segunda-feira, 1 de julho de 2013

Rússia espera dos EUA uma postura clara sobre a Síria

Rússia espera dos EUA uma postura clara sobre a Síria

01.07.2013
 
 
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Moscou, (Prensa Latina) A Rússia espera que os Estados Unidos esclareçam sua postura sobre a Síria durante a reunião regional do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico, em Brunei, no início de julho, comentou o ministro de Assuntos Exteriores, Serguei Lavrov, em declarações reproduzidas hoje pela imprensa.
Esperamos que se tenha uma grande clareza da posição de Washington durante o encontro com o secretário de Estado, John Kerry, na reunião de Brunei, nos dias 1 e 2 de julho, manifestou o chanceler em uma entrevista à agência oficial ITAR-TASS.
Lavrov mencionou que existe como base um acordo bilateral, atingido em Moscou em maio durante a visita de Kerry, para conjuntamente propiciar a participação do governo da Síria e da oposição na conferência internacional em Genebra, cuja convocação tem sido dificultada por Waashington e seus aliados ocidentais.
A Rússia não conseguiu um compromisso firme da parte norte-americana de garantir a presença da variada oposição síria na reunião de genebra, sem condições prévias, nem uma ampla participação de atores regionais, incluído o Irã.
Além disso, a Casa Branca respaldou abertamente o fornecimento de armamentos aos grupos radicais.
Lavrov sublinhou que o governo de Damasco ratificou a disposição de enviar uma delegação a Genebra e o faz sem condicionamentos, apontou.
Do outro lado, a coalizão nacional, na qual os sócios ocidentais depositam suas esperanças, se nega a participar enquanto Bashar Al Assad permanecer no poder "e não for restituído o equilíbrio militar no território", contrastou o chanceler.
Lavrov expressou consternação com essa lógica, que, na sua opinião, fere todos os princípios que sustentam a necessidade de realizar essa conferência, a segunda depois da ocorrida em 30 de junho de 2012, cujos os principais acordos não se concretizaram, justamente pelas manobras dos Estados Unidos e seus aliados para uma intervenção militar nesse país.
O chefe da diplomacia russa recordou que, na reunião preparatória realizada ontem em Genebra entre vice-chanceleres, não houve respostas a essas questões pendentes, tampouco conseguiram um consenso sobre a data de realização do encontro tripartido (Estados Unidos, ONU, Rússia), prévio à conferência internacional, disse.
A delegação russa, integrada pelos vice-chanceleres Mijail Bogdanov e Guennadi Gatilov, enfatizou a necessidade de criar uma atmosfera positiva para a convocação do encontro internacional sobre a Síria.
Moscou alertou, nesse sentido, contra a ocorrência de ações unilaterais, que possam ser incongruentes com os esforços da ONU e de um grupo de países para reverter o conflito armado nessa nação árabe e levar ao caminho de um acordo político.
Bogdanov, em particular, transmitiu a posição russa a dirigentes da coalizão nacional e de outras organizações opositoras sírias, com os quais sustentou um encontro em Genebra, comunicou a Chancelaria.

domingo, 30 de junho de 2013

Mujica: "O futuro é de integração internacional"

Mujica: "O futuro é de integração internacional"

16.11.2012 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
Mujica:

Aos 77 anos, José Mujica, acredita que o futuro será a integração

O presidente uruguaio, José Mujica, manifestou sua convicção de que a política exterior está mudando e que o futuro é de integração, ele viaja nesta quinta-feira (15) para o Encontro Ibero-americano que ocorrerá na Espanha.  
Em declarações para o jornal Busqueda, o mandatário refletiu sobre o futuro do Uruguai e sua relação com os países vizinhos. Como exemplo, disse que "as reuniões e os acordos que estamos tendo com o Brasil agora, vão repercutir muitos anos" e agregou: "alguma gente vai assustar-se do nível que vamos chegar de livre trânsito de mercadorias, de pessoas e de tudo".
Mujica propôs: "Se estou convencido de algo é que os Estados vão ser cada vez menos independentes e a cada vez mais delimitado seu poder por uma malha de acordos internacionais, que naturalmente terão seu centro nas sociedades mais fortes e desenvolvidas".
O mandatário uruguaio visualiza no futuro "um mundo de fronteiras nacionais mais permeáveis e porosas", segundo declarou. Ele também falou sobre a importância da preservação do meio-ambiente. "A industrialização vai ser guardar água e usá-la".
Mujica deve viajar na quinta-feira (15) para participar do encontro que será realizado em Cádiz, na Espanha. Visitará outras comunidades autônomas e, em Madri, se encontrará com o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoi, e também com o rei Juan Carlos, entre outras atividades.

