1ª, 2ª e 3ª - Presidência da República dos Corruptos, Congresso Nacional dos Corruptos e Supremo Tribunal Federal dos Corruptos.


4ª - Ministérios dos Corruptos
5ª - Governos corruptos dos Estados
6ª - Secretarias de governos Estaduais Corruptos.
Etc, Etc e tal.


Se continuar enumerando, passarei o resto dos meus dias e não vou terminar

guerra dos EUA-Israel ao Irã:

A guerra dos EUA-Israel ao Irã: O mito de uma campanha limitada

11.04.2012
por James Petras
A guerra dos EUA-Israel ao Irã: O mito de uma campanha limitada. 16833.jpegA crescente ameaça de um ataque militar dos EUA-Israel ao Irão baseia-se em vários fatores incluindo: (1) a história militar recente de ambos os países na região; (2) pronunciamentos públicos de líderes políticos estadunidenses e israelenses; (3) ataques recentes e em curso ao Líbano e à Síria, aliados importantes do Irão; (4) ataques armados e assassínios de cientistas e responsáveis de segurança iranianos por grupos terroristas e/ou afetos sob controle dos EUA ou da Mossad; (5) o fracasso das sanções econômicas e da coação diplomática; (6) escalada de histeria e exigências extremas ao Irão para por fim ao enriquecimento de urânio de uso legal e civil; (7) "exercícios" militares provocatórios nas fronteiras do Irã e jogos de guerra destinados a intimidar e a um ensaio geral para um ataque antecipativo; (8) pressão poderosa de grupos pró guerra tanto em Washington como em Tel Aviv incluindo os principais partidos políticos israelenses e a poderosa AIPAC nos EUA; (9) e finalmente o National Defense Authorization Act de 2012 (um orwelliano decreto de emergência de Obama, de 16/Março/2012).
A guerra dos EUA-Israel ao Irã: O mito de uma campanha limitada
11.04.2012
por James Petras
A guerra dos EUA-Israel ao Irã: O mito de uma campanha limitada. 16833.jpegA crescente ameaça de um ataque militar dos EUA-Israel ao Irão baseia-se em vários fatores incluindo: (1) a história militar recente de ambos os países na região; (2) pronunciamentos públicos de líderes políticos estadunidenses e israelenses; (3) ataques recentes e em curso ao Líbano e à Síria, aliados importantes do Irão; (4) ataques armados e assassínios de cientistas e responsáveis de segurança iranianos por grupos terroristas e/ou afetos sob controle dos EUA ou da Mossad; (5) o fracasso das sanções econômicas e da coação diplomática; (6) escalada de histeria e exigências extremas ao Irão para por fim ao enriquecimento de urânio de uso legal e civil; (7) "exercícios" militares provocatórios nas fronteiras do Irã e jogos de guerra destinados a intimidar e a um ensaio geral para um ataque antecipativo; (8) pressão poderosa de grupos pró guerra tanto em Washington como em Tel Aviv incluindo os principais partidos políticos israelenses e a poderosa AIPAC nos EUA; (9) e finalmente o National Defense Authorization Act de 2012 (um orwelliano decreto de emergência de Obama, de 16/Março/2012).

Até quando o mundo vai aguentar a babaquice da ONU?

Blog do Lobbo - Até quando o mundo vai aguentar a babaquice da ONU? São um bando de incompetentes dominados pelos maiores terroristas do mundo, EUA, Inglaterra e Israel.

Esperanças de trégua na Síria diminuem, e rebeldes ameaçam com ofensiva

Cairo, 10 abr (EFE).- As poucas esperanças de que o plano de paz do mediador internacional Kofi Annan conseguiria um cessar-fogo na Síria diminuiram, e os rebeldes ameaçam passar à ofensiva em 48 horas se o regime não der um fim à violência. Blog do Lobbo - Até quando o mundo vai aguentar a babaquice da ONU? São um bando de incompetentes dominados pelos maiores terroristas do mundo, EUA, Inglaterra e Israel.
O Exército sírio deveria se retirar hoje das cidades do país, como primeiro passo antes de na quinta-feira haver uma trégua que teria que ser respeitada por todas as partes.
No entanto, os ativistas opositores denunciaram que as forças do regime de Bashar Al Assad continuam a fazer disparos e que mais de 70 pessoas morreram, entre elas três crianças e cinco mulheres, principalmente nas províncias rebeldes de Homs e Hama, no centro do país.
Enquanto o ministro sírio de Relações Exteriores, Walid Muallem, anunciou em Moscou a retirada de uma parte das tropas, os ativistas divulgaram vídeos que mostravam disparos e lançamentos de projéteis pelas forças leais ao governo de Assad.
Um ativista da província de Idlib que se identificou como Abu Ahmed disse à Agência Efe que o Exército sírio deixou hoje a periferia dessa cidade, onde até ontem casas eram incendiadas e civis assassinados, e focou hoje a repressão nas cidades de Yisr Shugur e Jabal Zawiyah.
Apesar disso, Annan preferiu não jogar a toalha e afirmou que vai esperar até o final do prazo concedido a Damasco para verificar se sua proposta fracassou.
'É evidente que o plano de paz não foi aplicado segundo o programa previsto, mas isso não significa que não possa ser implementado', disse o mediador em entrevista coletiva no aeroporto de Hatay, no sul da Turquia.
A possibilidade de que a iniciativa de paz fracasse - o que segundo muitos analistas poderia levar o país a uma guerra civil declarada - fez o rebelde Exército Livre Sírio (ELS) elevar o tom e ameaçar passar à ofensiva em 48 horas se a violência não cessar.
Em entrevista à Efe, o porta-voz do ELS no interior da Síria, o coronel Qasem Saadedin, advertiu que suas forças 'atacarão o regime como nunca o fizeram', se não acabarem as hostilidades.
Da mesma forma, Saadedin afirmou que até o momento seu grupo - formado por desertores do Exército e civis, pobremente equipado e com pouca coordenação entre suas unidades - teve uma função especificamente defensiva para proteger os civis, mas que passará a atacar diretamente interesses do regime.
Além disso, os rebeldes negaram que Assad esteja retirando suas tropas, mas simplesmente as mudou de lugar. Segundo Saadedin, que afirmou que seu grupo 'segue comprometido com o cessar-fogo apesar da violação escandalosa por parte do regime', hoje foram bombardeadas com artilharia e tanques as cidades de Deraa e Homs, além das províncias de Rif Damasco, Idlib e Hama.
A esse aumento da tensão uniu-se o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal força dos movimentos opositores, que disse não descartar alternativas para deter o derramamento de sangue, incluindo a intervenção armada.
Em entrevista coletiva em Genebra, Basma Kodmani, chefe de relações exteriores do CNS, declarou que os opositores 'continuam confiando na missão de Annan', mas que se esta fracassar, 'nenhuma opção deveria ser descartada nem considerada inválida'.
Enquanto se esgota a via diplomática, o regime sírio anunciou por sua vez a morte de 33 militares e agentes da segurança nos combates com os rebeldes em cinco províncias do país, segundo a agência oficial 'Sana', que não especificou o número de baixas. EFE