quarta-feira, 13 de abril de 2016

O PLANALTO MUDOU-SE!

O PLANALTO MUDOU-SE!
Luiz Pereira Lima
De fato, a poucos metros do Palácio do Planalto jorram flores de ouro! Golden Tulip é o nome do local, onde um ex-presidente oferece o que não lhe pertence. São cargos e mais cargos, para dizer o menos, ofertados por um simples voto para que o partido permaneça no poder, sangrando uma economia já combalida. Não há piedade com o desemprego ascendente, não há lástima com nada que signifique bem-estar, saúde, segurança da população trabalhadora da nação. Pouco importa. No balcão de negócios o que vale é o voto dos "picaretas", nome alcunhado pelo negociador que parece ser proprietário do dinheiro arrecadado de todos os brasileiros produtivos. Quem paga a estadia dessas novas suítes alugadas! Quem paga seguranças, passagens de jatinhos e gastos escandalosos desse novo palácio!
Enquanto isto, a pouca distância, o Planalto, antigo palácio do governo de todos os brasileiros, transformou-se em palanque da desordem. Movimentos, que de sociais nada têm, estimulam invasões, destruição patrimonial, se a permanência no poder não for efetivada, aos olhos atentos da presidente de direito, mas não de fato, da nação. A história relatará atônita estes dias inacreditáveis vivenciados, quando lembrar a distribuição, às mancheias, do dinheiro do povo empobrecido.
Se conceitos morais podem modificar-se com o passar dos anos, a ética não. Esta depende do bom senso, de princípios legais, de não admitir o prêmio às fraudes. Há um total esquecimento de que não há cultura sem estudo, que não é possível tornar-se rico sem trabalho. Cargos são distribuídos a granel, sem verificação de sabedoria alguma, para ocupá-lo. O mérito para exercê-lo é a promessa de voto. E o fruto do trabalho do brasileiro esvai-se pelo ralo sem fundo, cavado mais e mais pelo partido governista.
Os exemplos são fartos, e a gestão dolosa de nossa maior estatal eviscera números humilhantes, devido a indicações para cargos diretivos que careciam da suficiente intelectualidade para a dimensão do posto a ser exercido. O resultado aí está! A tulipa de ouro, às escâncaras, volta à cena dirigida agora por um investigado pela Polícia Federal. Foi-se a ética com o beneplácito do antigo palácio do governo brasileiro, onde utentes bradam por benefícios sem a contrapartida do trabalho. Pobre país! (Luiz Pereira Lima. ZH Opinião-13/04/16)