A fábula das armas químicas

A fábula das armas químicas

08.01.2013
 
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Para ganhar as eleições, Barack Obama vestiu a camisa do "não-intervencionismo", enquanto a CIA explorou o período eleitoral para fortalecer os setores da oposição armada que sustentam a linha política dos Estados Unidos no âmbito do Comando Conjunto do Exército Livre da Síria (ELS).         
Destruição na cidade de Aleppo localizada a 310 quilômetros da capital síria, Damasco - Foto: freehalab.wordpress.com
Estados Unidos, por meio da CIA, age meticulosamente dentro da complexa conformação das forças oposicionistas
Achille Lollo/correpondente em Roma (Itália) Brasil de Fato
Para ganhar as eleições, Barack Obama vestiu a camisa do "não-intervencionismo", enquanto a CIA explorou o período eleitoral para fortalecer os setores da oposição armada que sustentam a linha política dos Estados Unidos no âmbito do Comando Conjunto do Exército Livre da Síria (ELS).         
Consequentemente, o coronel Abdel Jabbar al-Okeidi se tornou o líder mais importante do ESL no momento em que seus homens, a partir da fronteira jordaniana, controlavam as regiões por onde passavam os caminhões com os carregamentos de armas made in USA.
Esse fato, com a intensificação dos ataques aéreos e terrestres do exército sírio, modificou o equilíbrio no seio do ELS. Agora, somente os grupos ligados ao coronel Abdel Jabbar al-Okeidi recebem os novos batalhões formados com voluntários iraquianos, assim como novos lança- foguetes para derrubar tanques, helicópteros e até aviões (foguetes terra-terra e terra-ar).  
Diferentemente das "brigadas revolucionárias" dos grupos salafitas, jihadistas e dos grupos mais próximos à Al Qaeda, essas novas unidades, além de receberem um intenso treinamento na Arábia Saudita, são monitoradas por oficiais do serviço secreto militar britânico e o qatariano, e têm conseguido infiltrar centenas e centenas de combatentes da fronteira jordaniana até a periferia Damasco.   
Desta forma, os homens do coronel Abdel Jabbar al-Okeidi conseguiram realizar outra ofensiva contra a capital masco e ampliar as posições ocupadas nas cidades de Aleppo, Durna, Hamouriah, Idlib e Marrat al Numaan, pequena cidade próxima da fronteira com a Jordânia por onde passam as colunas de caminhões com armas e alimentos para os rebeldes do ELS ligados à CIA.          
Para suprir a falta de foguetes e de armas sofisticadas, os grupos salafitas começaram a atacar com morteiros e metralhadoras pesadas as aldeias de comunidades drusas e cristãs. Enquanto isso, jihadistas e grupos ligados a Al Qaeda voltaram a praticar nos arredores de Damasco horrendos atentados em locais de muito trânsito de pessoas. 
EUA e salafitas
Em dezembro do ano passado, o presidente do Conselho Nacional Sírio, Burhan Ghalioun, foi à capital da Líbia, Trípoli, onde se encontrou com os novos dirigentes do Conselho Nacional de Transição (CNT). Sua aproximação política foi mais forte com Abdelhakeem Belhaj e com Mahdi Al Harati, que já foram líderes da Al Qaeda e atualmente têm cargos de confiança importantes no novo governo da Líbia.   O ótimo relacionamento de Burhan com Abdelhakeem e Mahdi al Harati consolidou formas de apoio aos combatentes do CNS. Armas foram enviadas dos estoques do então exército de Muamar Kadafi e "brigadas revolucionárias de milicianos salafitas" foram transferidas.   
Este acordo foi selado com a aprovação do embaixador estadunidense na Líbia, Chris Stevens. Entretanto, após o ataque à cidade de Aleppo, a atuação militar dos salafitas começou a fugir do controle dos homens do ESL ligados à CIA. Por outro lado, o Departamento de Estado dos EUA desvendava uma suspeita de que a Al Qaeda estava se utilizando de uma "guerra santa" contra Assad para reestruturar sua organização.      
Diante desse perigo o governo estadunidense decidiu reorganizar o ESL com mais dinheiro e armas, além de promover na "grande mídia" a imagem política dos líderes dos grupos que considera mais leais. Foi neste âmbito que os homens da CIA começaram a recrutar no Iraque os voluntários sunitas, permitindo a grupos ligados ao coronel Abdel Jabbar al-Okeidi o retorno à ofensiva já no mês de agosto deste ano. A desigualdade no armamento e na organização obrigou os comandantes das brigadas salafitas a recorrer ao sacrifício humano para não recuar em Aleppo, Homs e Rastan. Porém, isso tudo tornou evidente a decisão dos homens da CIA de sacrificar as brigadas salafitas, enquanto os homens do coronel Abdel Jabbar al-Okeidi controlavam o Comando Conjunto do ESL.       
Em represália, os salafitas líbios decidiram executar o embaixador estadunidense Chris Stevens, em Benghazi (segunda maior cidade líbia), no simbólico dia de 11 de setembro.  
Armas químicas?
Agora, após todas essas manobras de apoio seletivo aos oposicionistas, os Estados Unidos usam a mesma tática de dez anos atrás: o argumento da utilização de armas químicas por parte do exército de Damasco. 
"Querem nos invadir?" Foi com essa frase que o vice-presidente da Síria, Qadri Jamil, qualificou as ameaças do presidente Barack Obama que "pretende usar a fábula das armas químicas montadas nos foguetes dos caça-bombardeiros sírios para justificar uma invasão contra a Síria."          
Até a CNN teve que limitar sua parcialidade lembrando que foi por meio da invenção do "iminente uso de armas químicas do exército iraquiano contra a população civil" que George W. Bush conseguiu antepor-se ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, iniciar a invasão do Iraque e destruir o regime de Saddam Hussein.         
Qadri Jamil lembrou ao ministro das relações exteriores da Rússia, Serghiei Lavrov, que o governo sírio aceitaria negociar até a saída do presidente Bashar El-Assad, "porém isso deve ser decidido numa mesa de negociações qualificada onde participem todas os componentes políticos sírios da oposição, dos independentes e dos que apoiam o governo. Uma negociação que deve ser feita para pacificar a Síria e não dividi-la.        
Não podemos aceitar negociar debaixo das ameaças das armas. Por isso as resoluções da Cúpula de Doha, na realidade, são meras declarações de guerra contra a Síria". 
Neste contexto e visto que o exército rebelde do ESL não consegue desarticular o exército de Damasco, pode acontecer de tudo na Síria. Inclusive, pode ocorrer que nos arredores de Aleppo alguém dispare "por engano" um foguete de seu RPG7 contra os depósitos de uma fábrica química de cloro recentemente ocupada pelos homens do ELS para depois o New York Times e a TV árabe Al Jazeera veicular no mundo inteiro que foi "o ditador Assad que ordenou bombardear com bombas químicas à base de cloro os valorosos insurgentes em Aleppo".      
Para evitar que isso aconteça o presidente da Síria logo alertou ao Secretário Geral da ONU que "o governo de Damasco nunca irá usar suas armas químicas contra o povo sírio".
Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália e editor do programa TV Quadrante Informativo

Movimentos populares africanos dizem não a Barack Obama

Movimentos populares africanos dizem não a Barack Obama

01.07.2013 | Fonte de informações: 

Pravda.ru

 
Movimentos populares africanos dizem não a Barack Obama. 18434.jpeg

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começou nesta quarta-feira (26) sua polêmica viagem ao continente africano, onde vários grupos e numerosos coletivos se preparan para levar a cabo protestos sob o lema "Não Obama".


Segundo os meios de comunicação ocidentais, o mandatário norte-americano iniciou seu giro de uma semana de duração acompanhado por sua esposa e suas duas filhas, uma viagem que custará à Casa Branca cerca de 100 milhões de dólares.

Diversos sindicatos e organizações, entre outros, o Congresso de Sindicatos Sul-africanos (Cosatu, na sigla em inglês) e o Sindicato Nacional de Trabalhadores na Educação, Saúde e Afins (NEHAWU, na sigla em inglês), informaram sobre seus preparativos para protestar contra Obama na capital da África do Sul, na sexta-feira (28).
Depois da vitória de Obama, o primeiro presidente afrodescendente dos Estados Unidos, muita gente do continente africano teve a ilusão de que o mandatário norte-americano tivesse em conta seus problemas e ajudasse seus países com investimentos, mas nada disso se confirmou.

De acordo com as mesmas fontes, a viagem de Obama pelo Senegal, África do Sul e Tanzânia se realiza sob o pretexto de reforçar o comércio, o investimento, as oportunidades econômicas e o apoio à consolidação democrática no continente.
Hispan TV

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=e44491d231b7c45260ec02d2f9f8827b&cod=11842

Assange denuncia retórica americana sobre perigo das revelações

Assange denuncia retórica americana sobre perigo das revelaçõesFundador do WikiLeaks rebateu neste domingo as declarações das autoridades americanas

Publicação: 30/06/2013 15:51 Atualização: 30/06/2013 15:54

'Também me acusaram com este tipo de declarações há dois, três anos. E todas eram falsas', disse (Anthony Devlin)
"Também me acusaram com este tipo de declarações há dois, três anos. E todas eram falsas", disse

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, rebateu neste domingo as declarações das autoridades americanas de que as revelações do site criado por ele ou as informações divulgadas por Edward Snowden colocaram vidas em risco.

Em uma entrevista ao canal ABC, Assange foi questionado sobre as declarações do secretário de Estado americano, John Kerry, de que as revelações de Snowden sobre os programas de vigilância telefônica e na internet colocaram vidas em risco. Outras autoridades do país fizeram declarações similares.
"Ouvimos esta retórica. Também me acusaram com este tipo de declarações há dois, três anos. E todas eram falsas", disse Assange. "Aconteceram debates sérios - que ainda hoje estão em alguns tabloides - sobre se provocavam dano. No entanto, nenhuma autoridade americana, ninguém do Pentágono, nem de nenhum governo, disse que alguma de nossas revelações nos últimos seis anos provocou algum dano físico a alguém", completou.

"E as revelações de Snowden são ainda mais abstratas", opinou. Assange concedeu a entrevista na embaixada do Equador em Londres, onde permanece asilado há um ano para evitar uma extradição à Suécia, onde a justiça o procura por acusações de estupro.

O ativista teme que o país escandinavo o deporte em seguida para os Estados Unidos, onde a justiça deseja processá-lo por ter revelado centenas de milhares de telegramas diplomáticos americanos.

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Assange e outras pessoas vinculadas ao WikiLeaks dão assistência a Snowden, que provocou uma nova polêmica ao revelar um programa secreto de vigilância americano.

Após as revelações, Washington revogou o passaporte de Snowden e emitiu uma ordem de prisão contra o jovem de 30 anos, que permanece desde a semana passada na zona de trânsito do aeroporto de Moscou, onde chegou procedente de Hong Kong.

Snowden pediu asilo ao Equador, mas Quito respondeu que só poderia conceder o auxílio quando ele estivesse em território equatoriano.

Na entrevista, Assange chamou Snowden de "herói" e considerou inaceitável que o vice-presidente americano, Joe Biden, tenha ligado ao presidente do Equador, Rafael Correa, para "pressioná-lo" para que rejeite o pedido de asilo.

Ao mesmo tempo, o australiano afirmou que Snowden deve fazer mais revelações.

Caso Snowden: Fidel elogia reação de Correa frente a ameaças dos EUA

Caso Snowden: Fidel elogia reação de Correa frente a ameaças dos EUARafael Correa revelou no sábado ter conversado com Joe Biden, que pediu a ele que rejeite o pedido de asilo de Snowden

Publicação: 30/06/2013 13:04 Atualização:

Havana - O líder cubano Fidel Castro elogiou neste domingo que o presidente do Equador, Rafael Correa, tenha rejeitado energicamente as ameaças dos Estados Unidos para que entregue o foragido americano Edward Snowden se ele pedir asilo político em Quito. "Não posso concluir estas palavras sem expressar minhas simpatias por Rafael Correa, presidente do Equador, que rejeitou energicamente as ameaças do vice-presidente americano Estados Unidos, Joe Biden, caso conceda o asilo político solicitado ao Equador por Edward Snowden", assinalou Fidel, em carta divulgada pela imprensa local.

Segundo Fidel, o Equador indicou a Biden que "não aceita pressões nem ameaças de ninguém, e não comercializa com princípios nem os submete a interesses mercantilistas, por importantes que sejam".

Rafael Correa revelou no sábado ter conversado com Joe Biden, que pediu a ele que rejeite o pedido de asilo de Snowden. "Falamos do tema Snowden e ele me transmitiu o pedido muito cortês dos Estados Unidos de, por favor, rejeitar o pedido de asilo", afirmou Correa em seu relatório de trabalho semanal, assinalando que a conversa por telefone ocorreu na manhã de sexta-feira.

"Eu disse a ele: 'vice-presidente, grato por sua ligação, apreciamos muito os Estados Unidos, não buscamos esta situação. Não nos tome como se fôssemos antiamericanos, que é o que tenta posicionar certa imprensa de má fé'", acrescentou o presidente de esquerda.

Correa indicou ter explicado a Biden que o Equador ainda não pode processar o pedido do ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos porque ele ainda não se encontra em solo equatoriano.

Correa assinalou ainda que seguirá o mesmo procedimento feito no caso do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, a quem Quito concedeu asilo em agosto de 2012. Assange se encontra há um ano na embaixada equatoriana em Londres.

Mas Correa também destacou que Snowden revelou o maior caso de espionagem da história, por isso acha que os Estados Unidos devem uma explicação, e também criticou o fato de que o centro da polêmica não seja esta questão e sim sua decisão de estudar o pedido de asilo do fugitivo americano.

Snowden, que se encontra desde domingo passado na zona de trânsito do aeroporto internacional de Moscou, pediu asilo político ao governo equatoriano, que se diz disposto a concedê-lo assim que o ex-analista de informática se encontrar em território equatoriano.

O ex-funcionário de uma empresa que prestava serviços para a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos é acusado de espionagem em seu país por ter revelado programas secretos de vigilância das comunicações do governo de Barack Obama.

Nos últimos 20 anos, Brasil fez apenas um plebiscito e um referendo

Nos últimos 20 anos, Brasil fez apenas um plebiscito e um referendoNo Brasil, a legislação determina que a realização de plebiscito ou de referendo deve ser proposta e aprovada por decreto legislativo

Publicação: 30/06/2013 15:23 Atualização: 30/06/2013 15:26

Os juristas reiteram a necessidade de compreender as diferenças entre plebiscito e referendo. O plebiscito, cujo nome vem do latim, significa decreto da plebe (no caso, do povo), é convocado antes da criação da norma – seja ato legislativo ou administrativo. Os eleitores são convocados a opinar sobre um determinado tema para que os legisladores definam a questão. Nos últimos 20 anos, houve um plebiscito, em 1993, e um referendo, em 2005.
No Brasil, a legislação determina que a realização de plebiscito ou de referendo deve ser proposta e aprovada por decreto legislativo – aprovado pelo Senado e pela Câmara. Só com a autorização do Congresso Nacional, os eleitores serão chamados a opinar. O Executivo sugere, mas o Legislativo é que define, inclusive, o que vai ser perguntado ao eleitorado.

O referendo é um instrumento, por meio do qual os eleitores devem se posicionar sobre um assunto já definido. O referendo é convocado depois da aprovação da norma, no caso os eleitores são consultados se devem ratificá-la.

A Constituição de 1988 estabeleceu a realização de um plebiscito para que os eleitores opinassem sobre qual o sistema de governo deveria ser adotado no país – monarquia parlamentar ou República; parlamentarismo ou presidencialismo. A consulta popular foi feita em 1993 e venceram a República e o presidencialismo.

Há oito anos, pressionado pela cobrança da sociedade sobre a segurança no país, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto do Desarmamento com uma cláusula determinado a realização de referendo sobre a liberação da compra de armas. Em 2005, os eleitores foram consultados sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições. Na ocasião, as opções eram sim, a favor da proibição, ou não, contra. A maioria do eleitorado optou pelo não.